He is a father
Of two big
Beautiful boys
And he goes to the school meetings
(if you know what I mean)
And he is kind
And he is handsome
And then he tells me
The older boy is his stepson
But of this
He sparsely remembers
Did I mention he is beautiful?
And he throw office meetings
And he likes corny music
But all that above
is nothing
When every time he sees me
he says come on, let's have a baby
(yes, I actually do have a baby but, did I mention nobody has ever made me this proposal?)
Don't misunderstand my point here
Not that I will, as a matter of fact, have a baby
But I literally melt.
My knees shake to death
And I've got the impression I'm gonna wet myself any minute
Yeah, the fever.
...e se deixa entrever. Porque, como já dizia Heidegger, a presença velada se desvela no enquanto. E como esclareceu Sartre: não pensar já é uma escolha do pensamento.
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Sobre lamber, morder, chupar, engolir, mastigar ou Os dilemas da fase oral
Embore leve quando em vez uma mordida na escola, a Inês ainda não descobriu a mordedura.
Digo "ainda" porque a experimentação oral é esperada: etapa necessária do desenvolvimento humano.
Mas tem uma coisa que ela faz: quando acorda no meio da noite- e isso pode variar em número e grau dependendo da noite- ela me lambe. Meio que para ter certeza de que sou eu mesma que estou ali, sabe? Que não coloquei um boneco de plástico na sentinela e fui para a vida. E aí dorme de novo, toda satisfeita.
A angústia da fase oral tem a ver com a aniquilação dos limites do corpo. Medo de engolir ou ser engolido. Sumi na mamãe ou mamei a mamãe até ela acabar? Tudo é pensado- se fosse pensado como nós entendemos- do ponto de vista da boca. Pode parecer exagero, mas para quem há menos de 2 anos ainda estava preso a um cordão umbilical, são dilemas muito pertinentes.
É uma coisa gostosa, esse ritual de lambidelas. E eu aproveito, porque passa. Logo a fase oral cede à fase anal, e depois à genital. E aí ninguém mais quer saber de chamego com a mamãe, né?
Pois é. As fases da vida e seus dilemas, angústias e degraus. Ainda bem que sempre tem gente para dar uma ajudinha :)
Digo "ainda" porque a experimentação oral é esperada: etapa necessária do desenvolvimento humano.
Mas tem uma coisa que ela faz: quando acorda no meio da noite- e isso pode variar em número e grau dependendo da noite- ela me lambe. Meio que para ter certeza de que sou eu mesma que estou ali, sabe? Que não coloquei um boneco de plástico na sentinela e fui para a vida. E aí dorme de novo, toda satisfeita.
A angústia da fase oral tem a ver com a aniquilação dos limites do corpo. Medo de engolir ou ser engolido. Sumi na mamãe ou mamei a mamãe até ela acabar? Tudo é pensado- se fosse pensado como nós entendemos- do ponto de vista da boca. Pode parecer exagero, mas para quem há menos de 2 anos ainda estava preso a um cordão umbilical, são dilemas muito pertinentes.
É uma coisa gostosa, esse ritual de lambidelas. E eu aproveito, porque passa. Logo a fase oral cede à fase anal, e depois à genital. E aí ninguém mais quer saber de chamego com a mamãe, né?
Pois é. As fases da vida e seus dilemas, angústias e degraus. Ainda bem que sempre tem gente para dar uma ajudinha :)
sábado, 25 de setembro de 2010
What I remember most
Is the sound of our feet stepping together the silent night.
Whether was it a happy, carefree walk on the sand
Trough a hot summer night
Or whether was it hurried feet
Running off the sturdy cold
I always heard the sound of your feet stepping along with mine
No matter if they were happy feet
Coming back from a celebration party among laugthers and small talks
Or if they were heavy, griefing feet
Worried about the day next
The sound of them, behind mine
Was something so subtle and at once, so fullfilling
That I can still listen to those steps, sometimes
As if there was some dead person walking behind my back
And the funny thing is
They might be scary
And it might be an annoying sound sometimes
But I like hearing them, still
Wherever I go
They keep me company
Yet.
And I have the impression
The sound of our feet stepping the ground
Will follow me
Even on clouds of heaven.
Because, above all, they are heavenly.
Is the sound of our feet stepping together the silent night.
Whether was it a happy, carefree walk on the sand
Trough a hot summer night
Or whether was it hurried feet
Running off the sturdy cold
I always heard the sound of your feet stepping along with mine
No matter if they were happy feet
Coming back from a celebration party among laugthers and small talks
Or if they were heavy, griefing feet
Worried about the day next
The sound of them, behind mine
Was something so subtle and at once, so fullfilling
That I can still listen to those steps, sometimes
As if there was some dead person walking behind my back
And the funny thing is
They might be scary
And it might be an annoying sound sometimes
But I like hearing them, still
Wherever I go
They keep me company
Yet.
And I have the impression
The sound of our feet stepping the ground
Will follow me
Even on clouds of heaven.
Because, above all, they are heavenly.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Mary, Mary, quite contrary, how does your garden grown?
Eu tenho pensado ultimamente em algo que até pouco tempo me era uma idéia repulsiva: alfabetizar Inês numa escola bilíngue.
Na verdade, desde que minha vida mudou drasticamente e eu voltei a ter uma vida de "gente comum", eu venho reavaliando minhas opções, à medida que a realidade nova se acomoda e se sedimenta sobres os escombros da antiga.
Eu penso que uma das grandes maravilhas da minha vida, e certamente uma válvula de escape sem a qual eu teria enlouquecido em muitas situações, é falar igualmente bem tanto inglês quanto português. Não estudei em escola bilíngue mas como eu era uma criança especial, tinha este benefício de outra forma.
E tal qual Anna O. e outras famosas pacientes de Freud, em momentos de crise ou estresse insuportáveis eu, ao invés de arrancar os cabelos, vomitar, me jogar de prédios, apenas ligo o mode "maura inglesa". Porque esta é a diferença fundamental de aprender uma língua de maneira precoce: vc não aprende a língua, você cria uma personalidade que é coerente com aquela língua, ou seja, você inventa um você que fala inglês e que vai trazer novos laços afetivos, memórias que consolidarão sua persona estrangeira. E este alter ego me serve, várias e várias vezes, de refúgio, de acolhimento e de consolo em momentos de dor extrema.
