terça-feira, 6 de abril de 2010

Fwd: Olha como seu site já está na frente...rs

Olha como é bom ter amigas  antenadas, que tem paciência pra fazer a varredura no mundo dos blogs , ficam atualizadas  com as latest trends e depois ainda escrevem para notificar, modestamente, que nós estamos na crista da onda.
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De: "Tatiana Faco"
Data: 6 de abril de 2010 13h42min41s GMT-03:00
Para: "'Maura Maura'" <mauracristina@hotmail.com>
Assunto: Olha como seu site já está na frente...rs

Notícia do Pestiscos...mas que só saiu hoje...

Estava querendo comprar os esmaltes da coleção Alice no País das Maravilhas, da OPI há algum tempo, mas o tamanho da embalagem, sempre enorme, e a indecisão de qual cor escolher, acabaram me desencorajando. Por isso adorei a edição especial da coleção, que achei na Sephora: uma caixinha que vem com miniaturas das quatro cores. Os mini-vidrinhos não são fofos?

Tipo amostra grátis.
Fotos: Reprodução/ Mariana Inbar

Postado por: Mariana Inbar

Gente, o link par a matéria do Petiscos é este aqui : http://juliapetit.com.br/beleza/mini-6/

"Com todo respeito mas o que você diz é apenas o que você diz."*

Se eu fosse entrevistada pela Marília Gabriela e tivesse que escolher, como é de praxe no programa dela, uma frase e uma apenas, para fechar a entrevista, eu escolheria : " O inferno está cheio de boas intenções".
Ditado tão antigo e tão batido que ninguém mais presta atenção nele. Mas ô frase carregada de sentido, talvez se a gente escutasse-a com mais cuidado, evitasse muitas desilusões.
Não quero escrever nada (mais) longo e nem (muito) complexo mas ando querendo há muito tempo falar - e hoje vou apenas começar - sobre esta lição que a vida tem me ensinado: o nosso mundo é o mundo das coisas e dos fatos. Se você ama, acha, pensa, sonha, planeja, intende, torce, dá a maior força, gosta ou odeia: Pouco importa. O que vale aqui, neguinho, é o que você faz. É matar a cobra e mostrar o pau.

Acho que se alguém me dissesse isso há alguns anos atrás eu pensaria: " Credo!". Eu acharia que se tratava de uma pessoa maniqueísta com uma idéia muito olho-por-olho e dente-por-dente do mundo e da vida. Mas acho que hoje eu me tornei esta pessoa.

Eu vejo muita gente boa, bacana mesmo, caindo neste erro. Eu tenho pensado que tem a ver com a influência do nosso tempo. Essa coisa muita rápida, muito virtual, é muito propícia a idealismos, e grupos e amores e coisas...que não existem. Que são poeira cósmica. Alguém poderia então argumentar neste momento: mas não é tudo poeira cósmica? É sim, no fundo, no fundo, tudo é nada. Mas enquanto eu estiver aqui, neste corpo, neste mundo, ninguém e nem nada em que eu acredite vai passar sem o meu PESO. Porque isso sim, o peso da gente é que faz diferença em um ou outro lado da balança. E nosso peso, na grande maioria das vezes,  é tão pequeno quanto o  peso de uma gota no oceano. Isso do ponto de vista do oceano, claro. Porque do ponto de vista da gota, nossa, a vida dela muda completamente se ela chove aqui ou ali.

Isso quer dizer uma coisa muito simples mas parece que não óbvia: que é preciso militar e não apenas gostar. Dizer que eu sou contra o meu salário mas não aderi a greve porque o meu gato estava doente e eu precisava do dinheiro, bom,  é fácil, e no mínimo eu não estou sendo coerente. Quer dizer que se eu amo muito, muito, muito uma pessoa mas um dia ela discordou de mim e ficamos de belém-belém-nunca-mais-de-bem e no outro dia o pai dela morreu e eu...Eu não fui no velório, oras, não estávamos brigadas? Sinto muito, mas isso não justifica.  Este é o ponto da confusão: sentimentos, idéias, percepções são coisas tão voláteis, às quais todos estamos sujeitos de ter um dia e a sentir justamente o oposto no outro, sei lá porque, por causa da TPM, porque meu time de futebol perdeu... Como é que tanta gente toma decisões e justifica  suas ações baseando-se apenas nisso? Como é que podem querer do amor e dos relacionamentos que sejam simples, unívocos para serem duradouros? Amar não é só gostar, sabe?

Amar é gostar E militar. E militar é amar mesmo quando a gente não tá com este gás todo. Mesmo quando parece que não vai dar certo. Mesmo quando não concordamos. É frequentar. Tem dia que a vida é isso: responder a chamada. Não temos nada a dizer, não achamos nada engraçado e nem desgraçado. Mas nem por isso deixamos de frequentar.

