Há algum tempo atrás eu iniciei um projeto muito querido aqui no Blog. Porque sim, minhas amigas são chiques de doer e estão espalhadas pelo mundo. E alguém além de mim precisava urgentemente aproveitar tanta finèsse e sabedoria.
Este projeto ficou meio encostado porque o blog, que no começo era super pretensioso e multidirecional, virou uma coisa mais intimista ( e isso não foi ruim!). Mas quando eu recebo um guia desses, com tanto bom-humor e carinho, PRECISO publicar, não posso regular informação de utilidade pública! E tem mais, minha gente: essas dicas vocês não encontram dando sopa por aí, não. Curtam o excelente guia da cidade de Washington.
Washington D.C por Vivi Balbino
Maurinha,
Espero que gostem desse meu roteirinho, que ajude alguém recém chegado...
Contudo, é possível que alguma leitora mamãe do seu blog que more aqui em DC não se
identifique muito com ele. É que eu, ao contrário da maioria das mamães de Washington, optei
por viver na parte central da cidade – e não no subúrbio, mais tranqüilo, mais espaçoso,
mais família. A minha motivação era só uma: eu queria poder continuar a almoçar todos
os dias com o meu filhote, que acaba de completar três aninhos, como sempre fiz, desde
que ele nasceu. Pode ser só uma besteira a que eu me apeguei, mas, pra mim, faz muita
diferença ver meu filhote no meio do dia de trabalho. Não queria que ele só tivesse
oportunidade de estar com a mamãe dele de manhã cedo e de noite...
É bem verdade que tudo isso vai mudar agora que ele vai começar a ir pra
escolinha e ficar até 14h30, mas depois eu te atualizo sobre a nova realidade
Aproveitando o ensejo, vamos começar pela parte criança do roteiro? Um ano e
meio depois de chegar, sinto-me mais segurança para dar algumas dicas sobre passeios
com criança e tal. E tenho uma ótima notícia pra quem tiver de (ou quiser) vir pra cá:
Aqui, há toda a infra do mundo, conjugada a belas paisagens e parques muito
interessantes. Além disso, as pessoas costumam gostar de crianças, a grande maioria dos
restaurantes tem cadeirinha, menu para crianças, etc. Eu não participo por causa do
horário de trabalho, mas sei que existem grupos de mães para TUDO o que se imaginar:
yoga, religião, leitura, de inglês/ espanhol, passeios com os filhotes... A impressão que eu
tenho é que os EUA são meio que assim como país: família vem em primeiro lugar e a
comunidade (vizinhança) é o centro da vida social. Pra nós, mamães, vem bem a calhar :)
Pra não me alongar, vai uma listinha com os nossos passeios campeões:
- Glen Echo Park: Tem um carrossel antigo, com música daquelas que parecem de realejo
e bichinhos que sobem e descem, que é o MÁXIMO. Lindo, maravilhoso.E os pequenos
adoram. Mais informações aqui: http://www.glenechopark.org/kids.htm
- Parque da Tartaruga (Friendship Park ou Turtle Park): parquinho mais ou menos
perto da nossa casa que atrai muita criança e muitos pais da redondeza. Tem, além
do playground caprichado, quadra de tênis, de futebol, parquinho aquático (só com
aquelas fontes de chão pros pequenos fazerem farra), e um centro de atividades que
funciona como creche em estilo cooperativa (cada pai ou mãe de criança que participa
se voluntaria para dar tantas horas por dia na creche) e que, no verão, funciona como
colônia de férias. Parques como esse são mantidos pelo Departamento de Parques do
Distrito de Colômbia. Há VÁRIOS deles espalhados por toda a cidade. [Ah! Algo
que nos chocou, pelo contraste, quando chegamos: as pessoas deixam brinquedos
(normalmente usados, mas em bom estado) nos parquinhos públicos, para as crianças
brincarem. E fica tudo lá... Ninguém jamais pensa em levar pra casa]. Olha o link: http://
www.turtlepark.org/
- Palisades Library: cada bairro tem a sua biblioteca – ou várias. Essa fica a duas quadras
da nossa casa e foi o primeiro contato que nosso filhinho teve com o inglês. Acho que
todas as bibliotecas têm programinhas de leitura para as crianças. Nessa, toda quarta-
feira, por uma hora, uma funcionária conta histórias e canta músicas tradicionais para a
criançada. Tudo aberto ao público. Página na internet: http://www.dclibrary.org/palisades
- National Aquarium, em Baltimore: não sei se ele gosta mais, ou se é a gente. Baltimore
fica a menos de uma hora de carro de Washington e esse aquário é muito, muito bacana.
