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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Viaje com seu filho

Eu sou uma criatura que ama viajar.

De tal forma que não gosto de profanar o ato sagrado de viajar com "esquemões" turísticos.

Digamos assim: Eu amo viajar mas detesto ser turista.

Não me chame para pontos turísticos em que se tira foto e entra no ônibus até a próxima atração. E nem para conhecer 7 países em 20 dias ( conhecer não é mesmo a palavra mais apropriada para esta situação). Por favor, também não me convide para Paris ou Nova Iorque se você não tiver ao menos 20.000 dólares de budget. É, meu bem, conhecer de verdade o que uma megalópole tem para oferecer custa caro.

E descobri um antídoto ótimo que previne o incidente de você acabar caindo em qualquer programa de índio pega-turista: viaje com seu filho!

De cara, levar uma criança já nos obriga a sair um pouco do circuito mais comum, afinal, precisamos garantir ambientes saudáveis, seguros, familiares.

Depois, viajar com criança faz a gente curtir o que há de melhor em cada cidade: nada de compras, baladas e comilanças. Com as crianças a gente conhece o gratuito, o lúdico e se aproxima da rotina da cidade. Ao bem da verdade, eu meio que não entendo casais que viajam sozinhos. Porque um dos baratos de ter filhos é justamente ter férias muito mais ativas e movimentadas e viagens muito mais ricas e memoráveis.

Daqui a alguns meses, vou com minha pequena para Buenos Aires e aproveito para compartilhar umas dicas off-track de passeios que eu jamais faria sem a Inês.


Barbie Store: É isso mesmo, a casa da Barbie. Tem salão de chá, parque temático, loja de roupas, salão de beleza, tudo cor-de-rosa.


Foto com a Mafalda: Sim, existe essa possibilidade. Você pode ir a San Telmo tirar uma foto com a ácida e deliciosa personagem das tiras de Quino, fica no mesmo local onde ele morava.











Muma's Cupcakes: Tá achando que é só na Magnolia Bakery que vc pode se jogar nos cupcakes? Engano seu. Esta lojinha super charmosa tem os bolinhos tão fofos e deliciosos quanto os que a gente come em NY. Dá sá uma conferida.

Água na boca, né?

Filho é tudo de melhor que há nessa vida.

UPDATE: ESQUECI de colocar os creditos! Todas estas dicas e outras dicas incríveis estão no blog Buenos Aires Para Niños.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Não quero mais ser Humpty Dumpty

Sabe quando a gente começa alguma coisa na vida e não consegue mais parar?  A gente parece que vê de fora, como se fosse filme, aquele caminhão desembestado e a gente não consegue frear.

E o pior é que a gente tenta e até acha, com ares de distância, que está fazendo diferente, mas não.  A gente  acha que muda mas onde a gente vai, onde a gente chega, repete a mesma história que parece sina, compulsão, disco furado.

Eu não sei qual foi o dia na minha vida em que me tornei a " do contra". A chata, a mal-humorada, a discidente.  Provavelmente tenha sido num dia em que eu  quis dizer algo ousado, que traduzia o  que sentia e - achava eu- me tirava da minha solidão. Só que sempre me acontece de sentir coisas excêntricas ou  pelo menos, eu aprendi na infância com meus pais e irmãos que, bem, eu não era a pessoa mais convencional do mundo- para eles- e isso era  sempre uma questão.

Foi aí que começou meu caminho de Humpty Dumpty e nem todos os cavalos e homens do rei conseguiram me consertar ou impedir. Quantas crises existenciais eu vivi  curtindo minha humpty dumptyice na adolescência! Pra ser sincera, só melhorou quando me casei. Sim, por um tempo, eu fui uma Humpty Dumpty com lar. Um lindo lar onde ser Humpty Dumpty era o normal. Era normal sentir e dizer coisas excêntricas, discordar de todos, soar pedante e ser o dono da verdade. O anormal era ser mediano, conformado, alienado e viver clichês.

Mas Humpty Dumpty foi excluído do seu próprio reino e voltou a ser Humpty Dumpty no país das maravilhas que, durante o tempo que eu estive distante, parece ter se tornado ainda mais "magavilhoso".

E agora estou de volta, mais Humpty Dumpty do que nunca.

Só tem uma coisa: não quero mais ser Humpty Dumpty. Quero uma turma de Humptyies Dumpties para formarmos nossa comunidade onde este termo pejorativo- e qualquer outro que propague a segregação- vai ser abolido no dia da fundação.

Tá difícil, eu sei, me acostumei a ser Humpty Dumpty e até parece roupa velha: já sai andando sozinha.

Mas não suporto mais tanto mal-querer.

Eu sou uma Humpty Dumpty muito meiga e boazinha.
Podem me adotar :)

domingo, 5 de setembro de 2010

Um sorriso como o seu.

Eu entendo que muitas pessoas não tenham tido a chance de constatar que não estamos no controle.

Eu escuto e leio muito a frase " Nasci para ser mãe". E penso que isso é uma frase de quem não percebeu ainda que ser mãe é justamente saber-se ignorante, especialmente sobre o tema principal-  cuidar deste outro que nos é confiado sem manual de instruções.

Como se alguém tirasse de letra isso de ser mãe. É até ofensivo ouvir isso porque nós mães, que não  nascemos sabendo coisa nenhuma e aprendemos todos os dias, nos sentimos mal, culpadas, ignorantes de uma coisa que,  como pressuposto, devíamos saber.

De modo que não, eu não nasci pra ser mãe e nem acredito que alguém tenha nascido com esta predisposição.  Ser mãe de alguém não é alguma coisa que a gente abre a lata e tira: Uau,  agora sou mãe! Ser mãe é sobretudo uma construção, e como toda construção, se fortalece dia a dia com um tijolinho. Todo dia a Inês me chama de "mamãi" e eu fico surpresa. E muitas vezes, não acredito que mereça, sinto ímpeto de olhar pra trás e conferir se não há mais alguém que possa ser digna do cargo. Mas  percebo que à medida que vamos convivendo, e pelo amor, pelo tempo dedicado,  pelo trabalho e empenho, pelo tamanho do investimento que eu tenho na minha filha eu constato que bem, eu sou mesmo a mãe dela.