Dizem que Berta Pappenhein ( o nome verdadeiro de Anna O.), no fim da vida, havia mesmo esquecido sua língua materna e falava outra, como se fosse sua. Que confortador imaginar que, se vc fois abusado pelo seu pai na infância, sofreu misérias, passou fome e psiquicamente isso se tornou algo insuportável na sua subjetividade, vc pode contar com seu eu estrangeiro. Porque existe aquela sementinha que foi plantada lá atrás e que carrega um mundo de novas possibilidades.
Eu já tive dias absolutamente autísticos, de crise, em que eu não conseguia falar a língua da minha mãe mas conseguia me acalmar cantando para mim mesma nursery rhymes inglesas. Humpty Dumpty é uma delas e a outra, que talvez seja a minha favorita é Mary, Mary quite contrary.
Porque a Mary, mesmo sendo uma mocinha de personalidade e muitas vezes do contra, tinha um jardim onde flores cresciam, flores de diversos tipos, flores. E eu então, adolescente em meio a alguma crise adolescente imaginava que se as flores cresciam para a chata Mary, cresceriam para mim tb.
Eu achava desnecessário e até esnobe colocar crianças em escolas bilíngues mas hoje estou repensando. Gosto do método canadense, que ensina as matérias exatas e de ciências na língua estrangeira e todas as outras, sociais e humanas, em português.
E ando cogitando dar à Inês uma Mary pra chamar de sua.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Acumuladores e esbanjadores
Acho que todo mundo já ouviu, nem que tenha sido muito por alto, a fábula da cigarra e da formiga.
A cigarra, bonachona, cantava, dançava e brincava no verão, enquanto as formiguinhas não desgrudavam do seu trabalho meticulosamente executado.
Aí chegava o inverno. As formigas, claro, tinham construído toca, tinham armazenado mantimentos e o escambáu, e a cigarra, coitada, estava lá desabrigada e faminta sob as intempéries de um inverno rigoroso.
Mas claro, a formiguinha muito moralista, acolhia a cigarra dizendo: da próxima vez, não passe o verão cantando e dançando.
Bom, eu só sei que os adultos, no meu tempo, contavam esta história para aterrorizar criancinhas indefesas que não queriam fazer dever de casa (como eu). Cla-ro que eu ficava pensando lá na minha cabecinha infantil qual era o benefício da vida da formiga, já que no verão ela trabalhava e no inverno ela ficava enclausurada, mas ai de mim se ousasse perguntar isso ao meu pai, aliás, pensando bem, ainda hoje eu não faria esta observação em sua presença.
Mas aí a gente cresce e relativiza as coisas, ou ao menos, eu achava que isso era natural e acontecia com todos seres humanos. Afinal, o MORAL DA HISTÓRIA é que somos diferentes, a cigarra sabe cantar a formiga sabe construir e tudo dá certo se ajudarmos uns aos outros. Quem sabe a cigarra possa ensinar a formiga a tocar pandeiro nos dias de sol e calor, e no inverno, a formiga não seria tão arrogante na hora de acolher a cigarra...Qual não é a minha surpresa em constatar que vários e vários e vários adultos ainda pensam que a formiguinha é a mocinha da história e a cigarra, a vilã humilhada.
Sim, os acumuladores se espalham por aí. E são numerosos de um tanto que não há maneira de serem minoria. Então eles dominam as instituições, a política, as novelas. E vão criando uma seita, uma fé cega e irracional de que o negócio é acumular, sem saber porque, nem pra quê E não se iludam, as formiguinhas tem vários disfarces. Nem sempre acumulam dinheiro ou bens materiais. Acumulam viagens, fotos, amigos, empregos, cursos, mestrados e até competências e genialidade. O negócio é acumular e mais além: é mostrar como a cigarra é um ser inferior. Aquele bicho tão grande, cantador, que morre de amor, é um inútil, e mais, é nocivo a nós, formigas. Fica atentando, lembrando-nos do que fazemos de tudo pra esquecer. Pra que serve música? Alegria, espontaneidade, companheirismo? Não serve para nada, não enche a barriga de ninguém.
Eu amo, amo cigarras de barriga vazia, claro, mas o que eu acho que é essencial aqui é isso: a cigarra não precisa necessariamente ter a barriga vazia. Ela pode ser a cigarra e fazer o que cigarras fazem. E as formigas podem seguir sua trilha, como as formigas fazem. É tudo bem, não precisamos querer o que é do outro só pra ganhar uma competição imaginária.
Eu estou mesmo com os novos baianos: "estou muito depois de esgotar o tempo regulamentar".
A cigarra, bonachona, cantava, dançava e brincava no verão, enquanto as formiguinhas não desgrudavam do seu trabalho meticulosamente executado.
Aí chegava o inverno. As formigas, claro, tinham construído toca, tinham armazenado mantimentos e o escambáu, e a cigarra, coitada, estava lá desabrigada e faminta sob as intempéries de um inverno rigoroso.
Mas claro, a formiguinha muito moralista, acolhia a cigarra dizendo: da próxima vez, não passe o verão cantando e dançando.
Bom, eu só sei que os adultos, no meu tempo, contavam esta história para aterrorizar criancinhas indefesas que não queriam fazer dever de casa (como eu). Cla-ro que eu ficava pensando lá na minha cabecinha infantil qual era o benefício da vida da formiga, já que no verão ela trabalhava e no inverno ela ficava enclausurada, mas ai de mim se ousasse perguntar isso ao meu pai, aliás, pensando bem, ainda hoje eu não faria esta observação em sua presença.
Mas aí a gente cresce e relativiza as coisas, ou ao menos, eu achava que isso era natural e acontecia com todos seres humanos. Afinal, o MORAL DA HISTÓRIA é que somos diferentes, a cigarra sabe cantar a formiga sabe construir e tudo dá certo se ajudarmos uns aos outros. Quem sabe a cigarra possa ensinar a formiga a tocar pandeiro nos dias de sol e calor, e no inverno, a formiga não seria tão arrogante na hora de acolher a cigarra...Qual não é a minha surpresa em constatar que vários e vários e vários adultos ainda pensam que a formiguinha é a mocinha da história e a cigarra, a vilã humilhada.
