domingo, 28 de fevereiro de 2010

Ahhhh, Givenchy...(suspiro)...

Eu simplesmente não sei explicar o que acontece. Eu adoro maquiagem. Mais do que gosto de qualquer outro item de beleza, incluindo sapatos e bolsas. Dramático, não?

E faço todo este salamaleque introdutório só para arranjar um pretexto para dizer bem alto: " Ah, Givenchy, se todos fossem iguais a você..."

Não bastasse a maison ter recentemente resgatado os lip stainers  que tinham desaparecido do mercado há alguns anos - sem eu jamais ter compreendido a razão, já que não há melhor maneira de se pintar os lábios em tons fortes: é seco, a ponta é fina e ajuda a fazer o contorno, não escorre, não borra, não sai -, agora eles lançam o Hydra Sparkling Magic lip & cheek balm.


O produto é a princípio um hidratante labial que também pode ser aplicado nas bochechas, como blush.  O diferencial é que ele tem um ativo químico que reage com a umidade natural da pele e produz o tom de rosa mais natural possível para sua pele. E é personalizadíssimo: como cada pele é diferente, ele reage e produz tonalidades individuais em cada pessoa. E hidrata rosto & lábios. Quem precisa mais?

Givenchy, bonequinha de luxo é pouco para vc!

Um por dia: Filhos e tal

O Cool Mom Picks for Parents é um blog, em teoria, feito para guiar mães e pais pelo mundo da moda e consumo de coisas e serviços bacanas e ecologicamente corretos para seus filhotes. Mas acontece que as dicas são tão legais que acho difícil que qualquer um não tire algum proveito delas.

Há muito coisa sobre moda infantil e prestação de serviços ligada a bebês e crianças americanas. Mas há também weddesign, dicas de alimentação, música e ecologia e o famoso DIY: como montar a lancheira com um lanche atrativo e saudável, como fazer brincadeiras de faz-de-conta em dias de chuva...

Um passeio por lá nunca é desperdiçado. O único porém é que é em inglês (ainda bem que existe o Google Translate para os apertos.)

Um por dia: Música.

Vou começar hoje uma série de indicações de blogs que frequento e que adoro.
São blogs que não pertencem, de modo geral, ao universo da moda e beleza e que para mim são fantásticos justamente porque abrem meu leque de cultura e ampliam o meu olhar para que eu possa sempre me voltar com um olhar renovado e reabastecido a um dos meus assuntos preferidos: moda e beleza.

Hoje escolhi falar sobre música e preciso me referir a não apenas um, mas três blogs que fazem minha cabeça.

O primeiro é o UM QUE TENHA, com sua seleção de pérolas do repertório da música brasileira disponíveis para download. Se vc procura um album raro, não deixe de passar lá.

O outro é o supercuidadoso, sério e eclético GAFIEIRAS. Um dos colaboradores é o nosso amigo Carlos Cuenca cujo blog preciso citar mesmo que não tenha sido atualizado em muito tempo. As postagens que estão lá  armazenadas já são suficientes para dar um bom refresh na cultura musical de qualquer um. É o UMA POR DIA.

Três blogs por dia também vale, né?

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Provando em Brasília

E por falar em gente que faz e cultiva coisas bacanas e que colabora para o alcance de um bem estar mais amplo e comum a todos, já faz tempo que quero falar do blog da Flávia, o Meu Provador.

A Flávia é jornalista e faz um trabalho super rigoroso de criar um guia de compras, moda e estilo aqui em Brasília. Só de ser um guia brasiliense para mim já é uma grande novidade, em geral pensa-se que Brasília não vale a pena ( e que só tem político ladrão, bla, bla, bla...), nem em termos de turismo,  que dirá em termos de  consumo. Mas a Flávia é super dedicada no seu trabalho de  provar o contrário e criar um mapa do tesouro para as meninas que aqui chegarem. E, para a surpresa de muitos, são vários os pequenos oásis escondidos por aí. Eu que sou nascida e criada em Brasília já me esbaldei com várias dicas úteis e completamente novas pra mim.

A Ponta de Estoque da SummerShop e o Especial Brechós são só algumas delas.

Passa lá pra saber das outras.

Fortaleza, Ceará, por Tati Facó


Quando fui convidada para participar do Amigas da Maura achei que rapidamente conseguiria fazer um guia bacana pro blog. Afinal o turismo em Fortaleza é bastante intenso e é fácil, e até óbvio, saber aonde ir e o que fazer.

Porém, para minha surpresa, depois intitular meu esboço - “coluna da Maura” - não consegui sequer saber por onde começaria o texto. Pensei no porque daquele “engancho” já que o texto trataria desses tantos e óbvios lugares para compras, passeios e comidinhas da cidade. Levou um tempo até eu entender que a “minha” Fortaleza de agora é bem diferente da Fortaleza esmiuçada e na ponta da língua de 10 anos atrás. Vivi na cidade em duas épocas muito distintas e o intervalo de 10 anos foi mesmo um lapso de tempo poderoso - e confesso – um tanto subestimado. 

Há 10 anos facilmente citaria aqui nesse roteiro a Praia de Iracema – parte hoje aterrada – o Chico do Caranguejo, o Clube do Vaqueiro, o Biruta, a Volta da Jurema... Tudo isso era diversão garantidíssima para qualquer um de 16 à 21 anos. Hoje não faço a menor idéia do que esse pessoal anda fazendo.

Fortaleza, além de ser uma nova cidade pelo simples fato de que “a vida não pára”, só existe de novo pra mim pela existência do meu filho. Logo, esse texto - feito sob o olhar de uma Brasiliense-Mineira-Cearense-Paulistana – vai guiá-los por lugares bacanas e que podem ser visitados na companhia dos filhotes.

 Bom, comecemos pelas comprinhas:

As lojinhas de crianças daqui deixam muito a desejar. O único lugar que vale a visita é o Atelier Melissa Cysne. Conheci na minha gravidez. O lugar não tem nada assim de “wow!” mas é super aconchegante. Gostoso estar lá. Musiquinha gostosa – pra bebês - cores tranqüilas, mimos e muito da bobajada que a gente sai achando que vai morrer se não comprar. As peças, roupinhas, enfeites, enxoval, brinquedinhos, ficam todos “espalhados” organizadamente pela loja e garimpando razoavelmente bem com certeza chegamos àquele achado. Fica numa rua tranqüila que é a Rua. Xavier Castro, 55 na Praia de Iracema.

A gastronomia na cidade também não surpreende muito (pelo menos não pro lado positivo, infelizmente). Mas vale o comentário de alguns lugares bem bacanas. A melhor torta de maçã que comi – e arrisco, comerei - na minha vida é a do Le Pommier. Um achado. Com certeza uma das encomendas no finalzinho de março será a minha! Gente é um sonho. Fica na Av. Santos Dumont 5948.

E pra sair de casa, ficar sentadinha, papeando e praticando a gula tem a Balu: uma casa de doces super tradicional, organizada, profissional onde tudo é muito bom. Não consigo pedir outra coisa senão o camarão com catupiry – que é um “lanchão”- ou o “Rocambole da Balu” – que é a cara da minha mãe. Eu e meu filhote freqüentamos desde sempre. Acho que ele tinha pouco mais de um mês quando fomos lá pela primeira vez. Para gravar:




Gosto da casa da que fica na Av. Professor Raimundo Girão. Pertinho da Beira Mar.