Eu não sei quantas centenas de vezes eu ouço por semana: " Nooooooossa,  é sua filha? Mas ela é tão moreninha ( coitada!)...". Isso dói no ouvido de uma mãe recém-parida e insegura. Eu escutava sempre algo como: Não, ela não é como você. Você NÃO É mãe dela. Isso me doía na minha tão pouco inerente maternagem.

Depois isso doía porque eu subentendia que a Inês se parecia com o pai dela e eu achava que, como sofri tanto com o fim do meu casamento, eu gostaria que ela não me lembrasse tanto ele. Mais um subterfúgio para tentar, desesperadamente, retomar o controle.

Hoje escuto isso de outra forma. Eu percebo, cada vez que ouço o mesmo comentário,  o quão importante é a gente descobrir  que a gente não manda nada. A Inês  não é como imaginei. Não é como eu era quando criança  por um motivo muito simples: ela é a Inês e não eu. E que bom que tive a chance de saber disso bem cedo. Enquanto ela é alvo de olhares comiserados com a "má sorte" da genética - a mãe tão branquinha, como é que pode?- eu ainda não me recuperei do encantamento da primeira vez que olhei pra ela. Ela é a Inês! Essa menina linda morava na minha barriga e foi feita da minha carne mas ela, ufa, não sou eu!

Deve ser por isso que nem entro no assunto de se minha filha tem cabelo "bom" ou "ruim", é preta ou branca ou ó, supra sumo da pena: não tem os olhos claros do vovô!! Para mim o mistério divino de receber uma alma surpresa sempre foi tão intrigante que ainda não me havi com estas preocupações mundanas. Minha Inês é linda, não porque é perfeita ou adequada. Ela é linda porque é muito amada e foi especialmente desejada por mim e pelo pai dela. Ela é linda porque sim, eu e o pai dela nos amamos muito e ambos sabíamos que o amor, como tudo mais de grande e belo, não está aqui para nos servir ou obedecer.  Eu a chamo de pacotinho do céu porque é isso que ela é: um presente insuspeitado, com gosto,  cor, cheiro e som do paraíso. Ela é mais ela, porque tem nossa permissão para ser. E à medida que eu a ajudo a ser mais ela eu me torno mais eu.  Mas definitivamente, eu não nasci com isso pronto.

E depois de todo este reme-reme sobre como ela não parece com a mãe e etc, em geral a pequena,  antes de ir embora e já mais à vontade, abre o seu sorriso mais lindo. E nesta hora- porque algumas coisas precisam de tempo para se deixarem admirar- o comentário também é unânime: mas o sorriso dela é idêntico ao seu!! Eu não vejo qual prêmio poderia ser melhor para uma jovem mamãe :)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A (não) autopercepção corporal.


Eu não sei se vocês já leram algo sobre a percepção da própria imagem corporal, mas mesmo quem não leu, tem a si mesmo de exemplo.


Quem não acha super estranho se ver em fotos? É sempre um susto, algumas vezes um bom susto, mas sempre surpreendente.

Isso é assim porque a idéia que a gente tem do nosso corpo é muito diferente do corpo como ele é. A idéia que temos da nosso corpo é toda contaminada pela informação que temos de nossas características psíquicas: sou teimosa, preguiçosa, pareço com meu pai, sou a mais alta das irmãs, etc. Isso pode variar para um esquema mais ou menos exato em cada caso, nem todo mundo tem uma idéia completamente distorcida da imagem real - mas todo mundo conhece ao menos um caso daquela menina linda, linda, linda que é toda complexada porque se acha gorda e orelhuda, não conhece?

Eu quero só passar o seguinte recado: nunca confiem na idéia que vocês tem do seu próprio corpo. Não, a gente não é tão gorda quanto a gente imagina. Nem tão magra, nem nosso cabelo é tão horroroso que chama a atenção de todo mundo. Seu joelho não é torto e se for, bem, poucos vão notar.

Nas últimas 3 semanas perdi 5 kg dos 13 que preciso perder. Os outros partirão mais lentamente, mas com 100% de certeza digo: eles não me pertencem e não ficarão comigo. Big deal, e dái? Daí, o que me escandaliza nisso tudo é o seguinte: eu não me pesava há dois anos. Me pesei, a última vez, na sala de parto. E mantinha uma fé inabalável de que estava emagrecendo e de que, caso engordasse, perceberia pelas roupas.

E não, eu não perceberia. Nós somos muito eficientes em não perceber o que nosso cérebro não quer saber. Um belo dia, há 3 semanas atrás, acordei revolucionária e me pesei. O peso que apareceu na balança foi exatamente 10 kg a mais do que o peso que eu imaginava que tinha.

Como disse minha grande amiga, a única que sabe o valor dos dois dígitos que apareceram na balança, no dia em que contei pra ela: Força. Hoje é o pior dia. Ela estava certa. Nada como uma ajudinha do real pra fugir desse imaginário onipotente e escravizante. A verdade liberta, irmãos.

Amém.

Legenda: A imagem é de uma escala que mede a percepção corporal ligada ao peso em adolescentes. O grau de distorção obtém-se subtraindo o corpo que vc tem do corpo que vc gostaria de ter.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A história que ninguém conta ou Porque estou contigo, Stephany.

Nada mais comum do que (mais um) casamento relâmpago no showbiz, coisa que já nem merece mais grande ênfase, mesmo nos periódicos especializados em irrelevâncias.

Mas o caso da atriz Stephany Brito e do jogador de futebol Alexandre Pato chamou minha atenção quando noticiaram- cheios de indignação (???)- que ela havia entrado na justiça requisitando pensão para si. Acabo de saber que ela perdeu a ação e eu, em solidariedade a ela, vou dizer aqui algumas coisas que nunca são ditas: porque todo mundo acha que são óbvias, evidentes, naturais ou subentendidas por todos.