É passeio de dia inteiro, mas lá dentro temos lanchonete, banheiros, lugar pra descansar.
E, saindo dele, encontramos muitas outras opções para comer e depois voltar pra casa. O
site: http://www.aqua.org/
- National Museum of Natural History: se eu tivesse de indicar um, entre todos os museus
da Smithsonian Institution, para levar criança (pelo menos pequena), eu indicaria o de
História Natural. Os bichos empalhados, em tamanho real, nos seus habitat, deixam a
criançada – e os papais – maravilhados. Costuma ser cheio, mas, até aí, todos... Pra não
ser injusta, vou citar também o Museu Aero-Espacial (não sei se ainda tem hífen ou não!
) e o Newseum, que tem um helicóptero de verdade pendurado no teto e que deixou meu
pequeno vidrado! O melhor mesmo é ir a todos J Eis as páginas, pra dar uma olhada:
http://www.mnh.si.edu/
http://www.nasm.si.edu/
http://www.newseum.org/
- Passeio de barco até Alexandria, Virginia: como todo mundo já deve ter notado,
americano gosta de importar nome de cidade famosa e Alexandria não ficou de fora.
Essa fica no estado da Virginia, a coisa de meia hora de carro de Washington. Mas o
que a gente acha mais bacana de fazer é pegar um barquinho no Georgetown Harbor e
ir passar o dia lá, voltando também de barco no final da tarde. Lá em Alexandria há um
ônibuzinho, que eles chamam de “trolley”, que sobe e desce a rua principal da cidade
(a King Street) e cuja última parada é na estação de metrô. Então, existe a possibilidade
de voltar por outro meio de transporte, mas rápido que os 40, 45 minutos do barco. Em
Alexandria tem muito lugarzinho fofo, restaurante legal, lojinhas super criativas de
brinquedo... Vale muito a pena. Página do barco:
http://www.potomacriverboatco.com/
Página de Alexandria:
http://visitalexandriava.com/attractions-activites/neighborhoods/old-town/?
gclid=CO7y7KyjnqMCFYle2godslEPow
Ficou muito coisa de fora: zoológico, tantos parques estaduais, nacionais, outras
cidadezinhas por perto... Mas queria deixar registrado o que mais faz a nossa cabeça, por
enquanto. Daqui até a gente ir embora, espero ter feito muitas outras descobertas com
meu pequeno.
Agora... Passando pra parte fútil do negócio...Isso aqui é O lugar do mundo
pra se comprar, né? A gente tem que se controlar. No início, acho que todo mundo que
vem morar aqui passa pela fase de querer comprar tudo o que vê pela frente. Eu nem
sou compradora voraz. Sempre, desde que vivia com salário de professora de escola
particular, procurava coisinhas bonitinhas pelo menor preço que conseguia. E continuo
sendo assim: vou atrás de promoção, de ponta de estoque, de liquidação... Depois, a
gente vai ficando mais seletivo e vai vendo que, mesmo sendo mais barato que no Brasil,
a grana acaba sumindo se a gente não se contém e não escolhe do que realmente gosta
Então, é o seguinte, lá vai uma lista do que eu gosto mais:
1) ideeli: Quem aí conhece o Coquelux ou outros clubes de compras com desconto leva
a mão. Eu faço parte do Coquelux, mas, morando aqui, ficou impraticável, por causa do
frete. Não tive outra saída que não procurar uma nova vertente para meu impulso de (boa)
consumista. Marcas legais por metade (ou, às vezes, menos) do preço? Tô dentro. No
ideeli, não precisa de convite pra entrar. Mas, se forem, coloquem que eu que indiquei,
tá? HAHAHAHAHAHAHAHAHA
www.ideeli.com
2) Anthropologie: é a loja de que eu mais gosto aqui. É linda e cara. Compro sempre na
salinha da liquidação. Não vende só roupa – vende acessórios, roupa de cama, artigos
para cozinha... É muito, muito, muito linda.