Coisa boa de morar aqui com meu filhote é poder ir à praia com ele. Sempre. E não tem diversão melhor pra criança. Então, como não poderia deixar de ser, o “guia” tem que mencionar a praia do futuro – Itapariká - perfeita pra crianças e a Praia externa ao Beach Park, onde o atendimento é muito mais PRO sem duvida alguma e não precisamos necessariamente encarar todo o pacote de entrar no Parque em si. Ah! Não dá pra esquecer que a praia fica muito melhor com caranguejo que, em minha opinião, é o ponto forte da culinária cearense. Incomparável.




Outro programa gostoso de fazer é o tradicional passeio à Beira Mar. O pôr do sol é deslumbrante, a brisa do mar é uma delícia. Bom pra gente, melhor pros pequenos. Tem um climão assim, de paz e férias que eu curto muito sentir. E pra quem gosta de correr, vale a pena o sacrifício de acordar cedo (mas tem que ser bem cedo – porque às 0700hs o sol já está a todo vapor, literalmente) e começar o dia com seu começo. É lindo, a energia é incrível e a mente agradece.

Na Av. Beira mar a gente também toma sorvete gostoso. Pra quem gosta de sorvete de frutas não tem outro lugar, é a 50 Sabores. Mas meu sorvete preferido nos últimos tempos é o de Ferrero Rocher da Delitalia. Muito bom. A tapioca de lá é outra super pedida. O lugar é bem bacana. Meio que um café, padaria, restaurante. Dá pra ir pra ler, passar o tempo, fazer “mini” supermercado ou comprar o pãozinho nosso de cada dia; tudo com charme.  O Empório Delitalia fica na Avenida Desembargador Moreira, 533. 


 





Uma coisa que eu descobri em várias opções e que eu gosto muito aqui em Fortaleza são os Street Shoppings. De vez em quando saio empurrando o carrinho do filhote por aí descobrindo novos lugares. O que eu mais gosto é o Jardins Open Mall e o que mais vou - porque é do lado de casa - é o Shopping Bambuy . Tem também o Shopping Buganvília onde fica o Ryori Sushi Lounge– melhor japonês da cidade. Endereço do Japinha: Av. Dom uís, 1113 (Shopping Buganvília).


Muito injusto seria não mencionar o Mercado da Encetur onde a gente acha todos aqueles trabalhos riquíssimos de renascença, richilieu e afins. Comprei lá um enxoval pro Caio de ursinho-richilieu, lindo!  Os preços não são assim tão em conta, mas as peças são mesmo lindas de viver. Pra casa, pra gente, pros filhos, pra presente, tudo.


Vale ressaltar que o local onde hoje é a Encetur já foi um antigo presídio. No final do ano passado ele foi restaurado e ficou uma graça. Eu gosto muito.

Bom, quem vem pra cá também tem uma infinidade de praias para conhecer além dos limites de Fortaleza. Assim como as óbvias, Canoa Quebrada e Jericoacoara – parte da “primeira parte” há 10 anos - outras como Flecheiras e Lagoinha são muito visitadas. Mês que vem vamos tentar sair um pouco da cidade pra conhecer a Praia do Guajiru. Com sorte voltarei aqui confirmando a indicação e dando a dica do hotel. Vamos torcer!  


 



Ten -dên-ci-a ( Tem- Deus- em- si)

Acho bastante compreenssível que meninas ricas, magras, loiras e com o padrão nórdico sejam tomadas como referência de estilo. Tão compreenssível mas tão, tão que chega a ser um pouco melancólico.
É claro que elas ficarão lindas usando qualquer coisa.
É claro que elas tem dinheiro e assessoria.
E é claro que serão referência de moda e estilo.
Carol Dieckman, Sienna Miller, Olivia Palermo... São lindas sim, claro. Finas sim. Usam coisas lindas e arrasam.
E não me emocionam.

O que não é claro para mim é porque as coisas tem que ser sempre tão previsíveis.

E pensando nisso um dia desses, me veio uma pergunta que ainda não foi embora: quem ou o quê consegue ter uma inspiração criativa e lança tendências de moda que se pegam? São essas loirinhas ricas? Eu acho que não. Pensei e pensei e é evidente pra mim que a resposta a esta pergunta não é redutível a um único fator, são vários e multideterminados os caminhos que constroem um valor.

Mas eu tenho o meu palpite.

Eu acho que um dos percursos das tais tendências se origina nas pessoas que se destacam em alguma outra área artística ( que não diretamente relacionada  à moda) e que são, por causa mesmo de sua criatividade, de sua excentricidade, ligeiramente alheias àquilo que é chamado de padrão. Dessa forma conseguem se comportar, e consequentemente se vestir, de uma maneira sutilmente inadequada. E a inadequação ingênua e inspirada, ah isso sim é batata, vira moda! Porque é um sopro de ar fresco na opressão do feijão-com-arroz cotidiano. Mas nós, a maior parte do tempo, não estamos tão liberados e alienados da cultura a ponto de criar em cima dela e promover este ventinho. Alguém que faz isso desavisadamente é genial. E lança moda, claro.

Eu queria ilustrar esse meu pitaco com uma pessoa dificilmente citada como "it girl" mas que pra mim é sempre inspirada na maneira de se vestir, sem deixar de manter uma certa coerência interna que faz com que reconheçamos nela alguma coisa parecida com um estilo pessoal.



Marisa Monte. Aqui ela veste um vestido da Leeloo, de seda acetinada e - heresia das heresias -  um  par  de Crocs. Não é interessante como uma combinação altamente improvável pode ficar harmoniosa? Aqui acho que isto se deve a cor: os tons de vermelho são exatamente iguais no sapato e no vestido.




Grávida de Helena, a cantora apareceu em um show noturno com um vestido azul turquesa de bolinhas brancas e gola vitoriana. Combinou o vestido com um lenço multicolorido no pescoço, um colar de medalhão e um sobretudo invernal, além de brincos enormes. Mais uma vez, uma ligeira inadequação, um quê de anarquia e desajustamento dão uma graça toda especial à composição dela.








Esta última foto é a mais recente. Ela foi flagrada num evento de cinema, o Vivo Open Air, com este  visual super colorido. A regata parece uma segunda pele com estampa de tatuagem, algo que alguém com bom senso dificilmente ousaria usar, a não ser que estivesse "na moda". O bracelete lá em cima, como já foi hábito  e era muito sexy nos anos 90, também é algo hoje em dia muito inapropriado. Tudo isso misturado com uma saia de cetim istréchi de uma cor rosa coral brilhante. Cabelos naturalmente encaracolados e boca vermelha desde sempre. Diz pra mim se não é a própria aparição da beleza? Inusitada, descompromissada, colorida, leve, sensual. Ah, e estas sandálias douradas de salto grosso saídas do guarda roupa da vovó? Chiquê.










E agora? Lenço no cabelo, brincos de argola e colar de pérolas num visual étnico e indefectível. Alguém bate?








Nude e bailarina há quase 20 anos atrás. "Uma mulher a frente de seu tempo", seria o que um locutor bem sério diria nesta hora.
















E aqui como ela gosta de se apresentar nos shows: sempre segue uma linha meio espanhola-vamp-sexy que funciona muito bem pra ela. Ou, ao menos, ela faz funcionar.



Tem coisa mais linda que autenticidade? Chega a tirar o fôlego da gente.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Genebra para bebês, por moi même :)


Tecnicamente, é bem verdade, minha filha não nasceu na Suíça. Na hora "H" e com um barrigão de mais de 7 meses tive um repente - ou teria sido o despontar da minha intuição materna? - , empacotei uma quantidade inominável de tralhas e fui dar à luz em Brasília, no aconchego da casa dos meus pais.

