Acorda a mãe com safanões e com a corda toda.
A mãe, pobre criatura, cambaleia enquanto procura os óculos, toma o remédio porque ou é agora ou nunca, e já sai desesperada para preparar a mamadeira porque a pequena criatura não só acorda cedo e animada, como morta ( ou assassina) de tanta fome.
Faz mamadeira, dá mamadeira, tira o pijama, troca a fralda, põe a roupa, escova os dentes, arruma a sacola, amarra na cadeirinha do carro e leva pra escola. Tudo isso sob a trilha sonora de fundo que é o mantra das mães. Tem pequenas variações mas é mais ou menos assim: " não pode não morde não senta não deita não come não grita não pode não tira não põe não começa". O refrão seguinte consiste em" morde, come, senta deita, fala, tira, anda, pára, vem, deixa." e suas veriações ad infinitum.
Aí você deixa a criança na escola, não sem choro e não sem empregar uma boa meia hora de convívio social com o maternal.
Volta pra casa, troca de roupa - sim, eu durmo com moletom híbrido pijama e saio de casa sem nem pentear o cabelo, e daí?-, toma café - se der- , corre pra academia e vai correr, malhar e ainda acha gostoso: pra quem vive sob rígida disciplina de batalha no comando de um pequeno ditador, malhar é fazer cócegas.
Depois você vai ao supermercado, vai ao banco, resolve pepinos variados e busca criaturinha na escola e corre pra casa. Dá almoço ( aff, isso sim é tortura, alguém já avisou os chineses?) e tenta almoçar. Dá banho, brinca um pouco ( sempre com a trilha sonora mode on, claro) e coloca pra dormir- não pacificamente, se é que vocês me entendem. Engole um café, se arruma como dá, e corre pra sair de casa antes de 13:30h.
Chega do trabalho, brinca de pega, brinca de cavalinho ( eu sou o cavalinho, pra deixar bem claro), passeia de bicicleta, faz o dever de casa, assiste DVD, canta as musiquinhas da escola, as musiquinhas das princesas, as musiquinhas do Cocoricó e é hora do jantar. Como tortura uma vez ao dia é pouco na ditadura infantil, lá vamos nós brigar e dar piruetas para conseguir que uma única colherada atravesse a goela.
Outro banho, mais brincadeira, chamego, faz mamadeira, bota pra dormir.
Respondo emails e navego na internet e vou dormir me perguntando: o que as outras pessoas fazem de tão importante?
Eu ♥ ser mãe.

Ha ha ha! Quero ver quando for comigo! Quero muito ter uma coisinha dessas pra ser "a coisa mais importante da minha vida".
ResponderExcluirLindo texto!
Beijos
Oi querida, estou passando para divulgar meu mais novo bazar, agora só para trocas, o "Boneca de Pano Trocas" se vc faz trocas ,e de um alô para trocarmos link!!!
ResponderExcluirBjks!
http://bonecadepanotrocas.blogspot.com
furutakaori@gmail.com
Maura, adorei a descrição acuradíssima de um dia típico de mãe! Vc, como sempre, perspicaz em suas percepções e em sua maneira de escrever!
ResponderExcluirBeijossss