quinta-feira, 29 de abril de 2010

Não se casem

Não se casem
porque vocês se amam;

Não se casem
porque vocês já moram juntos;

Não se casem
porque estão apaixonados;

Não se casem
porque estão grávidos;

Naõ se casem
porque não querem morar sozinhos e nem com os pais;

Não se casem
"para celebrar este encontro";

Não se casem
porque namoram há 7 anos;

Não se casem
porque querem ser felizes;

Não se casem
porque é a evolução natural das coisas;

Não se casem
porque acreditam que são almas gêmeas.

Mas acima de tudo, caso se casem
Não se separem.


Casamento é para a vida toda. É para evoluir como ser-humano e transcendental. É para  aprender a estar junto, e quem disse que seria fácil? Ou prazeiroso? É para ser tentado e cair ou não em tentação. É para resistir às mesquinharias humanas do outro. É para estar acima das nossa próprias mesquinharias. É para servir de exemplo para os filhos. É para servir de esteio para os amigos. É para praticar a fé e acreditar nas pessoas mesmo quando elas não acreditam em si mesmas.

Casamento não é um troço que tem necessariamente a ver com felicidade, sabe? Nem com auto-gratificação. Casamento é tipo assim um trabalho mútuo para o bem maior. O seu bem maior, inclusive, mesmo que você momentaneamente não consiga enxergar este fato.

Por isso concluo- e não tô nem aí se você vai achar que eu sou careta, conservadora, totalitária e reacionária, não mais -que a menos que esteja se passando alguma coisa  factícia  realmente grave na sua vida conjugal, pelamordideus...

Não se separem. Vamos trabalhar todos por um mundo mais bonito, fraternal, acolhedor. Ninguém precisa de mais um ego inflado, mais uma dor de cotuvelo, mais um orgulho ferido,  mais uma baixaria e mais uma cafonice por aí, não?

terça-feira, 27 de abril de 2010

Bazar looshoo da Joo

Gente, a nossa querida JooJoo tá promovendo  neste domingo um bazar no prédio  dela que me faz pensar seriamente no quanto eu economizaria comprando agora uma passagem pra São Paulo apenas para participar do rolo.
O bazar terá cosméticos, roupas, brechó e um pouco de tudo que a gente adora.  Todo mundo pode ( e deve!) ir e levar o "ingresso" beneficente ( detalhes aqui) e apenas por questão de segurança do prédio é preciso mandar um email pra Joo (juliana.eliezer@gmail.com) se vc quiser participar.

Pare endereço e detalhes, vide o VnF?, blog da Joo.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Comendo bem e barato em NYC

Eu achava que não tinha dicas boas sobre NYC. Isso porque eu fui muito pobre quando morei lá. Pobre, pobre de marrédeci. Morava very, very up no Upper East side, já no Spanish Harlem na verdade. Na 99th com a Second, logo abaixo de um supermercado de gente honesta onde vc podia comprar uma caixa com 50 donuts por 2 dólares (Viva Hommer Simpson!). Eu não lembro o nome deste fantástico supermercado onde eu  também comprava uma caixa com 15 latas de sopa enlatada da linha WeigthWatchers ( ou coisa que o valha) por 12 dólares e gastava o meu restante quinhão do mês na Sephora, mas se alguém aí souber por favor, refresque minha memória.

Bom, quando alguém insiste em me perguntar eu passo, acanhada,  minhas diquinhas de restaurante bobos e baratinhos e longe da muvuca que eu costumava frequentar. E, de tanto ficar surpresa com o tanto que as amigas se divertiam com as dicas, descobri que ei, não era só uma impressão subjetiva particular da minha pessoa: é muito difícil comer bem & barato em NY, fugindo, claro, da Junk Food.

Aqui vão minhas diquinhas testadas e aprovadas por moças de boa estirpe:

Barking Dog (1678 Third Ave at 94th street [ tem outros endereços], New York, NY  Telefone: + 1 212-831-1800): Boa comida americana, daquela servida pelas  old fashioned Grannies and Mummies. Meat loaf, mac'an' cheese, chicken pot pie.  Tudo muito gostoso e farto. O brunch no domingo é concorridíssimo, tem que chegar cedo se quiser experimentar as panquecas e muffins e ovos com bacon e um monte de coisas que vão chegando por um preço único de buffet. Café com refil, vc pode inclusive levar a caneca, que é fofa, pra casa.

Yakitori Taisho ( 5 St. Marks Place, New York. tel: + 1 212.228.5086 ): Este restaurante é horroroso, já aviso logo. Parece imundo. Mas vive cheio, cheio, cheio de jovens orientais se acotuvelando no balcão em busca das exoticidades japonesas. Sim, é um restaurante japonês. Mais propriamente, um japonês especializado em espetinhos exóticos: de lula e invertebrados que eu não saberei nomear. Experimente tudo, não se deixe levar pelo preconceito. Ali comi os melhores frutos do mar grelhados da minha vida. Fica numa praça moderninha, a St. Market's Place, onde você pode aproveitar pra fazer um piercing no nariz depois da janta ( como eu fiz hehehe...).

Go Sushi ( 1649 2nd Avenue, New York, NY 10028[ tem outros endereços]. Tel: +1 212 570-1222‎ ): Se você não vive sem sushi, este é o lugar. Claro que não é o melhor e talvez nem mesmo o mais barato de NYC. Mas é barato ( na medida do possível), acessível, pois tem vários endereços, e limpinho. No almoço tem várias opçoes de combos em BentoBoxes fofas. E no jantar, quando estava a fim de enfiar o pé na jaca, pedia o tempura de camarão que vinha quentinho e farto, frito na hora.

Au Bon Pain: Não que você vá precisar da minha ajuda para encontrar um dos endereços deste fast food metido à besta. Não mesmo.  Ele aparecerá na sua frente como mágica, por várias vezes. Mas depois de saber que muitas pessoas não entram nele por considerá-lo alguma coisa chique e francesa, resolvi incuí-lo na lista. É um típico self service com várias ilhas de opçoes mais ou menos saudáveis. Sanduíches leves, sucos e cafés, frutas, saladas e SOPAS, ah, as sopas, salvaram minha silhueta de ficar ainda mais sobrecarregada no inverno. Claro que elas também servem de desculpa pra você se jogar num donut da KrispyKreme ou num mega brownie de sobremesa, ou ainda, num belo jantar. Mas, ao menos vc almoçou sopa e seu café tinha adoçante, certo?

Torrisi Italian Specialties (250 Mulberry St., New York. Tel: + 1 212-965-0955)  : Este italiano a gente teve que visitar umas 2 ou 3vezes antes de conseguir entrar. Eles não reservam, o negócio é chegar cedo. Descobri feliz que depois de todo este tempo ele ainda é um dos melhores budgets da cidade. Eles servem um menu que varia de semana a semana, aceite qualquer que seja o menu do dia e não pergunte o que é.  Este não é o lugar que dá pra ser chato e escolher uma salada sem cebola, uma carne sem molho. Se você é super fresca com comida, este não é o seu restaurante. Tenho a impressão que comi coelho ou algo parecido, vitelo e todas as coisas mais bizarras comíveis. E eram todas deliciosas. Não esqueça de levar seu vinho, o deles é caro e ruim.

Em qualquer um destes restaurantes você come MUITO ( as porções saõ individuais mas são gigantescas) e muito bem, com refrigerante e uma cervejinha por no máximo 15 dólares.

domingo, 25 de abril de 2010

Gulosas


Alguém já viu uma pessoa mais feliz na hora que chega a comida?

Genética,  danada da genética.

Benetint e Posietint, da Benefit

Existe todo um rebuliço internacional em torno do blush líquido da Benefit, o Benetint. E nem é de hoje, morei em NYC em 2003 e ele já era o xodó de muita gente, citado a torto e a direito nas revistas de moda e nas entrevistas das celebridades hollywoodianas.

Ao contrário do sucesso do Blush Orgasm, da Nars, o sucesso do Benetint é um mistério insondável para mim.
Comprei um vidro tamanho normal sem testar já que, de tão aclamado, era impossível alguém não gostar dele, certo? Bom, parece que não. A primeira coisa que me aconteceu foi que a tampa quebrou lá pela terceira ou quarta vez que eu usei. Do nada, saiu na minha mão. E ele, que tem mais a aparência de um esmalte do que de um blush, é um desses produtos em que a tampa é ESSENCIAL.

Mas tudo bem, sou azarada mesmo. Este blush prometia ter um efeito muito natural e durável e podia ser aplicado tanto nas bochechas quanto nos lábios de qualquer tom de pele, e, reza a lenda que tinha sido concebido originalmente para tingir mamilos! Então eu ia insistir.

E ele cumpre o que promete. É um liquido bem natural ( do tipo, pode passar uma colher de chá em cada bochecha que ainda assim vai parecer apenas que vc deu uma corridinha leve), muito natural, de uma sutileza quase etérea. Digamos assim, se você é adolescente, teve a sorte de não ter acne e tem aquela pele maravilhosa de pêssego maduro e quer algo pra usar às 7 da matina antes de ir pra escola na pele nua, este é o seu blush. Pode passar na boca tb que vai parecer que você tomou suco de morango com beterraba no café da manhã e tá cheia de antioxidantes, toda linda, saudável e viçosa ( mas também vai ressecar a sua boca horrores, então não esqueça de colocar na mochila sua manteiga de cacau). E quanto a duração, pode confiar, ele dura. Especialmente nos dedos e você terá trabalho para desmentir várias vezes ao longo do dia que  não se sujou com canetinha hidrocor. E por falar nisso, o que quer que você faça na vida, NÃO passe este produto sobre a pele preparada com qualquer coisa em pó. Ele não desliza, se acumula em blocos e gruda  no pó: uma verdadeira farofa de desastre. Além disso ele tem um perfume floral bem gostoso e não fosse pelo fato de eu achar insuportável qualquer coisa de passar no rosto que tenha cheiro, eu até diria que é um ponto positivo.