Por uma outra ironia do destino, Inês não foi concebida na Suíça e sim em pleno Carnaval carioca. Mas estes pequenos detalhes não impedem que eu guarde a sensação de que minha filha nasceu na Suíça, pois era aqui a nossa casa e o nosso lugar no mundo, tanto qd ela foi concebida quanto  quando ela nasceu.

De modo que sempre terei um carinho enorme por esta terra aqui, onde fomos tão felizes, onde passei a maior parte da minha gravidez, onde tive minha tão desejada filha. Quando retornamos para cá (sa), Inês tinha 3 meses e então descobrimos uma outra e mais linda ainda - se é que isso é possível - Genebra. Quis aproveitar ao máximo o tempo aqui com minha bebê e, de fato, creio que o fizemos, revirando a cidade e suas possibilidades para os pequenos.

Faço aqui um pequeno guia desta cidade que me será eternamente especial, de como se divertir muito em Genebra com bebês. Se vcs eventualmente tiverem a oportunidade de estar aqui com seus filhotes, não deixem de seguí-lo.

Bom, a primeira coisa que qualquer pessoa que vem para Genebra deve saber é que genebrinos são absolutamente tarados por água. Não sei se isto está relacionado à beleza e a fantástica pureza das águas do Lago Léman, que banha a cidade, mas sei que é um fato consumado. De modo que grande parte das atividades lúdicas estão relacionadas ao lago e às piscinas.

No verão, a Genève-Plage é o destino mais certo. Piscinas aquecidas para todas as idades, trampolins, tobogãs e uma praia do lago. Tudo  lindo, limpinho, organizado e cinematográfico, como é típico da Suíça. Outras praias-clube muito interessantes e na mesma linha ficam em Thônon e Evian.

Os belíssimos parques são outra opção igualmente deliciosa. Arborizados e com perfume de Alpes, rendem deliciosas caminhadas. O Bois de la bâtie é um grande bosque, tem um pequeno jardim zoológico - sucesso garantido junto aos bebês, que ainda não compreendem e nem suportam bem os longos passeios pelos Zoos tradicionais. Além disso ainda tem uma ótima patougeoire que é o nome francês para as piscinas rasinhas destinadas às crianças.

O Parque Bertrand é menor e mais centralizado, também rende um belo passeio e conta com uma deliciosa pataougeoire.

Outros dois favoritos são o Jardin Alpin, este funciona bem em dias frios pois sua atração principal são os exemplares de fauna e flora da região ( gelada) dos Alpes suíços( o mini zoo tem lindos animais), e o Parc Trembley onde fica nossa patougeoire predileta, que  é bem grande e tem uma linda vista para o Mont Blanc e suas neves eternas.

Uma outra atividade que as crianças amam aqui é a colheita de morangos self-service. Algumas fazendas, como a Ferme de Merlinge, oferecem este serviço. Nós colhemos os moranguinhos no pé e chupamos ali mesmo, é uma delícia! A Merlinge oferece também várias atividades para crianças, passeio de trenzinho e atrações sazonais. Aos sábados de manhã tem um brunch só com os produtos provenientes da própria fazenda, precisa ser agendado mas vale à pena!

Para os dias realmente frios do longo inverno, uma das poucas opções é o Yatouland. É uma grande brinquedoteca que recebe crianças de 0 a 10 anos.

Os teleféricos de Genebra são famosos e fazem lindos passeios com bebês, tanto em dias frios, quando se vê a neve, como nos dias de verão, quando vemos a vegetação e o dourado do sol que bate nas montanhas.  O mais badalado é o Teleférique du Salève.

No inverno ou no outono, um dia nas montanhas é sucesso garantido. Em Leysin, cidadela próxima a Genebra, sobe-se aos cumes de teleférico e lá no alto há um restaurante panorâmico e giratório, o Kuklos -sim, ele gira - e faz a alegria da criançada.

Há também boas opções culturais para os pequenos. O museu  mais tradicional, de Arte e História é a escolha clássica. Mas a Maison Tavel, a casa mais antiga de Genebra e seu mobiliário de época é também imperdível. No último andar tem um lindo cineminha 3D sobre a história da cidade, bebês ficam encantados.

Por último, se a idéia é deixar os bebês sob cuidados especializados e partir para a programação adult,a o endereço certo é a Gymboree. Falando inglês como língua oficial, esta escolinha tem programas de verão para bebês a partir de 3 meses. E se a idéia é passar mais tempo na cidade, eles oferecem cursos regulares de BabyGym e Musicalização para bebês.

Confessando bem, este post é uma homenagem a esta belíssima cidade que estamos deixando. Teremos saudades,  levaremos boas lembranças e um vínculo eterno com ela.  Aqui trabalhei, estudei, fiz amigos, tive uma filha, não é pouca coisa não! É, já há algum tempo, um dos meus lugares favoritos do mundo e um dos poucos que posso chamar de lar - em qualquer lugar que eu esteja.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

As coisas estão no mundo só que eu preciso aprender

E nessa de mudar de país, de vida, de estado civil. De perder minhas coisas, de vender minhas coisas, no começo as que não me serviam mais, depois as que eu não usava e depois qualquer uma, qualquer uma coisa que alguém desse preço. Sem apego, sem remorso. Tanta roupa saindo de caixa, e velharia e novaria. E minhas jóias e minhas panelas e meus cremes e meus quadros... Tudo meio anuviado, já não conseguia me reconhecer em mais nada, tudo era a mesma coisa, tudo tinha perdido o élan vital. Não sei se eram bonitas ou feias. Úteis ou inúteis. Tudo era nada.

Mas havia um vestido no meu caminho. Olhei pra ele e pensei: vou vender. Vou e vou e vou. Onde vou usar este vestido?  Novo, ainda embalado de presente, em seda, vai dar bom dinheiro. Vou experimentar, só para me lembrar de como ele era. E o tal objeto de vestimenta perdeu seu status de ser inanimado e foi ganhando ares de divindade conforme escorregava pela minha cabeça. Foi caindo como uma luva, me abraçando nos lugares certos. Uma sensação de conforto, de segurança e pertencimento que há tempos eu não recebia, passou ligeira. Mas eu vi. E pensei: um dia vou voltar a ter um lugar para ir vestida de mim.

Olhei no espelho e ela voltou: sou alguém. Se não sou mais, ainda tenho a chance de voltar ser pois me reconheci em alguma coisa do mundo. Isto é meu. Isto sou eu. Isto permanece. Isto me salvará.

Fui procurar a danada da máquina fotográfica que sempre some nestas horas porque eu queria agarrar aquela sensação de naturalidade e desenvoltura, como se fosse óbvio que eu continuo sendo gente e como toda gente, com direito a um destino. E amarrá-la juntinho de mim, caso algum dia eu voltasse a duvidar. Tirei a foto no escuro, com o cabelo de ontem e um sapato estranho, enquanto a minha filha dormia ao lado.

Ufa. Eu estava lá,  congelada, gravada na câmera. Que alívio, então esta sou eu, ainda moro por aqui. Bendito seja Deus pelos vestidos e pelas coisas que estão no mundo e atravessam, imunes, nossas (re)encarnações.

"Hoje eu vim, minha nêga


Sem saber nada da vida


Querendo aprender contigo a forma de se viver


As coisas estão no mundo só que eu preciso aprender"

( Paulinho da Viola em "Coisas do mundo, minha nêga").

E esta aqui, o que quer que seja e quem quer que seja, sou eu:

Ousadia pode ser arrogância. Arrogância pode ser ousadia.