Sim, os acumuladores se espalham por aí. E são numerosos de um tanto que não há maneira de serem minoria. Então eles dominam as instituições, a política, as novelas. E vão criando uma seita, uma fé cega e irracional de que o negócio é acumular, sem saber porque, nem pra quê E não se iludam, as formiguinhas tem vários disfarces. Nem sempre acumulam dinheiro ou bens materiais. Acumulam viagens, fotos, amigos, empregos, cursos, mestrados e até competências e genialidade. O negócio é acumular e mais além: é mostrar como a cigarra é um ser inferior. Aquele bicho tão grande, cantador, que morre de amor, é um inútil, e mais, é nocivo a nós, formigas. Fica atentando, lembrando-nos do que fazemos de tudo pra esquecer. Pra que serve música? Alegria, espontaneidade, companheirismo? Não serve para nada, não enche a barriga de ninguém.
Eu amo, amo cigarras de barriga vazia, claro, mas o que eu acho que é essencial aqui é isso: a cigarra não precisa necessariamente ter a barriga vazia. Ela pode ser a cigarra e fazer o que cigarras fazem. E as formigas podem seguir sua trilha, como as formigas fazem. É tudo bem, não precisamos querer o que é do outro só pra ganhar uma competição imaginária.
Eu estou mesmo com os novos baianos: "estou muito depois de esgotar o tempo regulamentar".
domingo, 19 de setembro de 2010
Filosofia Brincante e duas pequenas filósofas de vestido.
Que eu gosto de Filosofia, não é novidade. A novidade é que a Inês hoje me acordou com a seguinte frase:
"mamãi, 'ãmo iê a fioisofia?" (trad: Vamos ler a Filosofia?). E eu quase chorei de emoção. Ela se referia ao livro FILOSOFIA BRINCANTE, da Márcia Tiburi ( aka Saia Justa) e do Fernando Chuí, que compramos e temos lido há alguns dias.
O livro é uma fofice e delicioso, para adultos também. Fica a dica :)
Em Londres, nos idos de 1998, eu tinha uma turma. Na verdade eu não tinha, porque era séria demais pra isso e estava sempre ocupada em pensar, sofrer, trabalhar e estudar. Mas minhas amigas tinham essa turma de brasileiros e eu, como quase sempre na minha vida social rudimentar, vou na aba das minhas amigas de costas quentes. Daí que tinha o Júnior, e o Ferreirinha e tinha o Lê. Eu, sempre certinha, achava os meninos muito baderneiros e não dava a mínima ousadia, a não ser para o Lê. Mas o Lê era um caso fora de questão porque ele tinha uma namorada no Brasil, por quem ele era mega apaixonado, juntava dinheiro para trazê-la e viajarem pela europa e tudo. E ele era tão fofo que contava, orgulhoso, esse palno pra todo mundo e naquela orgia que era un intercâmbio estudantil no auge das raves, nunca ficava com ninguém. E isso, claro, fazia a gente (eu) se derreter mais ainda, mas como todo mundo aqui já sabe, eu sou careta e pronto. Off bondaries, eu nunca o cobiçaria e nem me lembro de termos trocado mais do que duas palavras.
Mas um dia, estava perto de ele ir embora- ou seja, voltar para o Brasil- e eu não sei o que houve. Houve alguma coisa, mas eu não me lembro. Eu me lembro dos olhos dele, tão cheios, tão vivos, tão amorosos e que, neste dia, eu tive coragem de olhar de frente. E eu me lembro tb do frio na minha barriga nesta mera cruzada de olhos. O que veio depois disso é um episódio louco, marcante, inesquecível. Uma noite apenas. Uma noite em que dançamos, conversamos, caminhamos sorrindo de mãos dadas em ruas geladas pela madrugada, trocamos confidências, filosofamos e sentimos amor e tesão. Uma noite de olhos verdes e de entrega e cumplicidade. De manhãzinha, ele se foi e eu não podia chorar: eu já sabia que assim seria.
Mas quando ele virou as costas, eu chorei assim mesmo. Chorei porque eu era uma mulher que aceitou o trato, o chamado do corpo; era um ser humano que consentiu em vivenciar algo extraordinário na sua existência, mas também era uma menina, uma boa menina, cheia de romantismo e que não sabia o que fazer com tanto amor transbordando no peito.
Alguns anos e namoros se passaram e eu voltei ao Brasil, nós mantivemos um contato esparço. Um dia eu soube que o tal namoro dele tinha acabado. Eu não sei como soube, eu não sei quem me contou. Eu só sei que eu embarquei no primeiro vôo pra São Paulo. Sim, eu queria olhá-lo só mais uma vez. Eu me lembro da minha ansiedade enquanto eu esperava por ele num bar da cidade. Eu pensava no que estava fazendo ali, em porque tanta impulsividade, e no fato de que eu mal conhecia aquele sujeito. E enquanto eu pensava nisso tudo ele chegou e lá da porta nossos olhos se cruzaram e toda e qualquer hesitação que pudesse me assombrar, sumiu. Ele me abraçou- e ele tem o abraço mais gostoso do mundo, aquele em que a gente se reconhece e sente que pode se entregar. E ninguém perguntou nada e não foi preciso nenhum acerto: nos demos as mãos e fomos curtir o feriado na praia. Ele me apresentou aos irmãos, aos amigos e foi como se eu sempre tivesse estado ali. Eu me lembro que a gente foi comer uma pizza à noie, a cidade era pequena e não asfaltada, e o motorista e dono do carro estava bêbado. E eu disse que não entraria no carro se ele dirigisse. Eu não sei se ele faz sempre isso, mas ele tirou um sujeito bêbado e inflamado do volante do próprio carro. E ainda me disse que a gente passa a vida com pessoas que não tem tanto em comum como nós dois. Quando ele me deixou no aeroporto, eu chorei. Mas de novo: eu tinha aceitado as regras do jogo.
E segui.
Eu fui me lembrar novamente dessas nossas inesquecíveis histórias, acreditem se quiser, no trabalho de parto. A gente delira um pouco, sei lá, de dor e de tantas outras coisas. Num dos cochilos entre as contrações eu sonhei com ele. Sonhei com o abraço, com a segurança e aquilo me confortou de tal forma que acordei fortalecida, como se tivesse dormido horas ( e não foram mais do que poucos minutos) e pude seguir naquela hora tão delicada de dar a luz à Inês.
E hoje a gente se falou e ele me contou que a vida não vai bem e tal, e eu escrevi isso para dizer a ele que existem essas pessoas: não importa quanto tempo a gente passou com elas, o que temos em comum, ou se vamos nos casar e nos suportar com todo o pacote de sordidez que vem com a convivência. O que importa é que, em momentos cruciais da vida, a simples lembrança delas e do que sentimos na presença delas, abre um clarão de luz no nosso peito e nos faz prosseguir, nos dá um empurrão, um alento, um motivo. E acho que eu e o Lê ( a única pessoa no mundo todo que me chama de Má) somos assim, uma estrela guia na vida um do outro.
