terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A saga da Mônica (para nós baixinhas e ligeiramente acima do peso)


A gente (  traduzindo: ao menos eu) já leu e releu nas revistas Claudia da vida, já viu a reportagem da Glória Kalil para o Fantástico, já  até prestou atenção nas dicas do Jornal Hoje de como alongar e afinar a silhueta. Acontece que nada nessa vida funciona melhor do que tentativa e erro. Nada como a voz da experiência, para além dos lugares comuns. M a s t i g a d i n h o, vem ver:


  1.  Não adianta tentar me convencer com espessuras, texturas e padronagem. Listras horizontais engordam e ponto. Se na blusa, aumentam a barriga. Na calça ou saia, encurtam e engrossam as pernas. Se vc é como eu e mais 9 trilhões de mulheres, não deseja este efeito. Mas existe porém um grupo seleto no qual este efeito cai bem. Sortudas.
  2. A cintura alta emagrece? A cintura alta engorda? Na verdade, a única coisa que eu noto é que a cintura alta aumenta os seios - o que para mim significa engordar, mas não da cintura pra baixo como se imagina.  E  roupas justas, sejam com a cintura onde vc quiser, marcam as gordurinhas e salientam tudo. Se vc já tem seios fartos, cuidado para cintura alta não passar do umbigo. Sorry, é a realidade.
  3. Invista nas pernas, é o meu conselho de amiga. Malhe, nade, caminhe, trate as varizes, mantenha-as depiladas. Uma baixinha não é ninguém sem boas pernas. Deixá-las a mostra em shorts e saias curtos alonga a silhueta e emagrece instantaneamente. Fora que, com pernas bonitas a mostra, quem é que vai reparar na barriguinha?
  4. Um decote V resolve quase tudo. Insinua o que não existe, tira a atenção sobre o indesejável. Alonga o colo e deixa os ossos do torso expostos. Ossos. É o que queremos, não?
  5. Suma ( ou suba) com este cabelão. Pescoço exposto tem um efeito alongador miraculoso. Um corte ousado seeeeeeeeempre melhora a  vida da gente, palavra de camaleoa. Mas se vc é apegada, coques e rabos altos podem resolver.
  6. Os cintos. Cintura marcada emagrece ou engorda? Há discordâncias. Às vezes percebo que engorda, faz a barriga saltar, especialmente no caso dos cintos grossos. Prefiro-os em cores mais vibrantes ou contrastando com looks monocromáticos de maneira que a CINTURA chame atenção. E não o que está ao redor dela. Já os cintos finos, na minha opinião, são quase a prova de erro. Será?
  7. Eu não uso calça estampada. De nada.  Nem brilhosa, nem colorida, nem molhada. Não quero ninguém vendo florzinhas ou bolinhas na minha bunda, ok? Se não quero evidenciar coxas e bumbum, porque haveria de "decorá-los"? Se forem saias e se estas forem leves e rodadas, posso avaliar a proposta. Mas prefiro que não.
  8. Ok, eu sou adepta, mas admito: sapatos sem salto não são os ideais para nós. Eu vivo de sapatilha e choramingando cada vez que passo por um espelho e vejo minhas coxas grossas. Quando coloco um salto mínimo me sinto tão melhor e mais elegante que não sei porque não adoto definitivamente. Estou tentando aderir aos saltos baixos do tipo anabela no dia a dia. São igualmente confortáveis.
  9. Vamos esquecer a calça capri. Esquecer que ela um dia existiu. Aliás, ela e tudo cujo comprimento bater no meio da canela. Para nós, no máximo na altura do ossinho do tornozelo. Se for com sapato da cor da pele, melhor ainda.
  10. Por fim, a cereja do sorvete: blusa de gola alta. Eu amo. Acho lindo. Mas deve ser a coisa que mais engorda e achata na face da terra. Aumenta os seios, a barriga e tudo que a gente não quer. Usemos com moderação, ok?
Mais alguma Mônica quer acrescentar algo sobre o assunto?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Sometimes I fear

That if I, all the sudden, stop to look back

I won't be able to hang on.

Will I ever be able to trust people again?

Will life ever make sense again?

I was so, so peaceful and so fullfilled by my life choice, how can I ever dare to dream another dream ?

How much of the strength I thought I had came straight from the belief that I, among all people, had found love?

You know what they say

"Shit happens"

"Show must go on"

Or even : " Happens everyday"

It seems to me that green Aliens have taken over human minds, all of them.

Come on people, the nonsense is the new sense.

Welcome, princess. The sureal is your new real.

Get on it.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Alguém aguenta?



FOFURICE de mamãe!!!

Lo ve me or le ave me?

If you wanna hang up

Don't worry, I have huge hooks dangling from strong strings.

But if you wanna let go, worry even less.

I've got a hard to find free soul.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Amir Slama para C&A



O Amir Slama, que criou a marca Rosa-chá , fez uma coleção de beachwear para C&A que está super bacana, peças básicas com pequenas ousadias. E o melhor, estão vendendo online e ainda tem muitas peças disponíveis! O preço a gente já conhece né, viva a moda ao alcance de todos.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Vintage mistakes

Tem uma frase que sempre que eu leio ou escuto me causa uma sensação muito engraçada: "Eu amo o vintage".