Alguém aí já tentou escrever sobre alguma coisa que gosta ou desgosta ferozmente?

Aliás, escrever é uma coisa tão curiosa, temos uma idéia do texto que queremos escrever na cabeça, a mim o texto vem praticamente pronto, como se eu o estivesse vendo no papel. Mas na hora de ir pra ponta do lápis ( ou pra ponta dos dedos) ele me atraiçoa em quase 100% das vezes, ganha vida própria e sai correndo por aí, cheio de personalidade.

Escrever é assim, um risco que se toma. Muita gente que passa por aqui me acha arrogante e eu creio que devo soar mesmo arrogante. Uma porque treinar o estilo e amaciar as palavras para fazer textos mais diplomáticos leva tempo e prática e eu estou enferrujada.  Outra porque o texto escrito é uma coisa inerte. Não muda a argumentação, a entonação, não pergunta...E isso dá margem para muitas interpretações subjetivas ( sentido conotativo, rá! Meu professor de literatura passa por aqui de vez em quando e ficará orgulhos de ler isso). Outra ainda porque ter opinião é sempre uma faca de dois gumes, bem literalmente: há os que cortam para um lado, há os que juram que cortar para o lado oposto é o melhor. Impossível agradar todo mundo, a menos que sejamos neutros e isso, ah, isso não se encontra aqui não.

Mas sempre me lembro de um sujeito dando entrevista para o Globo Repórter. A repórter perguntou a ele: " O senhor tem medo de envelhecer?". E ele respondeu: " Dona, eu tinha. Mas um dia atinei que a outra opção era a morte, agora tenho mais não". É isso aí. A outra opção, de não escrever ou não tomar partido é impossível para mim.

E palpitar por sua conta e risco qualquer coisa sobre qualquer outra coisa é um ato de ousadia do pensamento, um ato de violência contra o silêncio, contra a pacatez, contra o cordato. E talvez, para escrever, seja mesmo necessário uma dose de prepotência. E outra de brio. Porque se não quem vence é o papel em branco, a vida que passa, a solidão, a morte que espreita. E disso eu tô fora.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Obaibi

Não sei onde este mundo vai parar, diminuindo deste jeito.

Minha amiga linda, que mora na Índia e ainda não tem filhos, me passou( tá no post sobre compras em Nova Deli) a dica de uma lojinha de moda infantil francesa fofa, fofa que eu, vejam bem, EU, ainda não tinha conhecimento. Mas o pior foi constatar que  além da loja de Nova Deli, havia uma filial pertinho da minha casa, bem como  muitas outras em qualquer esquina remotamente francesa.

A marca se chama OBAIBI e faz roupas de mini-gente para bebê e ainda tem uma irmã, a OKAIDI , que faz as mesmas coisas lindas para crianças de até 14 anos ( como eu).

Para minhas leitoras mamães que ainda habitam minha antiga vizinhança, existe uma loja em Annecy, outra em Annemasse e outra ainda em Thonon. Ou seja, eu estava cercada de Obaibi por todos os lados e não sabia.

Tão perto e tão longe, tantas vezes sentimos isso neste mundinho que nos leva a India tão rápido quanto nos subtrai dos nossos vizinhos. Admirável mundo desde sempre novo.

Ah, tia Meena, a gente não liga de não ser tipicamente indiano, tá? Vamos exercitar o seu bom gosto  para escolher presentes e mantê-lo sempre afiado! :)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Cansei de ser sexy

No fim dos anos 80 e 90 eu adorava shows. De quase tudo que era tipo de música, inclusive a onda axé que abduziu minha cidade. Ia em todos em que uma adolescente de 13, 14 anos poderia ter acesso morando em Brasília. Foram todos muito marcantes, naquela época os shows eram legendários. Teve aquela inesquecível e lamentável confusão do show da Legião Urbana. Teve aquele em que o Herbert Vianna voltou ao palco para o bis exatamente 8 vezes. Teve aquela Baratona no carnaval de 92 que lançou a Daniela Mercury. Paralamas do Sucesso, Kid Abelha, Barão Vermelho, Capital Inicial. Finis Africa ( alguém se lembra deste? O guitarrista era meu primo de vigésimo grau). Skank, Djavan, grande Jorge Benjor.

Hoje em dia não me convide para um show. São tão previsíveis, tão similares aos "DVD's ao vivo". Nada mais de importante acontece em um show.

Eu sinto falta disso dos anos 80, já que agora é tão cool se remeter a eles. Sinto falta da improvisação, da desorganização, do amadorismo. Daquelas maquiagens over, das roupas e cores over, da ingenuidade de quem se esforçava muito ( way too hard)  loucamente, no Brasil ao menos, para se inserir no mundo dos ricos e elegantes.

Hoje não. Um show é previsível. Uma foto é atomicamente editável e previsível.  Um texto é instantaneamente lido em várias partes do mundo e editado em minutos. Para onde foi o ato falho? A licença poética? Aquele errinho de estimação que acabava sendo incorporado ao brilhantismo do conjunto da obra?  Mas não é só isso. Além de tudo - já que mais ou menos o mundo inteiro pode ter acesso ao que fazemos ou dizemos- temos que ser cordatos, limpinhos e politicamente corretos. Não podemos nunca ser inadequados, bêbados, surtados, feios, fedorentos, arrogantes e preconceituosos ( mesmo que isso seja o mais inerente dos inerentes dentro da natureza humana).

E tem mais. Ser geek ou nerd está na moda. Quer dizer, nem o direito de sermos marginais temos mais. E aqueles que são os  esquisitos desde criancinha, os legítimos mesmo? Coitados de nós. Fomos fetichizados. Outro dia, navegando pela net ao meu modo nerd de passar o tempo livre que eu finjo que tenho, vi uma fulana divulgando uma máquina ou técnica de tirar fotografias de maneira que elas fiquem desajeitadas, distorcidas, estranhamente coloridas do mesmo modo que elas ficavam na época em que, well, não tínhamos nada melhor com o que contar.

Eu acho que vou me adiantar um pouco nas tendências e lançar a moda antes que alguém me tome a iniciativa: o horroroso é o novo lindo. É, meu povo, porque já que estão afim de se apropriar dos nossos direitos, eu vou logo ocupando o meu espaço e cuidando do que é meu. Nasci loira de olhos verdes  e nunca tive celulite mas exercito o meu direito de ser feia quando, com quem, como e onde eu quiser. E mordo sem nenhum eufemismo se alguém quiser destituir minhas regalias de moça feia que só fica bonita quando assim escolher.

Será, pelo amor de Deus, que alguém ainda tem alguma dúvida de que todo mundo é bonito se tiver dinheiro e acessoria?  O medo da feiúra escondida no passado que nos condena é tanto que é preciso transformar os anos 80 em piada, brincadeira, tendência.

Coincidentemente, morando na casa da minha mãe, volta e meia revejo nossas fotos de família dos anos 70, 80, 90... Estávamos sempre tão mulambentos ( não existia chapinha disseminada, roupas tecnológicas e muito menos maquiagem de ponta), tão ingênuos, magrinhos ( não tinha Mc Donald's!!!), mal vestidos e ainda assim tem cada foto que me faz rir ou chorar por uns dois dias. Acho que esta é a intenção de uma foto, não?

Voltei também a frequentar o Ugly People  (para constatar , em parte, que nem ele escapou do photoshop). Acho todo mundo lindo  e singelo de doer o coração e dou muitas risadas com a graça (em amplo sentido), irmã gêmea do ridículo, que todos nós carregamos. E uma hora dessas vou resgatar todas aquelas minhas fotos que "deram errado" pra vcs verem como eu também sou mais linda e humana quanto mais feia pareço.