Aliás isso poderia ser a própria definição de feminilidade: aquilo que se pensa óbvio, evidente, natural e que é compreendido como algo gratuito, que não custa nada e portanto, não é digno de ser mencionado, honrado e menos ainda, pago.

Acho que não é surpresa para muita gente ( embora, na hora do "vamo ver", poucos testemunhem) nada disso é fácil, gratuito ou se dá sem trabalho, qualquer feminista pode jogar a primeira pedra se discordar, mas dou um prêmio para quem conseguir. O investimento de uma mulher no casamento é muito grande. E eu não estou falando do tempo e do trabalho empregados em um casamento, não, não. Eu estou falando daquela parte em que a gente sonha. Sonha, imagina, planeja, ordena. Sonha por nós, sonha pelos maridos e sonha pelos filhos. E de tanto sonhar, pluft, como mágica, as coisas se põe em movimento. O marido está tranquilo e disposto para trabalhar,  enriquecendo e aparecendo, os filhos estão sapecas, aprontando e aprendendo. Tudo funciona misteriosamente bem.

Aí num belo dia, o tal do bicho homem, rico e aparecido que se tornou, chega a brilhante conclusão: Sou o máximo. Olha como estou rico, famoso e bam-bam-bam. Claro, os olhares do mundo são todos para ele. Não preciso mais dessa mulher aqui não, o que eu ganho com isso, afinal? Ela só gasta, não trabalha, não é ninguém. Então o brilhante homo sapiens brinda sua esposa com um sonoro pé na bunda.

E nessa hora o que o mundo, esse mundo bonzinho, tem a nos dizer é: mas ela é interesseira, não trabalhava, não tem direito a nada, blá,blá,blá.

Acho que já chega de contar a história pelo avesso. Chega de pactuar com esse acordo de cavalheiros- é que, veja bem, eu sou uma dama. Não me interessa se a moça era golpista ou não. Se ela tem condições de se sustentar ou não. O que sei é que, golpista ou não, já está na hora de botar preço e nome em certas coisas. Casamento é coisa séria, malandro, e tudo que é sério na vida tem um custo alto.

Hoje tive uma aula de História que remetia aos primórdios do Direito Romano quando já se li em tábuas: A cada lesão cabe uma indenização. Ah, não quer pagar? A gente mata. Ou mutila. Tudo bem pra mim, menos um babaca.

Só falta nomear um crime: lesão à honra da feminilidade.

Eu abri mão da minha pensão sem litígio ( bem como, anteriormente, da minha profissão), em nome de um orgulho indeterminado que não me acrescentou nada.  Mas não faria isso novamente.

sábado, 28 de agosto de 2010

Novas regras e novos preços ( BRECHÓ)

Eu queria pedir desculpas às colegas de troca e venda no Brechó.

Não tenho conseguido administrar os emails, as trocas e idas aos correios como já fiz.

Isso me deixa muito chateada comigo mesma e pensando numa forma de amenizar a situação,  achei que esclarecendo novas regras tudo pode funcionar melhor:


  1. Eu POSTO ENCOMENDAS nos Correios às Segundas-feiras. SÓ às Segundas. Desculpem, queridas. Eu bem que tento ir mais vezes por semana, às vezes consigo mas às vezes prometo e não consigo e me sinto frustrada, vocês também.
  2. Eu posto fotos das roupas, estou aberta à negociações e respondo emails com dúvidas, nos fins de semana ( incluindo sexta-feira).
  3. Você pode, claro, me mandar email qualquer dia da semana e a qualquer momento mas se eu não te responder prontamente, sano a pendência durante o final de semana.
  4. E mais uma vez: não deixem de manifestar o interesse. Não se sintam censuradas pelo preço ou qualquer outro impedimento, tudo é flexível, as regras são só um ponto de referência.
  5. E pra comemorar, preço único, que eu AMO porque facilita horrores a minha vida:
Qualquer peça disponível custa 30 reais + frete  ( não se esqueçam de olhar pela etiqueta "DISPONÍVEIS" )

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

♫ Oh, you are so vain...


Estas são fotos da minha penteadeira. Sim, ela é enorme. Não, não está desarrumada: eu gosto assim, tudo à mão e olha que ainda assim, não consigo usar nem a metade do que tenho, há uma parte nas gavetas, outras coisas nas caixas e eu costumo ir revezando: guardo algumas coisas e deixo outras expostas, na tentativa de usar tudo. Não que eu deva satisfação mas é que no exterior comprar um cosmético costuma ser mais barato do que fazer as unhas. E um cosmético por semana traz a gente até este ponto. De todo modo, isso não vem ao caso e esta imagem aqui tem 3 objetivos muito claros:

  1. Pedir encarecidamente que não me vendam e nem troquem  cosméticos, maquiagem, cremes, perfumes ou o que mais eu tentar convencê-los de que preciso muito, urgentemente, pra ontem, porque, obviamente, eu não preciso.
  2. Se alguém vir alguma coisa, qualquer que seja, pela qual se interesse, é só se manifestar e negociamos. É triste constatar mas mesmo se eu usar maquiagem e perfume todos os dias ( e eu me obrigo a fazê-lo) não vencerei o tempo-muitos cosméticos vencerão apenas testados.
  3. Perguntar se alguém tem alguma idéia de iluminação para este espelho. Algo que não precise de obras homéricas mas que não seja esta luminária improvisada que uso.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Pensem comigo: Pra quê cabelão?

Meninas, isso é um apelo.

