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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Porque eu ♥ mulheres inteligentes ( Washington DC, moda, filhos e mais, por Vivi Balbino)

Há algum tempo atrás eu iniciei um projeto muito querido aqui no Blog. Porque sim, minhas amigas são chiques de doer  e estão espalhadas pelo mundo. E alguém além de mim precisava urgentemente aproveitar tanta finèsse e sabedoria.

Este projeto ficou meio encostado porque o blog, que no começo era super pretensioso e multidirecional, virou uma coisa mais intimista ( e isso não foi ruim!). Mas quando eu recebo um guia desses, com tanto bom-humor e carinho, PRECISO publicar, não posso regular informação de utilidade pública! E tem mais, minha gente: essas dicas vocês não encontram dando sopa por aí, não. Curtam o excelente guia da cidade de Washington.

Washington D.C por Vivi Balbino

Maurinha,
Espero que gostem desse meu roteirinho, que ajude alguém recém chegado...
Contudo, é possível que alguma leitora mamãe do seu blog que more aqui em DC não se
identifique muito  com ele. É que eu, ao contrário da maioria das mamães de Washington, optei
por viver na parte central da cidade – e não no subúrbio, mais tranqüilo, mais espaçoso,
mais família. A minha motivação era só uma: eu queria poder continuar a almoçar todos
os dias com o meu filhote, que acaba de completar três aninhos, como sempre fiz, desde
que ele nasceu. Pode ser só uma besteira a que eu me apeguei, mas, pra mim, faz muita
diferença ver meu filhote no meio do dia de trabalho. Não queria que ele só tivesse
oportunidade de estar com a mamãe dele de manhã cedo e de noite...
É bem verdade que tudo isso vai mudar agora que ele vai começar a ir pra
escolinha e ficar até 14h30, mas depois eu te atualizo sobre a nova realidade 

Aproveitando o ensejo, vamos começar pela parte criança do roteiro? Um ano e
meio depois de chegar, sinto-me mais segurança para dar algumas dicas sobre passeios
com criança e tal. E tenho uma ótima notícia pra quem tiver de (ou quiser) vir pra cá:
Aqui, há toda a infra do mundo, conjugada a belas paisagens e parques muito
interessantes. Além disso, as pessoas costumam gostar de crianças, a grande maioria dos
restaurantes tem cadeirinha, menu para crianças, etc. Eu não participo por causa do
horário de trabalho, mas sei que existem grupos de mães para TUDO o que se imaginar:
yoga, religião, leitura, de inglês/ espanhol, passeios com os filhotes... A impressão que eu
tenho é que os EUA são meio que assim como país: família vem em primeiro lugar e a
comunidade (vizinhança) é o centro da vida social. Pra nós, mamães, vem bem a calhar :)

Pra não me alongar, vai uma listinha com os nossos passeios campeões:

- Glen Echo Park: Tem um carrossel antigo, com música daquelas que parecem de realejo
e bichinhos que sobem e descem, que é o MÁXIMO. Lindo, maravilhoso.E os pequenos
adoram. Mais informações aqui: http://www.glenechopark.org/kids.htm

- Parque da Tartaruga (Friendship Park ou Turtle Park): parquinho mais ou menos
perto da nossa casa que atrai muita criança e muitos pais da redondeza. Tem, além
do playground caprichado, quadra de tênis, de futebol, parquinho aquático (só com
aquelas fontes de chão pros pequenos fazerem farra), e um centro de atividades que
funciona como creche em estilo cooperativa (cada pai ou mãe de criança que participa
se voluntaria para dar tantas horas por dia na creche) e que, no verão, funciona como
colônia de férias. Parques como esse são mantidos pelo Departamento de Parques do
Distrito de Colômbia. Há VÁRIOS deles espalhados por toda a cidade. [Ah! Algo
que nos chocou, pelo contraste, quando chegamos: as pessoas deixam brinquedos
(normalmente usados, mas em bom estado) nos parquinhos públicos, para as crianças
brincarem. E fica tudo lá... Ninguém jamais pensa em levar pra casa]. Olha o link: http://
www.turtlepark.org/

- Palisades Library: cada bairro tem a sua biblioteca – ou várias. Essa fica a duas quadras
da nossa casa e foi o primeiro contato que nosso filhinho teve com o inglês. Acho que
todas as bibliotecas têm programinhas de leitura para as crianças. Nessa, toda quarta-
feira, por uma hora, uma funcionária conta histórias e canta músicas tradicionais para a

criançada. Tudo aberto ao público. Página na internet: http://www.dclibrary.org/palisades

- National Aquarium, em Baltimore: não sei se ele gosta mais, ou se é a gente. Baltimore
fica a menos de uma hora de carro de Washington e esse aquário é muito, muito bacana.
É passeio de dia inteiro, mas lá dentro temos lanchonete, banheiros, lugar pra descansar.
E, saindo dele, encontramos muitas outras opções para comer e depois voltar pra casa. O
site: http://www.aqua.org/

- National Museum of Natural History: se eu tivesse de indicar um, entre todos os museus
da Smithsonian Institution, para levar criança (pelo menos pequena), eu indicaria o de
História Natural. Os bichos empalhados, em tamanho real, nos seus habitat, deixam a
criançada – e os papais – maravilhados. Costuma ser cheio, mas, até aí, todos... Pra não
ser injusta, vou citar também o Museu Aero-Espacial (não sei se ainda tem hífen ou não!
) e o Newseum, que tem um helicóptero de verdade pendurado no teto e que deixou meu
pequeno vidrado! O melhor mesmo é ir a todos J Eis as páginas, pra dar uma olhada:
http://www.mnh.si.edu/
http://www.nasm.si.edu/
http://www.newseum.org/