Quem sabe, meu querido, estas palavras possam iluminar seu pesar.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Blooming Lovely
I'm gifted. And I do not mean "blessed", I mean gifted.
Eu sou bonita, brasileira, meu cabelo é liso, meus olhos são verdes e eu não tenho celulite. Eu sou superdotada- estudei numa classe especial para esses casos - e sábia e culta. Eu sou sensível, fluente em três línguas ( mas me viro em cinco) e já morei em vários países. Sim, eu conheço o mundo. Já fui casada mais de uma vez com homens essencialíssimos, que amarei eternamente, sei cozinhar, sei dançar, sou prendada. Como como homem, bebo como homem, transo como homem. Sou mais macho que MUITO homem.
Sou rica, bem educada, sou elegante, articulada, agradável e bem nascida. Minha família é funcional e linda e o mais importante: me preenche. Sou psicóloga, sou filósofa, leio um livro por semana desde os 13 anos de idade e trabalhei em Hospital Psiquiátrico- quem já o fez, sabe que ninguém passa por isso sem se iluminar ( ou seja: se resignar ao fato de que somos todos demasiado humanos para perder tempo). Sou mãe de uma menina linda, o que significa que já tive a graça de realizar meu maior sonho.
E sabem, eu não tenho intenção de ser esnobe, pedante e muito menos de machucar ninguém. Mas essas coisas que eu sou fazem parte de mim de maneira tão intrincada que não me sinto inclinada a tentar explicá-las ou convencer ninguém delas. E uma vez que você toma pé das coisas que se é e se sabe, e uma vez que você tenha visto as coisas que eu vi, você simplesmente não consegue ser óbvio, pequeno ou fácil, não mais. Nem mesmo fingindo. Eu não sou comum, eu não sou maioria e não me desculpo mais por isso. Se você não pode compreender o fato de que esta seja a minha natureza, por favor, não nos dê trabalho em vão. Não espalhe intolerância.
Eu penso e costumo compartilhar minhas idéias porque minha concepção de mundo é dialógica (e não monológica). Eu sempre tenho esperança de ensinar e aprender, me reconhecer e me diferenciar. Não tenho nada a perder, a não ser a admiração daqueles que me amam exatamente por eu ser isso que sou. E eu não sou gente sem brios. Porque a flor da minha pele não permite.
Às vezes até finjo que sou infeliz e banco a vítima mas a verdade é que minha cartela de adjetivos é muito mais complexa do que "fodona"/" looser" ou qualquer binômio do tipo, e com o passar do anos, esta farsa vai ficando cada vez menos convincente. A vida da gente acontece da maneira como a gente a concebe: em geral é tão bonita e singular quanto permitimos que ela seja. Convido voce a sustentar a beleza, a suportar a graça, a felicidade, o exercício da filosofia e do livre-arbítrio, a desfrutar o privilégio do encontro para além da rigidez dos rótulos. E a mergulhar, uma vez que seu porto esteja seguro.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Porque eu ♥ mulheres inteligentes ( Washington DC, moda, filhos e mais, por Vivi Balbino)
Há algum tempo atrás eu iniciei um projeto muito querido aqui no Blog. Porque sim, minhas amigas são chiques de doer e estão espalhadas pelo mundo. E alguém além de mim precisava urgentemente aproveitar tanta finèsse e sabedoria.
Este projeto ficou meio encostado porque o blog, que no começo era super pretensioso e multidirecional, virou uma coisa mais intimista ( e isso não foi ruim!). Mas quando eu recebo um guia desses, com tanto bom-humor e carinho, PRECISO publicar, não posso regular informação de utilidade pública! E tem mais, minha gente: essas dicas vocês não encontram dando sopa por aí, não. Curtam o excelente guia da cidade de Washington.
Washington D.C por Vivi Balbino
Maurinha,
Espero que gostem desse meu roteirinho, que ajude alguém recém chegado...
Contudo, é possível que alguma leitora mamãe do seu blog que more aqui em DC não se
identifique muito com ele. É que eu, ao contrário da maioria das mamães de Washington, optei
por viver na parte central da cidade – e não no subúrbio, mais tranqüilo, mais espaçoso,
mais família. A minha motivação era só uma: eu queria poder continuar a almoçar todos
os dias com o meu filhote, que acaba de completar três aninhos, como sempre fiz, desde
que ele nasceu. Pode ser só uma besteira a que eu me apeguei, mas, pra mim, faz muita
diferença ver meu filhote no meio do dia de trabalho. Não queria que ele só tivesse
oportunidade de estar com a mamãe dele de manhã cedo e de noite...
É bem verdade que tudo isso vai mudar agora que ele vai começar a ir pra
escolinha e ficar até 14h30, mas depois eu te atualizo sobre a nova realidade
Aproveitando o ensejo, vamos começar pela parte criança do roteiro? Um ano e
meio depois de chegar, sinto-me mais segurança para dar algumas dicas sobre passeios
com criança e tal. E tenho uma ótima notícia pra quem tiver de (ou quiser) vir pra cá:
Aqui, há toda a infra do mundo, conjugada a belas paisagens e parques muito
interessantes. Além disso, as pessoas costumam gostar de crianças, a grande maioria dos
restaurantes tem cadeirinha, menu para crianças, etc. Eu não participo por causa do
horário de trabalho, mas sei que existem grupos de mães para TUDO o que se imaginar:
yoga, religião, leitura, de inglês/ espanhol, passeios com os filhotes... A impressão que eu
tenho é que os EUA são meio que assim como país: família vem em primeiro lugar e a
comunidade (vizinhança) é o centro da vida social. Pra nós, mamães, vem bem a calhar :)
Pra não me alongar, vai uma listinha com os nossos passeios campeões:
- Glen Echo Park: Tem um carrossel antigo, com música daquelas que parecem de realejo
e bichinhos que sobem e descem, que é o MÁXIMO. Lindo, maravilhoso.E os pequenos
adoram. Mais informações aqui: http://www.glenechopark.org/kids.htm
- Parque da Tartaruga (Friendship Park ou Turtle Park): parquinho mais ou menos
perto da nossa casa que atrai muita criança e muitos pais da redondeza. Tem, além
do playground caprichado, quadra de tênis, de futebol, parquinho aquático (só com
aquelas fontes de chão pros pequenos fazerem farra), e um centro de atividades que
funciona como creche em estilo cooperativa (cada pai ou mãe de criança que participa
se voluntaria para dar tantas horas por dia na creche) e que, no verão, funciona como
colônia de férias. Parques como esse são mantidos pelo Departamento de Parques do
Distrito de Colômbia. Há VÁRIOS deles espalhados por toda a cidade. [Ah! Algo
que nos chocou, pelo contraste, quando chegamos: as pessoas deixam brinquedos
(normalmente usados, mas em bom estado) nos parquinhos públicos, para as crianças
brincarem. E fica tudo lá... Ninguém jamais pensa em levar pra casa]. Olha o link: http://
www.turtlepark.org/
- Palisades Library: cada bairro tem a sua biblioteca – ou várias. Essa fica a duas quadras
da nossa casa e foi o primeiro contato que nosso filhinho teve com o inglês. Acho que
todas as bibliotecas têm programinhas de leitura para as crianças. Nessa, toda quarta-
feira, por uma hora, uma funcionária conta histórias e canta músicas tradicionais para a
criançada. Tudo aberto ao público. Página na internet: http://www.dclibrary.org/palisades
- National Aquarium, em Baltimore: não sei se ele gosta mais, ou se é a gente. Baltimore
fica a menos de uma hora de carro de Washington e esse aquário é muito, muito bacana.
