quarta-feira, 31 de março de 2010

" Brilho fosco "

Eu estava morta de vontade de experimentar um desses novos esmaltes
com efeito fosco. A ideia me parecia legal, pelo menos ninguém pode
dizer que não e a maior inovação na categoria esmalte em muitos
anos. Eu gostei, mas não o suficiente para repetir a dose. Acho que se
vc não for bem moderna ou não estiver muito bem arrumada, vai parecer
que vc andou lavando muito prato ou que e pintora e mexe com "tiner".
Essa cor e a lápis lazuli da Risque.

terça-feira, 30 de março de 2010

Do Contra ( a Renner)

Se alguma blogueira de moda desavisada e impressionável ainda passar por aqui, vou logo avisando: não leia o texto abaixo. Ele não é feito para mulherzinhas sem brio. E nem tem a intenção de ser politicamente correto e dizer " olha, eu sou do povo, gasto pouco e me visto bem na renner ( mas minha bolsa é da Gucci porque eu viajei, meu carro me leva onde quero porque eu comprei, ganhei, whatever, e estudei na PUC porque meu pai pagou: assim é fácil ter bom gosto e garimpar)". Não tenho nada contra se vestir bem comprando na Renner, só acho que a história tem que ser contada desde lá do começo. Se não vira uma coisa meio hipócrita de " qualquer um pode se vestir bem com pouca grana" e a história não é bem assim.

Ontem fui a Renner. Tão falada, aclamada, ave, ave Renner. A loja até fez uma homenagem em sua revista ( aquelas que a gente pega na porta das lojas de departamento) a algumas blogueiras e, embora a intenção tenha sido boa e a matéria sobre o estilo de cada uma tenha sido bem feitinha, é quase uma piada imaginar a Cris Guerra ou a Alê Garattoni usando Renner. Não porque elas são contra ou algo assim, mas simplesmente porque JAMAIS botaram o pé em uma loja de departamento.

Bom, eu também não sou muito fã do esquema Renner, C&A, Riachuelo e Marisa. E antes de mais nada vamos deixar uma coisa CLARA: TODO mundo ama uma boa relação custo benefício, não é esta a questão. Eu não sou diferente. Coisas lindas, de qualidade e por uma barganha é o p a r a í s o ou não é? Mas não é o caso, não.
Porém, como ando vendo tantos créditos destas lojas em looks bem legais nos blogs de moda, fui lá dar uma segunda ( terceira? quarta?) chance e entrei desarmada e cheia de amor no coração.

Bom, de cara os jeans são terrivelmente mal cortados e costurados. Só de olhar o (des)alinhamento deles nas araras, já dá uma certa preguiça. Mas ok, a intenção era se livrar das más impressões. Logo na sequência vi umas camisetas com estampas bem legais, atuais, bacanas mesmo. Fui pegar uma para abrir mas sinceramente: maior susto do que sentir o toque daquela malha seca de algodão, só o de descobrir o preço na etiqueta: 69 reais!!! Meu deusdôcéu, isso é barato? Olha gente, não ganho nada pra dizer isso não, mas canso de comprar minhas camisetas na Cantão, macias, com mescla de linho ou lyocel e ultimamente até de bambu, e se pago mais que 70 reais em cada uma delas, é pouco mais.

Mas ok, vamos insistir. Roupas de criança. Gente, não dou conta daquela malha ribana que sobra para as coitadas das crianças! Com certeza é sub-ub-ub produto de algodão, aquele que sobra depois que:
1. As lojas caras dos países ricos compram o algodão;
2. As lojas de departamento dos paises ricos compram;
3. As nossas lojas "de marca" compram;
4. As lojas de departamento compram e usam para as roupas de adulto.

Respirando. Já sei: o pulo do gato está nos sapatos e acessórios! Vamos lá ver. Bijus ok. Com isso quero dizer nada criativas e sem nada de especial, apenas um sintoma das tendências que estão rolando já faz tempo. Pérolas, pingentes delicados, etc. Nada de banho de ouro, nem de prata. E tudo bem caro: eu quero ver quem é a pessoa "popular" que vai comprar um colarzinho mísero por 32 reais. Sapatos, ok. Nada demais. Numeração super desfalcada. Quase nada em couro e muitas marcas terceirizadas: Moleca, Piccadilly, etc. Nenhum mérito.

Já estava ficando angustiada. Passei pelas bolsas e, juro,  não tenho nada contra os fabricantes se jogarem nas tendências  que já estão batidas, não dou bola pra este lance de " so last season". Até porque vejam bem meu exemplo, que é apenas um em mil: no inverno passado eu estava grávida. Como posso estar enjoada de saia de cintura alta? Assim como eu, muitas pessoas do mundo real estavam grávidas, fazendo pesquisa antropológica na Amazônia, morando no Alaska ou sei lá o que e acabaram de descobrir a saia de cintura alta e estão curtindo horrores. Não é o máximo isso? Eu acho. Isso é um ótimo exemplo de como influências gerais são interpretadas individualmente: cada um a seu tempo. Mas, bem se já é tão batido assim, e todo mundo que é in e fashionista  tem um monte de tachas no armário... Não precisava custar tão caro, né?

Para não dizer que saí sem nada- eu me sentiria uma pessoa péssima, esnobe e muito, muito má se não gostasse de nada de uma loja de departamento - comprei um lenço ( de 40 reais) e um cinto simples, desses de elástico, também por 40 reais. Não achei barato, não, nem um pouco. E se é para pagar caro tem que ser ao menos divertido e dar aquela sensação (falsa) maravilhosa de estarmos mais limpas, ricas e finas do que antes de sacarmos o cartão de crédito, né?

Coitado do povo brasileiro. Se algum dia sobrar algum para ser gasto na Renner, ainda terão que se acotuvelar com as fashionistas nas filas das lojas de departamento. Felizmente somos um povo inteligente e já articulamos nossa rede informal de sacoleiras e camelôs que traz muamba da boa direto da China. E se brincar, tem muita gente na Cidade de Deus usando calça da Diesel.

Esta é vingança do sistema.

Deixa a Renner para os rychos.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Spring Break

Nos países do Norte eles tem o bom hábito de parcelar as férias entre as estações e agora estão no meio das "férias de primavera". E como um bom hábito adquirido tardiamente precisa ser enfaticamente cultivado, lá vou eu, com a melhor comapanhia do mundo ,curtir umas férias de primavera nórdica no nosso outono,  aliás nosso outonozinho dá de 10 em qualquer primavera de araque, com louvor.

sábado, 27 de março de 2010

Sócrates me entenderia

Eu nem sei dizer quantas vezes na vida fui "xingada" de intelectual, nerd, c.d. f., cabeção, name it.