Hey, mas não é só isso. Devido ao grande sucesso do Benetint a Benefit ( que eu AMO, não confundam as coisas, gente!) lançou o Posietint, em 2008, se não me engano. Diferentemente do seu precurssor, o Posie é cor-de-rosa poppy e sua textura é mais gelatinosa. Não tem cheiro e é um tantinho mais fácil de aplicar. Eu considero o Posie um POUCO melhor do que o Bene, seu irmão mais velho. Acho que pode ficar legal em algumas peles mais maduras que precisam de pouca ajuda ,  e assim mesmo para ocasiões como ir a academia ou a praia. O seu efeito é mais marcante, parece, de fato, que há um blush  leve na sua pele. Nos lábios ele dá aquele tom rosa que a gente adora: clarinho, meiguinho e pau pra toda obra e, na minha impressão, resseca um pouco menos os lábios do que o Benetint. Muito bom, muito bem. O problema é que ele custa 28 dólares. E não levem a mal não, meninas, mas por 28 dólares eu consigo listar uns 10 blushes melhores do que este aí.

sábado, 24 de abril de 2010

Going Vain: máscara antiidade para cabelos BonaCure by Schwarzkopf


É, vou postar de novo a respeito de um produto sobre cabelos. E sei perfeitamente a que se deve essa minha obsessão: estou deixando meus cabelos crescerem. Meus cabelos fininhos, que se embaraçam com qualquer sopro, portanto quebram bastante, portanto se não forem cuidados correm o risco de ficarem bem feios antes de chegarem aos ombros. Como em time que está ganhando não se mexe, voltei a usar e continuo usando, dicunforça, o shampoo e o condicionador Dove da linha antiquebra, que em outros tempos foram os responsáveis pelos meus fios crescerem fortões (haha, "fios crescendo fortões" parece propaganda de danoninho). Mas quando um produto vem com tão boas credenciais, como essa tal máscara antiidade para cabelos BonaCure by Schwarzkopf, não tem como não testar.


A última vez que eu peguei em mãos um produto da Schwarzkopf foi na minha infância. Meu pai usava shampoo dessa marca que, se não me engano, era vendido em qualquer loja do ramo e não custava os olhos da cara. Depois disso, voltei a ouvir esse nome durante a guerra do Golfo: Schwarzkopf era um dos generais americanos. Daí, nunca mais, até uns 15 meses atrás, quando fiquei sabendo que a marca continuava, sim, fazendo produtos dos bons. Talvez agora um pouco mais caros...


A máscara, que é o potinho da foto (assim como o leave in também), eu ganhei no encontro promovido pela Cinthia, do blog Make Up Atelier. No mesmo dia já testei, querendo ver se todas as maravilhas que falavam da Bonacure eram verdade. Eram.


Esse produto funciona como máscara: após lavados os cabelos com o shampoo, aplica-se o creme do potinho (cuja textura é de um creme qualquer) e espera-se de 5 qa 10 minutos. Enxágua-se. E o cabelo fica molinho de tão macio. O frizz vai embora. Um sonho. Não bastasse isso, dá pra usá-lo também como condicionador, do jeitinho que a Paola já ensinou: lava-se os cabelos com o shampoo de costume (no meu caso tem sido o Dove em seis dias na semana e o shampoo de limpeza profunda do Paul Mitchell em um dia na semana), aplica-se, deixa-se agir por um ou dois minutinho0s e enxagua-se.


Essa máscara funciona muito bem das duas maneiras. E uma boa notícia para meninas que, como eu, têm cabelos lisos e finos: não precisa usar um monte de produto de uma vez para fazer efeito. Ou seja, esse potinho, que pelo jeitão custa caro, vai durar uma eternidade.

Sobre aquela Lya que não é só Lya ( e seus fantásticos maridos)

Eu gosto da escritora Lya Luft. Gosto, mas não amo. Considero-a uma grande poetisa mas não me dou bem com suas crônicas ( na Revista Veja, por exemplo), nem com seus contos e menos ainda com seus romances. Acho que a escrita dela, apesar do vigor feminino, ao mesmo tempo forte e delicado, sofre de uma certa rigidez que não me agrada. Deve ser resquício da sua ascendência alemã.

Eu cheguei a ler o primeiro livro (que eu li) da Lya Luft ( Secreta Mirada, de poesias, que é um livro fantástico) não por causa do seu prestígio como escritora. Como boa psicanalista  que sou,  sempre me sinto tocada pelas pessoalidades das pessoas mais do que por qualquer ofício que exerçam ou sucesso que tenham alcançado. Conheci a Lya Luft porque ela foi esposa  do fantástico Psicanalista Hélio Pellegrino. Como se este fato não bastasse por si só, quando enviuvou do Hélio, ela aceitou o convite de seu primeiro marido (Celso Luft, com quem tinha três filhos e havia sido casada por mais de 20 anos e com quem se casou depois de tê-lo feito desistir de ser padre e largar o seminário): "Lya, agora que você está só...Volta pra mim?". E ela, grande e humana, voltou. Esta pessoa merece meu respeito e admiração e na época pensei, ao comprar o livro às escuras: mesmo que seja ruim, é um dinheiro bem empregado.

Eu gosto desta história real porque ela é uma das ( milhares) de provas vivas de que o amor da vida real é mil vezes mais bonito do que o estático, simplório e sovina amor romântico dos filmes. E de que a gente pode brigar e continuar amando, se separar e continuar amando, trair e continuar amando, casar-se com outro e continuar amando e voltar ou não voltar. E continuar amando. Só porque, como diz Arnaldo Antunes: " O amor é ( também) feio".

E para quem nunca ouviu falar do meu colega de profissão Hélio Pellegrino, segue uma pequena amostra da doçura de seu trabalho como psiquiatra e psicanalista.

"...Lembro-me de uma aula de fisiologia nervosa, no segundo ano. O doente, com tabes dorsal, ao centro do anfiteatro escolar, era um velhinho miúdo, ex-marinheiro, vestido com o uniforme da Santa Casa, onde estava internado. Suas pernas, hipotônicas, atrofiadas, pendiam da mesa de exame como molambos inertes. Jamais me sairá da memória o antigo lobo-do-mar, exilado das vastidões marítimas, feito coisa, diante de nós. Suas andanças pelo mundo, seus amores em cada porto ficavam reduzidos, em termo de anamnese, a um contágio venéreo ocorrido décadas atrás. O velhinho, contrafeito, engrolava o seu depoimento, fustigado pelos gritos de — "fala mais alto!" —com que buscávamos saciar nosso zelo científico. De repente, o desastre. Sem controle esfincteriano, o velho urinou-se na roupa, em pleno centro do mundo. Vejo-o, pequenino, curvado para a frente, tentando esconder com as mãos a umidade ultrajante. Seu pudor, entretanto, nada tinha a ver com a ciência neurológica. Esta lavrara um tento de gala, e o sintoma foi saudado com ruidosa alegria, como um goal decisivo na partida que ali se travava contra a sífilis nervosa.



O velho ficou esquecido como um atropelado na noite. A aula prosseguiu, brilhantemente ilustrada. Os reflexos e a sensibilidade cutânea do paciente foram pesquisado com maestria. Agulhas e martelos tocavam sua carne — esta carne revestida de infinita dignidade, que um dia ressurgirá na Hora do Juízo. Meu colega Elói Lima percebeu, juntamente comigo, o acontecimento espantoso. "O marinheiro está chorando" — me disse. Fomos três a chorar.



Entre lágrima e urina, nasceu-me o desejo de me dedicar à psiquiatria. O choro do velho, seu desamparo, sua figura engrouvinhada sobre a qual parecia ter-se abatido todo o inverno do mundo, tudo me surgiu de repente como o grande tema de meditação, a partir de cuja importância poderia eu, quem sabe, encontrar um caminho. ...".


