quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Assunção, Paraguai. Por Erika Berbert



ASSUNÇÃO
A cidade das compras no Paraguai é mesmo Cidade Do Leste, que fica a 350 km da capital.


Aqui em Assunção, o comércio não é o forte. Dá para encontrar eletrônicos a bons preços, mas se você procura roupas, sapatos, etc. o melhor é voar para Buenos Aires.  À exceção de lojas esportivas, como Nike, Puma, Adidas, não há lojas de grifes por aqui e nem muitas opções de lojas de departamento.


Por outro lado, há um detalhe interessante: os produtos brasileiros, em geral, têm preços bem mais baixos depois que atravessam a fronteira. Crocs  made in Brazil, por exemplo,  custam 24 dólares aqui, enquanto que no Brasil saem por mais de 70 reais. Então dá para fazer uma boa economia se você for a lojas brasileiras e há várias delas por aqui: Hering, Arezzo, Dumont, Liz, etc.


Sabe outra coisa que compensa muito aqui? Os salões de beleza! Há por toda parte e é bem mais barato que no Brasil. Mesmo nos salões mais modernosos, dá para fazer escova, pé, mão e depilação completa por menos de 100 reais. Bom, né?


RESTAURANTES


Hacienda Las Palomas.  Esse restaurante mexicano, que também está no Uruguai, é um dos lugares mais badalados daqui. Para não dar viagem perdida, é bom ligar e fazer reserva (021 605111)
Quebracho. Um bom lugar para comer carne. É um restaurante pequeno e com ambiente tranqüilo. Uma opção para sair para conversar, levar os sogros, etc. Nada a ver com a descontração e as margueritas do Hacienda.
Piegari. Esse restaurante italiano, uma filial do que tem em Buenos Aires, é excelente! Foi inaugurado em 2008 e acho que não fecha mais! É caro para os padrões daqui, mas é uma boa opção para um jantar a dois ou com amigos.
Quattro D. é uma sorveteria bem bonita, grande e clean. Oferece também várias opções de sanduíches, crepes, sucos.  Ótimo lugar para fazer um lanche.

A M I G A S/ S.A.



Há uma comunidade no orkut que diz assim: "Os melhores amigos do mundo são os meus". E eu não entro neste mérito. Porque amigo de verdade é coisa sagrada nessa vida e ninguém está aqui para discutir quais são os melhores.

Agora, de uma coisa eu tenho certeza: eu tenho as amigas mais elegantes, belas e autênticas do mundo. Cada uma delas com uma sabedoria rara e um brilhantismo diferente, todas muito altivas e especiais. E foi pensando nelas e em celebrar a nossa amizade que as convidei para escrever uma sessão especial aqui no blog, que eu batizei muito literalmente de Amigas da Maura. O "Amigas da Maura" será uma coluna temática, a cada rodada um novo tema que decidiremos conjuntamente - aceitamos sugestões - e o que estas mulheres incríveis tem a dizer sobre eles.

Para começar a apresentá-las apropriadamente é preciso dizer que cada uma das minhas meninas mora em um lugar diferente do mundo, ou porque estão a serviço do Brasil no exterior ou simplesmente porque estão fazendo um mundo melhor. Isto explica também a razão pela qual decidimos estrear a coluna justamente com um pequeno guia de consumo de cada cidade de onde cada uma delas escreve. Como são lugares off-road, fora do circuito turístico mais banal, as dicas são quentíssimas e muito interessantes

Quem estreia o espaço em grande estilo é minha querida amiga Erika Berbert. A Erika é nutricionista, mamãe da Lara e do Lucas, antenadíssima, uma das pessoas mais cheias de energia e luz que eu já conheci, carinhosa, querida e saudosa e escreve de Assunção no Paraguai.


Bem-vinda, Amiga!!!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Axé Rehab



Gosto do Marcelo Camelo. Mas o meu problema é que eu gostava dele assim, meio platonicamente, como uma boa teoria, porque ele me parecia sensível e desajustado e eu nutria uma espécie de solidariedade gratuita por ele. Mas até então não havia uma de suas canções pela qual eu fosse absolutamente enlouquecida.
Pois então, aprendamos com Marcelo: nas horas em que o excesso de talento está empatando a vida, apele para Ivete Sangalo. Nada como um pouquinho de pop para melhorar os social skills dos poetas, hein?

Teus olhos.

Sobre a nostalgia de fronteiras (ou porque não há globalização psíquica).

