Hoje assisti dois filmes inúteis. Um era um pouco melhor do que o outro mas essencialmente o mundo poderia passar tranquilamente sem eles. Um se chama Bride Wars. Basicamente são duas moças bonitas e lindos cenários nova-iorquinos. O outro se chama "The Proposal" . Tem um roteiro mais consistente e uma boa atuação da Sandra Bullock. Mas o fato é que na sequência - estou tão orgulhosa de mim, passei a gravidez e o primeiro ano da Inês sem assistir um único filme, estou tirando o atraso na minha cultura cinéfila - assisti o novo filme do Woody Allen que se chama "Whatever works" . Elegantíssimo. Genial. A fina flor da sensibilidade sobre a percepção da nossa contemporaneidade, e olha que é uma comédia. Mas sabe... Concordo com o Allen. Chega uma certa época na vida em que nossos parâmetros de julgamento sobre todas as coisas mundanas simplesmente não servem mais pra nada. Já vimos de tudo. E vale mais o que funciona para nós. Eu sei, Woody, desculpe, se serve de consolo, nós, neurastênicos de carteirinha, te amaremos para sempre. Mas o "whatever" do meu "work" no momento é mesmo um bonito e fútil. Termino de assistir e tenho vontade de correr 10 km às 6 da manhã para emagrecer e ficar linda como as protagonistas, e, com um pouco de sorte, me ajeitar com um belo galã. E claro, fico obcecada enquanto não descobrir de que marca é aquela bendita bolsa maravilhosa. Isso é vitalidade, leva a gente pra frente, quem precisa de sentido? I'll stick to the useless for a while.
P.S: Não sei o nome dos filmes em português porque compro e assisto pelo iTunes.


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