Eu não tenho drama com isso. Já tive, muito. Na adolescência era difícil destoar- por qualquer razão que seja, não é? -, ser introvertida, gostar de ler e tirar boas notas sempre, mesmo quando eu tentava me nivelar. Era difícil, mas não a ponto de ser uma questão que me mobilizasse a  ser de outra forma. Acho que isso se deve ao fator estrutura familiar. Minha família é grandona e simples, iletrada - mas não inculta- e meu grande amor. Para eles era muito bonito eu ser inteligente, motivo de orgulho, ainda mais por eu ser uma menina (sim gente, uma moça intelectual no interior de Goiás é uma coisa aberrante). Aliás, são eles meus maiores entusiastas ( oi paiê, oi tia'tônia!). E se eles ficam felizes, eu também fico, até hoje é assim.

Voltei a ser chamada de alguma  coisa que me soou parecido com o lugar que ocupei na adolescência: pseudointelectual ou intelectualóide. É interessante este troço de blog, a gente se abre, involuntariamente ou ao menos, inconscientemente, a questões que a gente já tinha resolvido láááá na pré-história da fundação de nós mesmas. Bom, e apesar dos prefixo e sufixo mudarem completamente o sentido original, pelo visto é tudo a mesma coisa : a intenção é pejorativa e destituidora. Querem dizer que voce está "bancando a intelectual" e, o que é mais grave,  destoando. Eu acho muito engraçado o termo  usado neste sentido já que, intelectuais somos, ou deveríamos ser, todos nós, seres racionais.  E também porque na minha vida de intelectual di cum força que se aperfeiçou muito da adolescência pra cá, eu aprendi a atentar para a letra e os sentidos originais e derivados que as palavras tem. Mas fico, desde sempre, matutando  o que é que que se vê de tão ruim num intelectual.

Então, motivada por esta neo qualificação sempre igual sempre diferente, comecei a pensar: o que faz de alguém um intelectual de verdade, se é que a gente pode inventar esta classe?

Uns dirão que  os intelectuais verdadeiros são os acadêmicos, literatos, cientistas e doutores de modo geral. Aí a intelectualidade estará ligada a um reconhecimento social instituidor, tal como uma Universidade ou Associação de pares, como a Academia Brasileira de Letras.
Eu até que acho este critério bem válido para se julgar a intelectualidade de alguém. Afinal, tenho certeza absoluta que ninguém sai de um doutorado sem merecer ser chamado de intelectual ou ao menos, intelectualizado.  Mas como todo critério, tem seus furos, e neste caso o furo pode ser bem grande deixando escapulir a sabedoria dos iletrados.

Eu, no fim das contas,  fico com Sócrates. Prefiro chamar de intelectual quem  é socratiano ou seja, quem segue o método socrático de desconstrução de sofismas.  A maiêutica, método pelo qual Sócrates deu a vida em um cálice de cicuta, significa, basicamente, perguntar. E levar ou induzir a pessoa perguntada ( que pode ser a gente mesmo), por ela própria, ou seja, por seu próprio raciocínio, ao conhecimento ou à solução de sua dúvida (wiki). Para então endossar a conclusão socratiana e a mais verdadeira de todos os tempos: " Quanto mais sei ,só sei que nada sei".

Intelectual, para mim, é quem tem coragem de perguntar ou quem aceita ser arguido. E aceitar o convite para a arguição significa sustentar seu argumento e manter a elegância,  sem apelar ou partir para a pessoalidade ou baixaria. Como a gente dizia quando era criança : Apelou, perdeu. Simples, como tudo que é importante.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Encomendas, última chamada!

Meninas estou fechando uma encomenda hoje a noite e se mais alguém
tiver interesse corram lá no site: http://www.forever21.com/ e me mandem o
link com a cor e o tamanho da peça que vcs gostaram para mauracristinaestrela@gmail.com
que eu respondo com o preço total. Esta leva deve chegar dia 7/04 e o pagamento vcs fazem nesta data.

POST SCRIPTUM MUITO IMPORTANTE sobre as encomendas:
Quem não tem experiência de importar mercadorias costuma ficar muito assustado com o preço final. Sim, as peças mais que dobram de valor, o aumento é de cerca de 150% sem nenhuma comissão do meu trabalho. Isso porque eu pago todas as taxas de importação que são as seguintes:
  1.  Imposto de importação (II): Este é federal de 60% sobre o valor final da mercadoria que é: valor da mercadoria + O FRETE nacional e internacional+ o seguro obrigatório
  2. Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS): Este é estadual, tem o valor de 18% sobre o total anterior.
  3. Em cima disso, cobro uma comissão que varia de 10 a 40%, dependendo do valor final do produto e do quanto vc seja minha amiga heheheh... Mas claro, fica caro se você comparar com o preço original.  O termo de comparação deve ser o preço que aquela mercadoria teria se chegasse ao Brasil e nestes termos muitas vezes vale à pena importar.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Eu sempre quis ser bailarina...


A saia que se eu visse em outrem, a cena me levaria à beira da loucura em pesadelos à noite e a passar dias e dias e dias procurando no Google em todos os idiomas possíveis : saia de tule rosa, saia de tule rosa, saia de tule rosa... Até achar alguma vagamente parecida que me deixaria apenas um pouco aliviada.
Felizmente, isso não foi preciso :)

terça-feira, 23 de março de 2010

Eu não ando com vontade de muita coisa ultimamente.

E se tem uma coisa que me assusta mais do que a dor, a perda, a morte e a solidão é esta: eu tenho medo da falta de desejo. De não querer nada, de não sonhar. De não torcer, de não esperar. De não ter nenhuma força estranha que me leve a cantar.

Isso me lembra duas lições, de dois mestres tão distintos entre si que até parece esquizofrenia citá-los ao mesmo tempo. Mas enfim, nós somos assim, retalhos inusitados dos outros reunidos de maneira quase sempre esquizofrênica, ainda que o resultado final raramente seja a psicose.

O primeiro é o Leonardo Boff cuja palestra assisti um dia e nela ele resgatava a raiz etimológica da palavra entusiasmo, que tem a mesma raiz da palavra Deus, que se diz Theós, em grego. E  então en- theos-si- asmo, constatamos facilmente reunindo prefixos e sufixos, significa " ter Deus dentro de si". Sempre, sempre me lembro dessa lição de vida e rezo pedindo a Deus a única coisa que podemos pedir a Ele: que nos ajude a encontrá-lo, a mantê-lo dentro de nós fazendo nossa alma  sempre entusiasmada.

O outro mestre é o Paulo Coelho. É, crítica pra lá, crítica pra cá, os anos passam, vem mais um livro, leio e gosto, noves fora: eu gosto  do Paulo Coelho e até hoje não me perdôo porque o vi caminhando beira lago Léman, nossos olhos se cruzaram e eu, que sou chique de doer e pago por isso, não tive coragem de cumprimentá-lo e pedir para tirar uma foto. No livro "Onze minutos" ele diz uma coisa interessante: a vida é avara a maior parte do tempo e nosso problema é interpretarmos isso como se fosse pessoal. E não é, é apenas um fato da natureza. A vida é avara de momentos grandiosos, felicidades, recompensas porque a maior parte dela é o tecer das coisas, o reme-reme. E isso é chato,  enfadonho mas não é um castigo. É o  trabalho de formiga que nos leva aos grandes momentos de generosidade da vida. E quem há de negar que estes são superiores aos outros, mesmo que mais escassos?