Dizem que havia uma placa em seu consultório com os dizeres: " Só um louco se analisa com Hélio Pellegrino". Além de tudo, ainda era bem-humorado.




sexta-feira, 23 de abril de 2010

O que uma creuza faz na TPM

Não faz muito tempo que voltei a menstruar regularmente. Minha filha ainda mama no peito e isso pode - mas nem sempre vai- suspender a menstruação.
Foi um choque pra mim, voltar a menstruar. De uma hora pra outra fiquei louca, chorosa, suicida e tive todos os meus sintomas psicossomáticos de uma vez: gastrite, alergia, etc... E antes de eu terminar a frase "Engraçado, isso só acontecia na minha TP..." já tinha constatado a tragédia.
Quer dizer que além de mal dormida,  esbaforida,  fedida a leite,  peituda e gorda ainda vou ser...uma mulher normal? Pois é, muito injusto.
Eu tenho uma TPM assustadora, sempre tive, mesmo antes de saber que isso se chamava TPM. E um dos sintomas com os quais sou agraciada pela natureza neste período são o excesso de oleosidade no rosto ( já oleoso) e as consequentes espinhas. Eu tenho cada espinha mega que não me incomodam só esteticamente, não. Elas chegam a doer de um tanto ( internas) que às vezes me incomodam pra dormir e ficam doloridas e a dor se feflete pro ouvido ou para as têmporas. Um horror.
Bom, e foi num dia de desespero&loucura TPM-ísticos aliados a vacas magras que desenvolvi uma tecnologia pra evitar as espinhas destes dias ( por favor, se alguém com mais juízo ou ciência do que eu souber que isso não deve ser feito, que dá câncer, depressão ou rugas, AVISE!!!) que SUPER funciona pra mim e eu acabei de recuperar  e aproveito para socializar.
Sabe aqueles produtinhos que teoricamente servem para ser aplicados sobre as espinhas e secá-las ? Normalmente o nome é " gel secativo". Pra mim, eles nunca funcionaram. E eu comprei tantos, de tantas marcas, na vã esperança de que funcionassem, que de tanto ver aqueles tubos inúteis se acumulando no banheiro um dia lavei o rosto,  e em desespero de causa, passei algumas gotinhas do gel na mão úmida  e espalhei pelo rosto, no lugar do tônico. Esperei secar e segui a vida.
Gente... Não é que consegui evitar as espinhas? COMPLETAMENTE. Não apareceram naquele mês ( e nunca mais ha ha).
A única esperteza é que este método tem que ser usado ANTES da espinha aparecer. Quando percebo o meu humor se esvaindo enquanto a minha pele vai ensebando, já saco meu tubinho.
E pra completar, amyghas kcreuszas do meu coração, vou bater a real sobre marcas de gel secativo de espinha: pode comprar a mais barata de todas as farmácias da sua cidade. Não faz a menor diferença. Atualmente estou usando esta da Neutrogena que comprei por uns centavos de euro em Berlim.

It girl é a sua mãe!

Olha. A gente vê muito blog de moda, revista de moda, loja de moda e gente da moda por aí.

E a gente vê porque a gente  AMA e vai atrás mesmo, sei que não sou a única.

O que é difícil encontrar é moda com poesia.

Estou ainda siderada por este blog para onde todo mundo pode (e até deve) enviar uma foto  de vossa mamãe  em um modelito bem estiloso, acompanhada de uma linda historinha da vida real.

Isso é vintage de raiz, se é que existe algo assim. As fotos são lindas,  inspiradoras, as mulheres  são lindas, reais e tão queridas com seus vestidos cuidadosos de costureira, ai, que coisa boa é ser mulher!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A maior cilada da vida

Uma amiga muito querida acabou de engravidar, depois de vários anos de dilemas de fertilidade.

E eu fiquei pensando no que dizer a ela na condição de " a amiga experiente".

E só pude terminar a tentativa de ter algo decente a dizer rindo, rindo muito e sozinha.

A única coisa que me vem a cabeça é: pense numa fria. Na maior fria que vc já entrou na vida tipo pagar uma viagem para um lugar exótico a prestação em parcelas a perder de vista e, ao chegar na Polinésia, ser abandonada pelo seu guia que era o único ser vivo, além de vc, que arranhava um inglês num raio quilométrico.

Multiplique por um número na casa dos milhões e voilà : você é mãe!

Nunca antes na história da sua vida você passou por algo tão desconcertante, insondável, inimaginável, fora do programa, surpreendente e arrasador com qualquer tipo de idealização prévia.  Você nunca terá se sentido tão pequena, inábil, desengonçada, despreparada. Você nunca terá sentido tanto medo e nunca terá que mudar de opinião tantas vezes sem o mínimo pudor. Não quero nem saber quantos livros sobre puericultura você leu ( e devia ter lido mesmo, ler é sempre melhor que não ler) e nem que você parou de tomar anticoncepcional 9 meses antes do signo que você preferia em que seu filho nascesse. Também não quero saber quantas amigas você tem que são mães e nem quantas vezes você foi babá. Não preciso saber de nada disso pra te dizer: minha amiga, você está no sal!

Não que isso seja algo necessariamente ruim, não mesmo, e até porque não poderia deixar de ser quando o assunto é maternidade, vou terminar com a pieguice que sempre ronda o tema ( e é uma coisa inevitável, gente, virou  mãe, baixou a pieguice e a gente chora com a propaganda de margarina. Ou, como diria Cazuza, " Só as mães são felizes"):

Ser mãe foi de longe a melhor coisa, a mais fantástica, a mais revolucionária, a mais desafiadora, a mais bonita, a mais gostosa, a mais grata coisa que já me aconteceu. Benvinda ao time!!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ela disse Adeus

Dia desses eu fiz uma amiga mas não sabia que tinha feito.

Porque amizade é um troço assim tipo a aurora: ninguém sabe como começou, nem mesmo se observar fixamente.

Daí, meio sem querer, acabei contando pra ela um perrengue difícil que estava acontecendo na minha vida, até porque, quando essas coisas acontecem a gente fica tão mexida e angustiada que sai contando até pras paredes.

E aconteceu dela ter sabedoria sobre o assunto e de ser corajosa a ponto de me bater a real, que era uma real que muito provavelmente pessoa nenhuma do mundo gostaria de ouvir. Mas ela disse.

E eu ouvi. Ouvi e deixei lá, ecoando.

Um tempo depois, eu agi. Tomei uma decisão difícil e soltei um passarinho da minha mão. Soltei porque era o certo. Mesmo que me doesse, mesmo que não fosse justo. era o melhor, eu não podia deixar de concordar. E neste dia meu passarinho voou tão bonito, com tamanha segurança nas suas asinhas frágeis que eu compreendi que aquilo onde ele voava confiante era o amor que eu dei. De tão grande, quase se podia tocar nele,  feito rede de segurança. Sim, aquilo era amor.

E aquilo outro, dela me dizer o que ela me disse, também.

O pão de queijo melhor do mundo

O texto que segue é da Flávia Nogueira, nossa colunista mineira e craque das receitas. Mas quando ela me mandou  a receita de estreia, eu achei muito curioso e fiquei toda prosa da vida: é também a receita que eu, minha mãe e minha vó usamos há pelo menos uns 50 anos. Não tive mais dúvidas: é a melhor receita de Pão de queijo de todos os tempos do mundo todo. Podem confiar.

PÃO DE QUEIJO


Vou estrear meus posts sobre comidinhas com O QUE É ESSENCIAL para um mineiro: Pão de Queijo.

Passei os 3 primeiros anos de casada em uma cidadezinha na Inglaterra chamada Canterbury. Me lembro como se fosse hoje da primeira vez depois de muito tempo que tirei um tabuleiro cheio de pseudo-pães (explico daqui a pouco) de queijo do forno. Desde que chegamos estava procurando sem sucesso por polvilho nas prateleiras dos supermercados. Até que um dia em um mercado de produtos asiáticos vejo sorrindo para mim um saquinho de um tal Tapioca Starch. Levei aquilo pra casa para fazer uma tentativa porque ninguém nunca havia me dito que era esta farinha mesmo que substituiria o nosso polvilho. Quando estava sovando já comecei a ficar feliz da vida porque o cheiro correspondia à massa que eu estava acostumada. E depois quando foi ao forno e o aroma tomou conta da casa... Aaah, aquilo sim era comfort food... Bom, no final nós comemos pão de queijo que mais parecia uma panqueca porque abria o forno toda hora pra ver o que estava acontecendo lá dentro e cru porque não tivemos paciência de esperar assar direito. Mas mesmo assim foi o melhor pão de queijo  que já comi na vida.

Esta receita não é a mesma deste dia e nem a que eu usei nestes 3 anos morando fora. Como este tapioca starch parecia com o polvilho doce, seguia uma receita que usava somente este tipo de polvilho. Também é deliciosa, mas a deste post é de comer rezando. Crocante por fora e maciiio por dentro...

Ingredientes:


1 kg de polvilho azedo

1 copo de requeijão de óleo

1 copo de requeijão de leite

6 ovos

1 colher (sopa) de sal

600 grs de queijo Minas


Modo de Preparo:


Despejar o polvilho e o sal em uma vasilha funda e reservar. Em uma panela, levar o óleo e o leite para ferver. Assim feito, escaldar o polvilho com o óleo e o leite e misturar bem. Acrescentar os ovos e sovar adicionando o queijo ralado aos poucos. Se precisar ir colocando leite até dar o ponto de enrolar. Fazer as bolinhas e levar para assar em forno pré-aquecido a 180º c.

Vá cuidar das suas panelas

Quando comecei o blog, idealizei  que uma sessão culinária faria parte dele.

E blog vai, blog vem, nada de eu tomar coragem pra começar.

Sou boa cozinheira ( testemunhas?) mas cozinhar para mim é tão profundamente associado a alegria e comunhão que nas fases difíceis não chego nem perto das panelas. Você vai me encontrar facilmente comendo qualquer gororoba megacalórica, sem questão. Mas confesso que desde menina nunca tinha sofrido um período de desinteresse tão grande e profundo. Cheguei a pensar que tinha perdido meu dom.
nem mesmo a coluna culinária assinada pela melhor culinarista que eu conheço eu tive ganas de editar.

Não sei o que me deu hoje. Olhei pra minha mãe e disse: vou fazer tempurá de legumes! Não me perguntem de onde veio esta idéia, deve ter sido das profundezas sombrias do meu inconsciente. Não pensei na dieta que estava indo bem, obrigada. Nunca tinha feito. Procurei uma receita na internet, escolhi a mais simples e fui tirando legumes da geladeira e  picando,tchá,tchá, tchá, empanando: rapidinho estava pronto. E como Deus sempre apoia nossas iniciativas do bem, calhou da receita ser ótima, de ter muitos legumes na geladeira, de todo mundo estar reunido em casa na véspera do feriado e da Inês estar com muita fome. Além, claro, do tempurá ter saído maravilhoso.