Mas para não parecer arbitrariedade- eu de fato NÃO gosto de cabelão comprido e sem corte- vamos fazer de conta que isso não vem ao caso e vamos aos fatos:


  1. Cabelo compridão é banal. Eu saio de caso e vejo, em duas horas, 100 meninas com o cabelo igual.
  2. Cabelo compridão denota insegurança.Você pode ser linda: pele linda, olhos lindos, corpo lindo. Na hora que eu olhar pro seu cabelão conservador eu vou saber: ela não se sente linda, fuén, fuén, fuén.
  3. Cabelão vulgariza qualquer pessoa. Pense numa mulher chiquérrima. Agora acrescente na imagem um cabelão até quase a cintura. Acabou a finèsse, né? Aff.
  4. Passa a impressão de, vamos colocar assim, nível econômico mais baixo. Sim, porque nenhuma mulher fica com cara de rycha com aquele cabelão. Fica é com cara de quem não vai ao salão há uns dois anos. Até porque, nenhum BOM salão vai deixar você sair de lá com este cabelão sem sal, disforme e demodé.
  5. Tudo bem. Você já escutou esta conversa mil vezes e também a de que cabelo comprido encurta, engorda etc e tal, mas vc precisa do seu cabelão, é tipo o seu paninho de segurança. é seu direito, eu compreendo, não estou defendendo a tesoura desvairada. Mas que tal um corte repicado, uma franja, uns 5 cm a menos, umas luzes bem diferentes...
  6. Apego ( veja bem, eu disse APEGO ao cabelo e não o cabelo em si) ao cabelo é UÓ. Decretei ( hehehehe).

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A de Amiga

Agora eu vou explicar a vocês porque eu tenho as amigas mais incríveis do mundo.

Não é que eu vá explicar porque razão isso calhou de acontecer justamente comigo, até porque isso é um dos enigmas da minha existência: por que,  MeuDeusdoCéu, existe gente que gosta de mim? Não, eu não sei, é um dos mistérios da vida. Mas não só existe  este tipinho de gente como o gabarito dessas pessoas é assim, digamos...estonteante.

O que eu quero fazer é explicar a parte das minhas amigas serem incríveis.

Eu tenho algumas amigas diplomatas( e dá licença de eu dizer que  ESPOSA DE DIPLOMATA, ( mais que) DIPLOMATA É-,  estamos entendidos?) outras médicas e outras chefs de cozinha e outras, por mais incrível que isto soe, que são todas as alternativas anteriores.

Eu tenho amigas donas de casa e mães com mais sabedoria do que qualquer especialista poderia suspeitar. Eu adoro gente despretensiosa e por isso, genial.

Eu tenho amigas no mundo todo, algumas conheci no téte-a-téte da vida, sem nada em comum a não ser essa bandida: a avidez, a inquietude do desejo,  a coragem correndo nas veias. Outras chegaram pelo correio, numa época  em que nem se sonhava com internet, em envelopes cheios de beijinhos e letras de poesia que eu perdi nas intermináveis andanças mas de cujo cheiro e de cujas imagens nunca me esquecerei.

Eu tenho amigas da carreira do meu ex-marido que não só não se afastaram como deram a cara à tapa: escreveram para o blog. Aliás, tenho uma pequena fila destes textos esperando que eu possa parar de chorar a cada vez que tentar editá-los para finalmente publicá-los.

Eu tenho amigas com quem fiz pacto de sangue qd eu era criança ( sim, sangue com sangue, pois é, eram outros tempos...).

Eu tenho amigas que me recebem em suas casas de mala e cuia e outras que podem me telefonar às 3 da manhã dizendo: " maura, matei um sujeito" que eu vou responder: " vem pra cá, a gente vê o que faz" e só depois de acolhidas e bem alimentadas eu vou perguntar de quem se tratava o finado.

Sim, eu tenho Amigas, com A maiúsculo, à prova de dor, de idiossincrasias, de distância, de dinheiro e de tempo.

E pensando bem, acho que isso nem é uma novidade. Minhas super-amigas são um assunto recorrente por aqui.

Mas é que elas sempre me emocionam e eu pre-ci-so homenageá-las.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Blogueira não é profissão ( de gente séria)

Vamos deixar aqui uma coisa bem clara: EU NÃO SOU BLOGUEIRA.

Eu posto textos e fotos e opiniões num blog pessoal e isso não tem nada a ver com o que sou.

Eu detesto este termo quando é utilizado como algum tipo de predicativo  como: " Eu sou blogueira" ( querendo dizer claro, que é alguma coisa que preste).

O que quer dizer  "ser Blogueira"?

Blogueira é jornalista, cronista, escritora? Não.

Blogueira é fotógrafa? Não.

Blogueira é técnica ou especialista em alguma coisa? Raramente.

Então porque estufar o peito e dizer " sou blogueira"?

Blogueiro é qualificante INDEFINIDO pra qualificar gente...sem predicados, títulos ou qualquer coisa que possa ser ostentada no mundo real.

Eu me acabei de rir ainda agora lendo num blog " tenho medo de críticas felinas". Ri até a barriga doer. Na verdade, até que me dei conta de que não é engraçado. É triste. É um horror dar tanta importância a coisas, pessoas e idéias incultas (ser culto é cultivar qualquer coisa, remete a cuidado e trabalho, não é?).

Blogueira é mais um efeito especial deste mundo holográfico. Ser blogueira quer dizer saber surfar nessa onda de mídia vazia auto-promovente, é se dar bem neste mundo de valores distorcidos, imagens banalizáveis e palavras reprodutíveis.

Desculpa, gente, mas eu vou dar uma de Seu Francisco e ser bem curta e grossa: Vão estudar, cambada. Ou passar o dia no cinema, ou viajar na boléia de um caminhão pelo mundo, ou ser babá de um iraniano, whatever. Vamos enriquecer, isso sim pode ser que vire uma profissão.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Acorda a mãe com safanões e com a corda toda.

A mãe, pobre criatura, cambaleia enquanto procura os óculos, toma o remédio porque ou é agora ou nunca, e já sai desesperada para preparar a mamadeira porque a pequena criatura não só acorda cedo e animada, como morta ( ou assassina) de tanta fome.