E o que eu vou concluir com isso? Nada.  Este é um texto inconclusivo ou melhor, a conlusão é personalizada: fica a título da esquizofrenia particular de cada um.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Beagá, por Flávia Nogueira.

Este guia da cidade de Belo Horizonte feito pela minha querida amiga Flávia está uma maravilha, coisa rica e deliciosa! Eu já falei que eu amo os mineiros? Eu amo os mineiros! E eu não sei se conto com companhia- creio que não- mas se alguém mais ficou com água na boca de imaginar fígado com jiló no mercado põe o dedo aqui!



BELO HORIZONTE
Por Flávia Nogueira
Uma roça grande. Assim muita gente define essa cidade onde eu vivo e que amo tanto. Isso porque Beagá sabe manter as antigas tradições mineiras e o que existe de mais moderno na mais perfeita harmonia. Moderno é o moderno e todo mundo já conhece. Essa tradição é o que me encanta, é a peculiaridade que faz do mineiro um povo tão hospitaleiro e acolhedor.
Sabe aquele aconchego de casa de vó quando você senta àquele mesão na cozinha tendo uma boa prosa, sentindo o cheirinho de café passado na hora e esperando por aquele bolinho de chuva? Pois é. É essa sensação que me vem à tona quando penso na alma de Minas. Não há quem não se sinta em casa conosco.
A primeira cidade a ser planejada no Brasil abriga um conjunto arquitetônico riquíssimo e diversificado. Na praça da Liberdade, você é abraçado por casarões neo-clássicos e art-déco muito bem preservados e pelas curvas de Niemeyer no edifício batizado com seu nome. É um lugar delicioso para passear com as crianças, para sentar e ler o jornal debaixo de uma árvore rodeado por lindas fontes e jardins.
Além da praça, Niemeyer também projetou 4 marcos da história da cidade na Lagoa da Pampulha. O cassino transformado em museu, a Casa de Baile, o Iate Clube e a Igrejinha da Pampulha, que com seus painéis de Portinari e Jardins de Burle Marx enfeitam ainda mais o entorno da lagoa.
Nas manhãs de domingo tem programa Luluzinha na Feira Hippie na Avenida Afonso Pena. Nas intermináveis linhas e colunas de barracas você encontra além do artesanato, bolsas, calçados, bijuterias, roupas, artigos pra casa e muita comidinha boa. E dá sim, para garimpar peças feitas com qualidade e capricho. Chegue cedo para não ter que se acotovelar com aproximadamente 80 mil pessoas que passam por lá a cada domingo.
Visita obrigatória também é o mercado central, onde você encontra de tudo e nos fins de semana pode ainda saborear o famoso bife de fígado acebolado com jiló e uma cerveja geladíssima nos balcões dos bares. Esse prato não abre nem um pouco o meu apetite mas os corredores do mercado ficam lotados num clima super descontraído e animado.
Por falar em bares, BH é a capital com a maior concentração de botecos do país, o que justifica bem um evento que acontece todos os anos, chamado Comida di Buteco. É um mês de peregrinação pelos bares inscritos no concurso em que cada um deles entra com um prato que é tradicional da casa. Geralmente eles fazem uma releitura de tira-gostos típicos como, por exemplo, o torresmo assado, o coraçãozinho de galinha recheado com queijo e PF à Palito (Bolinho de arroz com feijão, carne de panela, ovo de codorna e tomate). Aham, todos ultra lights.
    Outro lugarzinho que eu adoro é a praça do Papa. Lá do alto tem-se uma vista magnífica do pôr do sol sobre a cidade. Nada mais desestressante que sentar em um degrauzinho aos pés da Serra do Curral com os pés na grama, tomando água de côco e curtir a vista, o silêncio e os graus celcius a menos lá de cima.
Em síntese. Chegar em BH é muito fácil, difícil é ir embora.

Algumas dicas de lugares de comer:
A Favorita:
A Favorita é um lugar perfeito para quem procura descontração em um ambiente mais requintado . Tem um cardápio que vai das saladinhas às carnes vermelhas e uma lista de sobremesas deliciosas.
Experimente a Raia na manteiga negra com tomates orgânicos e rúcula selvagem e a sopa de frutas vermelhas com sorvete de creme.
Endereço: Rua Santa Catarina, 1235, Lourdes
Telefone: (31) 3275-2352
Horário: 12-15h e 19h-último cliente (dom 12-0h)

Café Bistrô Santa Sophia:
Quando você entra no local que mais parece uma casa de interior, com móveis de madeira de demolição e imensas janelas brancas, já sente o cheiro do café torrado e moído na hora . Eles são especializados em drinks feitos a base do grão e em quitutes variados para acompanhá-los. Para provar um pouco das gostosuras que eles servem, apareça por volta das 5 horas para o chá da tarde.

Experimente a quiche de alho-poró com shiitake e Expresso Uai (uma xícara lambuzada com o legítimo doce de leite mineiro e um café expresso saboroso e perfumado derramado por cima).
Endereço: Rua Bárbara Heliodora, 59, Lourdes
Telefone: (31) 3292-4237
Horário: 12h-último cliente (dom 09-23:30h)

Choperia Albano’s:
O melhor chope de BH passa por um processo super cuidadoso antes de chegar à mesa do cliente. Ainda no barril, passa 48 horas na câmara fria. As tulipas de 330 mililitros têm paredes de 6 milímetros de espessura e fundo arrendondado, o que evita a formação de bolhas. Servido a zero grau, a bebida vem sempre com um colarinho de três dedos de creme, que age como um conservante natural e garante a bebida gelada até o fim de seu consumo. Para petiscar, um balcão apresenta vinte tipos de antepasto, entre queijos, embutidos, pastas, conservas e pães.  Todos fresquinhos e gostoso
Endereço: Rua Pium-í, 611, Anchieta
Telefone: (31) 3281-2644
Horário: 18h-último cliente (Sáb, dom e feriados a partir das 15h)
Topo do mundo
Este restaurante não fica bem em BH, mas sim em uma cidade bem perto chamada Brumadinho. Vale a pena andar uns quilômetros a mais para jantar apreciando a vista deslumbrante do sol morrer entre as montanhas da Serra da Moeda.
Experimente o salmão ao molho de mostarda com risoto de amêndoas.
Endereço: Estrada da Serra, 10, Brumadinho
Telefone: (31) 3575-5545
Horário: 12- 1h (dom .até 19 h. Fechado seg. e ter.)

American Apparel e saia queridinha das blogueiras: corram!




Muitas que me lêem aqui devem também ser leitoras da Bel, do De Viés. Eu, pessoalmente, nunca troquei mais do que duas palavras (escritas) com ela, mas  visito-a sempre, nutro uma simpatia pelo seu blog de looks e moda, tanto por ela ser mineirinha como por gostar da American Apparel tanto quanto eu.