Cozinhar é reunir, é amar, dar de si. É mágico.

Não vou passar ainda a receita do Tempurá  para não tomar a dianteira  da minha amiga Flávia Nunes  que comandará lá de BH nossa coluna " Vá cuidar das suas panelas". Vou apenas avisar que segurem-se na dieta. Vem muito quitute por aí.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Going Vain: After Party, da Tigi


Hoje eu, atrasada como sempre, vou falar do meu finalizador predileto de todos os tempos da última semana: o After Party da TIGI. A primeira coisa que a gente nota quando o pega nas mãos (além da embalagem bizarra, claro) é que não há exatamente instruções de como usá-lo. Comprei depois de ler várias resenhas em blogs, e ouvir muitas recomendações de amigas, depois das quais concluí que o After Party é isso aí: um 'embelezador' de cabelos.


Claro que contribuem pra compra o fato de ela ser no exterior (aqui ele custa os olhos da cara, e nos EUA custa a bagatela de 18 dólares - o que também não é aquela coisa baraaaata) e o cheirinho do produto ser um mix frutal delicioso, e você fica imaginando sair com os cabelos cheirando deliciosamente. Mas devagar com a louça, tá? Quem tem cabelo oleoso como o meu dificilmente pode se jogar no After Party de modo que o cabelo fique todo com o perfume dele. Não dá: cheiroso vai ficar, mas vai parecer que você não lava as madeixas há um mês. Já quem tem os cabelos secos, pode usar um pouco mais, sem medo.


'E como você o usa, Joo?' Bom, coloco na mão uma 'ervilhinha' de produto, bem pequena mesmo (o que também é uma vantagem, já que um tubo do produto dura por uma vida), e espalho friccionando as palmas uma na outra. Daí, bem de leve, passo o produto da raiz às pontas, sobretudo sobre aqueles cabelinhos novos e revoltados, para abaixá-los. O que sobra, espalho nas pontas, que costumam ser as partes mais secas do meu cabelo (e do cabelo de todo mundo, claro). Faço isso com o cabelo seco, espero um pouco e penteio como de costume.


O resultado? O cabelo fica muito brihante, com o frizz bem controlado e um cheirinho bom, que não dura lá essas coisas. Fica com cara de que acabou de sair do salão, mesmo. Usar após a chapinha ou escova é garantia de sucesso absoluto, mesmo pros cabelos mais ressecadinhos - ele dá aos fios aquela cara de bem tratado. Conclusão: mais do que aprovado!


(imagem daqui)

Amuleto


Já viram os olhos da minha menina? São doces, brilhantes, maduros, tão maduros. Alma velha.
Que privilégio, Meu Deus!
Sigo honrando-a e aos meus leitores assíduos : gente fina, elegante e sincera sim, mas tb pensante.
Almas lapidadas e elevadas.

O resto vá-de-retro, por obséquio.
E na dúvida, chuto, é macumba : Volta pro mar, oferenda!

Bom dia, Comunidade :)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Currupaco-rupaco-rupaco

Eu adoro histórias, livros, pessoas, países, blogs, revistas ou seja lá o que for que se atenha ao supérfluo com afinco. Eu acho que é de uma maestria impressionante. Pensem bem: tratar com afinco de assuntos importantes é louvável mas é meio óbvio. E felizmente tem muita, muita gente que não tem nenhum problema em ser óbvio e vai lá e estuda com afinco a Física, a Literatura e discute, e reflete e formula teorias. Sempre digo aos meus amigos católicos mais radicais que não há porque desconfiar da ciência: se Deus mora em algum lugar, é no brilhantismo dos cientistas.

Mas eu acho mais interessante quem trata com seriedade aquilo que ninguém dá importância tipo flores azuis ou fotos de conchas ou penteados de cabelo para cachorros ou sabores novos de salsicha. Isso me impressiona porque exige uma auto-autorização e uma auto-estima bem grandes. Exige um grau de desprendimento que só pode ser genial. É solitário sim, mas cheio de espírito, de leveza. Deus também mora na persistência e na paixão dessas pessoas.

De modo que eu entendo que seja louvável se ater ao louvável e que seja admirável se ater ao dispensável e ao irrelevante.

O que eu francamente não entendo são os "Papagaios de Pirata".

Eles não se atém a nada com muita seriedade, nem mesmo ao puxa-saquismo. Sim, porque o bom puxa-saco já subiu na vida e não se presta a isso. Sabe aquela pessoa que sempre aparece na foto onde estão o artista, o patrocinador, o arquiteto, o engenheiro e uma cabecinha logo ali acima do ombro esquerdo do célebre artista que é...quem é você mesmo? Ah, já sei: É amigo do artista pegando como quem não quer nada uma carona no talento de alguém.

E como eles se reproduzem. Sutilmente aparecem em todo lugar, em todas as fotos tem ao menos um. a E eles escrevem livros ( aqueles tipos assim "Tirando lições do 'Pai rico, Pai pobre'). E eles fazem blogs. assinam seus textos e podem até tê-los escrito mas certamente estão na rabeira criativa de alguém. E ficam famosos e dão palestras em que a gente eventualmente precisa comparecer mas acaba se perguntando: mas...o que é esta pessoa mesmo? E o mais incrível: alguém pensa que eles são relevantes!!!

É tipo a Luma de Oliveira. Não é atriz. Não é cantora. Não é empresária. Não é esportista.  Não é a Mulher Melancia. Ela é a Luma de Oliveira e desfila no Carnaval, oras. Nada demais, a não ser que ela comece a dar palestras, escrever livros, fazer filmes aos quais eu seja obrigada a atender.

Eu morro na miséria e na solidão mas papagaio de pirata comigo não se cria. Estes blogs/livros/revistas/filmes sobre o nada,  que não acrescentam nada, que fazem sorteio de coisas miúdas (  talvez se fosse um carro...), que tem um milhão de seguidores fanáticos com atrofia no cérebro que nunca dizem nada  digno de publicação e cujo autor além de ser um  enigmático nada  não se dá sequer a objeto de simpatia ou antipatia contando um pouco da sua vida pessoal...Uma se dá bem porque supostamente faz alguma coisa pra uma revista teen ( e isso é lá coisa para alguém se gabar de fazer, miguxas?). A outra é a filha do coveiro mais rico do nordeste. A outra é ex-modelo, ex-atriz, ex-cantora, que ninguém sabe da onde veio, pra onde vai e como ficou famosa mas é  it, muito it e rica, muito rica.

E assim caminha a humanidade. Minha filha aprendeu a me imitar, ela suspira e fala "ai, ai, ai 'ti piguixa, mamãe' ". É ou não é uma gênia?

domingo, 18 de abril de 2010

Sobre ( o meu) tempo

Sabe por que não dou mais as caras por aqui? O motivo é simples e nada nobre: estou gordinha.

Eu sei que é super hiper anti politicamente correto mas vou falar: não me suporto gorda! Deteeeesto, poucas coisas abalam tanto minha auto-estima. E nas fotos, então? Aff, a gente olha e pensa: Meu Deus como essa indivídua (eu mesma) teve coragem de posar pra fotas deste tamanho? E além disso: Quem deixou essa baleia aparecer na foto? ( eu sou cruel comigo mesma, eu sei)

Eu acho muitas pessoas bonitas gordinhas. Aliás, tem muitas meninas que ficam muito melhores mais gordinhas. Tem gente que tem o rosto muito afilado ou a ossatura muito aparente e simplesmente uma camada adiposa mais grossa ali cai muito bem. Tenho amigas e primas nesta categoria. Mas não é o meu caso e nem o caso da maioria, infelizmente.

E já tentei fazer uma auto lavagem cerebral para aceitar um corpo maiorzinho. Afinal, eu passei do 38 ao 40 ( estive no 42 no pós-parto, mas durou pouco, ufa!) e todo mundo diz que não é assim um grande drama. E tá, eu compreendo, não é assim um grande drama. E eu sou boa de garfo, aqui em casa todas cozinhamos bem, isso não é algo que eu esteja disposta a abrir mão. E a vida é dura, falta tempo ou a gente simplesmente se descoordena com ele, priorizamos as prioridades, temos sentimentos...  Forço uma barra, mas pra mim fatpride simplesmente não acontece. Não acho que alguém vá se interessar por mim com esta pança, tenho vergonha de usar biquini, não compro roupas um número maior então não me visto como gostaria,  não saio de casa e resumindo, não vivo com toda potência que tenho direito.

Bom, tendo chegado a esta constatação apenas recentemente, tratei de tirar a ratoeira do bolso e contratar um personal pra complementar o meu pilates, que foi ótimo e me fez perder peso nos primeiros meses, mas agora meio que anda pedindo uma turbinada. Comecei a correr há apenas 1 semana e já me sinto muito melhor.

Sabe aquela brincadeira de coordenação motora em que pedem pra gente girar uma mão na barriga e bater na cabeça com a outra? Pois é, um dia me ensinaram o macete de jamais começar as duas ao mesmo tempo. Primeiro vc bate lá e qd já estiver craque, adciona o giro aqui. Meio que eu acho que este é o pulo do gato pra muitas coisas na vida. A gente fala: de segunda feira não passa! E na segunda começamos a malhar, cortamos os doces ( e a comida, ao bem da verdade) e mudamos todos os nossos horários. Pode até ser que o radicalismo dê certo para algumas pessoas mas na minha experiência é fracasso na certa. Por que é uma realidade muito diferente da que eu vivo normalmente para ser reconhecida como minha por meu cérebro resistente e então acabo deixando-a de lado.