É passeio de dia inteiro, mas lá dentro temos lanchonete, banheiros, lugar pra descansar.
E, saindo dele, encontramos muitas outras opções para comer e depois voltar pra casa. O
site: http://www.aqua.org/
- National Museum of Natural History: se eu tivesse de indicar um, entre todos os museus
da Smithsonian Institution, para levar criança (pelo menos pequena), eu indicaria o de
História Natural. Os bichos empalhados, em tamanho real, nos seus habitat, deixam a
criançada – e os papais – maravilhados. Costuma ser cheio, mas, até aí, todos... Pra não
ser injusta, vou citar também o Museu Aero-Espacial (não sei se ainda tem hífen ou não!
) e o Newseum, que tem um helicóptero de verdade pendurado no teto e que deixou meu
pequeno vidrado! O melhor mesmo é ir a todos J Eis as páginas, pra dar uma olhada:
http://www.mnh.si.edu/
http://www.nasm.si.edu/
http://www.newseum.org/
- Passeio de barco até Alexandria, Virginia: como todo mundo já deve ter notado,
americano gosta de importar nome de cidade famosa e Alexandria não ficou de fora.
Essa fica no estado da Virginia, a coisa de meia hora de carro de Washington. Mas o
que a gente acha mais bacana de fazer é pegar um barquinho no Georgetown Harbor e
ir passar o dia lá, voltando também de barco no final da tarde. Lá em Alexandria há um
ônibuzinho, que eles chamam de “trolley”, que sobe e desce a rua principal da cidade
(a King Street) e cuja última parada é na estação de metrô. Então, existe a possibilidade
de voltar por outro meio de transporte, mas rápido que os 40, 45 minutos do barco. Em
Alexandria tem muito lugarzinho fofo, restaurante legal, lojinhas super criativas de
brinquedo... Vale muito a pena. Página do barco:
http://www.potomacriverboatco.com/
Página de Alexandria:
http://visitalexandriava.com/attractions-activites/neighborhoods/old-town/?
gclid=CO7y7KyjnqMCFYle2godslEPow
Ficou muito coisa de fora: zoológico, tantos parques estaduais, nacionais, outras
cidadezinhas por perto... Mas queria deixar registrado o que mais faz a nossa cabeça, por
enquanto. Daqui até a gente ir embora, espero ter feito muitas outras descobertas com
meu pequeno.
Agora... Passando pra parte fútil do negócio...Isso aqui é O lugar do mundo
pra se comprar, né? A gente tem que se controlar. No início, acho que todo mundo que
vem morar aqui passa pela fase de querer comprar tudo o que vê pela frente. Eu nem
sou compradora voraz. Sempre, desde que vivia com salário de professora de escola
particular, procurava coisinhas bonitinhas pelo menor preço que conseguia. E continuo
sendo assim: vou atrás de promoção, de ponta de estoque, de liquidação... Depois, a
gente vai ficando mais seletivo e vai vendo que, mesmo sendo mais barato que no Brasil,
a grana acaba sumindo se a gente não se contém e não escolhe do que realmente gosta
Então, é o seguinte, lá vai uma lista do que eu gosto mais:
1) ideeli: Quem aí conhece o Coquelux ou outros clubes de compras com desconto leva
a mão. Eu faço parte do Coquelux, mas, morando aqui, ficou impraticável, por causa do
frete. Não tive outra saída que não procurar uma nova vertente para meu impulso de (boa)
consumista. Marcas legais por metade (ou, às vezes, menos) do preço? Tô dentro. No
ideeli, não precisa de convite pra entrar. Mas, se forem, coloquem que eu que indiquei,
tá? HAHAHAHAHAHAHAHAHA
www.ideeli.com
2) Anthropologie: é a loja de que eu mais gosto aqui. É linda e cara. Compro sempre na
salinha da liquidação. Não vende só roupa – vende acessórios, roupa de cama, artigos
para cozinha... É muito, muito, muito linda.