Pois bem, estava eu no meio do meu ataque de chilique pitizento porque a American Apparel acaba de inaugurar uma loja brasileira online muito ruim ( Com isso quero dizer CARA, caríssima e com pouquíssimas opções em comparação a loja online americana. Talvez o ponto positivo seja que o preço mostrado no site de vendas para o Brasil seja final, ou seja, com todas as taxas embutidas e mais algumas) quando no meio do meu piti eu descubro a saia que a Bel enverga belamente muitas vezes no seu blog por um preço que é uma verdadeira barganha : 65 reais. Sim, em meio a camisetas básicas de 90 reais eu encontro a saia tulipa mais legal de todos os tempos por 65 reais.

c o r r a m ( mesmo. quero comprar todas).

P.S. 1: A forma deles é pequena. Eu compro tamanho G (L)
P.S. 2: Usem o promo code f418-fi52417 . Dá direito a 15% de desconto.
P.S. 3: Uma informação quente ( que joga por terra este post empolgado): na loja física de SP esta saia está sendo liquidada por 35 reais. Parece que vai sair de linha, sorte das paulistanas ;-)

sábado, 20 de março de 2010

Brechó: Jaqueta rosa veludo cotelê Gap


Jaqueta de veludo cotelê cor-de-rosa da GAP, toda forrada de pelúcia por dentro e na gola. Quentinha, aconchegante, delícia. Nova com etiqueta e o tamanho é XXL infantil, equivale ao nosso P.

120 reais.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Going Vain: testando o Powderflage, da Benefit.

foto do site da marca



Benefit é uma marca super interessante, nascida e criada em San Francisco - na minha opinião, a cidade mais linda do mundo, ganhando de Veneza por um nariz. Além de ter produtos muito criativos, a marca ainda nos brinda com slogans fofos tipo 'sorrir é o melhor cosmético: use sempre', e outras coisas no gênero. Além de maquiagem, a Benefit ainda tem cosméticos diversos, perfumes e trecos engraçadinhos tipo ímãs de geladeira em forma de pin-up. Desnecessário dizer que adoro, adoro, adoro!


E a futilidade fofa da Benefit sobre a qual vou falar hoje é o Powderflage, esse produtinho aí da foto. Conheci na Califórnia, numa Macy's, quando sentei no banquinho do stand da marca e a maquiadora super simpática começou a aplicar tudo o que tinha no meu carão. O resultado até que foi bacana, tirando as sobrancelhas: reparei que em LA o pessoal tem a mania de marcar muuuito as sobrancelhas com lápis, de um jeito deveras bizarro. Segundo essa maquiadora e o site da Benefit, o Powderflage promete mundos e fundos: disfarçar rugas finas e linhas de expressão, além de diminuir as olheiras pretonas. Ele vem com uma miniatura de pincel 'vassourinha', mas sinceramente prefiro aplicar com um pincel bem fofinho daqueles de esfumar. Acho que a vassourinha mais 'varre' mesmo do que aplica, Molejão feelings total. É só espalhar na testa, canto dos olhos, cantinhos da boca e dar uma bela olhada no espelho.


Se funciona? Bem... já posso dizer que ele não esconde olheiras. Tá, a marca dá a dica de aplicá-lo sobre o corretivo cremoso, em defeitinhos que são mais difíceis de esconder, como é o caso das manchas pretas sob os olhos. Ele até dá uma iluminada, mas o efeito é muito sutil mesmo. Tão sutil que você vai preferir usar um daqueles corretivos iluminadores, que corrijem e iluminam ao mesmo tempo - é mais fácil e mais barato usar um produto só ao invés de dois, né?


Mas ele é um artifício bem bacana praquelas linhas finas que todo mundo que passou dos 25 já começa a ter no rosto. Tipo as linhas de quem franze a testa, sabem? Além de preencher um pouco, o Powderflage faz um efeito de luz legal, e disfarça esse iniciozinho de velhice :). E deixa eu aproveitar o gancho pra dizer que não ha nada de errado em ter ruguinhas e linhas de expressão. É o caminhar natural das coisas, gente. Eu brinco e brinco que estou velha aos 31 anos, mas quem fala esse tipo de coisa a sério me incomoda. Juro que gosto muito mais da minha versão 31 do que da minha versão 21, por exemplo.


Voltando ao produto... se eu acho que vale a pena comprar? Vejam só: se você tem orçamento pra isso (barato não é, custa US$28), se você curte maquiagem, se você curte a Benefit, acho que vale sim. Pra mim, maquiagem é diversão, produto novo é farra, e quando ele te deixa mais bonita, une o útil ao agradável. Mas atenção: o Powderflage é supérfluo, sim. É uma futilidade entre as futilidades. Você não PRECISA dele. Ele não vai fazer nenhum efeito miraculoso, e não vai ser melhor que aquele seu corretivo que te embeleza de fato.


Mas afinal, essa coluninha é ou não é sobre futilidades??? :)

quinta-feira, 18 de março de 2010

Dilemas depilatórios

Eu sou adepta da gilete, gente. Neste quesito, sou muito bem-resolvida e prática: não tenho paciência de esperar o pêlo ( eu sei que este acento circunflexo não existe mais, mas eu gosto tanto dele...) atingir o tamanho adequado, morro de preguiça de enfrentar as longas esperas e as conversas chatas do salão e fico ansiosa só de pensar que eu tenho que ficar lá parada um tempão, sem contar a dor física envolvida. Enfim, já tenho meu time.

Aí um dia voce pensa: poxa, gilete é meio caro, imagina o quanto já gastei nisso e o quanto ainda vou gastar? Confessando, eu jamais pensaria nisso não fosse o fato de ter me acontecido ter de comprar giletes em euro. Gente, é tão caro!! Aí veio aquela idéia brilhante: Porque não investir num depilador feminino do tipo barbeador ( aquele que só raspa)? Me pareceu até barato, o preço de umas 4 trocas de lâmina. E lá fui eu toda prosa saindo da loja com meu depilador/barbeador cor de rosa.

A frustração, porém, mal esperou eu tirar a roupa para começar. O troço tinha que ser carregado, igual bateria de celular, por umas 12h. Tudo bem, é por um bom motivo. Uma das coisas que me animou neste aparelho é que ele podia ser usado também no chuveiro, não tinha problema molhar.  E foi como estreei o dito cujo... Gente do céu... Nada acontecia a não ser que eu colocasse muita força. E com muita força eu acabava toda machucada ( isso é porque ainda estou nas pernas, tá?). Tentei só com água, com sabonete, com condicionador de cabelos e no desespero de causa pensei: já sei, deve funcionar com creme de barbear ( aqueles femininos). Como já era de noite, só no outro dia para testar e enquanto isso, põe o danado pra carregar de novo que a bateria acaba rapidinho.

Creme de barbear providenciado, o resultado melhorou um pouco. Ainda assim, eu tinha que fazer força e a depilação não ficava bem feita, ele não removia o pêlo bem rente. Mas eu que já tinha comprado o aparelho me engajei totalmente em fazê-lo funcionar. Vou tentar a seco.
E para minha surpresa, seco foi o jeito que ele funcionou melhor, embora tenha machucado minha pele. Mas pensei: Ok, dá pra ir levando.