É uma frase generalista demais  para ser tão disseminada e reproduzida com tanta naturalidade, sempre me causa calafrios. Porque dizer eu "amo tudo que é vintage" significa tb correr o risco de se aproximar demais de manifestações culturais e históricas que influenciaram a moda mesmo sendo nefastas, como primeira guerra mundial e as calças, ou os tempos da ditadura e seus maiôs,  ou de estarmos fora do mercado de trabalho e condenadas a assar bolos - cupcakes? - eternamente, ou da vida sem anticoncepcional e sem sutiã, e por aí vai. Mesmo dentro do contexto da estética vintage, estritamente, há coisas que jamais pensaríamos em prezar  a não ser que sofrêssemos uma lavagem cerebral turbinada por milhões de dólares ( e como isso é frequente...) como, sei lá, o corte de cabelo à la Chitãozinho e Xororó, por exemplo.


Eu fico especialmente incomodada porque se fôssemos rotular o meu estilo de vestir eu acho que rapidamente ele seria qualificado como vintage. Mas eu sou do tipo de pessoa que acha que existem duas categorias de roupa no mundo: as bonitas e as feias. O que é bonito, sempre vai ser. Estampas de bolinha, cinturas marcadas,  cintura no lugar da cintura, rendas, alfaiataria, saias godê, vestidos pretos, mini florais,  influências militares, colar de pérolas, óculos escuro modelo Jackie O., etc. E o que é feio, minha gente, que me desculpem as wet leggings e saruels da vida: é feio. E não adianta chamar de vintage e empregar milhões e milhões de dólares numa "releitura" do neon ou dos óculos de grau dos nerds dos anos 80 ( by the way, para quem de fato foi nerd e míope nos anos 80 e obrigatoriamente teve que usar os óculos da Ugly Betty por falta de opção, esta modinha chega a ser ofensiva) pregando  que "os anos 80 são o novo vintage".

Ainda hoje sinto uma espécie de vergonha alheia quando vejo alguém usando um wayfarer, a mesma que sentia até alguns anos atrás quando confrontava minhas próprias fotos da adolescência. Outro dia fui ao clube e tinha uma senhora moderninha usando viseira e óculos colorido, mal pude olhar pra ela. Nunca vi ninguém ao vivo com uma wet legging mas acho que de tão constrangida ficaria chateada. Nos anos 80 não havia sido inventado ainda o cotton-spandex - a cujos inventores devemos nossa alma mas ao contrário disso, os renegamos em nome do new vintage - que é o que salva nossa vida em muitos sentidos. Até então tínhamos que nos contentar com as camisetonas largas ou a lycra. Sim, por isso tudo que era justo brilhava. Porque não tínhamos escolha.

A humanidade vai encontrando saídas, tecnologias que fazem o mundo mais fácil e mais bonito. Mas quando finalmente isso, pelo qual tanto se batalhou  e em que tanto se investiu, torna-se acessível a todos, ah não pode, o bonito é  a releitura do retrocesso.

Eu não apregôo o vintage, apesar da minha alma canceriana. Eu amo o tecnológico e a vanguarda que conservam e melhoram a beleza e a elegância.

Don't get me wrong.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Picking my movies


Hoje assisti dois filmes inúteis. Um era um pouco melhor do que o outro mas essencialmente o mundo poderia passar tranquilamente sem eles. Um se chama Bride Wars.  Basicamente são duas moças bonitas e lindos cenários nova-iorquinos. O outro se chama "The Proposal" . Tem um roteiro mais consistente e uma boa atuação da Sandra Bullock. Mas o fato é que na sequência - estou tão orgulhosa de mim, passei a gravidez e o primeiro ano da Inês sem assistir um único filme, estou tirando o atraso na minha cultura cinéfila - assisti o novo  filme do Woody Allen que se chama "Whatever works" . Elegantíssimo. Genial. A fina flor da sensibilidade sobre a percepção da nossa contemporaneidade, e olha que é uma comédia. Mas sabe... Concordo com o Allen. Chega uma certa época na vida  em que nossos parâmetros de julgamento sobre todas as coisas mundanas simplesmente não servem mais pra nada. Já vimos de tudo.  E vale mais o que funciona para nós. Eu sei, Woody, desculpe, se serve de consolo, nós, neurastênicos de carteirinha, te amaremos para sempre. Mas o "whatever" do meu "work" no momento é mesmo um bonito e fútil. Termino de assistir e tenho vontade de  correr 10 km às 6 da manhã para emagrecer e ficar linda como as protagonistas, e, com um pouco de sorte, me ajeitar com um belo galã. E claro, fico obcecada enquanto não descobrir de que marca é aquela bendita bolsa maravilhosa. Isso é vitalidade, leva a gente pra frente, quem precisa de sentido? I'll stick to the useless for a while.

P.S: Não sei o nome dos filmes em português porque compro e assisto pelo iTunes.