www.anthropologie.com
3) Outlets: acho que, hoje em dia, qualquer turista que venha aos EUA já vem procurando
os “outlets”, como os gringos chamam os shoppings de ponta de estoque. É meio que
perdição... Eu tento ir só bem de vez em quando, porque normalmente são afastados da
cidade também, pra não ficar entulhando o guarda-roupa de coisa que, depois, a gente
nem lembra que comprou. Mas que os preços são inacreditáveis para padrões brasileiros,
isso são. E eles ainda tem eventos especiais, tipo pós-Natal, pós-Dia da Independência
e, pasmem, um dos maiores é o pós-Halloween. É a chamada “Black Friday”. São
descontos especiais pra quem vai comprar na madrugada seguinte ao Halloween, que
é a noite do 31 de outubro. Então, na madrugada do dia 2 de novembro, em horário
que varia de shopping pra shopping, os descontos são aditivados. Eu fui ano passado,
pra descobrir que não precisa ir necessariamente na Black Friday. Qualquer um desses
eventos especiais durante o ano tem basicamente os mesmos descontos a mais e não
precisa acordar 4 da manhã – como eu fiz. O outlet mais conhecido, entre uns cinco
bem conhecidos, é este:
http://www.premiumoutlets.com/outlets/outlet.asp?id=14
4) Liquidação da Macy’s: a Macy’s vende de tudo. Roupa de adulto, adolescente, criança,
idoso, gente baixa, gente alta, tamanho grande, de ambos (ou mais) os sexos, cama,
mesa, banho, sapato, acessório, cosmético, coisa brega, coisa chique, barato, caro, pra
todos os gostos possíveis e imagináveis. Normalmente, tem sempre alguma coisa em
promoção. Mas final de estação... É realmente uma loucura de preço baixo. (Na verdade,
essa afirmação vale para qualquer loja de roupa americana. Mas a Macy’s tem mais
variedade, então, na pressa, fique com ela). Dá pra encontrar calça CK de veludo, como
eu já ganhei uma vez, por 10 dólares. Quem veste tamanho mais comum, tipo eu, tem que
ir no iniciozinho da liquidação ou é obrigado a garimpar muito mais. Mas vale a pena. E
ainda rolam uns descontos a mais que vêm no jornal... No final das contas, tem coisa que
sai praticamente de graça, mesmo.
5) Forever 21: pelo blog, eu sei que a Maurinha já conhece, mas, gente, realmente, pra
mim, é O achado em termos de moda barata e descolada nos EUA. Moda em sentido
amplo, incluindo, e talvez principalmente, acessórios. Eu tenho uma chefe chique, que
vive elogiando as bijoux que eu, arrimo de família e bem mais pobrinha que ela, compro
lá por, sei lá, 10, 15 dólares J Eu conhecia antes de morar aqui, quando vinha a trabalho.
Agora, confiro sempre que estou querendo algo mais “trendy” – já que não precisa
pagar mais caro por algo que a gente sabe que meio que tem prazo de validade, né?
A página tem tudo, tudo, tudo e mais um pouco. O frete é meio caro, mas já comprei mais
quantidade, que vale a pena: www.forever21.com
Eu não sou muito de usar maquiagem. Mas aqui, de fato, é muito mais negócio de
comprar as marcas conhecidas. Tem a MAC em todo shopping, tem a Sephora que vende
de tudo. E sai tudo muito, mas muito mesmo, mais barato do que no Brasil. Vale a pena
fazer listinha e comprar nem que seja no free shop, como eu já fiz quando morava no
Brasil e queria comprar rímel e blush (que é o que eu uso, basicamente).
Agora tem uma coisa que eu quero confessar, até para conhecer a opinião de
outras brazucas por aqui. Eu compro esmalte é no Brasil. (E deixa eu contar que aprendi a
fazer a unha sozinha aqui, depois de uns 6 meses indo pra lugares onde faziam um serviço
mais ou menos e me cobravam muito do meu suado dinheirinho). Aqui tem OPI e tal.
Mas é SUPER caro! Eu gosto de ter opções de cores, não sou daquelas que varia entre
dois ou três esmaltes para toda a vida. Assim, só me resta a opção de trazer uma sacolinha
de cores novas, a cada vez que vou ao Brasil. Aliás, eu acho a qualidade dos nossos
esmaltes (Risqué e Impala são os meus preferidos) muito boa. Meu drama é o alicate. Eu
trago do Brasil amolado, mas se cai, por exemplo, fico aqui sem pai nem mãe... É um
horror alicate aqui – custa um absurdo (paguei 30 dólares em um, outro dia), chegam
chegos e não tem onde amolar. (Tudo bem, eles dizem que amolam de graça se você
pagar o envio pra fábrica. Mas eu não to muito segura de que vai valer a pena morrer em
mais essa grana). E assim seguem minhas unhas.
Vou passar pra gastronomia. Metade de mim quer dizer que essa é a parte ruim de
morar aqui, mas a outra metade reconhece que há uma vasta gama de opções, que
dificilmente se encontra no Brasil. Pra tentar explicar de maneira resumida, é o seguinte:
com pouco dinheiro, feito o devido câmbio, come-se melhor no Brasil. Comida barata
aqui é mesmo fast, ou melhor, junk food. Para a minha surpresa quando cheguei, o caro
aqui é comprar fruta e verdura. Comida pronta, enlatado, refrigerante, biscoito, é
baratíssimo. Suco, especialmente de fruta de verdade, é mega caro. (Aqueles sucos que
são mais açúcar do que extrato de fruta concentrado, por exemplo, são baratos). E a regra
vale para restaurantes também: quem quer ou só pode pagar mais barato, vai comer pior –
ou, pelo menos, menos saudável. Infelizmente, não tem pé sujo digno, lanchonete com
100 sucos diferentes, barraquinha de, sei lá, pamonha, como no Brasil. Tem cachorro-
quente (que é só a salsicha dentro de um pão, sem molho, sem nada), tem hambúrguer,
tem pizza. Barato, é isso.
Pra quem pode se dar ao luxo de ir a lugares caros e tal, as possibilidades são bem
mais atraentes. Não sei se já está passando no Brasil, mas agora aqui está passando o Top
Chef DC. (Ontem começou “Real Housewives of DC”, a propósito...). Tem muito
restaurante legal. E quando eu digo “caro”, não estou falando olho da cara. Dá pra pagar.
Mas me dá um dó do americano médio, que come muita, muita, muita porcaria – porque é
o mais barato. (E eu ainda não comi uma, nem uma mísera pizza que eu achasse gostosa
de verdade aqui!)
Enfim, alguns dos nossos preferidos:
1) Et Voilá: francês/belga pequenininho, aconchegante, está criando reputação na cidade
como um dos melhores, especialmente para o brunch. E é do lado da nossa casa.
Serve um pouco (pouco mesmo, o menu é restrito para os padrões daqui) de tudo: carne
vermelha, caça (às vezes), frango, peixe e frutos do mar. As sobremesas são ótimas. O
preço é bastante razoável para o que se come. Topo da nossa lista. Lá vai o endereço na
internet:
http://www.etvoiladc.com/
2) Kotobuki: a rua atrás da nossa casa (MacArthur Boulevard) tem dois restôs japoneses,
um literalmente em cima do outro. Um é caro e o outro é baratinho. O nosso preferido
é o de cima, baratinho, que se chama Kotobuki. Sentar lá pra comer pode não ser das
experiências mais agradáveis porque o lugar é pequeno mesmo. Mas o peixe costuma ser
fresquinho, o misô é uma delícia. A gente pede e leva pra casa na maior parte das vezes.