Um dia fui viajar e não levei meu depilador e depois de muito tempo só com ele, tive que comprar uma gilete. Meu Deus, que maravilha!! Desliza, uma beleza, a pele fica tão lisinha, nada de ficar esfregando mil vezes no mesmo lugar, nenhum esfolado, tudo acabado em segundos... Dei a mão a palmatória.

Resumo da ópera: gilete não é caro. Vale o quanto pesa. E não comprem o Philips ladyshave, modelo da foto ao lado.

Azulão

Versatilidade


Versatilidade por mauracarvalho usando Forever21




Nada como a versatilidade, não é? Esta saia azul -azul, azul roya? azul bic? azul LINDO! -  já anda sozinha por aqui. De tanto que gosto dela, trouxe uma igualzinha para vender. E já foi vendida, deve estar fazendo alguém feliz neste momento.

quarta-feira, 17 de março de 2010

(non) fatpride

Não, meninas, não precisam se preocupar com minha vontade de perder peso. Esta foto não retrata a minha realidade atual. Esta foto habita o planeta "mundo ideal", aquele que retrata as coisas como deveriam ser e não como de fato elas são.

Ela foi tirada em janeiro de 2008, apenas alguns dias antes de eu  ficar grávida. E eu estava de férias aqui, em Brasília, e tinha acabado de perder 6kg acumulados num rígido inverno europeu, tudo em um único  e suado mês. Foi um mês em que pouco comi e muito malhei. Algo que não voltarei a fazer a não ser por motivo de (enorme) força maior. Nesta época, eu tinha um: queria engravidar e bem, consegui.

Consegui engordar também mais de 20 kg na gravidez. Não sei ao certo quantos porque, desde a última vez que subi na balança, grávida de uns 8 meses e ela apontou 70 Kg, fiquei traumatizada e nunca mais subi em uma. Mas calculo que de todos os quilos que eu engordei, ao menos 4 ainda habitem em mim.  

Bom, a foto está aqui. Deve ser um começo.

Reflexões sobre a ROUPA DO DIA (reloaded)

Muito mais vezes do que gostaríamos, a gente se pega pensando "ô vidinha mais besta. para quê que serve isso de viver?". E muitas vezes eu tenho a resposta na ponta da língua, ou mesmo nem tenho tempo de responder de tão entretida que estou vivendo a vida sem saber porque- até porque isto não é importante- e me divertindo horrores.

Outras vezes a espontaneidade me falha e um grande silêncio dá lugar à resposta. Mas de uma coisa, eu nunca esqueço: viver serve pra mudar de opinião.
E eu acredito muito nisso, embora mudar de opinião seja quase sempre doloroso. Envolve magoar pessoas, impor limites, marcar diferenças e bancar nossas contradições e particularidades, por mais solitária que seja esta missão. E não se enganem, ela é bastante.

Houve todo aquele frisson em relação ao meu texto sobre a roupa do dia e estou aqui para testemunhar, irmãos: eu mudei com aquele texto e toda aquela confusão. Não essencialmente, é verdade. Mas aqui neste blog não falo de coisas essenciais ;-)

E eu gostei de aprender e modular um pouco a minha visão negativa dos autoblogs de automoda. E de fato, atentei a coisas positivas sobre este tipo de blog que me escapavam completamente. É, como disse muito bem dito Guimarães Rosa lá na bíblia dos desvalidos, o Grande Sertão: Veredas - " As pessoas não estão prontas". E eu, como boa pessoa que sou, não sou trabalho acabado.

Eu não compreendia, por exemplo, a ferramenta de criação de grupos, redes afetivas, amizades que veicula nas entrelinhas das roupas do dia. Também nunca tinha parado pra pensar que a autofotografia diária pode ser uma aliada no autoconhecimento: podemos ver o que nos cai melhor, o que queríamos expressar nos vestindo daquela certa maneira e até o que expressamos sem saber que queríamos expressar e de repente, yes, um insight sobre quem somos, o que queremos, para onde rumamos. Podemos ter boas idéias e reciclar a criatividade olhando as produções alheias. E podemos inclusive simular o olhar do outro sobre nós mesmas. Muitas coisas boas, não?

Como eu disse, essencialmente, minha posição não se altera: eu acho este tipo de postagem perigosa. E o risco que vejo é a proximidade com o vazio, com uma proposta ética ligada a estética que não me agrada defender ou propagar ( eu sou do time que acha que ética e estética são independentes e assim devem se manter).

Mas agora me sinto menos desconfortável por curtir tanto ver as roupas dos dias alheios. E estou curtindo mais ainda, agora que elas não me assombram. É uma delícia poder gostar, sem censura. Adoro as roupas, adoro adivinhar as meninas através dos looks que elas escolhem e apresentam. Eu gosto desta janela indiscreta e insuspeitada para a alma feminina de cada uma de nós.

Veja bem você se meu saldo não foi positivo? E para o deleite dos meus amigos que dizem que eu sou a "bêbada agradecida"( aquela pessoa que quando embriagada começa a agradecer a todos até a trigésima geração passada por tuuuuuuuudo que eles fizeram por ela), ainda vou agradecer: eu  aprendi e cresci um tantinho mais e agradeço a vocês por aqui.

Fechando com o Santo Rosa novamente:
" Vivendo, se aprende; mas o que se aprende, mais, é só a fazer outras maiores perguntas."

terça-feira, 16 de março de 2010

Pelos poderes de rainbow

 Uma vez eu estava assistindo um  desses programas que ensinam  a como se vestir bem, ou melhor. Não me lembro se foi o Esquadrão da moda ou alguma coisa do tipo Total Makeover, sei que já faz bastante tempo, uns 10 anos.

Eu adoro este tipo de programa mas neste dia fiquei chocada, estupefata e triste porque a tal especialista em moda condenou, execrou e endiabrou as roupas multicoloridas, do tipo arco-íris. É que eu amo roupas arco-íris, desde criança. E segundo ela, este é justamente o problema:  elas fazem a gente parecer infantil, pateta. E ninguém quer isso, não é? Pois é.  Não pude deixar de concordar. Encostei todas as minhas blusas coloridonas. Eu não conseguia mais usar, toda vez que tentava vinha uma voz esquizofrenitípica na minha cabeça: " Boba, pateta, ridícula." E quebrava todo o clima altoastral.

Hoje eu tenho um outro problema com este tipo de roupa: acho que elas engordam. Em geral além das cores chamativas elas vem formatadas em listras horizontais, uma dobradinha nada favorável a quem quer parece mais alta e magra.