- Passeio de barco até Alexandria, Virginia: como todo mundo já deve ter notado,
americano gosta de importar nome de cidade famosa e Alexandria não ficou de fora.
Essa fica no estado da Virginia, a coisa de meia hora de carro de Washington. Mas o
que a gente acha mais bacana de fazer é pegar um barquinho no Georgetown Harbor e
ir passar o dia lá, voltando também de barco no final da tarde. Lá em Alexandria há um
ônibuzinho, que eles chamam de “trolley”, que sobe e desce a rua principal da cidade
(a King Street) e cuja última parada é na estação de metrô. Então, existe a possibilidade
de voltar por outro meio de transporte, mas rápido que os 40, 45 minutos do barco. Em
Alexandria tem muito lugarzinho fofo, restaurante legal, lojinhas super criativas de
brinquedo... Vale muito a pena. Página do barco:
http://www.potomacriverboatco.com/
Página de Alexandria:
http://visitalexandriava.com/attractions-activites/neighborhoods/old-town/?
gclid=CO7y7KyjnqMCFYle2godslEPow

Ficou muito coisa de fora: zoológico, tantos parques estaduais, nacionais, outras
cidadezinhas por perto... Mas queria deixar registrado o que mais faz a nossa cabeça, por
enquanto. Daqui até a gente ir embora, espero ter feito muitas outras descobertas com
meu pequeno.

Agora... Passando pra parte fútil do negócio...Isso aqui é O lugar do mundo
pra se comprar, né? A gente tem que se controlar. No início, acho que todo mundo que
vem morar aqui passa pela fase de querer comprar tudo o que vê pela frente. Eu nem
sou compradora voraz. Sempre, desde que vivia com salário de professora de escola
particular, procurava coisinhas bonitinhas pelo menor preço que conseguia. E continuo
sendo assim: vou atrás de promoção, de ponta de estoque, de liquidação... Depois, a
gente vai ficando mais seletivo e vai vendo que, mesmo sendo mais barato que no Brasil,
a grana acaba sumindo se a gente não se contém e não escolhe do que realmente gosta

Então, é o seguinte, lá vai uma lista do que eu gosto mais:

1) ideeli: Quem aí conhece o Coquelux ou outros clubes de compras com desconto leva
a mão. Eu faço parte do Coquelux, mas, morando aqui, ficou impraticável, por causa do
frete. Não tive outra saída que não procurar uma nova vertente para meu impulso de (boa)
consumista. Marcas legais por metade (ou, às vezes, menos) do preço? Tô dentro. No
ideeli, não precisa de convite pra entrar. Mas, se forem, coloquem que eu que indiquei,
tá? HAHAHAHAHAHAHAHAHA
www.ideeli.com

2) Anthropologie: é a loja de que eu mais gosto aqui. É linda e cara. Compro sempre na
salinha da liquidação. Não vende só roupa – vende acessórios, roupa de cama, artigos
para cozinha... É muito, muito, muito linda.
www.anthropologie.com



3) Outlets: acho que, hoje em dia, qualquer turista que venha aos EUA já vem procurando
os “outlets”, como os gringos chamam os shoppings de ponta de estoque. É meio que
perdição... Eu tento ir só bem de vez em quando, porque normalmente são afastados da
cidade também, pra não ficar entulhando o guarda-roupa de coisa que, depois, a gente
nem lembra que comprou. Mas que os preços são inacreditáveis para padrões brasileiros,
isso são. E eles ainda tem eventos especiais, tipo pós-Natal, pós-Dia da Independência
e, pasmem, um dos maiores é o pós-Halloween. É a chamada “Black Friday”. São
descontos especiais pra quem vai comprar na madrugada seguinte ao Halloween, que
é a noite do 31 de outubro. Então, na madrugada do dia 2 de novembro, em horário
que varia de shopping pra shopping, os descontos são aditivados. Eu fui ano passado,
pra descobrir que não precisa ir necessariamente na Black Friday. Qualquer um desses
eventos especiais durante o ano tem basicamente os mesmos descontos a mais e não
precisa acordar 4 da manhã – como eu fiz. O outlet mais conhecido, entre uns cinco
bem conhecidos, é este:
http://www.premiumoutlets.com/outlets/outlet.asp?id=14

4) Liquidação da Macy’s: a Macy’s vende de tudo. Roupa de adulto, adolescente, criança,
idoso, gente baixa, gente alta, tamanho grande, de ambos (ou mais) os sexos, cama,
mesa, banho, sapato, acessório, cosmético, coisa brega, coisa chique, barato, caro, pra
todos os gostos possíveis e imagináveis. Normalmente, tem sempre alguma coisa em
promoção. Mas final de estação... É realmente uma loucura de preço baixo. (Na verdade,
essa afirmação vale para qualquer loja de roupa americana. Mas a Macy’s tem mais
variedade, então, na pressa, fique com ela). Dá pra encontrar calça CK de veludo, como
eu já ganhei uma vez, por 10 dólares. Quem veste tamanho mais comum, tipo eu, tem que
ir no iniciozinho da liquidação ou é obrigado a garimpar muito mais. Mas vale a pena. E
ainda rolam uns descontos a mais que vêm no jornal... No final das contas, tem coisa que
sai praticamente de graça, mesmo.