Faz mamadeira, dá mamadeira, tira o pijama, troca a fralda, põe a roupa, escova os dentes, arruma a sacola, amarra na cadeirinha do carro e leva pra escola. Tudo isso sob a trilha sonora de fundo que é o mantra das mães. Tem pequenas variações mas é mais ou menos assim: " não pode não morde não senta não deita não come não grita não pode não tira não põe não começa". O  refrão seguinte consiste em" morde, come, senta deita, fala, tira, anda, pára, vem, deixa." e suas veriações ad infinitum.

Aí você deixa a criança na escola, não sem choro e não sem empregar uma boa meia hora de convívio social com o maternal.

Volta pra casa, troca de roupa - sim, eu durmo com moletom híbrido pijama e saio de casa sem nem pentear o cabelo, e daí?-, toma café - se der- , corre pra academia e vai correr, malhar e ainda acha gostoso: pra quem vive sob rígida disciplina de batalha no comando de um pequeno ditador, malhar é fazer cócegas.

Depois você vai ao supermercado, vai ao banco, resolve pepinos variados e busca criaturinha na escola e corre pra casa. Dá almoço ( aff, isso sim é tortura, alguém já avisou os chineses?) e tenta almoçar. Dá banho, brinca um pouco ( sempre com a trilha sonora mode on, claro) e coloca pra dormir- não pacificamente, se é que vocês me entendem. Engole um café, se arruma como dá, e corre pra sair de casa antes de 13:30h.

Chega do trabalho, brinca de pega, brinca de cavalinho ( eu sou o cavalinho, pra deixar bem claro), passeia de bicicleta,  faz o dever de casa, assiste DVD, canta as musiquinhas da escola, as musiquinhas das princesas, as musiquinhas do Cocoricó e é hora do jantar. Como tortura uma vez ao dia é pouco na ditadura infantil, lá vamos nós brigar e dar piruetas para conseguir que uma única colherada atravesse a goela.

Outro banho, mais brincadeira, chamego, faz mamadeira, bota pra dormir.

Respondo emails e navego na internet e vou dormir me perguntando: o que as outras pessoas fazem de tão importante?

Eu ♥ ser mãe.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Disciplina é liberdade

Por que eu não escrevo mais com tanta frequência, você quer saber.

Porque encontrei um outro discurso que me preenche, que me antagoniza, que faz eco quando eu grito.

E eu gosto de dialogar, nem que seja com Kierkergaard ou mesmo com Montesquieu.

Eu nunca entendi porque isso soava- e ainda soa- tão estranho onde quer que eu vá, mas eu sempre fui de estudar.

Os livros, os pensadores, os grandes paradigmas, os dilemas existenciais, a história da humanidade: isso me acalma, me apruma e me fortalece.

Às vezes me perco disso tudo, já que é disciplina é algo sempre fulgás e além disso,  este mundo não é feito para teóricos. Eu havia me esquecido o quanto a mediocridade pode me transformar em algo- que sempre me doeu- de excêntrico. Mas bem, 15 anos depois, já aprendi a gostar daquilo que me diferencia e me sinto simplesmente confortável. Tive uma professora que dizia: "Deus dá o dom e lá na frente ele cobra: o que vc fez com sua beleza/riqueza/inteligência ? Mãos a obra que ferramenta Deus dá pra gente trabalhar". Os outros seguem tão jovens, tão ordinários. Eu pensei que nem era mais permitido ser tão absurdamente...tapado. Achei que não se usava mais.

Mas quando retomo o eixo, ah, como me sinto livre, viva, humana.

Aqui estou, presente e aberta.

Pronta.

domingo, 15 de agosto de 2010

James Campbell Black+Emily Black+Charlotte Black+Diane Black

Numa das minhas encarnações pregressas eu fui babá de três lindas crianças inglesas.

Foi um dos empregos mais marcantes que tive, já que cuidando destas três crianças e - principalmente- me relacionando com a mãe delas, aprendi um pouco do ofício de maternar.

Diane não me conhecia. Numa única entrevista de emprego olhou nos meus olhos e me contratou, eu, aquela fedelha brasileira, sem experiência, estrangeira, sem referências, eu  mesma fiquei chocada. Tempos depois ela me confessou que viu o afeto que transparecia na minha aurea, ela era mística, mística e sábia, minha patroa inglesa. Ainda assim, agora que teno uma filha, admiro ainda mais o seu voto de confiança.

E assim se deu: contratada e bem paga lá fui eu, cuidar de TRES crianças durante o período da manhã, de tarde eu estudava. E só Deus sabe como eu conseguia. No meu primeiro dia cheguei nervosa e tiritando de frio - 6 h da matina, em pleno inverno, não era pra qq um- e  ela me ofereceu um cup of tea, chá preto, que eu nunca tinha tomado e desde então, nunca mais passei um dia sem tomar. E enqt tomávamos ela me explicou como se trocava as fraldas de James, o caçula, e tudo mais que eu deveria fazer. E alguma coisa nela era tão familiar, quentinha, maternal mesmo, que eu simplesmente achei que era capaz de fazer tudo aquilo. Ela me deixava à vontade e, ao bem da verdade, era uma mãe pra mim também.

Logo que eu chegava ela saia para a ginástica- sim, às 7 da manhã, no inverno- e eu aprontava as meninas para a escola, em geral com James montado nos meus ombros. Depois eu as deixava na escola, de ônibus ou a pé, dependendo do clima, e voltava com James. Passávamos pelo parque e dávamos biscoitos aos esquilos e tomávamos muito suco de maçã. Fazia ou comprava o almoço do pequeno- que era muito fácil, ele só comia nuggets de frango ou ovos de codorna, às vezes, se estivesse de muito bom humor, comia um sanduíche de peanut butter&jelly ou um pedaço de queijo cheddar. Colocava-o para dormir e então abria a porta para a faxineira porto riquenha que ficava a postos até ele acordar.

Depressa descobrimos, pela afinidade um tanto gratuita, que James e eu fazíamos aniversário no mesmo dia, ele tinha acabado de completar 2 anos.