Nova Deli Fashion Week. Ou só a Meena nos salva do europocentrismo.

De Nova Delhi, Meena Kapoor

8h30 à frente, agora que o horário de verão acabou no Brasil. Meia hora, sim, porque, na Índia, tuuuudo é diferente.

Ai, as compras! Não consigo fugir delas aqui. Não só porque há uma variedade de artigos muito típicos da Índia, que sempre acho que nunca mais terei a oportunidade de comprar, mas também porque não há mesmo muito o que fazer por estas bandas nas horas de lazer depois de conhecer os cinco monumentos mais conservados da cidade: Humayun Tomb, Qutb Minar, Jama Masjid, Red Fort, e meu preferido de todos os tempos- o Lodhi Gardens. Resta-nos confraternizar com os amigos ou sair pra comer (tema do próximo post). Os amigos! O que seria de nós sem eles?!? Melhor do que isso, só quando vem a família, caso da minha rimã-querida-do-coração e do meu cunha, que ora se esbaldam nos vizinhos Camboja e Tailândia e muito alegram minha vida.

Já os museus, tadinhos, dão uma peninha! Levaram tudinho pra Londres e pra Nova York. As peças mais bonitas, mais bem cuidadas e mais representativas desta cultura estão do outro lado do mundo. Mas, ao mesmo tempo em que tenho dó, também juro que entendo o "homem branco", aquele do fardo, que não sente nem um pinguinho de culpa por ter saqueado a nação alheia, ao argumentar que fez um bem para a humanidade em preservar os registros culturais de outros povos. Deixa estar. Não vou dar razão nem pra um, nem pra outro, pois esse debate é um tanto mais complexo. 

Pois, vamos às compras. Segue meu roteiro-não-exaustivo. A boa notícia é que os precinhos aqui são I-N-A-C-R-E-D-I-T-A-V-E-L-M-E-N-T-E  baixos. 


Khan Market

A primeira vez que fui ao Khan Market, achei que me tinham feito de besta. Disseram: "É o Iguatemi de Delhi". Daí, chego e vejo um lugar imundo, cheio de cachorro vadio (cachorra vadia, não, que indiana é mulher de família), umas mercearias e até o consultório do Dr. Monga. Poxa, parece trote, não é? Não era. 

Até 2007 e a inauguração do Select City Walk, lá onde Judas perdeu as botas, mas ainda no perímetro urbano de Delhi, nada havia na cidade que nós ocidentais reconhecêssemos como um shopping. O Khan Market foi e é o mercado de luxo para os padrões locais. Reza a lenda que é o metro quadrado mais caro da Índia. Vai saber. Só sei que no Khan Market, a gente passa da portinha de entrada de cada loja e é transportado imediatamente pra outra dimensão. Dentro das lojas é limpo e moderno como ninguém acredita. Há lojas lindíssimas. E é o lugar ideal para o desafio tenho-só-uma-tarde-para-compras da amiga. 

Na tarde de compras

Comece na Anokhi, onde há roupas feitas com block print, uma técnica artesanal para estamparias lindas. A grande vantagem é que os modelos são mais usáveis do que as roupas de Alladin ou de Sherazade. Tem também jogo americano, guardanapo, caderninho de papel artesanal e muita coisa mais. Dali, siga para a Fabindia, para comprar tuuuudo de tecido, desde lenços de seda até colchas, passando pelos sáris. Mas também tem chás, temperos y otras cositas por lá. Suba na Ogaan, na ala central, pra ver coleções de estilistas indianos. 

Siga para as mercearias e compre favas de baunilha, açafrão, pignoli, garam masala, sal do Himalaia, chás de Darjeeling e uma série de ingredientes raros no Brasil. Lembre-se de levar pacotinhos de Dal Bukhara embalado a vácuo. Hummm!!!

No caminho, compre cheirinhos de todo o tipo, cosméticos e incensos "Ayurveda Chic" na Forest Essentials.

Compre artigos para casa, de talheres a almofadas de seda (que vêm com enchimento compactado, se quiser colocar direto na mala) na Good Earth. Já que está do lado, aproveite para ver a Oma, no mesmo estilo. 

Passe na Silverline para renovar a coleção de acessórios em prata e para comprar presentinhos. Para continuar a coleção de pratarias e se quiser joias de ouro e pedras, a Amrapali é o destino certo. Lindíssimas e por um terço do preço no Brasil.

Termine com um chá da tarde na Choko La. Adoro!


Cottage Industries Emporium

Essa dica é para aqueles que têm uma ou duas horas só para compras. Uma loja do Governo, com preços fixos, e boa seleção nos seus quatro andares repletos. Um pouco cafona, às vezes. Há que separar o joio do trigo. Mas, dá para confiar que a seda é seda, e a pashmina é pashmina (cashmere). O preço não é o melhor, mas é o que se paga pelo conforto do ar condicionado, do cartão de crédito e de ter todos os artigos típicos e de qualidade garantida reunidos.


Dilli Haat

Pra quem quer ir a uma feira indiana sem se estressar (demais). Como há uma taxa de quinze rúpias na entrada, não há tanta gente como nos mercados, só entra quem está disposto a comprar. E quinze rúpias são sessenta centavos de real! Tem excelente seleção de tecidos, lenços e afins, além de outas peças de artesantato e até pérolas verdadeiras (de água doce). Os feirantes mudam a cada quinzena. Pechinchar é obrigatório. Comece pedindo metade do preço inicial.



Dê uma espiadinha no "Asia's finest luxury destination" e compare com o Khan, hehehe: 



Acabou de ser aberto, uma extravagância! Tem quase todas as grandessíssimas marcas, com preço de EUA. Armani, Salvatore Ferragamo, Gucci, Burberry (onde caio em tentação uma vez a cada ano) etc, etc, etc. Mas, o que mais gosto é de fuçar as marcas indianas nos últimos dois andares. 


Designers Indianos 

Amo, amo, amo o Manish Arora. Não que eu use. Ele faz a verdadeira moda-conceito, não é lá muito usável. Dele, tenho uma saia da coleção circo, estilo Bispo do Rosário (que uma amiga americana sugeriu emoldurar e pendurar), gloss da M.A.C. e um tênis Reebok Fish Fry (Não errei, é Fish Fry!). Ele tem uma linha meio doida da Swatch e outra de porcelana da Good Earth. Transita pelas Fashion Weeks europeias e fez vitrines da Printemps em Paris ao lado do já saudoso McQueen. É famoso, então é bem careiro para os padrões locais.

Dos mais usáveis, gosto de muita coisa que vejo de Rohit Gandhi e Rahul Khanna  e das irmãs Gauri and Nainika. Dentre os indianos mais tradicionais e ao mesmo tempo moderninhos, vale lembrar o Sabyasachi e a Ritu Kumar, que tem linhas bem usáveis , além das coloridas roupas de noivas. Quase me esqueci do estilista mais famoso de Goa, que procura dar um quê de Rio de Janeiro às suas coleções praianas, o Wendell Rodricks. Rodricks de "Rodrigues". Os portugueses deixaram suas marcas por lá. 