www.anthropologie.com
3) Outlets: acho que, hoje em dia, qualquer turista que venha aos EUA já vem procurando
os “outlets”, como os gringos chamam os shoppings de ponta de estoque. É meio que
perdição... Eu tento ir só bem de vez em quando, porque normalmente são afastados da
cidade também, pra não ficar entulhando o guarda-roupa de coisa que, depois, a gente
nem lembra que comprou. Mas que os preços são inacreditáveis para padrões brasileiros,
isso são. E eles ainda tem eventos especiais, tipo pós-Natal, pós-Dia da Independência
e, pasmem, um dos maiores é o pós-Halloween. É a chamada “Black Friday”. São
descontos especiais pra quem vai comprar na madrugada seguinte ao Halloween, que
é a noite do 31 de outubro. Então, na madrugada do dia 2 de novembro, em horário
que varia de shopping pra shopping, os descontos são aditivados. Eu fui ano passado,
pra descobrir que não precisa ir necessariamente na Black Friday. Qualquer um desses
eventos especiais durante o ano tem basicamente os mesmos descontos a mais e não
precisa acordar 4 da manhã – como eu fiz. O outlet mais conhecido, entre uns cinco
bem conhecidos, é este:
http://www.premiumoutlets.com/outlets/outlet.asp?id=14
4) Liquidação da Macy’s: a Macy’s vende de tudo. Roupa de adulto, adolescente, criança,
idoso, gente baixa, gente alta, tamanho grande, de ambos (ou mais) os sexos, cama,
mesa, banho, sapato, acessório, cosmético, coisa brega, coisa chique, barato, caro, pra
todos os gostos possíveis e imagináveis. Normalmente, tem sempre alguma coisa em
promoção. Mas final de estação... É realmente uma loucura de preço baixo. (Na verdade,
essa afirmação vale para qualquer loja de roupa americana. Mas a Macy’s tem mais
variedade, então, na pressa, fique com ela). Dá pra encontrar calça CK de veludo, como
eu já ganhei uma vez, por 10 dólares. Quem veste tamanho mais comum, tipo eu, tem que
ir no iniciozinho da liquidação ou é obrigado a garimpar muito mais. Mas vale a pena. E
ainda rolam uns descontos a mais que vêm no jornal... No final das contas, tem coisa que
sai praticamente de graça, mesmo.
5) Forever 21: pelo blog, eu sei que a Maurinha já conhece, mas, gente, realmente, pra
mim, é O achado em termos de moda barata e descolada nos EUA. Moda em sentido
amplo, incluindo, e talvez principalmente, acessórios. Eu tenho uma chefe chique, que
vive elogiando as bijoux que eu, arrimo de família e bem mais pobrinha que ela, compro
lá por, sei lá, 10, 15 dólares J Eu conhecia antes de morar aqui, quando vinha a trabalho.
Agora, confiro sempre que estou querendo algo mais “trendy” – já que não precisa
pagar mais caro por algo que a gente sabe que meio que tem prazo de validade, né?
A página tem tudo, tudo, tudo e mais um pouco. O frete é meio caro, mas já comprei mais
quantidade, que vale a pena: www.forever21.com
Eu não sou muito de usar maquiagem. Mas aqui, de fato, é muito mais negócio de
comprar as marcas conhecidas. Tem a MAC em todo shopping, tem a Sephora que vende
de tudo. E sai tudo muito, mas muito mesmo, mais barato do que no Brasil. Vale a pena
fazer listinha e comprar nem que seja no free shop, como eu já fiz quando morava no
Brasil e queria comprar rímel e blush (que é o que eu uso, basicamente).
Agora tem uma coisa que eu quero confessar, até para conhecer a opinião de
outras brazucas por aqui. Eu compro esmalte é no Brasil. (E deixa eu contar que aprendi a
fazer a unha sozinha aqui, depois de uns 6 meses indo pra lugares onde faziam um serviço
mais ou menos e me cobravam muito do meu suado dinheirinho). Aqui tem OPI e tal.
Mas é SUPER caro! Eu gosto de ter opções de cores, não sou daquelas que varia entre
dois ou três esmaltes para toda a vida. Assim, só me resta a opção de trazer uma sacolinha
de cores novas, a cada vez que vou ao Brasil. Aliás, eu acho a qualidade dos nossos
esmaltes (Risqué e Impala são os meus preferidos) muito boa. Meu drama é o alicate. Eu
trago do Brasil amolado, mas se cai, por exemplo, fico aqui sem pai nem mãe... É um
horror alicate aqui – custa um absurdo (paguei 30 dólares em um, outro dia), chegam
chegos e não tem onde amolar. (Tudo bem, eles dizem que amolam de graça se você
pagar o envio pra fábrica. Mas eu não to muito segura de que vai valer a pena morrer em
mais essa grana). E assim seguem minhas unhas.