É preciso astúcia pra enganar a casa de máquinas. Mas hoje ( domingo!!!!!!) eu fiz uma caminhada logo cedo e me caiu tão bem, tão bem que parecia óbvio que aquilo deveria ser feito. Não me violentou, não foi contra minhas crenças ideológicas, não foi um sacrifício. Foi bom e natural.

Me fez lembrar que há o tempo de maturação pra tudo neste mundo, inclusive para uma simples caminhada se tornar apropriada.

sábado, 17 de abril de 2010

A indolente do rímel falando sobre...rímel!

Não, não é que eu faça pouco do rímel ( eu falo rímel, tá? Não falo máscara para cílios porque é muito complicado). Eu reconheço o seu valor e totalmente entendo quando a Sandy diz que usa três tipos diferentes de rímel ao mesmo tempo para obter o efeito que ela quer nos cílios.

O problema é que tenho preguiça. Gosto de dormir até o último minuto e passar rímel toma um certo tempo. Não se vc for passar só o rímel. Mas é que eu não compreendo a existência do rímel sem um curvex prévio. Aliás, eu não entendo porque isso não vem alertado na embalagem do rímel: este produto deve ser usado acompanhado de curvador de cílios para se obter os melhores resultados. Não. Ao invés disso, eles prometem mundos e fundos: curvam, aumentam, encorpam, alongam, hidratam. O que pode até ser verdade mas esta verdade é elevada a oitava potência ( aquela em que realmente a diferença se faz notável a olhos nus) com o curvex. Daí que não uso rímel e ainda acho bonito bancar a junkie: mando ver logo  cedo um lápis marrom na linha dos cílios inferiores e borro bastante com o dedo ( eu não sei se iso é o que chamam de esfumar, pode ser que sim) pra parecer que usei rímel na noitada de ontem e levantei assim, heroin chic.

Claro que meus olhos saltaram  de cobiça quando vi a promessa do rímel da tarte o 4 days stay lash stain.
O produto promete deixar os cílios tingidos e volumosos por 4 dias sem reaplicação, não importando se o seu programa é um mergulho na piscina ou uma chuveirada. Que idéia boa, não é? Eu usaria o combo curvex+ rímel uma vez a cada 4 dias!! Perfeito. Pena que não funciona exatamente assim.

Por causa da resenha da Joo sobre o Lashstash da Sephora  para a qual ela tb testou o 4 days, fui com menos sede ao pote e já estava antevendo um certo cuidado na hora de lava ro rosto. Porque eu queria muito, muito que aquilo funcionasse.

O 4 days é um ótimo rímel. Fácil de aplicar, o efeito se faz sentir logo na primeira camada. A gente precisa desconsiderar um cheiro meio forte de tinta de parede mas, pensando no benefício de ficar 4 dias sem reaplicá-lo, não foi muito complicado. E a fixação dele é ótima. Pode ir pra sua piscina e chorar rios de lágrimas sem dó. Ele vai ficar lá. Mas não, você não pode lavar o rosto mesmo com muito cuidado. Ele sai e fica estranho, porque não sai completamente. Daí vc passa o seu removedor  de maquiagem bifásico mais potente e ainda assim partículas indesejadas de tinta grossa permanecem agarradas nos cílios. Daí vc repete todo o procedimento e esfrega, esfrega e o produto enfim saí. E vc sai de olhos vermelhos e irritados.

E porque então eu vou concluir que amei este rímel? Simples, gente. Meu segundo nome é  Dark e eu amo o visual maquiagem mal tirada. Achei que é um ótimo rímel, de grande durabilidade com o plus de lá pelo segundo dia te deixar com uma cara sexy de sim, minhas noites são movimentadas and I don't care what you think. Pra vcs verem, o que é problema para uns é a solução de outros. Ainda bem!

Por uma abordagem aprofundada da moda (ou sou anti-blogs de moda)

Não é de hoje que  sou fascinada por m o d a, estudiosa apaixonada do tema e que, ao mesmo tempo, tenho dificuldades para acatar as regras de inclusão para participar deste universo.

A minha primeira incursão formal no universo da moda foi em NY. Eu já era psicóloga, já trabalhava há 4 anos num Hospital-dia reconhecido quando meu marido (na época) foi transferido para NY. E eu, fui com ele. Eu me lembro que estava muito cansada do meu trabalho em saúde mental. E que achei ótimo ter a chance de me desligar dele para repensar escolhas profissionais.

Em outro país me senti livre e isso foi um fator decisivo para que eu assumisse minha paixão por moda. Eu sempre gostei mas me sentia intimidada por um julgamento que eu atribuía aos meus pares e familiares mas que no fundo, no fundo era um preconceito que eu mesma alimentava: moda é um troço  vazio e consumista de gente fútil. Preciso me livrar deste vício. Mas o interessante é que, morando na meca do consumo, o consumo em si me provocava uma sensaço de fastio e deu a deixa para que eu procurasse outras abordagens de moda.

Comecei comprando muitos livros incríveis em sebos. De história da moda, de moda e cultura, e livros vintage de fotos de moda. Muitos, muitos mesmo, eu trouxe uma mala deles. E lendo e estudando me animei e fazer um curso na Parsons. E depois outro. De modo que cheguei  de volta ao Brasil decidida a mudar de carreira.
Fiz vestibular e ganhei bolsa para cursar a única faculdade de moda que existia em Brasília na época.

Comecei, mas a sensação já não era a mesma. As pessoas ligadas a moda tinham sim este perfil fútil, consumista e superficial que eu abominava.  Estavam lá para serem vistas e não para aprender. Havia também uma competição de quem se vestia melhor, quem tinha coisas mais "in" e quem conhecia mais de perto os bastidores dos desfiles e estilistas. Era um verdadeiro mundo a la " O Diabo veste Prada". Valores distorcidos, fura-olhos e muita, muita cabeça de vento. Estudar? Nem pensar. Isso é para os filósofosos, médicos, etc. We are too sexy for school.

Felizmente eu não tinha deixado meu emprego e larguei o curso de moda sem grandes dilemas.

Mas nunca mais deixei de acompanhar, de ler e de me manifestar sobre este tema. Sou apaixonada pelas diversas áreas do saber que podem ser sintetizadas numa peça de roupa. História da moda é fascinante. Aspectos culturais, políticos e econômicos que influenciam a concepção de ser humano que valorizamos a um determinado tempo são  muito esclarecedores sobre o modo que nos vestimos, as tendências de moda e como nos colocamos individualmente frente a isso. Os modos de criação e produção da indústria da moda são muitas vezes inovadores, originais e interessantísimos. Psicanálise e aspectos inconscientes e sexuais da moda, nem se fala, chego a chorar de emoção.  Mesmo o lado estético simplesmente, se não existisse nenhum outro, já me bastaria: é comovente o ato particular e pessoal de se fazer belo. De se fazer amável aos olhos dos outros.

Acompanho também os jovens talentos brasileiros. Acho que é neles que a gente pode ver a moda genuína, antes de entrar na máquina capitalista de produção em série, troca de favores e podridões do gênero.

Ainda assim, com tanta paixão e conhecimento, tenho muita dificuldade de me inserir no universo da moda.
Não me encaixo, por exemplo, na categoria de blogs de moda. Eu os detesto todos ( ok, quase todos).
Já falei aqui sobre o que eu penso dos blogs "Looks do dia". Ainda que a idéia seja muito boa, a execução dela precisaria ser mais espirituosa de modo que não se descambe pro lado de uma campanha pró-consumo, pró- grifes ou pró qualquer coisa sinistra que deturpe ainda mais a abordagem da Moda. Aliás, são as pessoas do mundo da moda as grandes responsáveis pelo subjulgamento deste campo tanto como expressão artísca quanto como ciência histórica. Pra  maior parte delas o negócio é comprar, ter e mostrar. Além de estipular, sutilmente ou não, o que é cool e o que não é. Isso, claro, é o grande fator hierárquico: é melhor aquele que manda mais no que  serão as tendências e angariam mais seguidores.

Eu quase sempre me lembro, na minha ronda eventual de excluída que observa os blogs de moda, de uma propaganda na Tv que foi veiculada por curto período e logo depois proibida. O comercial  dos anos 90 consistia em uma criança mostrando um objeto e dizendo: " Eu tenho. Você não tem-ê",  lema repetido à exaustão.
Fico impressionada também com o engessamento que as pessoas fazem de si mesmas e da sua interpretação da moda quando, para mim, moda é justamente o contrário disso. " Eu sou rocker e romântica portanto meu estilo é este". "Já eu sou vintage, portanto estou condenada a gostar de tudo que é vintage e a me vestir de forma condizente". Gente, que povo tão unívoco, né não? Eu sou tantas coisas...

Para terminar desintalando minha pobre garganta, vou dividir a última que me aconteceu em mais uma tentativa fracassada de abraçar o universo da moda e seus problemas: fui limada de uma lista de 23 blogs porque eu era "muito complexa". Sim, gente, foram estas as palavras: " é isso que me incomoda em você, essa complexidade." Pois é, é essa complexidade justamente que comportou, por mais de uma vez,  o trabalho  empenhado e generoso de 23 blogueiras de moda em uma só.