* Título extraído de um texto da Martha Medeiros.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Do contra 2 ( a Zara)

Eu devo ser muito, muito chata mesmo.
Hoje eu e mais 500 outras mães fomos levar nossos bebês para conhecer o recém-inaugurado Iguatemi de Brasília chuvosa.

E confesso- mea culpa, mea massima culpa- que meu coração acelerou um pouquinho quando logo na entrada a gente vê a Louis Vouitton ao lado da Burberry. Não que eu seja fã de nenhuma das duas mas sei lá, Brasília é meio interior e eu tive uma sensação cosmopolita de estar um pouco na Quinta avenida, um pouco na  Rue de Rive. Gostei. Obviamente eu não compreendo muito bem estas lojas aqui, já  que se eu fosse rica eu pegaria um avião para comprar diretamente em Paris ou em Roma, mas vai saber, acho que os ricos também tem suas emergências.
Eu adoro que o Iguatemi seja a poucos metros da minha casa, e que tenha cinema, Livraria Cultura e tal, mas achei a praça de alimentação meio pobrinha. Esperava mais, sabe? Mais japoneses, mais sorveterias, mais cafeterias, docerias, gastronomia bacana. Tem Outback e Marvin, mas não são minha praia. Anyway, o fato é que depois do almoço amarrei Inês já meio grogue no carrinho ( bem amarradinha, que a espoleta não dá folga) e fui dar uma passada na Zara.
 
A Zara merece um prefácio.
Quando a primeira loja Zara foi inaugurada no Brasil, eu nunca tinha ouvido falar dela. Mas meu namorado da época é o dono de uma empresa que presta serviços de limpeza e manutenção para várias grandes lojas, inclusive a Zara. Aí um dia ele chegou contando que iam inaugurar esta marca espanhola blá, blá, blá e eu pensei: ai, mais uma loja de departamento cheia de  bugingangas e filas. Antipatia imediata.

Qual não foi minha surpresa ao constatar que a Zara não somente era uma loja de departamento cheia de bugingangas e filas como também uma loja de departamento que pensa que pode cobrar caro como uma loja de marca, mesmo explorando chineses, replicando em grande escala e sendo processada por isso, etc, etc. Mas o pior é o seguinte: a Zara trata seus funcionários muito, muito mal. Tratava os funcionários da empressa do namorado terrivelmente mal, e olha que ela nem eram o patrão neste caso. Mal do tipo que faz alguém tremer. Do tipo que faz gente vomitar e mulheres grávidas trabalharem chorando. Então, logo de cara, saibam da minha não-neutralidade: Eu ODEIO a Zara.

Mas lá vou eu, começando pela parte baby- eu agora sempre começo qualquer coisa pela zona infantil. Ai, ai, o que dizer pra vcs aqui, caros leitores? Que eu vi todas aquelas roupas sendo vendidas por um quinto do preço no inverno re-repassado? Eu vi. Que ninguém jamais vai  ter ocasião de usar trench-coat de oncinha em Brasília? Jamais.

Desisti depressa. Na saída ainda me enchi de esperança em frente a uma bancada de camisetas  lindas com strass ( sim, foi por causa do strass que eu dei meia volta) mas quando puxei a etiqueta para ver o preço - algo como 83 reais- murchei completamente. Adeus, Zara. Pela enésima vez.

domingo, 4 de abril de 2010

Um Statement Necklace ( Colar Bib) para chamar de meu

Que eu sou a maior nerd garimpeira da internet todo mundo já sabe. Minhas horas de lazer se resumem, ultimamente e meio a contra-gosto, a navegar sem rumo de clique em clique.
De vez em quando eu me coloco numas gincanas, nas quais eu concorro comigo mesma, sou a juíza e a adversária. A última dessas eu ganhei, era encontrar um statement necklace  ( ou colar bibi) que eu gostasse. Para quem não sabe do que se trata-e acho que isso é muita gente, até eu mesma, há alguns dias atrás- eu explico. Colar bib é um colar  grande como um babador, ou seja, um SUPER colar, desses que chegam chegando e dispensam qualquer tipo de discrição. Tem uns modelos aqui:



Eu gosto da ideia do colar bib, especialmente quando ele é usado com uma camiseta lisa. Acho que é uma coisa prática e simples para dar uma graça no uniforme de todo dia. O problema é que eu não encontrava um que eu gostassse. Porque eu queria um super mega bib colar que ao mesmo tempo não fosse pesado, puxando para o punk ou para o purpurinamento excessivo ( eu sempre quero coisas difíceis).

Por sorte encontrei a lojinha da Mariana Pasco no Elo 7. A Mariana fez este lindo colar bib aqui acima, que espero em breve usar com uma camiseta preta, e faz muitas outras coisas delicadas e modernas. A lojinha dela se chama i love this e é um tesouro no meio de tantas coisas de gosto duvidoso da nossa versão do Etsy que, não me levem a mal pelo comentário, está cada vez melhor.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Eu já disse que adoro esmaltes? Freud explica!