Vou passar pra gastronomia. Metade de mim quer dizer que essa é a parte ruim de
morar aqui, mas a outra metade reconhece que há uma vasta gama de opções, que
dificilmente se encontra no Brasil. Pra tentar explicar de maneira resumida, é o seguinte:
com pouco dinheiro, feito o devido câmbio, come-se melhor no Brasil. Comida barata
aqui é mesmo fast, ou melhor, junk food. Para a minha surpresa quando cheguei, o caro
aqui é comprar fruta e verdura. Comida pronta, enlatado, refrigerante, biscoito, é
baratíssimo. Suco, especialmente de fruta de verdade, é mega caro. (Aqueles sucos que
são mais açúcar do que extrato de fruta concentrado, por exemplo, são baratos). E a regra
vale para restaurantes também: quem quer ou só pode pagar mais barato, vai comer pior –
ou, pelo menos, menos saudável. Infelizmente, não tem pé sujo digno, lanchonete com
100 sucos diferentes, barraquinha de, sei lá, pamonha, como no Brasil. Tem cachorro-
quente (que é só a salsicha dentro de um pão, sem molho, sem nada), tem hambúrguer,
tem pizza. Barato, é isso.
Pra quem pode se dar ao luxo de ir a lugares caros e tal, as possibilidades são bem
mais atraentes. Não sei se já está passando no Brasil, mas agora aqui está passando o Top
Chef DC. (Ontem começou “Real Housewives of DC”, a propósito...). Tem muito
restaurante legal. E quando eu digo “caro”, não estou falando olho da cara. Dá pra pagar.
Mas me dá um dó do americano médio, que come muita, muita, muita porcaria – porque é
o mais barato. (E eu ainda não comi uma, nem uma mísera pizza que eu achasse gostosa
de verdade aqui!)
Enfim, alguns dos nossos preferidos:
1) Et Voilá: francês/belga pequenininho, aconchegante, está criando reputação na cidade
como um dos melhores, especialmente para o brunch. E é do lado da nossa casa.
Serve um pouco (pouco mesmo, o menu é restrito para os padrões daqui) de tudo: carne
vermelha, caça (às vezes), frango, peixe e frutos do mar. As sobremesas são ótimas. O
preço é bastante razoável para o que se come. Topo da nossa lista. Lá vai o endereço na
internet:
http://www.etvoiladc.com/
2) Kotobuki: a rua atrás da nossa casa (MacArthur Boulevard) tem dois restôs japoneses,
um literalmente em cima do outro. Um é caro e o outro é baratinho. O nosso preferido
é o de cima, baratinho, que se chama Kotobuki. Sentar lá pra comer pode não ser das
experiências mais agradáveis porque o lugar é pequeno mesmo. Mas o peixe costuma ser
fresquinho, o misô é uma delícia. A gente pede e leva pra casa na maior parte das vezes.
Lá vai a página:
http://www.kotobukiusa.com/
3) Quando é pra enfiar o pé no hambúrguer, a gente vai no Five Guys. É o mais
tradicional da cidade, tem em vários lugares, até no aeroporto. Já fomos aos hamburgeres
do momento, tipo o Ray Hell’s Burger, mas voltamos pro bom e velho restaurante que dá
amendoim de graça pra galera.
http://www.fiveguys.com/home.aspx
4) Clyde’s: meu favorito pra tomar drinks, leia-se coquetéis, que eu adoro. Tem uma
super variedade e a comidinha (tem de absolutamente tudo) é bem gostosa. Tem em
vários lugares da cidade também.
http://www.clydes.com/main/RestaurantsDetail.cfm?
Restaurant=Clydes_of_Georgetown&Section=Main
5) Cheesecake Factory: meu guilty pleasure de morar nos EUA. Eu gosto MUITO desse
lugar! Quem já me visitou passou por lá pelo menos uma vez. A variedade do menu é
inacreditável. Eles servem desde frutos do mar, passando por massas variadas, carnes e
tal, até quiche, sopa e coisas do gênero. Qualquer coisa que você estiver a fim de comer,
eles certamente poderão preparar pra você. Não estou dizendo que vai ser o melhor, mas
também não é ruim. E os cheesecakes, hmmmmmmmmm... Ainda quero provar todos
antes de ir embora. www.cheesecakefactory.com
Vivi, só tenho uma coisa a acrescentar: myacabei de rir ao imaginar você importando uma sacolinha de Coloramas! Eu fazia isso também e tem mais: antes de vir embora vendi meus esmaltes brasileiros pra uma manicure suíça pelo dobro do preço que havia comprado. Você sabia que o povo faz ao contrário,né? Tem umas paradas tipo Holografias, Glitters e etc, que só tem aí e o povo paga o preço. Mas eu, que não ligo pra nada disso, vou te dizer a única coisa importante sobre os esmaltes daí: o Revlon dura, sem brincadeira, mais de 7 dias sem lascar. E é antialérgico ( quase todos são, ao contrário dos nossos). Fora isso, dou o maior apoio na importação dos Risqués ;)

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