5) Forever 21: pelo blog, eu sei que a Maurinha já conhece, mas, gente, realmente, pra
mim, é O achado em termos de moda barata e descolada nos EUA. Moda em sentido

amplo, incluindo, e talvez principalmente, acessórios. Eu tenho uma chefe chique, que
vive elogiando as bijoux que eu, arrimo de família e bem mais pobrinha que ela, compro
lá por, sei lá, 10, 15 dólares J Eu conhecia antes de morar aqui, quando vinha a trabalho.
Agora, confiro sempre que estou querendo algo mais “trendy” – já que não precisa
pagar mais caro por algo que a gente sabe que meio que tem prazo de validade, né?
A página tem tudo, tudo, tudo e mais um pouco. O frete é meio caro, mas já comprei mais
quantidade, que vale a pena: www.forever21.com

Eu não sou muito de usar maquiagem. Mas aqui, de fato, é muito mais negócio de
comprar as marcas conhecidas. Tem a MAC em todo shopping, tem a Sephora que vende
de tudo. E sai tudo muito, mas muito mesmo, mais barato do que no Brasil. Vale a pena
fazer listinha e comprar nem que seja no free shop, como eu já fiz quando morava no
Brasil e queria comprar rímel e blush (que é o que eu uso, basicamente).
Agora tem uma coisa que eu quero confessar, até para conhecer a opinião de
outras brazucas por aqui. Eu compro esmalte é no Brasil. (E deixa eu contar que aprendi a
fazer a unha sozinha aqui, depois de uns 6 meses indo pra lugares onde faziam um serviço
mais ou menos e me cobravam muito do meu suado dinheirinho). Aqui tem OPI e tal.
Mas é SUPER caro! Eu gosto de ter opções de cores, não sou daquelas que varia entre
dois ou três esmaltes para toda a vida. Assim, só me resta a opção de trazer uma sacolinha
de cores novas, a cada vez que vou ao Brasil. Aliás, eu acho a qualidade dos nossos
esmaltes (Risqué e Impala são os meus preferidos) muito boa. Meu drama é o alicate. Eu
trago do Brasil amolado, mas se cai, por exemplo, fico aqui sem pai nem mãe... É um
horror alicate aqui – custa um absurdo (paguei 30 dólares em um, outro dia), chegam
chegos e não tem onde amolar. (Tudo bem, eles dizem que amolam de graça se você
pagar o envio pra fábrica. Mas eu não to muito segura de que vai valer a pena morrer em
mais essa grana). E assim seguem minhas unhas.

Vou passar pra gastronomia. Metade de mim quer dizer que essa é a parte ruim de
morar aqui, mas a outra metade reconhece que há uma vasta gama de opções, que
dificilmente se encontra no Brasil. Pra tentar explicar de maneira resumida, é o seguinte:
com pouco dinheiro, feito o devido câmbio, come-se melhor no Brasil. Comida barata
aqui é mesmo fast, ou melhor, junk food. Para a minha surpresa quando cheguei, o caro
aqui é comprar fruta e verdura. Comida pronta, enlatado, refrigerante, biscoito, é
baratíssimo. Suco, especialmente de fruta de verdade, é mega caro. (Aqueles sucos que
são mais açúcar do que extrato de fruta concentrado, por exemplo, são baratos). E a regra
vale para restaurantes também: quem quer ou só pode pagar mais barato, vai comer pior –
ou, pelo menos, menos saudável. Infelizmente, não tem pé sujo digno, lanchonete com
100 sucos diferentes, barraquinha de, sei lá, pamonha, como no Brasil. Tem cachorro-
quente (que é só a salsicha dentro de um pão, sem molho, sem nada), tem hambúrguer,
tem pizza. Barato, é isso.
Pra quem pode se dar ao luxo de ir a lugares caros e tal, as possibilidades são bem
mais atraentes. Não sei se já está passando no Brasil, mas agora aqui está passando o Top
Chef DC. (Ontem começou “Real Housewives of DC”, a propósito...). Tem muito
restaurante legal. E quando eu digo “caro”, não estou falando olho da cara. Dá pra pagar.
Mas me dá um dó do americano médio, que come muita, muita, muita porcaria – porque é
o mais barato. (E eu ainda não comi uma, nem uma mísera pizza que eu achasse gostosa
de verdade aqui!)
Enfim, alguns dos nossos preferidos:

1) Et Voilá: francês/belga pequenininho, aconchegante, está criando reputação na cidade
como um dos melhores, especialmente para o brunch. E é do lado da nossa casa.
Serve um pouco (pouco mesmo, o menu é restrito para os padrões daqui) de tudo: carne
vermelha, caça (às vezes), frango, peixe e frutos do mar. As sobremesas são ótimas. O
preço é bastante razoável para o que se come. Topo da nossa lista. Lá vai o endereço na
internet:
http://www.etvoiladc.com/

2) Kotobuki: a rua atrás da nossa casa (MacArthur Boulevard) tem dois restôs japoneses,
um literalmente em cima do outro. Um é caro e o outro é baratinho. O nosso preferido
é o de cima, baratinho, que se chama Kotobuki. Sentar lá pra comer pode não ser das
experiências mais agradáveis porque o lugar é pequeno mesmo. Mas o peixe costuma ser
fresquinho, o misô é uma delícia. A gente pede e leva pra casa na maior parte das vezes.
Lá vai a página:
http://www.kotobukiusa.com/