Lá vai a página:
http://www.kotobukiusa.com/
3) Quando é pra enfiar o pé no hambúrguer, a gente vai no Five Guys. É o mais
tradicional da cidade, tem em vários lugares, até no aeroporto. Já fomos aos hamburgeres
do momento, tipo o Ray Hell’s Burger, mas voltamos pro bom e velho restaurante que dá
amendoim de graça pra galera.
http://www.fiveguys.com/home.aspx
4) Clyde’s: meu favorito pra tomar drinks, leia-se coquetéis, que eu adoro. Tem uma
super variedade e a comidinha (tem de absolutamente tudo) é bem gostosa. Tem em
vários lugares da cidade também.
http://www.clydes.com/main/RestaurantsDetail.cfm?
Restaurant=Clydes_of_Georgetown&Section=Main
5) Cheesecake Factory: meu guilty pleasure de morar nos EUA. Eu gosto MUITO desse
lugar! Quem já me visitou passou por lá pelo menos uma vez. A variedade do menu é
inacreditável. Eles servem desde frutos do mar, passando por massas variadas, carnes e
tal, até quiche, sopa e coisas do gênero. Qualquer coisa que você estiver a fim de comer,
eles certamente poderão preparar pra você. Não estou dizendo que vai ser o melhor, mas
também não é ruim. E os cheesecakes, hmmmmmmmmm... Ainda quero provar todos
antes de ir embora. www.cheesecakefactory.com
Vivi, só tenho uma coisa a acrescentar: myacabei de rir ao imaginar você importando uma sacolinha de Coloramas! Eu fazia isso também e tem mais: antes de vir embora vendi meus esmaltes brasileiros pra uma manicure suíça pelo dobro do preço que havia comprado. Você sabia que o povo faz ao contrário,né? Tem umas paradas tipo Holografias, Glitters e etc, que só tem aí e o povo paga o preço. Mas eu, que não ligo pra nada disso, vou te dizer a única coisa importante sobre os esmaltes daí: o Revlon dura, sem brincadeira, mais de 7 dias sem lascar. E é antialérgico ( quase todos são, ao contrário dos nossos). Fora isso, dou o maior apoio na importação dos Risqués ;)
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Viaje com seu filho
Eu sou uma criatura que ama viajar.
De tal forma que não gosto de profanar o ato sagrado de viajar com "esquemões" turísticos.
Digamos assim: Eu amo viajar mas detesto ser turista.
Não me chame para pontos turísticos em que se tira foto e entra no ônibus até a próxima atração. E nem para conhecer 7 países em 20 dias ( conhecer não é mesmo a palavra mais apropriada para esta situação). Por favor, também não me convide para Paris ou Nova Iorque se você não tiver ao menos 20.000 dólares de budget. É, meu bem, conhecer de verdade o que uma megalópole tem para oferecer custa caro.
E descobri um antídoto ótimo que previne o incidente de você acabar caindo em qualquer programa de índio pega-turista: viaje com seu filho!
De cara, levar uma criança já nos obriga a sair um pouco do circuito mais comum, afinal, precisamos garantir ambientes saudáveis, seguros, familiares.
Depois, viajar com criança faz a gente curtir o que há de melhor em cada cidade: nada de compras, baladas e comilanças. Com as crianças a gente conhece o gratuito, o lúdico e se aproxima da rotina da cidade. Ao bem da verdade, eu meio que não entendo casais que viajam sozinhos. Porque um dos baratos de ter filhos é justamente ter férias muito mais ativas e movimentadas e viagens muito mais ricas e memoráveis.
Daqui a alguns meses, vou com minha pequena para Buenos Aires e aproveito para compartilhar umas dicas off-track de passeios que eu jamais faria sem a Inês.
Barbie Store: É isso mesmo, a casa da Barbie. Tem salão de chá, parque temático, loja de roupas, salão de beleza, tudo cor-de-rosa.
Foto com a Mafalda: Sim, existe essa possibilidade. Você pode ir a San Telmo tirar uma foto com a ácida e deliciosa personagem das tiras de Quino, fica no mesmo local onde ele morava.
De tal forma que não gosto de profanar o ato sagrado de viajar com "esquemões" turísticos.
Digamos assim: Eu amo viajar mas detesto ser turista.
Não me chame para pontos turísticos em que se tira foto e entra no ônibus até a próxima atração. E nem para conhecer 7 países em 20 dias ( conhecer não é mesmo a palavra mais apropriada para esta situação). Por favor, também não me convide para Paris ou Nova Iorque se você não tiver ao menos 20.000 dólares de budget. É, meu bem, conhecer de verdade o que uma megalópole tem para oferecer custa caro.
E descobri um antídoto ótimo que previne o incidente de você acabar caindo em qualquer programa de índio pega-turista: viaje com seu filho!
De cara, levar uma criança já nos obriga a sair um pouco do circuito mais comum, afinal, precisamos garantir ambientes saudáveis, seguros, familiares.
Depois, viajar com criança faz a gente curtir o que há de melhor em cada cidade: nada de compras, baladas e comilanças. Com as crianças a gente conhece o gratuito, o lúdico e se aproxima da rotina da cidade. Ao bem da verdade, eu meio que não entendo casais que viajam sozinhos. Porque um dos baratos de ter filhos é justamente ter férias muito mais ativas e movimentadas e viagens muito mais ricas e memoráveis.
Daqui a alguns meses, vou com minha pequena para Buenos Aires e aproveito para compartilhar umas dicas off-track de passeios que eu jamais faria sem a Inês.
Barbie Store: É isso mesmo, a casa da Barbie. Tem salão de chá, parque temático, loja de roupas, salão de beleza, tudo cor-de-rosa.
Foto com a Mafalda: Sim, existe essa possibilidade. Você pode ir a San Telmo tirar uma foto com a ácida e deliciosa personagem das tiras de Quino, fica no mesmo local onde ele morava.
Muma's Cupcakes: Tá achando que é só na Magnolia Bakery que vc pode se jogar nos cupcakes? Engano seu. Esta lojinha super charmosa tem os bolinhos tão fofos e deliciosos quanto os que a gente come em NY. Dá sá uma conferida.
Água na boca, né?
Filho é tudo de melhor que há nessa vida.