Mas tem muita cafonice entre os estilistas indianos também, como o celebrado e, na minha opinião, breguérrimo, Satya Paul


Bebês (pois, afinal, a dona do blog é uma linda mamãe)


É uma marca francesa muito bonitinha daquelas de roupa de adultos para bebês. Mas fica na cidade-satélite de Gurgaon, no Shopping Ambience Mall, ou seja, a uma hora de carro do centro. Tem muita roupa para menino. É que aqui menina é mesmo um fardo. Sai caro ter filhas. O resultado é que o feticídio feminino é tão comum, que é proibido ao médico revelar o sexo do bebê. Mas eles dão sempre um jeito de dizer sem falar. Nada que o $ não resolva. Pelos dados oficiais, são cerca de 108 homens para 100 mulheres na Índia. Pior fica a taxa no retrógrado estado do Punjab, com 126 (!) homens para cada 100 mulheres.

Kidology

Sabe quando você procura loja de bebê pra comprar de presente para amigas, só acha a Obäibi e desiste porque é francesa, não tem nada de típico? Seus problemas acabaram! Abriram a Kidology, no DLF Promenade (coladinho ao Emporio), onde os designers queridinhos de gente-grande fazem roupas fofíssimas para gente-pequena. Lindo de morrer.



Forest Essentials

A loja mais cheirosa da Índia acabou de lançar uma marca "mamãe e bebê", com óleos, sabonetes, esfoliantes e cremes. Luxo puro!


E não é só isso...

Não deixe de comprar maquiagem M.A.C., camisas Lacoste, tênis Puma e Adidas e enfeitezinhos na Accessorize. Tudo pela metade do preço. 
Para peças de decoração, não perca tempo e vá para La Boutique, em Sunder Nagar. Aproveite e pare na deliciosa loja de chás Regalia. No fim da tarde, coma um docinho na loja da esquina. O Kaju Barfi, um marzipã de castanha de caju, é uma delícia.

O Tibetan Market é um lugar meio pega-turista, mas, sabendo negociar, os preços são bons, e é bem localizado, perto do Connaught Place, onde também há boas lojas. Os estados indianos têm lojas com artesanato local na Baba Karag Marg (que nome é esse!?!). Costuma ser bonito. Recomendo vivamente a loja Kamala nessa rua, com uma seleção da melhor qualidade.

Se tiver espírito aventureiro e quiser descontos bárbaros, dê um pulo no Sarojini Nagar, em Pahar Ganj e nas ruelinhas que saem de Chandni Chowk. Mas vá com coragem, com disposição para negociar e sem nada de salto. Não se esqueça de proteger o traseiro, que há tarados à solta.


Gran Finale

Depois de tudo isso, respire fundo, faça 20 pranayamas, cante "Ommmmm Shanti, Shanti, Shanti" e vamos combinar que você merece uma massagem no Amatrra ou no Asian Roots. Ayurveda, Thai, ou minha preferida, a Globetrotter. É bem mais caro que no Brasil, mas vai compensar cada paisa.

Namastê!


Eu não sei quanto a vocês mas eu fiquei boba com o bairrismo, agora visto sob a ótica da moda. Claro que a gente sabe que o mercado - de quase tudo -  é majoritariamente dominado pelo circuito NY- Paris-Milão. Mas como somos egocêntricas gotas d'água no oceano, não? E pensar que existe tanta coisa linda neste mundo que a gente ainda não viu...
E querida amiga Meena, só a futilidade salva ( isso- ou alguma coisa apenas ligeiramente semelhante- quem disse foi Caio de Abreu).

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

We are family

Eu vou assumir meu lado jersey girl  e sair do armário.

Há em mim uma habitante de um subúrbio norte americano. Eu gosto de gospel. Eu gosto de comidas apimentadas e gordurosas que ninguém mais come.

Mas acima de tudo o meu SONHO é ter muitos filhos e levá-los a missa de domingo com vestimentas coordenadas  como estas aqui ao lado. Coordenadas com a minha inclusive e se possível com a do papai também. E depois almoçar um cajun meatloaf acompanhado de  onion rings e um red velvet double icing de sobremesa. Isso sim é que é vida.

Coordenáveis de família da Wooden Soldier.

Toque, toque?

Eu juro que eu acho que ninguém se lê na blogosfera.

Sabe aquele diálogo entre o surdo-mudo e o cego? O cego fala mas o surdo não escuta. O surdo então escreve, mas o cego não pode ver. E os dois saem contentes achando que estão comunicados. Isso não é de todo ruim, não. Diálogo é da ordem do " a gente não quer só comer a gente quer comer e quer fazer amor". Pode-se perfeitamente passar uma vida tranquila e de barriga cheia sem nunca ter se travado um diálogo.

O que eu não entendo então é: por que ter um blog se a criatura não quer conversar? Parece que fui a última a saber mas dialogar é a última razão da lista.

Às vezes leio um post - e eu leio muitos por dia, adoro ler desconhecidos - e sigo lendo os comentários.  Estes parecem mais ser alguma coisa estética, visual, do que semântica. Parece que se comenta porque vai aparecer um nome e uma foto ali indicando que Fulaninho está pagando o pedágio do dia. Concordar unanimamente é regra de etiqueta. Elogiar bastante também.
Ninguém fala coisa com coisa.  Ninguém lê o comentário anterior? Ou mesmo o texto comentado? Cada um fala sobre si,  mesmo que indiretamente, sobre sua questão ou no que estava pensando da vida antes de sair de casa, independente do texto que acabou de ler, da alteridade com que acabou de se confrontar.

Não me entendam mal, eu não estou aqui falando sobre a relevância dos comentários ou mesmo dos blogs sobre o nada. Eu adoro blogs sobre o nada. Aliás, tenho percebido que quanto mais comprometido com o nada e o ninguém um blog é,  mais interessante ele fica. Os blogs sobre coisas relevantes são muito chatos. E os blogs sobre irrelevâncias que se pensam relevantes são mais chatos ainda.

Fico com os blogs irrelevantes sobre irrelevâncias. Nestes, quando a sorte aparece, a gente acaba ganhando o dia com uma poesia que ninguém mais leu, mudando de caminho por conta de uma briga, ensinando algo a alguém, arranjando namorado e emprego ou qualquer coisa que signifique que duas pessoas estavam presentes e abertas. E isso é o barato da vida.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Bandeirantes e Traficantes

Outro dia ouvi de uma amiga uma frase muito bonita, que fica desde então ecoando volta e meia nos meus ouvidos: " Estou abdicando de certas coisas ( a conversa era sobre vaidade, roupas, etc)  no começo da vida da minha filha, que é um momento essencial da vidinha dela, para que lá na frente ela possa se destacar."

Eu me emocionei porque me reconheci neste pensamento meio machista, meio interiorano e muito familiar que, creio eu, foi um dos motivos que fez afundar meu casamento. E pensei nesta diferença no modo de ver a vida e na personalidade, que são influenciadas pelo aspecto histórico e geográfico.

Os bandeirantes, aquele pessoal que veio tardiamente para desbravar  e colonizar o interior do Brasil através das entradas e bandeiras, foram a origem do povo que acabou se estabelecendo em Minas, Goiás, Tocantins e Mato Grosso. Incrível como mesmo hoje em dia este pessoal é reconhecido pela quietude (mineiro come quieto, não é?), pelo gosto pela família e pela intimidade, pelo apego a terra e à propriedade,  pelas mulheres prendadas e recatadas, pela religiosidade, pela abnegação, parcimônia e solidariedade típicos de quem já enfrentou um sertão despovoado.

Isto em contraste com os brasileiros do litoral, os que chegaram primeiro e se estabeleceram com a ajuda do rei, aqueles que descendem da nobreza portuguesa decadente, de criminosos exilados, comerciantes, traficantes de escravos. Estes são mais barulhentos, sedutores, sociáveis, cultivaram a lábia e a oratória, mantiveram  a similaridade com os espalhafatosos e desastrados portugueses e tem uma relação mais indulgente com a vida, com os valores tradicionais. São artistas, são simpáticos, são emotivos e festeiros.