3) Quando é pra enfiar o pé no hambúrguer, a gente vai no Five Guys. É o mais
tradicional da cidade, tem em vários lugares, até no aeroporto. Já fomos aos hamburgeres
do momento, tipo o Ray Hell’s Burger, mas voltamos pro bom e velho restaurante que dá
amendoim de graça pra galera.
http://www.fiveguys.com/home.aspx

4) Clyde’s: meu favorito pra tomar drinks, leia-se coquetéis, que eu adoro. Tem uma
super variedade e a comidinha (tem de absolutamente tudo) é bem gostosa. Tem em
vários lugares da cidade também.
http://www.clydes.com/main/RestaurantsDetail.cfm?
Restaurant=Clydes_of_Georgetown&Section=Main

5) Cheesecake Factory: meu guilty pleasure de morar nos EUA. Eu gosto MUITO desse
lugar! Quem já me visitou passou por lá pelo menos uma vez. A variedade do menu é
inacreditável. Eles servem desde frutos do mar, passando por massas variadas, carnes e
tal, até quiche, sopa e coisas do gênero. Qualquer coisa que você estiver a fim de comer,
eles certamente poderão preparar pra você. Não estou dizendo que vai ser o melhor, mas
também não é ruim. E os cheesecakes, hmmmmmmmmm... Ainda quero provar todos
antes de ir embora. www.cheesecakefactory.com

Vivi, só tenho uma coisa a acrescentar: myacabei de rir ao imaginar você importando uma sacolinha de Coloramas! Eu fazia isso também e tem mais: antes de vir embora vendi meus esmaltes brasileiros pra uma manicure suíça pelo dobro do preço que havia comprado. Você sabia que o povo faz ao contrário,né? Tem umas paradas tipo Holografias, Glitters e etc, que só tem aí e o povo paga o preço. Mas eu, que não ligo pra nada disso, vou te dizer a única coisa importante sobre os esmaltes daí: o Revlon dura, sem brincadeira, mais de 7 dias sem lascar. E é antialérgico ( quase todos são, ao contrário dos nossos). Fora isso, dou o maior apoio na importação dos Risqués ;)

sábado, 24 de abril de 2010

Going Vain: máscara antiidade para cabelos BonaCure by Schwarzkopf


É, vou postar de novo a respeito de um produto sobre cabelos. E sei perfeitamente a que se deve essa minha obsessão: estou deixando meus cabelos crescerem. Meus cabelos fininhos, que se embaraçam com qualquer sopro, portanto quebram bastante, portanto se não forem cuidados correm o risco de ficarem bem feios antes de chegarem aos ombros. Como em time que está ganhando não se mexe, voltei a usar e continuo usando, dicunforça, o shampoo e o condicionador Dove da linha antiquebra, que em outros tempos foram os responsáveis pelos meus fios crescerem fortões (haha, "fios crescendo fortões" parece propaganda de danoninho). Mas quando um produto vem com tão boas credenciais, como essa tal máscara antiidade para cabelos BonaCure by Schwarzkopf, não tem como não testar.


A última vez que eu peguei em mãos um produto da Schwarzkopf foi na minha infância. Meu pai usava shampoo dessa marca que, se não me engano, era vendido em qualquer loja do ramo e não custava os olhos da cara. Depois disso, voltei a ouvir esse nome durante a guerra do Golfo: Schwarzkopf era um dos generais americanos. Daí, nunca mais, até uns 15 meses atrás, quando fiquei sabendo que a marca continuava, sim, fazendo produtos dos bons. Talvez agora um pouco mais caros...


A máscara, que é o potinho da foto (assim como o leave in também), eu ganhei no encontro promovido pela Cinthia, do blog Make Up Atelier. No mesmo dia já testei, querendo ver se todas as maravilhas que falavam da Bonacure eram verdade. Eram.


Esse produto funciona como máscara: após lavados os cabelos com o shampoo, aplica-se o creme do potinho (cuja textura é de um creme qualquer) e espera-se de 5 qa 10 minutos. Enxágua-se. E o cabelo fica molinho de tão macio. O frizz vai embora. Um sonho. Não bastasse isso, dá pra usá-lo também como condicionador, do jeitinho que a Paola já ensinou: lava-se os cabelos com o shampoo de costume (no meu caso tem sido o Dove em seis dias na semana e o shampoo de limpeza profunda do Paul Mitchell em um dia na semana), aplica-se, deixa-se agir por um ou dois minutinho0s e enxagua-se.


Essa máscara funciona muito bem das duas maneiras. E uma boa notícia para meninas que, como eu, têm cabelos lisos e finos: não precisa usar um monte de produto de uma vez para fazer efeito. Ou seja, esse potinho, que pelo jeitão custa caro, vai durar uma eternidade.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Going Vain: After Party, da Tigi


Hoje eu, atrasada como sempre, vou falar do meu finalizador predileto de todos os tempos da última semana: o After Party da TIGI. A primeira coisa que a gente nota quando o pega nas mãos (além da embalagem bizarra, claro) é que não há exatamente instruções de como usá-lo. Comprei depois de ler várias resenhas em blogs, e ouvir muitas recomendações de amigas, depois das quais concluí que o After Party é isso aí: um 'embelezador' de cabelos.


Claro que contribuem pra compra o fato de ela ser no exterior (aqui ele custa os olhos da cara, e nos EUA custa a bagatela de 18 dólares - o que também não é aquela coisa baraaaata) e o cheirinho do produto ser um mix frutal delicioso, e você fica imaginando sair com os cabelos cheirando deliciosamente. Mas devagar com a louça, tá? Quem tem cabelo oleoso como o meu dificilmente pode se jogar no After Party de modo que o cabelo fique todo com o perfume dele. Não dá: cheiroso vai ficar, mas vai parecer que você não lava as madeixas há um mês. Já quem tem os cabelos secos, pode usar um pouco mais, sem medo.


