quinta-feira, 15 de abril de 2010

Fuck off ♥

Recebi isto via Facebook:

HUSBAND WEEK: ♥ ♥ ♥ If you have a husband who makes your life interesting and fun, who is your best friend, and who has been with you through thick and thin, who has been a blessing in your life, and who you are proud to be married to, copy and paste this to your status.


É piada? Deus, esta semana é tipo provação, é isso? Depois dela eu vou ter dinheiro, amores e viagens incríveis?

Se existe um antônimo dessa firula alguém me avise,  quero ser  a primeira da fila.

Só consigo ver um lado bom: já é fim de quinta-feira.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Pink& The Brain

Apesar de não seguir seu legado teórico, preciso reconhecer o mérito de Wilhem Reich.

Acho mesmo que as esferas física, emocional e mental tem cada uma seu dirigente maluco e autoritário e o que nós somos é o resultado de uma torre de Babel desgovernada.

O cara que manda na minha mente é um sujeito gorducho, careca, suado, ofegante, sedentário, sarcástico, cético, muito cético e muito mandão. Ele sabe tudo sobre tudo e vive de criticar quem não sabe nada de nada mas se joga: seja na boate, no pára-quedas ou do décimo andar de um prédio em dia de desespero. Ele manda em todo mundo porque é sabichão e convence com sua lábia. Ninguém o desafia. Ele acha que nasceu há 10 mil anos atrás - e talvez tenha mesmo- e já viu de tudo.

Tudo bem, Sr. Mental. O Sr. pode já ter visto de tudo. Pode até saber  de tudo, inclusive o que ainda  vai acontecer. E pode até estar com toda a razão- o Sr. tem sempre a Dona Razão ao seu lado, não é?

O problema é que saber não tem pernas.

Bem-feito.

E eu que tenho fico  aqui rindo de você :)

terça-feira, 13 de abril de 2010

A Capricho de Léo Jaime

Eu comecei a ler a revista Capricho muito antes da idade que deveria. Eu era assídua. Não perdia uma e aos 9 anos tinha uma coleção. Naquela época ela era mensal e contava com cronistas fantásticos como o Léo Jaime e o Zeca Camargo.
Bom, só isso já é o suficiente para justificar o meu desgosto com o formato meio Caras, meio Contigo, meio "vamos proliferar adolescentes sem cérebro" da Capricho de hoje em dia. Mas quem ainda não se convenceu pode dar uma lida num exemplar trivial da coluna do Léo Jaime que se chamava " Fim de Papo".

