domingo, 15 de agosto de 2010

James Campbell Black+Emily Black+Charlotte Black+Diane Black

Numa das minhas encarnações pregressas eu fui babá de três lindas crianças inglesas.

Foi um dos empregos mais marcantes que tive, já que cuidando destas três crianças e - principalmente- me relacionando com a mãe delas, aprendi um pouco do ofício de maternar.

Diane não me conhecia. Numa única entrevista de emprego olhou nos meus olhos e me contratou, eu, aquela fedelha brasileira, sem experiência, estrangeira, sem referências, eu  mesma fiquei chocada. Tempos depois ela me confessou que viu o afeto que transparecia na minha aurea, ela era mística, mística e sábia, minha patroa inglesa. Ainda assim, agora que teno uma filha, admiro ainda mais o seu voto de confiança.

E assim se deu: contratada e bem paga lá fui eu, cuidar de TRES crianças durante o período da manhã, de tarde eu estudava. E só Deus sabe como eu conseguia. No meu primeiro dia cheguei nervosa e tiritando de frio - 6 h da matina, em pleno inverno, não era pra qq um- e  ela me ofereceu um cup of tea, chá preto, que eu nunca tinha tomado e desde então, nunca mais passei um dia sem tomar. E enqt tomávamos ela me explicou como se trocava as fraldas de James, o caçula, e tudo mais que eu deveria fazer. E alguma coisa nela era tão familiar, quentinha, maternal mesmo, que eu simplesmente achei que era capaz de fazer tudo aquilo. Ela me deixava à vontade e, ao bem da verdade, era uma mãe pra mim também.

Logo que eu chegava ela saia para a ginástica- sim, às 7 da manhã, no inverno- e eu aprontava as meninas para a escola, em geral com James montado nos meus ombros. Depois eu as deixava na escola, de ônibus ou a pé, dependendo do clima, e voltava com James. Passávamos pelo parque e dávamos biscoitos aos esquilos e tomávamos muito suco de maçã. Fazia ou comprava o almoço do pequeno- que era muito fácil, ele só comia nuggets de frango ou ovos de codorna, às vezes, se estivesse de muito bom humor, comia um sanduíche de peanut butter&jelly ou um pedaço de queijo cheddar. Colocava-o para dormir e então abria a porta para a faxineira porto riquenha que ficava a postos até ele acordar.

Depressa descobrimos, pela afinidade um tanto gratuita, que James e eu fazíamos aniversário no mesmo dia, ele tinha acabado de completar 2 anos.

O tempo passou tão rápido junto deles, que fizeram minha estada em Londres muito menos severa do que poderia ter sido. Quando eu voltei para o Brasil só não foi mais difícil porque eles também estavam se mudando para os EUA. E, naquela época, sem saber o paradeiro que teriam, Diane me deu apenas o email dela. Pela falta de prática, ela escreveu alguma coisa errada no endereço e eu, mesmo tentando todas as combinações possíveis no Google, nunca mais consegui contactá-los, chego a me perguntar se de fato existiram. Adoraria revê-los, o pequeno Jim Campbell deve ter agora 14 anos.

Tive a idéia deste texto porque andei lendo sobre técnicas de otimização do resultado de pesquisas no Google e fiz um título mais preciso para esta postagem.

So, if you think you are or you might know someone who may be the Campbell-Black family ( John and Diane Black and their children: Emily Black, Charlotte Black and James Black) from New York, EUA, who lived in London, England  between 1996 and 1999, please  kindly leave a message. Thanks in advance.

4 comentários:

  1. Oi. Tudo bem? Leio seu blog sempre e adoro. Já quase comentei várias vezes pra falar que a minha mãe também chama Inês, mas nunca tinha mais o que falar e parecia meio besta falar só isso.
    Mas eu tava lendo seu texto e pensei numa coisa. Você já procurou essa família no Facebook e afins? Porque se são adolescentes é bem possível que estejam em alguma rede.
    E você disse que procurou no Google, eu entrei e fui ver se aparecia perfil em Orkut e talz. Digitei meu nome pra testar e não apareceu meu Twitter, meu Orkut nem Facebook... Vai que você acha.

    Boa sorte. =)

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  2. Oi Alice! Que legal saber que sua mãe se chama Inês!
    Quando escolhemos este nome para a Inês estávamos morando fora e eu nunca imaginei que seria um nome tão raro por aqui ( já que na França, Espanha, Portugal, etc, é um nome bem comum!), adoro encontrar "xarás" pra minha Inês.Eu já tentei o facebook mas pra complicar a situação este nome James Black, é um nome muito comum.
    Obrigada pela dica, vou continuar tentando!

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  3. Às vezes esse desencontro era para ser. Não sei, como algo para ficar bem lá no fundo da sua memória, dos três sempre crianças.
    É claro que achá-los, ainda mais depois de todo esse tempo seria incrível. Torço!

    Mariana, eu que sempre leio, admiro e nunca comento.

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  4. Também acho que talvez deva ser assim, sem continuação.
    Só você mesmo para ter essa boa memória do trabalho de babá, de Londres, dessas pessoas. Que excelente pessoa que você é.
    beijos

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