Não há nenhuma "espécie" melhor do que a outra, pelo contrário, o bonito é a riqueza do povo brasileiro. Só tenho achado interessante observar os contrastes e reconhecer as raízes do fato imutável, em parte, e irreproduzível, totalmente, de eu ser quem eu sou e como eu sou.

E acho que na próxima tentativa vou me amaziar com um pantaneiro ;-)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Em algum lugar do passado

Um dia de sol na Borgonha faz muito bem à cútis.
Tempo bom, saudade fininha.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Cosméticos sem crueldade

Uma coisa em que pouca gente por aqui para pra pensar é na questão dos testes em animais durante o processo de desenvolvimento de novos produtos e técnicas cosmetológicos e farmacológicos.

É uma questão mais complexa do que parece. Primeiro porque ser absolutamente contra a testagem em animais, embora fosse o ideal, é impossível, ao menos para mim. Eu adoro animais, desde menina. Tenho 3 cachorros e etc. Mas tenho uma formação acadêmica empirista. Que seria de nós se não pudéssemos colocar eletrodos em ratinhos de laboratório? Ou testar substâncias pouco conhecidas em coelhos, sendo que resultados positivos trariam benefícios incontáveis no tratamento de doenças, por exemplo? Eu realmente acho inevitável a testagem em animais na industria farmacêutica.

Agora, precisamos de limites rígidos. Uma coisa é testar um psicofármaco em um gato que pode morrer de ataque convulsivo. Outra coisa é cegar, escalpelar e humilhar macacos testando shampoos e cremes inovadores. E gente, ninguém divulga - por razões óbvias- mas como isso existe!

O PETA diz que é possível desenvolver metodologias que dispensem a testagem em animais para se estabelecer a segurança de um novo ativo. Porém isso necessitaria, como a maior parte das causas ecológicas, de empenho, boa vontade e alguma verba. E esta, a gente sabe, é a parte difícil.

Nem sempre o boicote às marcas que usam de crueldade contra os animais em seus testes é possível, eu bem o sei, mesmo porque as duas grandes gigantes da cosmética ( leia-se L'oreal e Protector&Gamble) são justamente aquelas que nem se abalam com esta questão. Tem as melhores tecnologias ao preço mais acessível e o grande público aos seus pés. Além disso, compram marcas concorrentes que acabam se tornando alegorias na grande máquina que é uma empresa destas. Recentemente, por exemplo, a L'oreal comprou a ecologicamente correta "The body shop" que passou a pertencer ao grupo. Sim, a marca continua extraindo matéria orgânica de modo sustentável e não faz testes em animais. Mas grande parte de seu lucro vai parar nas mãos da corporação a que pertence. E agora?

A gente faz o melhor que pode. Ninguém, a menos que seja profundamente engajado, vai deixar de comprar seu desodorante Dove ou seu shampoo Pantene na hora do aperto. Isso sem mencionar as fraldas descartáveis, né? Poucos são os corajosos ( loucos?) que abdicam dela. Mas, de gota em gota fez-se o oceano. Eu acho que não custa nada, na hora de escolher entre duas marcas, optar por aquela que não faz testes em animais. No site Caring Consumer tem uma lista das empresas que não testam em animais.

Já adianto que a L'occitanne e a M.A.C são do bem ;-)

Brechó de Princesinhas

Queridas mamães,

Dei uma boa reajustada nos preços das roupinhas de bebezinha.

Muitas estão ainda com etiqueta e servem na minha filha mas ela tem tanta roupa que não teria como usar todas - shame on mommy :(
As que estão usadas foram usadas no máximo duas vezes, no pior dos casos. Minha minicelebridade não repete roupa. Ao menos, não repetia, agora mamãe está voltando ao seu estado normal de bom senso.

Todas as roupas são fofas, importadas, diferenciadas, bem-acabadas,  escolhidas com todo o amor do mundo, um luxo. E conforme o desapego foi lavando a minha alma, reduzi bastante os preços.

Podem conferir ;-)

Estrela cintilante

É tão especial quando alguém que a gente gosta nos diz que se lembrou de nós por conta de um filme. Aquele sentimento bom de se reconhecer e se estranhar pelo olhar do outro.

Imediatamente fui assistir Bright Star,  realmente uma estrela rara para quem gosta de moda e figurinos sem cair na banalidade, ou mesmo para os que gostam de um bom e tradicional romance de época - será que alguém no mundo  consegue ficar de fora destas duas categorias?

O filme é a história real da paixão vivida pelo jovem poeta inglês John Keats,  o último romântico da leva dos bons ingleses, e sua  jovem vizinha modista,  estilista e fashionista Frances Brawne.

O filme tem todos os elementos de um romance romântico: jovens muito jovens, paixão não consumada,  palavras afetadas, morte precoce por turbeculose. E além disso é um deleite para os olhos: os vestidos de cambraia e linho da mocinha, seus casacos forrados a mão, babados de gaze inglesa e organza, laises delicadas, pontos coloridos e toques artesanais, chapéus maravilhosos,  desfilam pelo cenário natural de Hampstead Heath - o mesmo lugar, hoje incorporado pela Londres metropolitana, que Freud escolheu para morar refugiando-se da guerra - , turbinados por uma fotografia primorosa.

Tem  coisas lindas de se ver, como campos de canola e lavanda, tão passageiros e celebrados como o próprio verão inglês. Uma menininha de cabelos ruivos e desgrenhados, um gato fofinho. A luz sempre clara dando um ar bucólico a todas as coisas. Eu já mencionei as roupas? Roupas lindíssimas e fidedignas à época, ao país e à personagem, nada daquela coisa Marie Antoinette padronizada

Para mim, particularmente, este filme foi um pouco além dos belos fotografia, figurino e enredo. Não foi difícil me identificar com Miss Brawne e seu encontro intempestivo com jovens poetas intelectuais. Subjugada pelo seu interesse pelo estilo e aparência, era confundida com uma jovem fútil em contraste com tão nobres pensadores. O filme faz um belo favor a pessoas como eu ao costurar - isso mesmo, esta palavra cai bem aqui -  em pé de igualdade o trabalho e modo de expressão do grande poeta à arte de manejar agulhas, tecidos e cores de sua namorada. Belas palavras, belas roupas. Beleza livre de arreios e preconceitos, onde ela resolve brotar.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Carne - aval

O evento mais badalado que vai acontecer, neste carnaval, para mim vai ser alguma matinê infantil qualquer onde levarei minha sapeca que vai se esbaldar dançando fantasiada de princesa.

Isso não significa, porém, que eu não goste de carnaval. Eu adoro o lúdico, o bacanal , o louco e o tradicional embutidos na idéia que nós brasileiros desenvolvemos do carnaval ao longo de tantos anos. Não suporto gente dizendo que carnaval é "coisa de país subdesenvolvido povoado de preguiçosos". Ah sim, só porque os outros não tem carnaval deve significar que trabalham muito mais do que nós. Sei, sei e assim eles nos enganam há séculos.

Enfim, a regra pra mim é que no Carnaval vale tudo. Vale badalar, vale ir pro mato,  vale fazer suruba, vale descansar, vale brincar, vale viajar, vale fazer um retiro espiritual e vale passar 4 dias trancado em casa em frente a TV, sem julgamento ou constrangimento, íntimo ou externo. É isso: façamos o que quisermos sem grilos, o superego está de férias.