O tempo passou tão rápido junto deles, que fizeram minha estada em Londres muito menos severa do que poderia ter sido. Quando eu voltei para o Brasil só não foi mais difícil porque eles também estavam se mudando para os EUA. E, naquela época, sem saber o paradeiro que teriam, Diane me deu apenas o email dela. Pela falta de prática, ela escreveu alguma coisa errada no endereço e eu, mesmo tentando todas as combinações possíveis no Google, nunca mais consegui contactá-los, chego a me perguntar se de fato existiram. Adoraria revê-los, o pequeno Jim Campbell deve ter agora 14 anos.

Tive a idéia deste texto porque andei lendo sobre técnicas de otimização do resultado de pesquisas no Google e fiz um título mais preciso para esta postagem.

So, if you think you are or you might know someone who may be the Campbell-Black family ( John and Diane Black and their children: Emily Black, Charlotte Black and James Black) from New York, EUA, who lived in London, England  between 1996 and 1999, please  kindly leave a message. Thanks in advance.

sábado, 14 de agosto de 2010

"Cada um tem seu tempo".

Eu ouço muito esta frase e queria resolver de uma vez por todas um mal entendido sobre ela.

Ela é dita em tom compreenssivo, dada a necessidade de que alguma palavra de consolo seja dita quando conto que me separei, voltei para a casa dos meus pais e estou fazendo um outro curso superior, recomeçando, enfim.

Eu  acredito no sentido da frase, concordo que cada um tenha  seu tempo sim. mas acho que em grande parte das vezes ela é dita de modo a querer dizer o seguinte:  percebo que você está atrasada, lascada e vai demorar pra atingir "as coisas" que já deveriam ter sido atingidas na sua idade, mas veja bem, o mundo é assim, cheio de injustiças, eu te entendo.

E claro que eu não sou grossa e não vou sair descascando a verdade para essas pessoas que me dizem tão solidariamente esta frase, mesmo porque, eu até acredito nas boas intenções, apesar de saber que o inferno está cheinho delas e só delas. Mas  a frase"Cada um tem seu tempo" significa que TODOS temos que passar por certas coisas na vida, mas cada um o faz a seu tempo. Não significa, lamento muito, que existem os que se ferram e os que estão imunizados "porque fizeram tudo certo" ou porque "é um sujeito de sorte".

Desculpem, mas todo mundo tem história evolutiva. Todo mundo precisa superar suas limitações, todo mundo precisa se dar com suas fragilidades emocionais, crescer, transcender. Não sei como você vai fazer isso- porque ninguém sabe, nem de si- mas sei que a vida não poupa ninguém. E isto não é um enunciado pessimista, não. Aliás,  graças a vida, que nos leva onde chegamos e nos transforma no melhor do que somos. O que sei é que a vida é tinhosa e se você nunca se deu com nenhuma complexidade, você paga um preço muito alto  que euzinha- mesmo lesa, lisa e louca- não pagaria nem hoje, nem antes e nem morta. Mas calma, você ainda vai chegar lá e descobrir isso.

Afinal, cada um tem o seu tempo.

Make rehab: KOLOSS



Eu confesso.
Eu era daquelas pessoas que tem um arrepio de gastura quando ouve a palavra "AVON".
E mais. Natura, O Boticário e Contém 1g também. Me dava uma preguiça daquele custo/benefício horrendo...Eu acho ( ainda) as marcas brasileiras de maquiagem muito caras.

Claro que, morando fora, a gente perde um pouco a noção das coisas. Eu nem me preocupava em acompanhar os lançamentos nacionais e comprar maquiagem importada me parecia relativamente fáci, mesmo pra quem mora aquil- afinal existem as Brigettes Boutique's e All cosmetics wholesale da vida, sem falar nas muambeiras de plantão e eu pensava: gente, pra quê isso de ficar comprando Natura?

De modo que quando comecei a ler nomes como "Vult", "Koloss" e "Panvel" nos tutoriais de maquiagem dos blogs especializados a minha primeira idéia foi: É piada, né? Achei mesmo que era uma espécie de complô marqueteiro, um surto coletivo, algo assim. Segui a vida.

Bom, mas a vida cobra, né. A fatura do cartão também. E aí um dia você tá lá na farmácia comprando um remédio pra cólica e vê um stand da marca Koloss. E eu pensei: olha, que coisa, então existe mesmo no "mundo real" isso de maquiagem koloss. E tinha calhado de eu ter visto recentemente uma maquiagem muito linda feita com sombras koloss no blog da Karen. Aí, meio timidamente, fui dar uma conferida no stand. Vejo os batons matte, experimento e penso: nossa, que legal,  cor linda, nem é fedido. Quando viro para ver o preço no bumbum do batom, aí sim eu tenho um insight transformador de toda minha existência de pessoa viciada em maquiagem desde criancinha: 9 reais.

Amyghas, pensem comigo: O que é que neste mundo cão ainda custa 9 reais?? Isso mesmo. Nada.

Taquei um monte de maquiagem Koloss dentro da cestinha acompanhando os buscopans e neosaldinas.
4 duos de sombra, dois batons e um primer - já que eu não tenho primers, porque não começar por um da koloss, afinal, o que é um pum pra quem já está vcs sabem o que e então a moça do caixa interrompe meus pensamentos dizendo: "67 reais". Oi? Mas você somou os remédios? "Sim". E então esta pessoa aqui nem precisou de mais remédio pra nada, tamanha a felicidade, tudo se curou.

Fiz um olho rosa discreto para comemorar,  ( quase) todo com produtos koloss e não é que eu AMEI? O batom é super parecido com qualquer Liv ou Fable da illamasqua ( igualmente rosa pálido, seco e difícil de passar, porém, igualmente durável). As sombras são meia-boca mas este problema é sanado se atendo às cores básicas ( marrom, preto e branco) que são, em geral, mais unânimes e no caso da Koloss, bem decentes e, melhor ainda, se você usar um bom primer.