Gente, eu já contei que adoro esmaltes? Eu adoro esmaltes.

Quando eu era algo como pré-adolescente minha mãe me obrigava a fazer a unha uma vez ao mês. Isso, ela tinha que me chantagear. Eu achava um saco ficar uma hora inteira sentada, olhando para o nada e escutando mexericos. Aliás, esta é mais uma contradição da minha personalidade: ao bem da verdade, até hoje eu detesto fazer a unha. Mas gosto de esmaltes, pode? Gosto não, adoro. Tenho uma caixa cheia deles.

Mas voltando a chantagem, um dos elementos de troca era justamente que minha mãe autorizasse que minhas unhas fossem pintadas de uma cor "escura". E por escura entendam algum tom acima do "Renda". Aquele gaveteiro onde ficavam os esmaltes vermelhos e rosas choque e de fato escuros, nossa, acho que só de olhar na direção dele eu já levava um pito. Então nem sonhava. Nem cogitava. Nem sabia que escuro mesmo, era aquilo. Pra mim aquilo era coisa de gente muito grande e muito rica, eu não me dava ao trabalho de cobiçar.

E por falar em sonhar, um dos primeiros sonhos ( dormindo) de que tenho recordação tem tudo a ver com esmaltes: eu tinha uns 3 ou 4 anos e minha babá amava esmaltes, tinha váriso ( mas não os vermelhos!) e nunca deixava eu tocar aqueles vidros lindos, coloridos e cheirosos. Então um dia eu acordei e contei a minha mãe: "Mãe eu tive um sonho lindo, eu sonhei que as pilastras da nossa casa eram esmaltes enormes e a gente podia abraçá-las, beijá-las e cheirá-las". Que coisa mais linda são as meninas, não? Desde cedo aprendendo o ofício!

E a última: Inês está com 1 ano e 4 meses e nada, mas nada neste mundo, nem mesmo batom, é tão perigoso de estar perto dela quanto esmaltes. Ela venera minha coleção. Mamãe morre de orgulho da mini perua da casa.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Bota pra roer

Outro dia vendi uma bata linda para uma moça com nome de princesa que mora em Lagarto, Sergipe.

Nunca tinha ouvido o nome desta cidade. E menos ainda imaginado que alguém de Sergipe poderia tomar conhecimento do meu blog.

Mas esta idéia é tão bacana, mas tão bacana que me dá vontade arranjar um caminhão com outdoor na carroceria e  fazer uma campanha pelo interior do país, de ponta a ponta, só para ver cada vez mais gente de lugares ermos por aqui. Ninguém aguenta mais esta coisa de pensarem que só existe Rio e São Paulo neste país, né não?

E eis que este bloguinho está crescendo e ocupando cada vez mais  seu lugar de kathyguria.

Volte sempre, princesa sergipana :)

E a Forever 21 dominando o mundo.

O abraço que salvou minha vida

Eu já estive numa pior.

Mal mesmo. Daquele tipo lesa, lisa e louca. Sozinha, desamparada, perdida, surtada, assombrada, fodida.

Eu não tinha esperança. Eu não via futuro ou perspectiva. Eu sentia o bafo da morte no meu cangote.

Desmontada, eu sentia tanta dor no peito que meus braços adormeciam e minhas pernas amoleciam e eu caía. E quando ia me movimentar tinha a sensação de que eu era um fantoche cujos membros do corpo estavam completamente frouxos de algum fio de náilon que eu teimava em comandar.

Neste dia eu chorei, e chorei, e chorei. E não pensei em fazer nenhuma besteira simplesmente porque achava que não seria necessário: eu morreria de loucura e dor.

Neste dia também eu pensei que, talvez, quem sabe, por acaso, vai saber ( na hora não sabia mas hoje eu sei que foi Deus) uma pessoa que eu muito admiro soubesse o que fazer e tivesse algum conselho para me dar naquela maldita hora. Mas no fim das contas, não foi por isso que peguei o telefone. Foi porque a lembrança do semblante e da voz dela me acalmaram. Então eu liguei.

E depois do alô eu disse: " Me ajuda, não aguento mais, vou morrer". E aquela voz do outro lado, tão quentinha e tão familiar, mas firme e muito clara disse assim: "Vai nada. Morrer você não vai porque morta você já está. Você tá com medo é de nascer. Mas tanto faz, eu estou aqui para você de qualquer maneira, pode mandar."

E nesta hora eu me senti amada. Senti aquela sensação que eu nem ouso tentar descrever,apenas penso em evocar alguma coisa similar que você tenha sentido: a sensação de amparo. De continência. De que cada um dos seus dedinhos do pé é conhecido e amado demais. De que existe alguem que toma conta de você mesmo quando você não está olhando.

Isso para mim é abraço. O abraço dos abraços. E foram estas palavras de conforto que salvaram minha vida com amor.

As palavras salvam, se é que alguém ainda duvida.

E eis que não morri e até me tornei psicóloga.

Por que será, não é?