UPDATE: ESQUECI de colocar os creditos! Todas estas dicas e outras dicas incríveis estão no blog Buenos Aires Para Niños.
UPDATE: ESQUECI de colocar os creditos! Todas estas dicas e outras dicas incríveis estão no blog Buenos Aires Para Niños.
sábado, 11 de setembro de 2010
Questão de pele.
Minha pele é, definitivamente, a parte de mim mesma que mais recebe elogios.
E deixa eu logo abrir o verbo: não é genética, não é sorte, não são 10 litros de água e 1kg de rúcula ingeridos todos os dias. Tampouco são cremes ou tratamentos caríssimos e importados. Meus dois amigos da pele são: vitamina C (tópica) e Filtro solar 50 não oleoso. Pode ser de qualquer marca. Pode ser caro, barato ( nunca é muito...). É muito simples: filtro de manhã, vitamina C à noite. Faço isso desde os 15 anos e voilà : pele linda- mais de 15 anos fazendo a mesma coisa, TEM que trazer algum benefício!
![]() |
| Como era a Normateint |
Enfim. Isso é só um preâmbulo pra falar que acho que poucos produtos famosos e/ou importados fazem de fato algum efeito. Uma exceção é a base Normateint com protetor solar (FPS 20) da linha Normaderm, da Vichy. Eu comecei a usar há alguns anos atrás, quando o produto foi lançado na França. E vou falar: apesar de eu não achar que Normaderm, Effaclar, ou qualquer linha de tratamento de oleosidade funcionem mais do que a velha dupla água&sabão, eu acho esta base especial. Ela é leve, seca, não tem mistério para passar, trata a oleosidade, dura o dia todo e realmente protege contra o sol. Tanto que lá fora ela não é chamada de base, é considerada um protetor solar colorido.
Pois bem. Minha Normateint acabou mas nada de drama, oras. Aqui no Brasil vende. E lá fui eu toda feliz comprar na Farmácia. Mas não é bem assim.
Primeiro que, das 5 cores disponíveis, apenas três vieram para o Brasil. A minha, obviamente a mais clara depois de tantos anos de proteção solar, não veio ( é que aqui só tem mulata, né gente?).
Depois, mesmo eu tendo me conformado a comprar uma cor mais escura, descobri que ela não é encontrada em lugar nenhum deste país. A Vichy diz que foi um " sucesso inesperado" e já estão providenciando mais estoque.
![]() |
| Como ficou Normaderm Teint |
A verdade dura é que o produto sofreu uma reformulação e ninguém sabe ainda se ele virá para o Brasil. Agora se chama Normaderm Teint ( ao invés de Normateint) e tenho a leve impressão que agora se parece mais com uma base " de verdade" do que com um hidratante tinto.
Agora vem a notícia boa: existe uma loja portuguesa fofíssima que entrega estes e vários outros produtinhos de farmácia européia no conforto do seu lar. A minha base ainda não chegou, mas conheço pessoas que já compraram lá e receberam a encomenda sem problemas.
A loja é : www.sweetcare.pt
Tem muita coisa legal ( menção honrosa aos produtos Heliocare e Melora, que saem por um terço do preço que eu pago aqui em Bsb e, mesmo que eu tenha de pagar as taxas de importação, ainda assim, saem 40% mais baratas).
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Selinhos for dummies
Gene, eu recebi muitos selinhos antes deste e não sabia como usá-los!
Isso é uma coisa que ninguém explica pra gente, né?
Enfim, peço desculpas a todas as queridas que me enviaram selinhos antes deste e que não obtiveram resposta e estão a ver navios.
Este eu recebi das meninas do Senhorita Chic, obrigada!
Isso é uma coisa que ninguém explica pra gente, né?
Enfim, peço desculpas a todas as queridas que me enviaram selinhos antes deste e que não obtiveram resposta e estão a ver navios.
Este eu recebi das meninas do Senhorita Chic, obrigada!
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Manifesto pelas mães
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Seguro bocão vermelho e sigo feliz.
Muita gente, para minha surpresa, tem me perguntado como " eu tenho coragem" de usar batom vermelho assim, em dia da semana, à luz do dia.
Eu nunca tinha pensado nisso assim, e talvez por isso o termo "coragem" não se aplique a mim ( neste caso). Mas pensei sim em algumas coisinhas que podem facilitar o empowerment de uma mulher que deseja começar a sua carreira de batom vermelho:
1. Esqueça o drama "eu não sei passar" e todas aquelas lendas mirabolantes de que tem que contornar com lápis, usar pincel, dar três pulinhos e etc. Eu passo o batom direto na boca, começando pelo centro, faço com atenção o desenho do coração da boca e no mais vou espalhando para as pontas com os dedos meio grosseiramente. Se sair do contorno da boca, eu limpo com o dedo mesmo ou, se estiver muito punk, um cotonete embebido em demaquilante.
2. "Eu acho estranho": Bom, este capítulo pode ser bem longo ou bem curto, só depende de você. Eu usava salto alto, normalmente, antes de me casar. Aí, porque o marido era baixinho, acabei encostando o hábito de um jeito que hoje, se subo num saltinho mínimo, me acho ridícula, desajeitada e penso que todos estão me olhando. Isso é real? Não. Com um pouquinho de esforço consciente sei que posso me reacostumar a usar sapatos altos até que se torne um ato corriqueiro novamente.
3. O batom forte ( vermelho, laranja, violeta...) pode evidenciar sua boca mas pense no tanto de coisas que ele camufla. Todo mundo vai olhar pra sua boca ( e não pra sua roupa, quadris, etc), é um jeito rápido, portátil e bem universal de levantar sua produção, esconder defeitos e atrair a atenção para o rosto. Nos dias que você está com roupa sem graça. Nos dias em que está se sentindo gorda. Nos dias em que você não vê nada de muito interessante em você...
4. Mate, mate, mate. Batom escuro, ainda mais de dia, tem que ser completamento seco, fosco. Ao contrário do que muita gente pensa, não aumenta a boca, pelo contrário, deixa mais contido o volume. Além de que, é muito mais fácil de passar.
5. Nos dias que uso um batom de personalidade, procuro usar um blush marrom pra não ficar toda colorida. Nos olhos passo rímel e só. Procuro também usar roupas monocromáticas e minimalistas: camisa branca e jeans, vestido simples...
6. Depois da primeira vez, é como se você sempre tivesse usado batom vermelho desde criancinha. Ninguém mais estranha, nem você.
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