Claro que me chateei muito na época.  Separada, lascada e me desfazendo das minhas roupas para pagar as contas, eu precisava mesmo da ajuda e da divulgação do brechó nos blogs de moda.  Mas nada como uma resistência no caminho para gente se tornar ainda mais forte. Encontrei outra maneira de pagar minhas dívidas ( porque entendi rápido que não, não iria me vender a este ponto), me joguei nos livros - ah, os livros, são consolo e solução para quase todos os problemas- e sigo com meu brechó por prazer e amor e com o blog de moda  e cositas mas à minha moda.

E deixo aqui o meu manifesto: Por uma moda complexa, acolhida em seus múltiplos aspectos e agregadora.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Fuck off ♥

Recebi isto via Facebook:

HUSBAND WEEK: ♥ ♥ ♥ If you have a husband who makes your life interesting and fun, who is your best friend, and who has been with you through thick and thin, who has been a blessing in your life, and who you are proud to be married to, copy and paste this to your status.


É piada? Deus, esta semana é tipo provação, é isso? Depois dela eu vou ter dinheiro, amores e viagens incríveis?

Se existe um antônimo dessa firula alguém me avise,  quero ser  a primeira da fila.

Só consigo ver um lado bom: já é fim de quinta-feira.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Pink& The Brain

Apesar de não seguir seu legado teórico, preciso reconhecer o mérito de Wilhem Reich.

Acho mesmo que as esferas física, emocional e mental tem cada uma seu dirigente maluco e autoritário e o que nós somos é o resultado de uma torre de Babel desgovernada.

O cara que manda na minha mente é um sujeito gorducho, careca, suado, ofegante, sedentário, sarcástico, cético, muito cético e muito mandão. Ele sabe tudo sobre tudo e vive de criticar quem não sabe nada de nada mas se joga: seja na boate, no pára-quedas ou do décimo andar de um prédio em dia de desespero. Ele manda em todo mundo porque é sabichão e convence com sua lábia. Ninguém o desafia. Ele acha que nasceu há 10 mil anos atrás - e talvez tenha mesmo- e já viu de tudo.

Tudo bem, Sr. Mental. O Sr. pode já ter visto de tudo. Pode até saber  de tudo, inclusive o que ainda  vai acontecer. E pode até estar com toda a razão- o Sr. tem sempre a Dona Razão ao seu lado, não é?

O problema é que saber não tem pernas.

Bem-feito.

E eu que tenho fico  aqui rindo de você :)

terça-feira, 13 de abril de 2010

A Capricho de Léo Jaime

Eu comecei a ler a revista Capricho muito antes da idade que deveria. Eu era assídua. Não perdia uma e aos 9 anos tinha uma coleção. Naquela época ela era mensal e contava com cronistas fantásticos como o Léo Jaime e o Zeca Camargo.
Bom, só isso já é o suficiente para justificar o meu desgosto com o formato meio Caras, meio Contigo, meio "vamos proliferar adolescentes sem cérebro" da Capricho de hoje em dia. Mas quem ainda não se convenceu pode dar uma lida num exemplar trivial da coluna do Léo Jaime que se chamava " Fim de Papo".

EU PRECISO DIZER QUE TE AMO


Quantas coisas já não foram ditas, escritas, cantadas sobre o amor? O amor já foi dançado, pintado, chorado vivido milhões de vezes, e continua uma incógnita. Um assunto interminável, um mistério nunca desvendado. Talvez nem haja como desvendar de fato. Talvez seja só o estar desvendando. Como a vida. Desde a primeira célula se reproduzindo ao universo se expandindo, é preciso que o amor esteja presente.
A gente ama muito na vida. A gente ama o peito da mãe quando é um bebê, e declara nosso amor incondicional à nossa mãe e cobra isso dela muito antes de aprender a dizer gugu-dadá. A gente vai crescendo e formando nossa personalidade através dos nossos amores. As coisas que a gente gosta e as que a gente não gosta. Assim encontramos os nossos limites, e nos nossos limites encontramos o nosso contorno, o nosso jeito.
Quando a gente descobre o amor , descobre também a tristeza. Uma tristeza profunda e permanente que vem do fato de que tudo é transitório, tudo nasce e morre, e o amor também, arrancando pedaços. “A única coisa que a gente quer na vida é ser amado. Nós olhamos no espelho e pensamos: será que alguém vai gostar de mim de verdade?” Gostar aquele amor intenso, profundo e infinito, capaz de nos matar a fome de amor para sempre? E é assim que nos deparamos com a paixão. Quando estamos apaixonados por alguém que não quer nada com a gente, é a morte. Quando alguém se apaixona pela gente e não temos o mesmo sentimento para retribuir também é a morte. E quando nos apaixonamos por alguém perdidamente, achando que o outro nunca vai pensar em você e, de repente , você percebe e descobre que o outro está perdidamente apaixonado por você também. Aquela pessoa que para você é o máximo dos máximos, que quando te dá um oi te faz sentir orgulho em ser cumprimentada, aparentemente tão distante, se revela alguém que só pensa em você, e que tem vergonha de dar bandeira , pois igualmente não imaginava ser objeto de sua paixão.
O primeiro sinal da paixão é a estranheza. A gente vê e fica sem graça. “Até que um dia os olhares se cruzam e é como se uma explosão colorida tomasse conta de tudo.” É impossível fazer um momento durar pra sempre. Os sonhos podem durar muito, mas chega um hora em que a gente quer acordar e ver a nossa vida inteira de novo, por mais que tenha sido gostoso passar um tempinho vendo uma coisa só na nossa frente - a nossa paixão. Normalmente essa separação é fatal. Quando nos apaixonamos só enxergamos o que queremos, o que sonhamos, o que precisamos. E quando volta a vontade de enxergar a vida sem lentes cor-de-rosa da paixão, sem sempre encontramos ali, ao nosso lado, quem esperávamos encontrar.
O amor é em essência movimento. E vale a pena tentar. E quando estamos há anos com alguém, aprendemos o seu jeito. Sentimos saudade da sua risada. Sabemos a hora certa de desviar para não causar atrito. Conhecemos os seus defeitos e qualidades e gostamos desse certo alguém sem tirar nem pôr, do jeito que ele é. Até que um dia um dos dois por alguém motivo vai embora. O que fazer? Quando a vida não parece fazer sentido sem ela, mas sabemos que temo de os separar, ainda que a alma chore, seu corpo inteiro sinta essa dor e o futuro seja uma escuridão no fim do túnel de luz em que o amor vinha te conduzindo.
Perder alguém é estar perdido. A gente nunca sabe se o amor vai voltar a sorrir nos nossos lábios. A gente vê alguém sofrendo, alguém cuja felicidade sempre foi a coisa mais preciosa da vida, e somos a única pessoa que não pode fazer nada. Quando um amor, um namoro, uma história termina, pode-se discutir quanto for que não vai se achar o culpado. Por mais que um seja totalmente errado, os dois dançaram juntos uma música que só pode ser dançada a dois. E quando descobrir em que a alegria que houve foi feita por esse encontro, descobrirão que a dor também foi. “Eu quero muito ser amado. Quero amar muito também.” Quero muito fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Quando vejo duas pessoas se amando de verdade, sorrio, meu time está ganhando. Quando dois amigos se separam dói pra caramba. Mas eu sempre digo que embora tenha acabado nunca foi um fracasso. Tocar a felicidade junto com alguém é sempre uma vitória. Por um momento ou por uma vida. Amar é o que importa. Ou estar amando.
 
LÉO JAIME - FIM DE PAPO - REVISTA CAPRICHO - ANO 39 - NÚMERO 09 - SETEMBRO DE 1992
 
Deu pra sentir o drama, não?
Vida longa aos bons escritores.

sábado, 10 de abril de 2010

Ankle Boot. Like you mean it.

Acho que todo mundo já passou por isso.

Vem uma nova coqueluche da moda. Qualquer uma que a gente não goste a princípio, como por exemplo, calça saruel, que ainda faz muita gente torcer o nariz. Aí de tanto ver na rua, na novela, em produções cada vez mais criativas e bacanas você pensa: vou experimentar uma. E vai. Ou emperra. Depende. Mas ao menos a gente dá uma chance.

Isso aconteceu comigo há uns dois ou três anos atrás em relação a ankle boots.  Achei muito feio. Deve ter sido pelo fato de eu sempre ter amado usar botas de cano longo e desta ser uma das minhas marcas registradas ( e sempre ganho botonas de presente, oba!).

Aqui  cabe um parênteses para  um "Freud explica": Quando  eu era criança ( ando meio nostálgica, isso também) fomos ao shopping, minha mãe e eu ( gente, realiza: shopping em Brasília nos anos 80 era alguma coisa como uma galeria comercial onde tinha mais de um andar, um boteco que vendia coxinha ,huuum, delícia, e um ponto de ônibus na frente) a compra de sapatos. E acho que isso, naquela época, era um evento anual porque eu estava super contente. Daí enquanto eu experimentava alguns congas e Kichutes vi uma moça experimentando uma bota  cafona de doer de salto agulha altíssimo e cano até os joelhos. Mas puxei minha mãe e disse: Mãe, eu quero daquela! Minha mãe, coitada, que é uma dessas almas iluminadas e minimalistas, quase  um monge tibetano, ficou espantadíssima. Enfim, desde que me lembro, sou vidrada em botas de cano alto.