Anyway. O fato é que tenho um gosto rebelde por estas listras coloridas. Quando chego em uma loja, meus olhos vão direto naquela peça super "cheguei" da arara. Claro que eu acabo não comprando ( em geral vou de cinza ou rosa ou bege) mas ainda assim, é aquilo que toca meu coração, que desperta minha vontade de vestir-me bem, de estar bem. Eu associo com frescor, com disponibilidade, com a leveza de ser criança mesmo. E ultimamente ando pensando em incorporar no meu guardaroupa neominimalista alguma peça assim. Sei que corro o risco muito provável de parecer patética e o pior, gorda. Mas a moda não é também considerar  a capacidade, atemporal e fora de tendência, de uma peça de roupa fazer alguém feliz, jovem e bem disposto?

Ou não?

segunda-feira, 15 de março de 2010

Feliz 2010!

Tem um momento do ano em que a gente se pega pensando: " Nossa, já  estamos quase na páscoa!". Para mim é exatamente neste instante que alguém deveria me desejar "feliz ano novo!", pois é  aí que meu ano de fato começa.

Pode parecer atrasado a vocês mas antes tarde do que nunca e eu garanto que tem muita gente aí que não perceberá que começou um ano novo nem quando 2012 chegar - porque nunca empreende nada de realmente novo na vida mesmo, não importa quantos reveions se dêem.

Então, no meu exato tempo, nem antes e nem depois, segue minha lista de resoluções de ano novo:


  1.  Eu vou me arrumar mesmo se for para ir à padaria apenas. Eu tenho uma porção de roupas lindas. Tenho uma porção de cosméticos bacanas. E vivo de moletom e cara lavada, que alterno nos fins de semana para havaiana com vestidinho e cara lavada, com a desculpa de que "só vou a ginástica e ao cursinho mesmo". E daí? Vou acordar meia hora mais cedo ( ok, 15 minutos) e vou ser a almofadinha da academia e do cursinho. Pronto. De agora em diante, sou "gatchxinha"
  2. Eu vou emagrecer 5 kg e ME MANTER MAGRA.  Veja bem, a parte importante deste item é a segunda. Ainda não sei como conseguir esta parte, já que como igual a um trabalhador braçal e não vejo possibilidade de mudar isso em caráter permanente. Não tenho dificuldades em emagrecer mas em não engordar novamente.  Então, ou eu aumento a frequência de exercícios ou corto algum tipo de alimento.  De todo modo, fique claro que este item é sobre mudanças pequenas e disciplinas mantidas a longo prazo. E não sobre beleza.
  3. Vou seguir a  minha amiga Joo no desafio de usar todas as roupas do meu armário nos próximos meses. O que eu não usar ( o que ainda restar e e ainda assim eu não usar, depois de tanto brechó) vai virar doação. Isso se aplica a cosméticos também, já enfilerei meus hidratantes para o corpo de modo a revezá-los, um ao dia .
  4. Vou estudar, gatas. Ou melhor, já estou estudando. Muito quando for possível mas pouco e sempre, SEMPRE.
  5. Vou viajar pra  Fortaleza, BH, SP, RJ e Paris.
  6. Vou fazer minha prova de DELF que é uma vergonha até hoje eu não ter tomado esta atitude, mas vou estudar e fazer ( a do fim do ano, tá?)
  7. Bom, depois de ser uma pessoa magra, culta, desapegada e viajada acho que mereço um trabalho gostoso e um namorado bacana, né? ( viceversa também serve!).
E estou escrevendo isso aqui justamente para ter vergonha se qualquer um destes itens passar desatendido durante o ano. Pensei até - e ainda estou pensando - em pagar aquele mico de fotos antes e depois, da gordeza e da magreza. Uma vez eu fiz isso com algumas amigas e funcionou muito bem, era um estímulo para fazer dieta e exercícos ao mesmo tempo que era um censor  que me impedia de jogar tudo para o alto  e cair na esbórnia e no ócio desavergonhadamente, como é do meu estilo mais clássico.
Pensei também, para o desespero das unanimidades anticontraditórias, em fazer um look da semana ( ou do mês), só para provar que estou cumprindo a minha palavra de gatchxinha ( e também para aparecer, sim senhora, só porque sou chata não posso querer aparecer? Hehehehe...).

Veremos ;-)

Batão du bão

Garotas,

Eu não posso comprar por aquele motivo muito evidente que faz com que a grande maioria também não possa comprar tudo que deseja.

Mas eu devo ser um tipo raro de masoquista e entro nos sites de coisas-que-eu-amo-comprar mesmo sabendo que não vou, não posso, não devo e não quero. E numa dessas acabei de descobrir que a Sack's  (maquiagem, perfumes e cosméticos em geral) está com o estoque de batons da M.A.C super completo.  Isso é bem raro, caso alguém não saiba. Tem Snob? Tem! Tem o Ruby Woo (vermelho tomate)? Tem! Tem o Pink Nouveau? Tem!  E tem até o Vegas Volt (coral) e o Girl About town (  para mim é o novo hit da M.A.C, luxo e riqueza em forma de batom!), para quem não aguenta mais nem ouvir falar de rosa pálido  la Snob. Mas se voce estiver afim de variação sobre o mesmo tema tem também  a nova versão do rosinhamesalveestouquasenocaixão:  o Saint Germain ( eu particularmente, gosto muito mais. É um tiquinho mais vibrante e menos massudo que o Snob).

Divirtam-se por mim ( e infelizmente eu não fui paga para fazer este post)!

sábado, 13 de março de 2010

Dolo


O meu ecxiss marido costumava dizer uma coisa que de tão verdadeira, mas tão, tão plenamente cheia de razão nem ele pôde escutar. Ele dizia assim: " A culpa é das mulheres".

Isso acabou virando uma piada interna já que começou a ser usado em todas as situações,  para todos os males do mundo, tamanha a veemência com que ele dizia o tal dito.

E agora vocês podem preparar as pedras feministas, quatro em cada mão,  porque eu vou reafirmar: A culpa é nossa sim. A culpa do mundo ser machista é nossa. A culpa dos homens serem infantis, egoístas e fracos, é nossa. Sim, fomos nós. Nós mães que os criamos mimados assim. Nós irmãs que achamos natural ter criação diferente. Nós  amigas que acobertamos. Nós sogras que mesmo sabendo que a mulher tem (quase)sempre razão, não tomamos o partido das noras. Nós namoradas que nos conformamos com cada coisa que não está no gibi. E nós esposas que deixamos os nossos maridos dizerem em alto e bom som durante anos a fio na mesa de jantar ( que obviamente NÓS preparamos com todo o cuidado): " A culpa  de sermos assim é das mulheres". A gente merece, colegas.

Agora uma é a gente demorar para descobrir nossa  parcela de responsabilidade. Outra é descobrir e, já que a culpa é nossa mesmo, continuar perpetuando o mal. A mulherada não se enxerga? Ei você, colega, não é você que foi trocada por uma mais nova pelo seu namorado gostosão? Não foi você a traída? Não é você que cresceu sem pai? Não é você que cria sua filha sozinha? Colega, sinto muito: você é colega sim, e é com você que estou falando.