'E como você o usa, Joo?' Bom, coloco na mão uma 'ervilhinha' de produto, bem pequena mesmo (o que também é uma vantagem, já que um tubo do produto dura por uma vida), e espalho friccionando as palmas uma na outra. Daí, bem de leve, passo o produto da raiz às pontas, sobretudo sobre aqueles cabelinhos novos e revoltados, para abaixá-los. O que sobra, espalho nas pontas, que costumam ser as partes mais secas do meu cabelo (e do cabelo de todo mundo, claro). Faço isso com o cabelo seco, espero um pouco e penteio como de costume.


O resultado? O cabelo fica muito brihante, com o frizz bem controlado e um cheirinho bom, que não dura lá essas coisas. Fica com cara de que acabou de sair do salão, mesmo. Usar após a chapinha ou escova é garantia de sucesso absoluto, mesmo pros cabelos mais ressecadinhos - ele dá aos fios aquela cara de bem tratado. Conclusão: mais do que aprovado!


(imagem daqui)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Going Vain coming back: Duane Reade da Herald Square, NY

Piso superior da Duane Reade Herald Square, devidamente realçado pelo meu talento no Paintbrush


Ok, então você viajou pra NY. E está gastando os tubos com hotel em Manhattan (onde um quarto em qualquer pé sujo não sai por menos de US$100 na baixa estação), com comida (a não ser que você esteja vivendo de pizza, porque lá UMA banana custa US$1) e com outras coisas, porque NY, não se enganem, é uma cidade CARA. Daí que não sobra muito dinheiro pra fazer balada. Mas se você é uma louca por cosméticos, sempre dá pra fazer uma festinha em certas lojas depois da janta. Nem que seja só pra olhar!


Claro que tem a clássica Sephora... a maioria das lojas abre domingo e fecha tarde, especialmente nas vésperas de datas comemorativas. Sim, eu brinco que a Sephora praticamente não tem porta. Mas se você curte gastar pouco e, como eu, adora uma farmacinha, a Duane Reade de Herald Square (fica mais ou menos ali na Broadway, entre as ruas 36 e 34 e ao ladinho da Macy's) é a sua praia: tem um andar só de cosméticos, com todas as marcas que a gente ama, e melhor, ficar aberta 24 horas, caso você queira ir comprar um esmaltinho no meio da noite :)


Parece brincadeira, mas terminar o dia nessa loja pode ser uma ótima pedida. Too Faced, Revlon, Maybelline, Cover Girl, Milani, Rimmel, L'Oréal, John Frieda, Pop, Essie, OPI, Burt's Bees, Paul Mitchell, Kérastase, St Ives, NYC Color, Sally Hansen são apenas algumas das marcas que você encontra por lá. Essa Pop, por exemplo, eu nunca tinha visto: ela tem paletas fofíssimas, tanto de sombras quanto de blushes, sem contar os cílios postiços. Uma outra marca que a boba aqui esqueceu o nome tem seus produtos inspirados em bebidas. Na mesma loja você encontra ainda acessórios dos mais diversos, como pincéis, curvex, e até almofadinhas de silicone para proteger os ombros do atrito com as alças do sutiã. Legal, né?


Uma coisa eu PRECISO dizer: se você garimpar, consegue sim achar alguns preços mais baixos em outros estabelecimentos da cidade do que os praticados pela rede Duane Reade. Por exemplo eu, que numa drugstore pequena achei Essie e OPI por 50 cents mais barato - o que pode fazer diferença dependendo de quantos esmaltes você tá a fim de comprar. Mas nesse caso, a Duane da Herald Square serve também pra quem não curte ficar pesquisando e quer resolver todas as compras num só lugar: a variedade de marcas e produtos é absurda, e dificilmente você não vai encontrar aquilo que está procurando.


Exemplos de preço? Vamos lá: OPI por 8 dólares, Essie por US$7,50, quartetos Rimmel por 5 dólares, duos de sombra L'Oreal HIP (essa linha da L'Oréal é fantástica!) por 8 doletas, shampoos John Frieda por mais ou menos 7 dólares cada, barrona de sabonete Shea Moisture por 5 dólares. Os preços da Too Faced são iguais aos da Sephora. Ah, mesmo que você não more na cidade, pode fazer um cartão fidelidade da loja, que funciona no esquema acúmulo de pontos a cada compra. Além disso, há algumas promoções somente pra quem tem o cartão. É só perguntar para um atendente. As chances de ele ser simpático com você são praticamente nulas, mas não leve pro lado pessoal: em NY a coisa funciona assim mesmo!!!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Going Vain: testando o Powderflage, da Benefit.

foto do site da marca



Benefit é uma marca super interessante, nascida e criada em San Francisco - na minha opinião, a cidade mais linda do mundo, ganhando de Veneza por um nariz. Além de ter produtos muito criativos, a marca ainda nos brinda com slogans fofos tipo 'sorrir é o melhor cosmético: use sempre', e outras coisas no gênero. Além de maquiagem, a Benefit ainda tem cosméticos diversos, perfumes e trecos engraçadinhos tipo ímãs de geladeira em forma de pin-up. Desnecessário dizer que adoro, adoro, adoro!