Bom Carnaval qualquer que seja ele :)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Desde criancinha

Hoje foi um dia muito especial para duas menininhas lindas. Dia de reencontro, dia de aprender amizade. A Inês voltou a engatinhar ( com alguma dificuldade a princípio) para ser solidária à Janaína. Janaína recebeu a Inês com uma bela chave de pescoço: fascínio na linguagem de homem das cavernas da qual os bebês são grandes adeptos.

Como é bonito a gente imaginar os amores que viverão nossos filhotes, não é?


Foi lindo e as mamães se emocionaram. E uma história de amor a primeira vista se repete :)

Trilha sonora para Janaína, a rainha do mar ( e a outra pessoa deste mundo que já tomou meu leite).

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Um brechó é um brechó, é um brechó...É só um brechó?

Uma das minhas leitoras fez um comentário super interessante em relação às peças do brechó. Como eu imagino que seja uma opinião que passa na cabeça de muitas outras leitoras, achei legal compartilhar aqui. A conversa começou assim:



Anônimo disse:
Adoro as roupas que você vende e, se pudesse, compraria várias. Mas não entendo o alto preço que você cobra por elas. São peças usadas e, muitas delas, compradas em lojas como Forever 21, H&M...São C&As melhoradas, com preços muito acessivos no exterior. Não são artigos de grife. Tenho a impressão de que você as vende pelo dobro do preço original.
Mas, claro, vc que sabe! Beijos!



Madame Maura disse...




Olá. Legal vc trazer este assunto aqui.
Eu penso assim: tudo na vida é o custo da oportunidade. Se vc tem a oportunidade de ir ao exterior escolher e comprar roupas, ótimo. Vai sair mais barato ( ou não, pensando bem...).
Mas se não, bom, ou vc fica com a C&A e a Marisa nacionais - tem gente que acha verdadeiros tesouros nelas- ou vc paga o preço das lojas de departamento melhoradas do exterior (que tem estamparia , qualidade e tecnologia muito mais legais que as nossas lojas de departamento, não vamos nos enganar) sem ter estado nelas, ou seja, revendidas.
E não sei se vc observou bem, quase todas as roupas que proponho aqui são novas com etiqueta. As outras são sem etiqueta e sem uso: uma questão de confiança. Aliás, não sei porque um papel pregado numa roupa tem este valor todo, acima até do valor da roupa.
Só para finalizar este assunto, eu comprei este vestido especificamente por 38 dólares. Ele tem uma pintura especial, feita com trabalho humano. Pela cotação de hoje ele equivaleria a 72 reais. E eu estou propondo ( veja bem, PROPONDO!!) 100 reais. Não acho que seja um preço abusivo e nem que esteja supervalorizando os meus trabalho e oportunidade.
Mas como vc disse, cada um sabe de si e é livre para escolher: A C&A, Marisa, Renner e todas as magazines representadas nacionalmente estão sempre de portas abertas para as boas garimpeiras.
Beijos e obrigada pela consideração de trazer este assunto à baila. E pelas visitas, claro.

Como eu já disse eu algum lugar aqui, eu sou super a favor de brechó com preço de brechó. E é o que tento fazer aqui sempre levando em consideração o valor real da roupa: que é uma mistura da qualidade e do número de vezes que foi usada, com o valor de oportunidade. E além disso, acho que posso incluir um outro valor: o que vendo aqui não são roupas simplesmente. São minhas roupas escolhidas a dedo - garimpadas mesmo- com empenho e carinho. E vendo também o trabalho de oferecer sugestões de acessórios e complementos  e a beleza que eu imaginei quando olhei para aquela simples pedaço de pano inútil e fabricado com a exploração indevida de milhares de chineses e coreanos.
E é isso que faz a diferença aqui ou em qualquer outro lugar: os olhos de quem vê. Porque as coisas são só coisas, são coisas, são coisas. Inertes e estúpidas. Matéria perecível como nós. Tudo depende da vida que damos a elas.
E repetindo mais uma vez: eu negocio preços, faço trocas, aceito sugestões. Isto aqui é um brechó em vias de socialização.
Outro dia mesmo comentei com minha amiga que hoje mora na Alemanha, que meu sonho é ter um brechó nos moldes de um que existe perto da casa dela. Lá ninguém paga nada. Algumas pessoas vão lá e fazem doações de roupas que não querem mais ( e como temos isso para doar, hein?). E outras vão lá e escolhem roupas para si. Bem simples assim. Se as roupas são boas? Bonitas? Grifadas? Novamente: depende dos olhos de quem vê. Roupa é a coisa mais frívola e prescindível do mundo. Nós é que, com tudo aquilo que é de nossa essência e de nossa alma, damos ( ou não damos, como se vê muito por aí) sentido e expressão a elas.

Oh Happy Day...


Hoje em nossa casa batizamos uma princesa e comemoramos o aniversário de um rei. Lar abençoado, Graças a Deus!

"Oh happy day (oh happy day)

Oh happy day (oh happy day)
When Jesus washed (when Jesus washed)
When Jesus washed (when Jesus washed)
Jesus washed (when Jesus washed)
Washed my sins away (oh happy day)
Oh happy day 

He taught me how (oh, He taught me how)

To wash (to wash, to wash)

Fight and pray (to fight and pray)
Fight and pray
And he taught me how to live rejoicing
yes, He did (and live rejoicing)
Oh yeah, every, every day (every, every day)
(oh yeah) Every day!

Oh happy day (oh happy day)
Oh happy day, yeah (oh happy day)
When Jesus washed (when Jesus washed)
When my Jesus washed (when Jesus washed)
When Jesus washed [hits high note] (when Jesus washed)
My sins away (oh happy day)
I'm talking about that happy day (oh happy day)"

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Uniqlo reloaded

Se vcs conhecessem a Bia saberiam do que estou falando. Mas se um dia tiverem a oportunidade de conversar com ela, não deixem de levar um gravador. Ela é a pessoa mais antenada que eu já conheci. Não quero dizer antenada em moda e "tendennnnnnnnncias" como o termo é apreendido depois que foi indevidamente apropriado pelo pessoal da imagem. Ela é antenada na alma de todas as coisas e pessoas com que se envolve, ela capta tudo no ar.

De modo que, quando ela citou a Uniqlo no post aí abaixo, como uma boa sugestão para uma tarde de compras em Paris, fui fazer uma pesquisa sobre a marca da qual eu nunca tinha ouvido falar.
Descobri que ela é A grande magazine japonesa, como uma "THE GAP" do mundo oriental. Que as roupas são conhecidas pelo design limpo e corte perfeito. Que é uma marca em enorme expansão que acaba de chegar a Europa e aos EUA e no espaço de um ano abriu suas primeiras lojas fora do universo asiático: uma em Manhattan, duas em Paris e uma em Londres. Descobri que eles desenham os uniformes da seleção japonesa para os jogos Olímpicos desde 2002 e que acabaram de contratar Jill Sander para investir no estilo da grife. Tudo bem até aqui. Aí entrei no site deles.

Imaginem agora um site rápido, simples, clean, moderno, direto e gostoso de navegar. Pronto. É o site da Uniqlo. Incrível como isso já influencia na minha boa vontade para analisar o produto deles. Olhei todas as roupas femininas ( infelizmente ainda não vendem online) e me pareceram incríveis.

Por isso reitero: estando em Paris, NY, Tokyo, Pequim, Seul ou Londres não deixem de visitar a Uniqlo ( por mim).