Imaginem a seguinte situação.
Sua casa pega fogo.
A enchente invade seu cafofo.
Você foi premiado com a infeliz coincidência de ser o proprietário de um apartamento num edifício de nome Palace II ou algum outro que tenha tido um destino similar.
Não que a gente precise de nenhuma mãozinha na hora de se compadecer com vítimas destes acidentes, não mesmo. Mas ter passado por algo remotamente parecido me faz atentar ainda mais para estes pequenos grandes dramas das nossas insignificantes porem essenciais vidas privadas.
Fotos, documentos, panelas, escovas, rodo, prendedores. Sapatos, sapatos, bolsas, pulseiras e cremes. Quadros, xícaras, velas. Sua coleção de whatever quem se importa além de você?
A novidade boa é que realmente não precisamos de nada disso para sobreviver.
Mas que ficamos meio sem rumo e sem graça sem nossas coisas, ah, isso também.
Amanhã vou reencontrar meus pertences depois de exatos 11 meses e 20 dias. Estou emocionada porque nem me lembro mais de como é ter coisas. Quem será que eu era? O que será que me tornei?
Teremos pistas, em breve. E dá-lhe BRECHÓ: vai ficar vitaminado.

Maura,
ResponderExcluirQue legal que as suas coisas estão chegando! Eu sinto uma emoção quando reencontro as minhas, depois de alguns dias de viagem... quem dirá meses!
Beijos