Segue a cola:
- Sombra  Koloss Rosa champagne em toda pálbebra, até a sombrancelha (duo);
- Sombra Koloss Chocolate bronze marcando o côncavo;
- Sombra Koloss rosa cristal no meio da pálbebra móvel (duo);
- Sombra Koloss rosa sereno no canto interno da pálbebra;
- Sombra Koloss Branco no cantinho do olho e na linha d'agua;
- Batom koloss Matte rosa chiclete.

PS: Não estava usando base, porque não uso mesmo, embora ache que devesse. Estava usando um protetor solar tinto, o FPS 90 da Heliocare. Corretivo lancome effacernes e rímel lancome oscilaton que eu havia passado de manhã ( ainda tá valendo?).  Pozinho tb,  Mattissime da Givenchy. O blush é o teneriffe beach blush, da Cargo. Não usei o primer, porque eu já estava com a pele preparada como faço todos os dias, fica para a próxima.
PS2: Esta postagem foi levada a cabo ( porque sim, eu tive vontade de desisitir e ceder lugar a preguiça várias
 vezes, aff) pela inspiração da Dáfni. Dáfni, eu acho que vc não sabia, mas sempre gostei muito de maquiagem e tenho um arsenal de meter medo. Mas há tempos ( anos) não me aventurava com os pinceis e não fossem seus posts, provavelmente não me sentiria estimulada ♥.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ajuda dos Universitários

Este é um blog de moda e beleza e otras cositas más.
Mas como já deixei claro aqui,  meu bem, CHIQUE é ser inteligente. 
Ignorância, preguiça, superficialidade, aff, tô fora.

E como um grande propósito deste espaço aqui é fazer um mundo mais BONITO, segue uma cola básica para começar a pensar sobre o seu candidato nas próprias eleições ( sim,  você É cidadão e pensar é sua obrigação).


  • Vermelho.org: Obviamente tendencioso- bem como a Revista Veja e o Jornal nacional- mas pelo menos justifica sua preferência com muita racionalidade. ( e não com falácias, como os exemplos anteriores).

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Sobre sorteios de má sorte (ou não)

Há alguns dias atrás, mais especificamente no dia do meu aniversário, eu fiz o primeiro sorteio por aqui.
Eu tinha extrema resistência em fazer sorteios, que eu julgava ser  um método pouco nobre de angariar audiência.
Bem, isso talvez seja mesmo verdade.  Afinal, minha audiência aumentou. E seria ótimo se todas as meninas que chegaram aqui por causa do sorteio, fossem leitoras ou estivessem abertas ao diálogo. Mas, infelizmente, não é assim que a coisa acontece.
Porém, dentre as 150 que chegaram por causa do sorteio de um vestido, havia, digamos, duas meninas que viraram parceiras. E, pra finalizar a história antes do fim, achei que o saldo foi super positivo.
Se em cada 100 pessoas, uma gostar de mim e achar que podemos trocar, uau, tô no lucro!

Pois é.
Só que o vestido foi sorteado, foi enviado à ganhadora e foi recebido por ela- embora esta  última informação eu tenha tido que me esforçar para conseguir.
Pois é.
A vencedora não deu muita bola pro vestido que, segundo ela, ficou grande e tal e nem era de uma cor do gosto dela. E nem deu muita bola para o blog, para o brechó ou achou que tinha que dar o mínimo de satisfação por aqui ( tipo "oi. recebi."). E isso, no hard feelings, nem é culpa dela. A culpa, com toda certeza, é minha, pela incompetência para organizar um sorteio baseado em critérios  de seleção mais adequados ao concurso, como por exemplo, entre aquelas pessoas que realmente quisessem o vestido ou realmente gostassem do blog/brechó.

Como a priori já avisei que achei o saldo do sorteio positivo ainda que eu tenha me sentido desgostosa com o resultado imediato, cheguei bem depressa a um remédio: outro sorteio. Não sei de quê e nem como fazer. Mas se alguém souber, fala que eu escuto.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

As feias (da blogosfera) que me desculpem...

Não que tenham me sobrado muitas, mas adoro gastar minhas horas livres zapeando de blog fútil em mais fútil ainda.
Na maioria das vezes, eu estou procurando o que todo mundo procura nos outros: inspiração, apoio, exemplo, diálogo.
E navegando passo por muitos blogs femininos, que, em sua maioria, são sobre moda, beleza, maquiagem e afins- assuntos que gosto muito e que me acalmam, descansam, espairecem.
Mas vejo também outra qualidade de blogs femininos como o blog da Lola,  onde li isto aqui :

"(...) Primeiro que não se trata de um concurso pra competir de verdade, mas pra divulgar blogueiras. Considero essa divulgação fundamental numa internet que ainda vê blogs de mulheres como guias de maquiagem e roupas (nada contra esses blogs, mas a gente sabe que o tal “universo feminino” vai muito além desse jardim), ou como vitrine pra fotos."

Sim, o universo feminino vai muito, muito além disso. 

O que me incomoda nesta constatação é uma aparente antítese de uma cartesianidade bem radical: Ou se fala de maquiagem, ou se é inteligente. Ou se gosta de beleza ou não se é mulher. Impossível conciliar as coisas.

Para ser considerado relevante,  ao que parece, o assunto tem que pertencer necessariamente à praia normalmente associada ao mundo masculino. Política, Economia, Direito. Do fundo do meu coração, eu discordo disso. Penso que é possível não imbecilizar os assuntos "femininos". Mas reconheço, desgostosamente, que os assuntos tipicamente femininos são abordados nos blogs de maneira patética. Infantilizada, superficial e sem sombra de dúvida, ridícula.

Alguém mais além de mim quase morre de vergonha alheia com estes videos de blogueiras mostrando suas coisas, seus sapatos, suas compras, suas perebas? Sem generalizações, por favor, porque há blogueiras que fazem videos tutoriais que, de tão elucidativos, mereciam um Nobel.  Mas convenhamos que há limites no compartilhamento de imagens da vida privada que estão sendo muito devassados.