EU PRECISO DIZER QUE TE AMO


Quantas coisas já não foram ditas, escritas, cantadas sobre o amor? O amor já foi dançado, pintado, chorado vivido milhões de vezes, e continua uma incógnita. Um assunto interminável, um mistério nunca desvendado. Talvez nem haja como desvendar de fato. Talvez seja só o estar desvendando. Como a vida. Desde a primeira célula se reproduzindo ao universo se expandindo, é preciso que o amor esteja presente.
A gente ama muito na vida. A gente ama o peito da mãe quando é um bebê, e declara nosso amor incondicional à nossa mãe e cobra isso dela muito antes de aprender a dizer gugu-dadá. A gente vai crescendo e formando nossa personalidade através dos nossos amores. As coisas que a gente gosta e as que a gente não gosta. Assim encontramos os nossos limites, e nos nossos limites encontramos o nosso contorno, o nosso jeito.
Quando a gente descobre o amor , descobre também a tristeza. Uma tristeza profunda e permanente que vem do fato de que tudo é transitório, tudo nasce e morre, e o amor também, arrancando pedaços. “A única coisa que a gente quer na vida é ser amado. Nós olhamos no espelho e pensamos: será que alguém vai gostar de mim de verdade?” Gostar aquele amor intenso, profundo e infinito, capaz de nos matar a fome de amor para sempre? E é assim que nos deparamos com a paixão. Quando estamos apaixonados por alguém que não quer nada com a gente, é a morte. Quando alguém se apaixona pela gente e não temos o mesmo sentimento para retribuir também é a morte. E quando nos apaixonamos por alguém perdidamente, achando que o outro nunca vai pensar em você e, de repente , você percebe e descobre que o outro está perdidamente apaixonado por você também. Aquela pessoa que para você é o máximo dos máximos, que quando te dá um oi te faz sentir orgulho em ser cumprimentada, aparentemente tão distante, se revela alguém que só pensa em você, e que tem vergonha de dar bandeira , pois igualmente não imaginava ser objeto de sua paixão.
O primeiro sinal da paixão é a estranheza. A gente vê e fica sem graça. “Até que um dia os olhares se cruzam e é como se uma explosão colorida tomasse conta de tudo.” É impossível fazer um momento durar pra sempre. Os sonhos podem durar muito, mas chega um hora em que a gente quer acordar e ver a nossa vida inteira de novo, por mais que tenha sido gostoso passar um tempinho vendo uma coisa só na nossa frente - a nossa paixão. Normalmente essa separação é fatal. Quando nos apaixonamos só enxergamos o que queremos, o que sonhamos, o que precisamos. E quando volta a vontade de enxergar a vida sem lentes cor-de-rosa da paixão, sem sempre encontramos ali, ao nosso lado, quem esperávamos encontrar.
O amor é em essência movimento. E vale a pena tentar. E quando estamos há anos com alguém, aprendemos o seu jeito. Sentimos saudade da sua risada. Sabemos a hora certa de desviar para não causar atrito. Conhecemos os seus defeitos e qualidades e gostamos desse certo alguém sem tirar nem pôr, do jeito que ele é. Até que um dia um dos dois por alguém motivo vai embora. O que fazer? Quando a vida não parece fazer sentido sem ela, mas sabemos que temo de os separar, ainda que a alma chore, seu corpo inteiro sinta essa dor e o futuro seja uma escuridão no fim do túnel de luz em que o amor vinha te conduzindo.
Perder alguém é estar perdido. A gente nunca sabe se o amor vai voltar a sorrir nos nossos lábios. A gente vê alguém sofrendo, alguém cuja felicidade sempre foi a coisa mais preciosa da vida, e somos a única pessoa que não pode fazer nada. Quando um amor, um namoro, uma história termina, pode-se discutir quanto for que não vai se achar o culpado. Por mais que um seja totalmente errado, os dois dançaram juntos uma música que só pode ser dançada a dois. E quando descobrir em que a alegria que houve foi feita por esse encontro, descobrirão que a dor também foi. “Eu quero muito ser amado. Quero amar muito também.” Quero muito fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Quando vejo duas pessoas se amando de verdade, sorrio, meu time está ganhando. Quando dois amigos se separam dói pra caramba. Mas eu sempre digo que embora tenha acabado nunca foi um fracasso. Tocar a felicidade junto com alguém é sempre uma vitória. Por um momento ou por uma vida. Amar é o que importa. Ou estar amando.
 
LÉO JAIME - FIM DE PAPO - REVISTA CAPRICHO - ANO 39 - NÚMERO 09 - SETEMBRO DE 1992
 
Deu pra sentir o drama, não?
Vida longa aos bons escritores.

sábado, 10 de abril de 2010

Ankle Boot. Like you mean it.

Acho que todo mundo já passou por isso.

Vem uma nova coqueluche da moda. Qualquer uma que a gente não goste a princípio, como por exemplo, calça saruel, que ainda faz muita gente torcer o nariz. Aí de tanto ver na rua, na novela, em produções cada vez mais criativas e bacanas você pensa: vou experimentar uma. E vai. Ou emperra. Depende. Mas ao menos a gente dá uma chance.

Isso aconteceu comigo há uns dois ou três anos atrás em relação a ankle boots.  Achei muito feio. Deve ter sido pelo fato de eu sempre ter amado usar botas de cano longo e desta ser uma das minhas marcas registradas ( e sempre ganho botonas de presente, oba!).

Aqui  cabe um parênteses para  um "Freud explica": Quando  eu era criança ( ando meio nostálgica, isso também) fomos ao shopping, minha mãe e eu ( gente, realiza: shopping em Brasília nos anos 80 era alguma coisa como uma galeria comercial onde tinha mais de um andar, um boteco que vendia coxinha ,huuum, delícia, e um ponto de ônibus na frente) a compra de sapatos. E acho que isso, naquela época, era um evento anual porque eu estava super contente. Daí enquanto eu experimentava alguns congas e Kichutes vi uma moça experimentando uma bota  cafona de doer de salto agulha altíssimo e cano até os joelhos. Mas puxei minha mãe e disse: Mãe, eu quero daquela! Minha mãe, coitada, que é uma dessas almas iluminadas e minimalistas, quase  um monge tibetano, ficou espantadíssima. Enfim, desde que me lembro, sou vidrada em botas de cano alto.

Mas já faz um tempo que sucumbi às de cano baixo- em nome da classe geral das botas- e andava experimentando várias. Nenhuma  ficava boa. Ou engordam, achatam, engrossam a coxa ou me fazem sentir ridícula tipo uma paquita da Xuxa. Por acaso tentei mais uma e esta, de diferente das outras, honrava seu nome de batismo: dava exatamente na altura do ossinho do tornozelo e reparem que grande parte das chamadas ankle boots termina em alturas veriadas da canela, baixas, mas distintas. 