Mas já faz um tempo que sucumbi às de cano baixo- em nome da classe geral das botas- e andava experimentando várias. Nenhuma  ficava boa. Ou engordam, achatam, engrossam a coxa ou me fazem sentir ridícula tipo uma paquita da Xuxa. Por acaso tentei mais uma e esta, de diferente das outras, honrava seu nome de batismo: dava exatamente na altura do ossinho do tornozelo e reparem que grande parte das chamadas ankle boots termina em alturas veriadas da canela, baixas, mas distintas. 

Mas terminar à altura do calcanhar fez TODA a diferença ! Nada de cortar a canela nem ao meio e enm em lugar nenhum. Acho que ajudou também o fato dela ser num tom camelo ( mais próximo ao tom de pele) e não preta.

Imediatamente entendi que ankle boots  tem de ser como havaianas: as legítimas.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Going Vain coming back: Duane Reade da Herald Square, NY

Piso superior da Duane Reade Herald Square, devidamente realçado pelo meu talento no Paintbrush


Ok, então você viajou pra NY. E está gastando os tubos com hotel em Manhattan (onde um quarto em qualquer pé sujo não sai por menos de US$100 na baixa estação), com comida (a não ser que você esteja vivendo de pizza, porque lá UMA banana custa US$1) e com outras coisas, porque NY, não se enganem, é uma cidade CARA. Daí que não sobra muito dinheiro pra fazer balada. Mas se você é uma louca por cosméticos, sempre dá pra fazer uma festinha em certas lojas depois da janta. Nem que seja só pra olhar!


Claro que tem a clássica Sephora... a maioria das lojas abre domingo e fecha tarde, especialmente nas vésperas de datas comemorativas. Sim, eu brinco que a Sephora praticamente não tem porta. Mas se você curte gastar pouco e, como eu, adora uma farmacinha, a Duane Reade de Herald Square (fica mais ou menos ali na Broadway, entre as ruas 36 e 34 e ao ladinho da Macy's) é a sua praia: tem um andar só de cosméticos, com todas as marcas que a gente ama, e melhor, ficar aberta 24 horas, caso você queira ir comprar um esmaltinho no meio da noite :)


Parece brincadeira, mas terminar o dia nessa loja pode ser uma ótima pedida. Too Faced, Revlon, Maybelline, Cover Girl, Milani, Rimmel, L'Oréal, John Frieda, Pop, Essie, OPI, Burt's Bees, Paul Mitchell, Kérastase, St Ives, NYC Color, Sally Hansen são apenas algumas das marcas que você encontra por lá. Essa Pop, por exemplo, eu nunca tinha visto: ela tem paletas fofíssimas, tanto de sombras quanto de blushes, sem contar os cílios postiços. Uma outra marca que a boba aqui esqueceu o nome tem seus produtos inspirados em bebidas. Na mesma loja você encontra ainda acessórios dos mais diversos, como pincéis, curvex, e até almofadinhas de silicone para proteger os ombros do atrito com as alças do sutiã. Legal, né?


Uma coisa eu PRECISO dizer: se você garimpar, consegue sim achar alguns preços mais baixos em outros estabelecimentos da cidade do que os praticados pela rede Duane Reade. Por exemplo eu, que numa drugstore pequena achei Essie e OPI por 50 cents mais barato - o que pode fazer diferença dependendo de quantos esmaltes você tá a fim de comprar. Mas nesse caso, a Duane da Herald Square serve também pra quem não curte ficar pesquisando e quer resolver todas as compras num só lugar: a variedade de marcas e produtos é absurda, e dificilmente você não vai encontrar aquilo que está procurando.


Exemplos de preço? Vamos lá: OPI por 8 dólares, Essie por US$7,50, quartetos Rimmel por 5 dólares, duos de sombra L'Oreal HIP (essa linha da L'Oréal é fantástica!) por 8 doletas, shampoos John Frieda por mais ou menos 7 dólares cada, barrona de sabonete Shea Moisture por 5 dólares. Os preços da Too Faced são iguais aos da Sephora. Ah, mesmo que você não more na cidade, pode fazer um cartão fidelidade da loja, que funciona no esquema acúmulo de pontos a cada compra. Além disso, há algumas promoções somente pra quem tem o cartão. É só perguntar para um atendente. As chances de ele ser simpático com você são praticamente nulas, mas não leve pro lado pessoal: em NY a coisa funciona assim mesmo!!!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Favor sentir pena de mim. Grata.

Eu não sei que diabos as pessoas tem contra o sentimento de pena. A gente costuma ouvir : "Prefiro que tenham raiva do que pena de mim" ou " "Não me obrigue a sentir pena de você", ou ainda : " Dessa aí eu não tenho nem raiva, tenho é pena mesmo".

O que seria o sentimento de pena, de dó, se não a própria compaixão, a solidariedade, o amparo ? Pena é colocar-se no lugar do outro e imaginar ( na maioria das vezes o sofrimento do outro é maior na nossa imaginação, ufa!)  a sua dor. Pena é quando a gente sai de toda esta veneração do ego para fazer o que há de mais bonito a se fazer: ser humano. Seja na posição de doador ou de receptor porque quem é vivo já sabe que isso tanto faz, um dia é da caça e outro do caçador. O importante é movimentar o amor. Por que então é tão ruim ser eventualmente a caça do dia?

Eu não me importo que sintam pena de mim, se alguém porventura pensa ( e parece que pensa) que isso me ofende. Muitas amizades e amores verdadeiros começam assim: da pena. Claro que cada um dá o nome que quer a este sentimento, e o nome já diz o valor que a pessoa vê ali.  Pena é tão indesejável que a palavra, no meu entender, já sai com uma carga pejorativa. Eu prefiro chamar de identificação. Não participo desta corrente pró-orgulho, viva o ego e salve-se quem puder mas de preferência que seja eu. Se estou por cima, piso, se estou por baixo, sou um derrotado e o que me resta é puxar-saco dos superiores até que eu tenha a chance de pisar em alguém. Eu, hein...

Eu gosto que se identifiquem comigo e isso só é possível quando somos de um tamanho que não assusta.

Por favor, sintam pena sim e não tenham medo de se aproximar.

Acho que um dos grandes aprendizados da vida é saber receber. Sem auto-comiseração, sem humilhação. Receber  só porque isso é encontro. E doar só porque isso é natural - quem tem dá e quem precisa, recebe. Até a próxima curva da estrada.
Avante a fragilidade, meu povo.
Frágil sem vergonha é o próprio nome da coragem.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Tadá!! (Resenha do Blush Orgasm, da Nars.)

A Joo, nossa colunista titular do Going Vain, tinha mais o que fazer esta semana ( não, não era louça pra lavar e nem dever de casa, gente, era uma ronda básica na Sephora de NY, sabem como é, controle de qualidade.) e vocês então terão que se contentar com minha resenha do que, do que, do que? Do Blush ORGASM, da Nars.

Acho que este é o produto de maquiagem mais resenhado do universo. Basta perguntar ao Dr. Google e você verá a quantidade de respostas. Ainda assim, eu, e você também, temos direito a nossa opinião. Eu acho.

Pois então, o ave, ave adorado e idolatrado Orgasm é um bom blush. Na verdade, se você não tem nenhum e quer ter apenas um e de boa qualidade ( ah, como eu admiro o minimalismo!) vá de Orgasm.  Ele é ótimo. Porque:

  1.  Ele é de um cor-de-rosa alaranjado, chamam de pêssego, com brilho sutil dourado. Ou seja, se vc é branquinha, ele vai funcionar. Se vc é moreninha, vai ficar bacanérrimo também. Frustration free.
  2. É quase (ênfase no quase) impossível exagerar ou errar na dose com este blush. Ele tem uma espécie de revestimento que inibe ( inibe, mas não impede) que as partículas de cor se acumulem umas sobre as outras. Ou seja, mesmo se vc pesar a mão, depois de um certo ponto, ele não colore mais. Assim, se vc ainda é das que tem medo de ficar com carinha de palhaço usando blush, ele é para vc.
  3. A embalagem é o máximo. Fininha e emborrachada. Cabe em qualquer bolsa, se cair não acontece nenhum desastre, aliás, resumindo, esta é a grande qualidade deste blush: ele é a prova de desastres.

Eu tenho o Orgasm e usei hoje, por isso me lembrei de resenhá-lo. Mas quase nunca uso. Não usava há ,sei lá, 6 meses. E sabem porque? Vamos lá:
  1. Se voce tem um pouquinho de habilidade com auto maquiagem, o Orgasm é um blush chato. Ele nem é rosa o suficiente para dar o efeito boneca e nem alaranjado o suficiente para dar a impressão de um bronzeado de verão. Você sempre vai escolher a segunda opção. Mas enfim, como todo mundo fala tanto deste blush ( ele é o mais vendido da Sephora pelo menos desde 2003) a gente que gosta do assunto é meio obrigada a comprar.
  2. A Nars faz outros blushs, sabiam? Um monte deles.  Alguns incríveis. Eu prefiro os cremosos. Aliás, me perguntem sobre o melhor blush em creme ever e eu direi: o Penny Lane,da Nars. Começando pelo nome, passando pela textura de creme leve, fácil de espalhar mas não é úmido, hidratante sem ser oleoso e chegando ao clímax da cor: rosa nude matte. O Costantinople , tem uma cor super forte na embalagem, o que é ótimo, porque passando só um pouquinho você consegue uma boa dose de cor, rende muito e a cor, na pele, é bem linda.