E hoje a culpa é mais sua do que minha.  Não vou dizer que você tem a vida que merece porque eu acho que a vida pode ser bem mais generosa e solidária do que você. De todo modo, basta eu cruzar os braços para ver você levando o seu bem feito para casa.  Este é o meu consolo: esta é uma culpa autopunitiva.

Aqui em casa merreca de homem nunca se criou. Nem merreca de homem e nem mulher de malandro. Tenho isso para honrar.

E não é agora que vai começar a dar praga aqui na criação.

Xô!!

Gente cafona.

( Este texto não é direcionado às minhas habituais leitoras. Aqui , bem ou mal, a gente cultiva o girl power. Aliás,  colega, tenha dó delas que escutam tanto destempero e pare de cansar minha beleza)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Os meninos da FA

Quando eu estudava na UnB, isso lá nos idos de muito antigamente, existia uma rixa entre os meninos da Psicologia - era antigamente, mas não TÃO antigamente ao ponto de não haver muitos meninos na Psicologia, na minha turma eram partes iguais, diga-se de passagem - contra os meninos da FA ou Faculdade de Estudos Sociais Aplicados, onde ficavam o Direito, as Ciências Sociais e Política, a Arquitetura.

A cisma era especialmente contra os meninos do Direito. Eram machistas, humpf. Eram mauricinhos humpf, humpf.  Eram conservadores e direitistas humpf, humpf, humpf. Eram católicos (eca). Eram bonitos, ricos e tinham carros huuuuuuuuuuuuumpf.
E eu, besta, simplesmente acatei aquela birra.  Tudo bem que eu tinha ( tenho?) motivos ideológicos para escolher um dos lados. Mas  eu comprei a briga de um tanto que até pouco tempo atrás, meio inconscientemente, eu trazia o resquício preconceituoso dela comigo. Inofensivo, sim. Porém, preconceituoso.

Daí que o tempo passa, o tempo voa. Não casei-me com um psicólogo e sim com um economista ( que se tivesse estudado na UnB também teria passado pela FA mas não foi o caso, rá!) esquerdista, umbandista: características que já me poupam de explicar porque este preconceito teve motivo de perpetuação. 

Separei-me. Tenho uma filha pra criar. Em muitos dias, preciso rezar para conseguir sair da cama. E precisei começar a estudar, vejam vocês, Direito. Nada como um dia depois do outro. O que seria de nós sem o direito e os meninos que estudaram direito? Está tudo lá, na ponta da letra. Família. Estado. Tradição. Propriedade. Assistencialismo e proteção aos desvalidos.  Liberdade de crença e de expressão. Tudinho, tudinho, que alguém muito mauricinho, certinho, religioso, paternal e nada revolucionário se deu ao trabalho de fazer para que os libertários viessem deturpar.

Este texto é meu pedido público de desculpas aos meninos da FA da minha época ( me desculpem agora as moças do Direito, mas este texto é para eles, tá?)

Direito é coisa de gente direita. E tenho dito.

UPDATE: Eu fui obrigada, muito sutilmente e as custas de uma mensagem bem delicada que consistia em: " Eu sou do direito, porra!!!" a fazer uma correção no meu texto: meu college sweetheart era do Direito. Pronto, tá bom assim? Tenho certeza que agora vcs entenderam porque eu estava coberta de boas razões para NÃO gostar dos meninos do Direito( ha ha). Este meu blog, vou te contar, novela de Manoel Carlos perde longe no ibope.

Dê ( Cérebro Eletrônico)





DÊ  ( Cérebro Eletrônico) Composição: Letra: Tatá Aeroplano Música: Fernando Maranho e Tatá Aeroplano
Dê amor
Dê paixão
Dê espera
Dê esperma
Dê prazer
Dê fogo
Dê uma nela
De carinho
De sacanagem
De sarro
De fato
Dê amor
Dê segurança
De anca na anca dela
E amanheça de cabeça dentro dela


PS: Não que haja absolutamente nada
 que me desagrade no resto da música
 mas gosto da parte:
"Dê amor,
Dê segurança".

Sou uma punk romântica♥.






Going Vain: usando o 'Do you lilac it?', da OPI.

Nomes de esmalte são luxo e riqueza, né? Queria ser contratada só pra ficar bolando nomes pra itens cosméticos (não lembro que blogueira falou isso certa vez, e eu super assino embaixo!). Esse 'Do you lilac it?', então, achei o máximo, porque termina em '?' igual Vende na Farmácia?, hehehe...


Sério agora, eu sempre disse que achava os esmaltes da Revlon mais bacanas que os da OPI. Em primeiro lugar, por serem mais baratos. E mais fáceis de encontrar também. Qualquer drugstore nos Estados Unidos, por mais chinfrim que seja, tem Revlon. Mas nem todas têm OPI.


A segunda razão é a durabilidade dos Revlon, que é ABSURDA. O máximo que um Revlon durou na minha unha, durante o dia a dia, sem descascar, foram sete longos dias. OPI, no máximo 4. E fiquei abismada ao ver o Revlon durar 5 dias nas unhas durante as férias, quando eu ia à praia toda manhã e passava a tarde derretendo na piscina.


Mas daí que eu amei esse roxinho-lavanda da OPI. Amei, amei, amei. Minha mãe fez piadinha, disse que eu estava pintando as unhas pra combinar com o pijama (roxo de ursinhos, tsá?), e mais alguma gracinha sobre a época em que as folhas de cheque do Banco Banespa, hoje parte do Santander, eram roxas. Ha, ha, ha. Não tô nem aí, amei.


Se vocês querem saber, não acho mesmo que ele vá durar nas minhas unhas o mesmo que um Revlon. Mas recomendo a compra pela cor, que é super versátil. Rola no verão e no inverno. Rola com vestidinho vaporoso, rola com branco, rola com preto. Rola com aquele casaco cinza que eu tiro do armário toda vez que o tempo e o clima de SP resolvem me pregar peças. Com jeans fica lindo. E com bege (acho que agora a gente pode parar com esse negócio de 'nude' pra cá, 'nude' pra lá, né?) rola também.



Ficou assim na minha mão (olha a unha do dedo anelar quebrada, que judiação). Achei o resultado bem bom. O que também significa que a textura facilita a aplicação e o pincelzinho também. Qualquer uma consegue fazer isso em casa :) ...

quarta-feira, 10 de março de 2010

"(...) Só uma coisa a favor de mim eu posso dizer: nunca feri de propósito. E também me dói quando percebo que feri. Mas tantos defeitos tenho. Sou inquieta, ciumenta, áspera, desesperançosa. Embora amor dentro de mim eu tenha. Só que não sei usar amor: às vezes parecem farpas. Se tanto amor dentro de mim recebi e continuo inquieta e infeliz, é porque preciso que Deus venha. Venha antes que seja tarde demais."

Clarice Lispector - no livro A descoberta do mundo - Ed. Rocco - 1999.

Bumble&Bumble

Estou escrevendo para suprir a falta absoluta de resenhas em português sobre esta marca de produtos para cabelo, a Bumble and Bumble. Nunca entendi a razão disso. Tudo bem que não vende aqui mas nem por isso as pessoas deixam de comprar, cobiçar e resenhar coisas que não são vendidas no Brasil, não é?