Mas terminar à altura do calcanhar fez TODA a diferença ! Nada de cortar a canela nem ao meio e enm em lugar nenhum. Acho que ajudou também o fato dela ser num tom camelo ( mais próximo ao tom de pele) e não preta.

Imediatamente entendi que ankle boots  tem de ser como havaianas: as legítimas.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Going Vain coming back: Duane Reade da Herald Square, NY

Piso superior da Duane Reade Herald Square, devidamente realçado pelo meu talento no Paintbrush


Ok, então você viajou pra NY. E está gastando os tubos com hotel em Manhattan (onde um quarto em qualquer pé sujo não sai por menos de US$100 na baixa estação), com comida (a não ser que você esteja vivendo de pizza, porque lá UMA banana custa US$1) e com outras coisas, porque NY, não se enganem, é uma cidade CARA. Daí que não sobra muito dinheiro pra fazer balada. Mas se você é uma louca por cosméticos, sempre dá pra fazer uma festinha em certas lojas depois da janta. Nem que seja só pra olhar!


Claro que tem a clássica Sephora... a maioria das lojas abre domingo e fecha tarde, especialmente nas vésperas de datas comemorativas. Sim, eu brinco que a Sephora praticamente não tem porta. Mas se você curte gastar pouco e, como eu, adora uma farmacinha, a Duane Reade de Herald Square (fica mais ou menos ali na Broadway, entre as ruas 36 e 34 e ao ladinho da Macy's) é a sua praia: tem um andar só de cosméticos, com todas as marcas que a gente ama, e melhor, ficar aberta 24 horas, caso você queira ir comprar um esmaltinho no meio da noite :)


Parece brincadeira, mas terminar o dia nessa loja pode ser uma ótima pedida. Too Faced, Revlon, Maybelline, Cover Girl, Milani, Rimmel, L'Oréal, John Frieda, Pop, Essie, OPI, Burt's Bees, Paul Mitchell, Kérastase, St Ives, NYC Color, Sally Hansen são apenas algumas das marcas que você encontra por lá. Essa Pop, por exemplo, eu nunca tinha visto: ela tem paletas fofíssimas, tanto de sombras quanto de blushes, sem contar os cílios postiços. Uma outra marca que a boba aqui esqueceu o nome tem seus produtos inspirados em bebidas. Na mesma loja você encontra ainda acessórios dos mais diversos, como pincéis, curvex, e até almofadinhas de silicone para proteger os ombros do atrito com as alças do sutiã. Legal, né?


Uma coisa eu PRECISO dizer: se você garimpar, consegue sim achar alguns preços mais baixos em outros estabelecimentos da cidade do que os praticados pela rede Duane Reade. Por exemplo eu, que numa drugstore pequena achei Essie e OPI por 50 cents mais barato - o que pode fazer diferença dependendo de quantos esmaltes você tá a fim de comprar. Mas nesse caso, a Duane da Herald Square serve também pra quem não curte ficar pesquisando e quer resolver todas as compras num só lugar: a variedade de marcas e produtos é absurda, e dificilmente você não vai encontrar aquilo que está procurando.


Exemplos de preço? Vamos lá: OPI por 8 dólares, Essie por US$7,50, quartetos Rimmel por 5 dólares, duos de sombra L'Oreal HIP (essa linha da L'Oréal é fantástica!) por 8 doletas, shampoos John Frieda por mais ou menos 7 dólares cada, barrona de sabonete Shea Moisture por 5 dólares. Os preços da Too Faced são iguais aos da Sephora. Ah, mesmo que você não more na cidade, pode fazer um cartão fidelidade da loja, que funciona no esquema acúmulo de pontos a cada compra. Além disso, há algumas promoções somente pra quem tem o cartão. É só perguntar para um atendente. As chances de ele ser simpático com você são praticamente nulas, mas não leve pro lado pessoal: em NY a coisa funciona assim mesmo!!!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Favor sentir pena de mim. Grata.

Eu não sei que diabos as pessoas tem contra o sentimento de pena. A gente costuma ouvir : "Prefiro que tenham raiva do que pena de mim" ou " "Não me obrigue a sentir pena de você", ou ainda : " Dessa aí eu não tenho nem raiva, tenho é pena mesmo".