Muito se fala por aí de globalização. Tanto que  até eu que costumo ser uma alienada política sei o que significa este termo, quer dizer, tenho alguma idéia daquilo a que ele alude.
Eu nunca dou muita importância aos temas debatidos em política e economia por pura presunção. Eu carrego a firme convicção de que tudo neste mundo é de origem psíquica, afetiva ou simbólica. Então meio que não me digno a me envolver com estes temas menos estruturais.

Ultimamente, porém, tenho desenvolvido uma  nova linha teórica que explique a minha antipatia por este entusiasmo em relação à globalização: as fronteiras psíquicas são indissolúveis. Ao menos, até onde pretendamos continuar nossa existência de seres individuais aculturados. Tenho pensado nisso pelo contraste que observo entra a experiência real e a realidade interna de se mudar de país. Já que, concretamente, em tempos de globalização e alta tecnologia, trocar de país é muito fácil. Um passaporte, um vôo mais ou menos longo mas de qualquer maneira beeeeeem menos longo do que a viagem de pau de arara de São Paulo à Teresina e voilà, estamos em outro país, circulando ( e consumindo) livremente em língua e clima estrangeiros.

Mas a experiência do estrangeirismo, esta acho que os maquiavélicos chefões do mundo globalizado não vão conseguir comprar. Pode-se exterminar as diferenças de moeda, língua e até, com o tempo, bastante tempo, pode-se chegar a uma cultura mais ou menos comum, creio eu. Mas a necessidade que sentimos de nos diferenciar do estranho para nos estruturar e para nos mantermos estruturados é insubstituível.

Organizar este mundão de Deus entre o que me é familiar e o que me é altero é a função mais básica do psiquismo. Eu acho mesmo é que a globalização só aumenta e dificulta nosso trabalho psíquico solitário. E além disso  enriquece a indústria psicofarmacológica. Porque haja ataque de pânico para sustentarmos sozinhos tantas fronteiras em decadência.

Bom dia, comunidade!



Não brinco carnaval há muitos anos, mas adoro a idéia do carnaval. A suspensão temporária do superego, o relaxamento das divisões entre classes sociais, a oportunidade de se fantasiar e por um dia ou dois  e se colocar no lugar do "outro", o clima amistoso e tradicional do carnaval de rua.
Aquecendo a bateria!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

We are the world



Vocês conhecem a Threadless? Eles são um pessoal que se organiza para serigrafar ilustrações super modernas e diferentes em camisetas da American Apparel. É alguma coisa bem democrática, periodicamente há concursos entre os designs que serão escolhidos para imprimir as próximas camisetas e todas as séries saem com edição limitada. Porém, há uma espécie de ouvidoria e quando há um número X de pedidos, eles reimprimem aquela série.
Introdução feita, uma dupla de designers da República Dominicana foi escolhida para fazer o design de uma camista que terá 100% do seu valor convertido para o trabalho da Cruz Vermelha no Haiti.  Teve um pessoal que doou as camisetas e outro que se encarregou das tintas. Isso mesmo. Nada de McDiasFelizes e suas miseráveis porcentagens. A camiseta é linda, inspirada na arte de rua haitiana e tem os dizeres "many hands make the load lighter".
E eles entregam direitinho no Brasil ou em qualquer lugar do mundo.

*Aproveitando a deixa, se alguém ainda não sabe, os pontos de arrecadação de alimentos aqui em Brasília são:
no plano piloto - das 9 às 19 hrs nas administrações das quadras militares 102, 306 e 113 norte; 115 e 209 sul. informações pelo 8172-8478

*Para doações em dinheiro:
embaixada do haiti no brasil - banco do brasil, ag. 1606-3, CC 91000-7, CNPJ 04170237/0001-71
cruz vermelha - HSBC, ag. 1276, CC 14526-84, CNPJ 04359688/0001-51


"I carry the sun in a golden cup"



Por divergências políticas óbvias tentei com todas as forças desgostar da Carla Bruni. Era tarde demais. Não foi possível.

Como é possível não gostar de alguém que  escolhe cantar, não qualquer uma, mas ESTA poesia de William Butler Yeats ?


"Come, let me sing into your ear;
Those dancing days are gone,
All that silk and satin gear;
Crouch upon a stone,
Wrapping that foul body up
In as foul a rag:
I carry the sun in a golden cup.
The moon in a silver bag.

Curse as you may I sing it through;
What matter if the knave
That the most could pleasure you,
The children that he gave,
Are somewhere sleeping like a top
Under a marble flag?
I carry the sun in a golden cup.
The moon in a silver bag.

I thought it out this very day.
Noon upon the clock,
A man may put pretence away
Who leans upon a stick,
May sing, and sing until he drop,
Whether to maid or hag:
I carry the sun in a golden cup,
The moon in a silver bag"