Eu sou aquela pessoa que tem complexo de cabelo, sabe? Umas tem de nariz, outras de seios, eu sou aquela que tem de cabelos. Não porque eu tenha cabelo crespo ou rebelde ou volumoso, que são as maiores queixas contra os cabelos. Mas porque meu cabelo é bobo, sabe como? É pouquinho, não enrola e nem alisa por si só, fica ali, naquele meio termo indefinido, não pesa, não é naturalmente brilhoso... Isso até que poderia ter passado incólume na minha vida não fosse o fato de minha mãe, tias e primas terem TODAS um cabelo maravilhoso. E por maravilhoso eu quero dizer: Gisele Bundchen maravilhoso. Não é liso escorrido mas não é encaracolado. Pesado,  compridão e cheio de brilho. Era meu inferno.

Não que tenha passado totalmente o trauma. Mas ao menos eu encontrei a tal marca nova iorquina que também encontrou Katie Holmes e outras famosas que eu não me lembro. Eles tem um princípio básico que pra mim fez toda diferença que é: os cabelos precisam de base antes dos produtos finalizadores tal qual o rosto precisa de base antes do blush. Então eles tem uma linha de tônicos ( prep and tonic lotion) que vc passa no cabelo encharcado logo que sai do banho.  E só depois vc passa o condicionador leave in ou o silicone, ou a mousse ou seja lá o que vc usa para finalizar ( tá, eu SEI  que tem gente que não usa nada e tem o cabelo à la Gisele, ô como sei!) o penteado. Para mim isso dá super certo porque meu cabelo fica mais pesado. Se vou fazer uma escova, ela fica mais volumosa e dura mais tempo. Se vou deixar ao natural, as ondulações ficam mais definidas. Eles tem inclusive um produto de tratamento noturno que, dizem, serve para encorpar os cabelos enquanto a gente dorme. Morro de vontade experimentar.

O site deles é super legal, tem videos explicativos e tutoriais de penteados com os respectivos produtos utilizados. E agora vc já sabe: da próxima vez que a palavra muambeiro cruzar o seu caminho, lance logo mão da sua listinha Bumble and Bumble. Se mudou minha vida, pode mudar a sua também ;-)

Sobre o virtual real

Como questões sobre virtualidade, blogs e relacionamentos continuam reverberando em mim, vou continuar a série ( saga) de reflexões.

Uma coisa que me mobiliza muito é justamente a questão dos relacionamentos virtuais. Me mobiliza porque eu os tenho muitos, há muito tempo, e constato com tristeza que, ao longo do tempo, de muito tempo, raramente eles tem um desdobramento feliz.
E eu penso muito sobre isso.

Amizade virtual já começa com um nome que me aporrinha. Porque o sentido é duplo. A expressão tanto pode ser usada para se referir a uma amizade que foi construída via internet. Ou cair muito bem para designar uma amizade fantasma, do tipo frágil ou inconstante e que existe somente em certos contextos. E acho que essa ambiguidade, por mais cruel que pareça, não é a toa. Ela realmente expressa um perigo das relações virtuais, que é justamente esse da inconsistência, da impermanência.

Li recentemente e acho que foi em um blog mas, desculpem, não me lembro qual, que ao contrário do que pensava o escritor, um verdadeiro amigo se reconhece não nos momentos difíceis, mas nos momentos de sucesso. Segundo ele, é muito evidente que quando estamos passando por alguma dificuldade apareçam muitas mãos amigas. Já não acontece o mesmo em tempos felizes.
Pensei e pensei sobre isso. Tentei. Mas não concordo. Aliás, não concordo com nenhuma das duas vias. Nem que amigo se reconhece em tempos difíceis e muito menos em tempos fáceis. Nos tempos fáceis é mais ou menos como canta Gal Costa: "quando a gente está contente nem ficar contente a gente quer, a gente quer é viver" e não ficar pensando se tem ou não amigos.

Para mim amigo é aquele que toma seu partido consistentemente, ao longo de diversas situações, fáceis e difíceis. Não interessa se é virtual- embora os virtuais, na minha experiência, sofram mais radicalmente do mal da neutralidade -, se é da balada, se é do trabalho, se é de infância. Amigo é aquele sujeito que toma suas dores sempre e especialmente quando você está errado. Sim, porque ficar do nosso lado quando temos razão é super fácil. Mas ficar do lado de quem está, assim, digamos, um pouco equivocado, aí é que são elas. Eu assumo para mim que tomar partido de um amigo não significa necessariamente concordar com ele. Você pode até discordar, chamar num canto e discutir a relação ou dar um bom puxão de orelha. Mas isso já significa que vc está do lado dele e comprou o pacote completo.

Sabe aquela conversa de "sou sua amiga mas ó, eu não sou obrigada e escolher, também jogo no time adversário" ? Detesto. A realidade da vida é que todo mundo está o tempo todo um pouco equivocado sobre alguma coisa. Você, sua mãe, seus amigos. E se você espera ficar do lado "certo" ao tomar o partido de alguém, você não conta. Você é de fato e de direito alguém VIRTUAL. Você existe mas não tem peso, massa  e não faz diferença. Não podemos contar com você porque você some e aparece como uma holografia e nunca sabemos direito quem você é.

Nunca tomar partido é o que eu considero a grande utopia ingênua da contemporaneidade. Identifico  que há uma idéia mais ou menos generalizada e mais ou menos hippie por trás disso que é : "eu sou da paz, não brigo com ninguém, quero mesmo é ser feliz". Como se isso fosse possível sem algum tipo de aniquilamento - em geral da SUA individualidade. Acontece que a paz, e meus amigos diplomatas vão ficar me devendo uma salva de palmas, não é a ausência de conflitos,  já que isso seria humanamente inviável. A paz é a manutenção constante de conflitos particulares para que eles não cheguem a formar uma guerra. De modo que "eu sou da paz" significa  exatamente não ser bonzinho e amigo de todo mundo.  Ser da paz significa escolher algumas brigas e algumas pessoas e tomar a defesa delas. E, claro, no outro extremo, não declarar guerra terminantemente a nenhuma pessoa e a nenhuma causa. 

Tudo isso  para dizer que eu observo as turmas virtuais com certo ceticismo.  Eu já tive relacionamentos virtuais que se tornaram não-virtuais  no sentido de terem passado para encontros e convivência além da internet, mas que jamais perderam o seu caráter de virtualidade, se é que vocês me entendem. E também acredito que seja possível jamais sair da internet e fazer com que um relacionamento internético transcenda a virtualidade. No geral, meus relacionamentos "virtuais "mantiveram sua existência enquanto havia interesses em comum e principalmente, ausência de diferenças. Não há necessariamente nenhum mal nisso desde que mantenhamos em mente que aquele relacionamento tem o perigo de ser restrito apenas àquele contexto.  O problema é que somos todos humanos, não salva ninguém. E no fundo queremos ser amados sob qualquer contingência.