E o que eu acho mais lamentável na blogosfera de moda e beleza é uma coisa super féxion passar despercebida: cultura. Português, política internacional, geografia. Não precisa ser muito, não. Só o tanto pra ter ferramentas pra contextualizar o assunto. Porque qualquer coisa que não passe por um mínimo de elaboração deve ficar no seu lugar de origem- o anonimato.

Meu Deus do céu, como uma premissa tão simples pode ser tão sabotada: Chique é ser inteligente.

Como dizia o poeta, a beleza tem que ter qualquer coisa de triste, qualquer coisa que chora.

Desculpem, mas, em termos de beleza feminina, complexidade é de fato fundamental.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Das cartas que são jogadas ao mar

"(...) Mas aí eu pensei que já é chegada a hora de parar com isso.



E quando pensei isso, me veio imediatamente a idéia de que poderíamos estar os três deitados na cama, entre cócegas e descobetas, em algum lugar de uma casa aconchegante em Lima.
Que podíamos, a esta altura, já ter ensinado a bebê a dormir no berço no quarto dela. No quarto decorado com tantos cavalinhos e carrosséis e bonecas amazonas que fomos garimpando pra ela em tantas lojas de quinquilharias mundo afora.
Poderíamos também, com a pequena prestes a fazer dois anos, ter retomado a nossa vida de casal. Poderíamos ter investido em fortalecer o nosso casamento, em reformar a casa e fazer reparos na maquinaria relacional. Poderíamos ter expandido nosso amor, você poderia ter me ensinado a receber seus pais ou eu, mais amadurecida com a maternidade, talvez pudesse ter naturalmente incluído sua família na nossa com mais frequência.
Talvez nós pudéssemos estar conversando sobre a melhor forma de educar, se na escola ou se com uma babá. Talvez vc pudesse,naturalmente, pelo amadurecimento que acontece com a paternidade, ter tomado a frente de algumas funções do cuidado com a bebê e com a família. E isso teria, certamente, reascendido a minha paixão.
Mais cedo ou mais tarde eu retomaria minha vida profissional, minha vida social, meus hobbies. Porque isso era simples. Talvez tivesse tomado mais tempo, porque eu teria continuado a te acompanhar. Mas tudo tem seu tempo, primeiro as prioridades.

E  de tanto pensar nesses "  talvez" eu constatei o meu problema,  que também é muito simples: eu não consigo aceitar que você NÃO QUIS nada disso.
Você pode jogar a batata quente pra mim, dizendo que a culpa de tudo ter falido é minha, eu sou autoritária, ausente, desleixada, ruim e tal e por isso vc está coberto de razões. Mas eu não pego essa batata e ela se estatela no chão.
E eu posso revidar mil vezes com minha ira, com uma ira que eu tb não sabia que eu tinha. Precisei ser tão humilhada, como mulher, como mãe, como amiga e como pessoa, para descobrí-la. Posso espernear, gritar, desfazer seus argumentos frágeis, tentar explicar, tentar entender, tentar de tudo : essa razão, única e simples, nunca, em tempo algum, vai ganhar complexidade e não podia ser diferente. Não, EU não podia ser diferente.

Já o seu problema está em imaginar que algum dia eu ficaria  cool com isso e encararia sua escolha com conformismo bucólico. Eu acho que você não contava com algo que eu tb não sabia que aconteceria: você,não querendo, buliu com meus princípios fundamentais. E são princípios não só porque eu acredito neles mas principalmente porque eu sou composta deles. Subjetivamente, eu me  constituí numa família amorosa, que "quis" algo na direção oposta ao que você quis.
E com as pedras fundamentais de alguém, a gente não mexe.
E eu não posso abrir mão dos princípios éticos que eu acredito que sejam coerentes a um bom caráter e nem de valores que eu acredito que devemos empregar o nosso tempo na Terra em perseguir. Porque pra isso, teria que mudar minha concepção fundamental de ser humano, de Deus e de amor. Ou teria que nascer de novo. E eu não quero. Mesmo que circunstancialmente pudesse querer, fundamentalmente eu não quero.
Você não quis e acha que o querer, neste caso, é uma questão de vontade.
Mas o querer, na situação que era a nossa, era uma questão de princípio. O querer do seu " não quis", como diria o nosso desgostoso padroeiro Benedetti, é mucho mas grave.

Quando eu estava no nordeste, a mãe da minha anfitriã, que viveu algo parecido, com o agravante de que eram 3 filhos muito pequenos, me perguntou: no dia da separaçao, vc não preferia ter morrido?

E foi uma questão banal, já que é normal a gente pensar em morrer em momentos difíceis da vida. Mas o que ela me perguntou eu escutei de forma sutilmente diferente desta questão banal. Ela me ajudou a perceber que, para mim, entre morrer e ver meu marido rasgando não só tudo que tínhamos construído, mas também a fé que eu tinha ( e tenho) na família e no amor que se constrói nos moldes da nossa família ocidental e burguesa, eticamente, morrer era a opção mais lógica. E foi um alívio poder admitir sem vergonha que sim, eu preferia morrer - eticamente, mais do que emocionalmente falando- a ter passado por tudo aquilo.

Então, meu querido, acho que isso precisa parar. Você precisa parar de esperar coisas de mim que não vão acontecer como being cool com o seu não querer, com o fato de termos nos separado, com o fato de criarmos nossa filha de uma maneira que afronta minhas crenças mais profundas e com todas as implicações disso. Eu posso apenas ser razoável, se muito, em nome da nossa princesa. E eu, do meu lado, vou trabalhar aceitando o  fato  que, embora pra mim seja ética e logicamente inconcebível, você não quis a mim e nem a tudo que eu representava.

E termino citando a Rita Lee: " O que você quer, permanece em você".

E eu continuo aqui, querendo as coisas que sempre quis tanto. E você segue também, sem conhecer o que é um bem querer( ou um querer ético.)

Cada um na sua."
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