E a futilidade fofa da Benefit sobre a qual vou falar hoje é o Powderflage, esse produtinho aí da foto. Conheci na Califórnia, numa Macy's, quando sentei no banquinho do stand da marca e a maquiadora super simpática começou a aplicar tudo o que tinha no meu carão. O resultado até que foi bacana, tirando as sobrancelhas: reparei que em LA o pessoal tem a mania de marcar muuuito as sobrancelhas com lápis, de um jeito deveras bizarro. Segundo essa maquiadora e o site da Benefit, o Powderflage promete mundos e fundos: disfarçar rugas finas e linhas de expressão, além de diminuir as olheiras pretonas. Ele vem com uma miniatura de pincel 'vassourinha', mas sinceramente prefiro aplicar com um pincel bem fofinho daqueles de esfumar. Acho que a vassourinha mais 'varre' mesmo do que aplica, Molejão feelings total. É só espalhar na testa, canto dos olhos, cantinhos da boca e dar uma bela olhada no espelho.


Se funciona? Bem... já posso dizer que ele não esconde olheiras. Tá, a marca dá a dica de aplicá-lo sobre o corretivo cremoso, em defeitinhos que são mais difíceis de esconder, como é o caso das manchas pretas sob os olhos. Ele até dá uma iluminada, mas o efeito é muito sutil mesmo. Tão sutil que você vai preferir usar um daqueles corretivos iluminadores, que corrijem e iluminam ao mesmo tempo - é mais fácil e mais barato usar um produto só ao invés de dois, né?


Mas ele é um artifício bem bacana praquelas linhas finas que todo mundo que passou dos 25 já começa a ter no rosto. Tipo as linhas de quem franze a testa, sabem? Além de preencher um pouco, o Powderflage faz um efeito de luz legal, e disfarça esse iniciozinho de velhice :). E deixa eu aproveitar o gancho pra dizer que não ha nada de errado em ter ruguinhas e linhas de expressão. É o caminhar natural das coisas, gente. Eu brinco e brinco que estou velha aos 31 anos, mas quem fala esse tipo de coisa a sério me incomoda. Juro que gosto muito mais da minha versão 31 do que da minha versão 21, por exemplo.


Voltando ao produto... se eu acho que vale a pena comprar? Vejam só: se você tem orçamento pra isso (barato não é, custa US$28), se você curte maquiagem, se você curte a Benefit, acho que vale sim. Pra mim, maquiagem é diversão, produto novo é farra, e quando ele te deixa mais bonita, une o útil ao agradável. Mas atenção: o Powderflage é supérfluo, sim. É uma futilidade entre as futilidades. Você não PRECISA dele. Ele não vai fazer nenhum efeito miraculoso, e não vai ser melhor que aquele seu corretivo que te embeleza de fato.


Mas afinal, essa coluninha é ou não é sobre futilidades??? :)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Going Vain: usando o 'Do you lilac it?', da OPI.

Nomes de esmalte são luxo e riqueza, né? Queria ser contratada só pra ficar bolando nomes pra itens cosméticos (não lembro que blogueira falou isso certa vez, e eu super assino embaixo!). Esse 'Do you lilac it?', então, achei o máximo, porque termina em '?' igual Vende na Farmácia?, hehehe...


Sério agora, eu sempre disse que achava os esmaltes da Revlon mais bacanas que os da OPI. Em primeiro lugar, por serem mais baratos. E mais fáceis de encontrar também. Qualquer drugstore nos Estados Unidos, por mais chinfrim que seja, tem Revlon. Mas nem todas têm OPI.


A segunda razão é a durabilidade dos Revlon, que é ABSURDA. O máximo que um Revlon durou na minha unha, durante o dia a dia, sem descascar, foram sete longos dias. OPI, no máximo 4. E fiquei abismada ao ver o Revlon durar 5 dias nas unhas durante as férias, quando eu ia à praia toda manhã e passava a tarde derretendo na piscina.


Mas daí que eu amei esse roxinho-lavanda da OPI. Amei, amei, amei. Minha mãe fez piadinha, disse que eu estava pintando as unhas pra combinar com o pijama (roxo de ursinhos, tsá?), e mais alguma gracinha sobre a época em que as folhas de cheque do Banco Banespa, hoje parte do Santander, eram roxas. Ha, ha, ha. Não tô nem aí, amei.


Se vocês querem saber, não acho mesmo que ele vá durar nas minhas unhas o mesmo que um Revlon. Mas recomendo a compra pela cor, que é super versátil. Rola no verão e no inverno. Rola com vestidinho vaporoso, rola com branco, rola com preto. Rola com aquele casaco cinza que eu tiro do armário toda vez que o tempo e o clima de SP resolvem me pregar peças. Com jeans fica lindo. E com bege (acho que agora a gente pode parar com esse negócio de 'nude' pra cá, 'nude' pra lá, né?) rola também.



Ficou assim na minha mão (olha a unha do dedo anelar quebrada, que judiação). Achei o resultado bem bom. O que também significa que a textura facilita a aplicação e o pincelzinho também. Qualquer uma consegue fazer isso em casa :) ...

sexta-feira, 5 de março de 2010

Going Vain - testando o LashStash da Sephora.

Meninas leitoras do blog de Madame Maura... tudo bem? Essa é minha primeira participação aqui, então me apresento: meu nome é Joo, e provavelmente muitas de vocês não me conhecem, e outras talvez lembrem de mim do Vende na Farmácia?, o blog onde eu midivirto junto com a Loo. Combinei com Maura participações esporádicas por aqui, onde vou falar dos cosméticos que experimentei e que não vendem na farmácia: coisas que eu trouxe de viagem, coisas que ganhei e até uma ou outra que comprei por aqui mesmo, num momento de fraqueza (deixa eu já avisar que esses momentos são raros, sou meio mão fechada quando se trata de gastar meu $$ numa coisa que eu sei que lá fora custa x e aqui custa 10x).