O que seria o sentimento de pena, de dó, se não a própria compaixão, a solidariedade, o amparo ? Pena é colocar-se no lugar do outro e imaginar ( na maioria das vezes o sofrimento do outro é maior na nossa imaginação, ufa!)  a sua dor. Pena é quando a gente sai de toda esta veneração do ego para fazer o que há de mais bonito a se fazer: ser humano. Seja na posição de doador ou de receptor porque quem é vivo já sabe que isso tanto faz, um dia é da caça e outro do caçador. O importante é movimentar o amor. Por que então é tão ruim ser eventualmente a caça do dia?

Eu não me importo que sintam pena de mim, se alguém porventura pensa ( e parece que pensa) que isso me ofende. Muitas amizades e amores verdadeiros começam assim: da pena. Claro que cada um dá o nome que quer a este sentimento, e o nome já diz o valor que a pessoa vê ali.  Pena é tão indesejável que a palavra, no meu entender, já sai com uma carga pejorativa. Eu prefiro chamar de identificação. Não participo desta corrente pró-orgulho, viva o ego e salve-se quem puder mas de preferência que seja eu. Se estou por cima, piso, se estou por baixo, sou um derrotado e o que me resta é puxar-saco dos superiores até que eu tenha a chance de pisar em alguém. Eu, hein...

Eu gosto que se identifiquem comigo e isso só é possível quando somos de um tamanho que não assusta.

Por favor, sintam pena sim e não tenham medo de se aproximar.

Acho que um dos grandes aprendizados da vida é saber receber. Sem auto-comiseração, sem humilhação. Receber  só porque isso é encontro. E doar só porque isso é natural - quem tem dá e quem precisa, recebe. Até a próxima curva da estrada.
Avante a fragilidade, meu povo.
Frágil sem vergonha é o próprio nome da coragem.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Tadá!! (Resenha do Blush Orgasm, da Nars.)

A Joo, nossa colunista titular do Going Vain, tinha mais o que fazer esta semana ( não, não era louça pra lavar e nem dever de casa, gente, era uma ronda básica na Sephora de NY, sabem como é, controle de qualidade.) e vocês então terão que se contentar com minha resenha do que, do que, do que? Do Blush ORGASM, da Nars.

Acho que este é o produto de maquiagem mais resenhado do universo. Basta perguntar ao Dr. Google e você verá a quantidade de respostas. Ainda assim, eu, e você também, temos direito a nossa opinião. Eu acho.

Pois então, o ave, ave adorado e idolatrado Orgasm é um bom blush. Na verdade, se você não tem nenhum e quer ter apenas um e de boa qualidade ( ah, como eu admiro o minimalismo!) vá de Orgasm.  Ele é ótimo. Porque:

  1.  Ele é de um cor-de-rosa alaranjado, chamam de pêssego, com brilho sutil dourado. Ou seja, se vc é branquinha, ele vai funcionar. Se vc é moreninha, vai ficar bacanérrimo também. Frustration free.
  2. É quase (ênfase no quase) impossível exagerar ou errar na dose com este blush. Ele tem uma espécie de revestimento que inibe ( inibe, mas não impede) que as partículas de cor se acumulem umas sobre as outras. Ou seja, mesmo se vc pesar a mão, depois de um certo ponto, ele não colore mais. Assim, se vc ainda é das que tem medo de ficar com carinha de palhaço usando blush, ele é para vc.
  3. A embalagem é o máximo. Fininha e emborrachada. Cabe em qualquer bolsa, se cair não acontece nenhum desastre, aliás, resumindo, esta é a grande qualidade deste blush: ele é a prova de desastres.

Eu tenho o Orgasm e usei hoje, por isso me lembrei de resenhá-lo. Mas quase nunca uso. Não usava há ,sei lá, 6 meses. E sabem porque? Vamos lá:
  1. Se voce tem um pouquinho de habilidade com auto maquiagem, o Orgasm é um blush chato. Ele nem é rosa o suficiente para dar o efeito boneca e nem alaranjado o suficiente para dar a impressão de um bronzeado de verão. Você sempre vai escolher a segunda opção. Mas enfim, como todo mundo fala tanto deste blush ( ele é o mais vendido da Sephora pelo menos desde 2003) a gente que gosta do assunto é meio obrigada a comprar.
  2. A Nars faz outros blushs, sabiam? Um monte deles.  Alguns incríveis. Eu prefiro os cremosos. Aliás, me perguntem sobre o melhor blush em creme ever e eu direi: o Penny Lane,da Nars. Começando pelo nome, passando pela textura de creme leve, fácil de espalhar mas não é úmido, hidratante sem ser oleoso e chegando ao clímax da cor: rosa nude matte. O Costantinople , tem uma cor super forte na embalagem, o que é ótimo, porque passando só um pouquinho você consegue uma boa dose de cor, rende muito e a cor, na pele, é bem linda.