Fwd: Olha como seu site já está na frente...rs

Olha como é bom ter amigas  antenadas, que tem paciência pra fazer a varredura no mundo dos blogs , ficam atualizadas  com as latest trends e depois ainda escrevem para notificar, modestamente, que nós estamos na crista da onda.
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De: "Tatiana Faco"
Data: 6 de abril de 2010 13h42min41s GMT-03:00
Para: "'Maura Maura'" <mauracristina@hotmail.com>
Assunto: Olha como seu site já está na frente...rs

Notícia do Pestiscos...mas que só saiu hoje...

Estava querendo comprar os esmaltes da coleção Alice no País das Maravilhas, da OPI há algum tempo, mas o tamanho da embalagem, sempre enorme, e a indecisão de qual cor escolher, acabaram me desencorajando. Por isso adorei a edição especial da coleção, que achei na Sephora: uma caixinha que vem com miniaturas das quatro cores. Os mini-vidrinhos não são fofos?

Tipo amostra grátis.
Fotos: Reprodução/ Mariana Inbar

Postado por: Mariana Inbar

Gente, o link par a matéria do Petiscos é este aqui : http://juliapetit.com.br/beleza/mini-6/

"Com todo respeito mas o que você diz é apenas o que você diz."*

Se eu fosse entrevistada pela Marília Gabriela e tivesse que escolher, como é de praxe no programa dela, uma frase e uma apenas, para fechar a entrevista, eu escolheria : " O inferno está cheio de boas intenções".
Ditado tão antigo e tão batido que ninguém mais presta atenção nele. Mas ô frase carregada de sentido, talvez se a gente escutasse-a com mais cuidado, evitasse muitas desilusões.
Não quero escrever nada (mais) longo e nem (muito) complexo mas ando querendo há muito tempo falar - e hoje vou apenas começar - sobre esta lição que a vida tem me ensinado: o nosso mundo é o mundo das coisas e dos fatos. Se você ama, acha, pensa, sonha, planeja, intende, torce, dá a maior força, gosta ou odeia: Pouco importa. O que vale aqui, neguinho, é o que você faz. É matar a cobra e mostrar o pau.

Acho que se alguém me dissesse isso há alguns anos atrás eu pensaria: " Credo!". Eu acharia que se tratava de uma pessoa maniqueísta com uma idéia muito olho-por-olho e dente-por-dente do mundo e da vida. Mas acho que hoje eu me tornei esta pessoa.

Eu vejo muita gente boa, bacana mesmo, caindo neste erro. Eu tenho pensado que tem a ver com a influência do nosso tempo. Essa coisa muita rápida, muito virtual, é muito propícia a idealismos, e grupos e amores e coisas...que não existem. Que são poeira cósmica. Alguém poderia então argumentar neste momento: mas não é tudo poeira cósmica? É sim, no fundo, no fundo, tudo é nada. Mas enquanto eu estiver aqui, neste corpo, neste mundo, ninguém e nem nada em que eu acredite vai passar sem o meu PESO. Porque isso sim, o peso da gente é que faz diferença em um ou outro lado da balança. E nosso peso, na grande maioria das vezes,  é tão pequeno quanto o  peso de uma gota no oceano. Isso do ponto de vista do oceano, claro. Porque do ponto de vista da gota, nossa, a vida dela muda completamente se ela chove aqui ou ali.

Isso quer dizer uma coisa muito simples mas parece que não óbvia: que é preciso militar e não apenas gostar. Dizer que eu sou contra o meu salário mas não aderi a greve porque o meu gato estava doente e eu precisava do dinheiro, bom,  é fácil, e no mínimo eu não estou sendo coerente. Quer dizer que se eu amo muito, muito, muito uma pessoa mas um dia ela discordou de mim e ficamos de belém-belém-nunca-mais-de-bem e no outro dia o pai dela morreu e eu...Eu não fui no velório, oras, não estávamos brigadas? Sinto muito, mas isso não justifica.  Este é o ponto da confusão: sentimentos, idéias, percepções são coisas tão voláteis, às quais todos estamos sujeitos de ter um dia e a sentir justamente o oposto no outro, sei lá porque, por causa da TPM, porque meu time de futebol perdeu... Como é que tanta gente toma decisões e justifica  suas ações baseando-se apenas nisso? Como é que podem querer do amor e dos relacionamentos que sejam simples, unívocos para serem duradouros? Amar não é só gostar, sabe?

Amar é gostar E militar. E militar é amar mesmo quando a gente não tá com este gás todo. Mesmo quando parece que não vai dar certo. Mesmo quando não concordamos. É frequentar. Tem dia que a vida é isso: responder a chamada. Não temos nada a dizer, não achamos nada engraçado e nem desgraçado. Mas nem por isso deixamos de frequentar.

* Título extraído de um texto da Martha Medeiros.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Do contra 2 ( a Zara)

Eu devo ser muito, muito chata mesmo.
Hoje eu e mais 500 outras mães fomos levar nossos bebês para conhecer o recém-inaugurado Iguatemi de Brasília chuvosa.

E confesso- mea culpa, mea massima culpa- que meu coração acelerou um pouquinho quando logo na entrada a gente vê a Louis Vouitton ao lado da Burberry. Não que eu seja fã de nenhuma das duas mas sei lá, Brasília é meio interior e eu tive uma sensação cosmopolita de estar um pouco na Quinta avenida, um pouco na  Rue de Rive. Gostei. Obviamente eu não compreendo muito bem estas lojas aqui, já  que se eu fosse rica eu pegaria um avião para comprar diretamente em Paris ou em Roma, mas vai saber, acho que os ricos também tem suas emergências.
Eu adoro que o Iguatemi seja a poucos metros da minha casa, e que tenha cinema, Livraria Cultura e tal, mas achei a praça de alimentação meio pobrinha. Esperava mais, sabe? Mais japoneses, mais sorveterias, mais cafeterias, docerias, gastronomia bacana. Tem Outback e Marvin, mas não são minha praia. Anyway, o fato é que depois do almoço amarrei Inês já meio grogue no carrinho ( bem amarradinha, que a espoleta não dá folga) e fui dar uma passada na Zara.
 
A Zara merece um prefácio.
Quando a primeira loja Zara foi inaugurada no Brasil, eu nunca tinha ouvido falar dela. Mas meu namorado da época é o dono de uma empresa que presta serviços de limpeza e manutenção para várias grandes lojas, inclusive a Zara. Aí um dia ele chegou contando que iam inaugurar esta marca espanhola blá, blá, blá e eu pensei: ai, mais uma loja de departamento cheia de  bugingangas e filas. Antipatia imediata.

Qual não foi minha surpresa ao constatar que a Zara não somente era uma loja de departamento cheia de bugingangas e filas como também uma loja de departamento que pensa que pode cobrar caro como uma loja de marca, mesmo explorando chineses, replicando em grande escala e sendo processada por isso, etc, etc. Mas o pior é o seguinte: a Zara trata seus funcionários muito, muito mal. Tratava os funcionários da empressa do namorado terrivelmente mal, e olha que ela nem eram o patrão neste caso. Mal do tipo que faz alguém tremer. Do tipo que faz gente vomitar e mulheres grávidas trabalharem chorando. Então, logo de cara, saibam da minha não-neutralidade: Eu ODEIO a Zara.

Mas lá vou eu, começando pela parte baby- eu agora sempre começo qualquer coisa pela zona infantil. Ai, ai, o que dizer pra vcs aqui, caros leitores? Que eu vi todas aquelas roupas sendo vendidas por um quinto do preço no inverno re-repassado? Eu vi. Que ninguém jamais vai  ter ocasião de usar trench-coat de oncinha em Brasília? Jamais.

Desisti depressa. Na saída ainda me enchi de esperança em frente a uma bancada de camisetas  lindas com strass ( sim, foi por causa do strass que eu dei meia volta) mas quando puxei a etiqueta para ver o preço - algo como 83 reais- murchei completamente. Adeus, Zara. Pela enésima vez.

domingo, 4 de abril de 2010

Um Statement Necklace ( Colar Bib) para chamar de meu

Que eu sou a maior nerd garimpeira da internet todo mundo já sabe. Minhas horas de lazer se resumem, ultimamente e meio a contra-gosto, a navegar sem rumo de clique em clique.
De vez em quando eu me coloco numas gincanas, nas quais eu concorro comigo mesma, sou a juíza e a adversária. A última dessas eu ganhei, era encontrar um statement necklace  ( ou colar bibi) que eu gostasse. Para quem não sabe do que se trata-e acho que isso é muita gente, até eu mesma, há alguns dias atrás- eu explico. Colar bib é um colar  grande como um babador, ou seja, um SUPER colar, desses que chegam chegando e dispensam qualquer tipo de discrição. Tem uns modelos aqui:



Eu gosto da ideia do colar bib, especialmente quando ele é usado com uma camiseta lisa. Acho que é uma coisa prática e simples para dar uma graça no uniforme de todo dia. O problema é que eu não encontrava um que eu gostassse. Porque eu queria um super mega bib colar que ao mesmo tempo não fosse pesado, puxando para o punk ou para o purpurinamento excessivo ( eu sempre quero coisas difíceis).

Por sorte encontrei a lojinha da Mariana Pasco no Elo 7. A Mariana fez este lindo colar bib aqui acima, que espero em breve usar com uma camiseta preta, e faz muitas outras coisas delicadas e modernas. A lojinha dela se chama i love this e é um tesouro no meio de tantas coisas de gosto duvidoso da nossa versão do Etsy que, não me levem a mal pelo comentário, está cada vez melhor.