Viajei em fevereiro passado e me comportei tão bem, mas tão bem, que saí da Sephora com apenas UM ITEM nas mãos. É esse que vocês vêem na foto super amadora aí embaixo:




O LashStash é uma caixinha onde a Sephora compilou 10 miniaturas das máscaras para cílios mais vendidas por eles. Se não me falha a memória, paguei uns US$35 pelo kit, porque achei uma maneira bacana de experimentar vários produtos que, sozinhos e no tamanho 'normal', custam quase o preço da coisa toda. A caixinha contém os rímeis da Hourglass, Laura Mercier, Urban Decay, Fresh, Korres, Sephora, Benefit, Tarte, Smashbox e Cargo, todos na cor preta. Quer dizer, a da Hourglass é na cor 'carbon' e a da Smashbox, na cor 'jet black'. Ou seja: só preto, sem preconceito.

Vocês ficam chateadas se eu disser que ainda não experimentei todas? É que eu só tenho dois olhos. Mas experimentei a maioria, e vou contar pra vocês. Segurem-se:

- A little bit BADGal lash mascara, Benefit: não sei vocês, mas eu não tenho muito jeito com máscaras cujos aplicadores são enooooormes, o que é o caso dessa aqui. Tá, o resultado fica bom, dá bastante volume, mas eu precisei de umas três tentativas pra consegui-lo sem manchar minhas pálpebras de preto...


- Abyssinia oil volumizing and strenghtening mascara, Korres: eu amo a Korres (googlem, gente, é uma marca grega que tem sabonetes líquidos e hidratantes deliciosos), então fiquei super empolgada em testar um produto da linha de maquiagem deles, que eu ainda não conhecia. Dei com a cara no chão: é um rímel normalzinho, normalzinho. Tá que ele promete condicionar os cílios, mas não dá pra perceber se isso rola mesmo de usar só uma vez. Nem sei se dá pra perceber usando várias vezes...


- Supernova Mascara, Fresh: a Fresh é uma marca que eu acho que nem conheceria se não fosse essa mania da Sephora de me dar brindes... Ganhei um sabonete para o rosto delicioso deles certa vez. E adorei essa máscara: além da embalagem fófi, meus cílios ficaram suuuper compridos e com uma curvatura bonitinha. Aprovada!


- 4 day stay lash stain, Tarte: a Tarte eu já amava, e fiquei louca pra testar esse produto quando li sobre ele na interné. Ele promete tingir seus cílios de um preto-bem-preto, cujo efeito dura 4 dias. E realmente, quando você aplica, nota de cara que os cílios ficaram bem mais escuros - ele não promete volume, nem curvatura, nem comprimento, apenas coloração. Bom, no banho do primeiro dia, não saiu nada. No banho do segundo dia rolou um certo efeito panda... que se acentuou mesmo ANTES do banho do terceiro dia. Daí eu me irritei e fui dicunforça com o demaquilante tirar tudo. Veredito? Produto interessante, mas esqueçam essa de quatro dias. A menos que você não tome banho E não sue.


Essas foram as que eu já testei. Essas, e a minha preferida:


Com vocês, Superficial Lash, Hourglass.


A Hourglass é uma marca, tipo, CARA. Na qual eu não ia dar meu dinheiro porque invariavelmente iria pensar que consigo efeito parecido com a máscara de US$8 da farmácia. E eu continuo pensando assim, mas foi bem bacana poder experimentar esse produto. Esse aplicador que vai afinando é uma beleza, pega todos os cílios, mesmo aqueles chatos do cantinho. Dá pra usar uma ou duas camadas pra conseguir comprimento, ou três ou quatro, para comprimento E volume. Fiquei felicíssima com o resultado, tanto que usei quase só ela no resto da viagem todo.


Deixei pro finalzinho o motivo creuzo que foi a primeira coisa em que eu pensei quando vi essa caixinha pra vender: a máscara acaba um dia, ou vence, certo? Mas os aplicadores continuam, não vencem nunca! Depois de uma boa lavagem e higienização pra matar eventuais bactérias, o aplicador do produto caro pode ser usado com o rímel baratinho da farmácia sem problema algum!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Fortaleza, Ceará, por Tati Facó


Quando fui convidada para participar do Amigas da Maura achei que rapidamente conseguiria fazer um guia bacana pro blog. Afinal o turismo em Fortaleza é bastante intenso e é fácil, e até óbvio, saber aonde ir e o que fazer.

Porém, para minha surpresa, depois intitular meu esboço - “coluna da Maura” - não consegui sequer saber por onde começaria o texto. Pensei no porque daquele “engancho” já que o texto trataria desses tantos e óbvios lugares para compras, passeios e comidinhas da cidade. Levou um tempo até eu entender que a “minha” Fortaleza de agora é bem diferente da Fortaleza esmiuçada e na ponta da língua de 10 anos atrás. Vivi na cidade em duas épocas muito distintas e o intervalo de 10 anos foi mesmo um lapso de tempo poderoso - e confesso – um tanto subestimado. 

Há 10 anos facilmente citaria aqui nesse roteiro a Praia de Iracema – parte hoje aterrada – o Chico do Caranguejo, o Clube do Vaqueiro, o Biruta, a Volta da Jurema... Tudo isso era diversão garantidíssima para qualquer um de 16 à 21 anos. Hoje não faço a menor idéia do que esse pessoal anda fazendo.

Fortaleza, além de ser uma nova cidade pelo simples fato de que “a vida não pára”, só existe de novo pra mim pela existência do meu filho. Logo, esse texto - feito sob o olhar de uma Brasiliense-Mineira-Cearense-Paulistana – vai guiá-los por lugares bacanas e que podem ser visitados na companhia dos filhotes.

 Bom, comecemos pelas comprinhas:

As lojinhas de crianças daqui deixam muito a desejar. O único lugar que vale a visita é o Atelier Melissa Cysne. Conheci na minha gravidez. O lugar não tem nada assim de “wow!” mas é super aconchegante. Gostoso estar lá. Musiquinha gostosa – pra bebês - cores tranqüilas, mimos e muito da bobajada que a gente sai achando que vai morrer se não comprar. As peças, roupinhas, enfeites, enxoval, brinquedinhos, ficam todos “espalhados” organizadamente pela loja e garimpando razoavelmente bem com certeza chegamos àquele achado. Fica numa rua tranqüila que é a Rua. Xavier Castro, 55 na Praia de Iracema.

A gastronomia na cidade também não surpreende muito (pelo menos não pro lado positivo, infelizmente). Mas vale o comentário de alguns lugares bem bacanas. A melhor torta de maçã que comi – e arrisco, comerei - na minha vida é a do Le Pommier. Um achado. Com certeza uma das encomendas no finalzinho de março será a minha! Gente é um sonho. Fica na Av. Santos Dumont 5948.

E pra sair de casa, ficar sentadinha, papeando e praticando a gula tem a Balu: uma casa de doces super tradicional, organizada, profissional onde tudo é muito bom. Não consigo pedir outra coisa senão o camarão com catupiry – que é um “lanchão”- ou o “Rocambole da Balu” – que é a cara da minha mãe. Eu e meu filhote freqüentamos desde sempre. Acho que ele tinha pouco mais de um mês quando fomos lá pela primeira vez. Para gravar:




Gosto da casa da que fica na Av. Professor Raimundo Girão. Pertinho da Beira Mar.

Coisa boa de morar aqui com meu filhote é poder ir à praia com ele. Sempre. E não tem diversão melhor pra criança. Então, como não poderia deixar de ser, o “guia” tem que mencionar a praia do futuro – Itapariká - perfeita pra crianças e a Praia externa ao Beach Park, onde o atendimento é muito mais PRO sem duvida alguma e não precisamos necessariamente encarar todo o pacote de entrar no Parque em si. Ah! Não dá pra esquecer que a praia fica muito melhor com caranguejo que, em minha opinião, é o ponto forte da culinária cearense. Incomparável.




Outro programa gostoso de fazer é o tradicional passeio à Beira Mar. O pôr do sol é deslumbrante, a brisa do mar é uma delícia. Bom pra gente, melhor pros pequenos. Tem um climão assim, de paz e férias que eu curto muito sentir. E pra quem gosta de correr, vale a pena o sacrifício de acordar cedo (mas tem que ser bem cedo – porque às 0700hs o sol já está a todo vapor, literalmente) e começar o dia com seu começo. É lindo, a energia é incrível e a mente agradece.

Na Av. Beira mar a gente também toma sorvete gostoso. Pra quem gosta de sorvete de frutas não tem outro lugar, é a 50 Sabores. Mas meu sorvete preferido nos últimos tempos é o de Ferrero Rocher da Delitalia. Muito bom. A tapioca de lá é outra super pedida. O lugar é bem bacana. Meio que um café, padaria, restaurante. Dá pra ir pra ler, passar o tempo, fazer “mini” supermercado ou comprar o pãozinho nosso de cada dia; tudo com charme.  O Empório Delitalia fica na Avenida Desembargador Moreira, 533. 


 





Uma coisa que eu descobri em várias opções e que eu gosto muito aqui em Fortaleza são os Street Shoppings. De vez em quando saio empurrando o carrinho do filhote por aí descobrindo novos lugares. O que eu mais gosto é o Jardins Open Mall e o que mais vou - porque é do lado de casa - é o Shopping Bambuy . Tem também o Shopping Buganvília onde fica o Ryori Sushi Lounge– melhor japonês da cidade. Endereço do Japinha: Av. Dom uís, 1113 (Shopping Buganvília).


Muito injusto seria não mencionar o Mercado da Encetur onde a gente acha todos aqueles trabalhos riquíssimos de renascença, richilieu e afins. Comprei lá um enxoval pro Caio de ursinho-richilieu, lindo!  Os preços não são assim tão em conta, mas as peças são mesmo lindas de viver. Pra casa, pra gente, pros filhos, pra presente, tudo.


Vale ressaltar que o local onde hoje é a Encetur já foi um antigo presídio. No final do ano passado ele foi restaurado e ficou uma graça. Eu gosto muito.

Bom, quem vem pra cá também tem uma infinidade de praias para conhecer além dos limites de Fortaleza. Assim como as óbvias, Canoa Quebrada e Jericoacoara – parte da “primeira parte” há 10 anos - outras como Flecheiras e Lagoinha são muito visitadas. Mês que vem vamos tentar sair um pouco da cidade pra conhecer a Praia do Guajiru. Com sorte voltarei aqui confirmando a indicação e dando a dica do hotel. Vamos torcer!