Embore leve quando em vez uma mordida na escola, a Inês ainda não descobriu a mordedura.
Digo "ainda" porque a experimentação oral é esperada: etapa necessária do desenvolvimento humano.
Mas tem uma coisa que ela faz: quando acorda no meio da noite- e isso pode variar em número e grau dependendo da noite- ela me lambe. Meio que para ter certeza de que sou eu mesma que estou ali, sabe? Que não coloquei um boneco de plástico na sentinela e fui para a vida. E aí dorme de novo, toda satisfeita.
A angústia da fase oral tem a ver com a aniquilação dos limites do corpo. Medo de engolir ou ser engolido. Sumi na mamãe ou mamei a mamãe até ela acabar? Tudo é pensado- se fosse pensado como nós entendemos- do ponto de vista da boca. Pode parecer exagero, mas para quem há menos de 2 anos ainda estava preso a um cordão umbilical, são dilemas muito pertinentes.
É uma coisa gostosa, esse ritual de lambidelas. E eu aproveito, porque passa. Logo a fase oral cede à fase anal, e depois à genital. E aí ninguém mais quer saber de chamego com a mamãe, né?
Pois é. As fases da vida e seus dilemas, angústias e degraus. Ainda bem que sempre tem gente para dar uma ajudinha :)

Tão bom ter uma amiga super entendida com boa vontade para resolver os meus dilemas da maternidade =))
ResponderExcluirMil obrigadas querida!
Curte bastante essa fase que deve ser muito gostosa, Maura...
ResponderExcluirBeijos
Q alegria desta gostosa!!!!
ResponderExcluirNão há nada melhor do que ver esses rostinhos iluminados!
Beijinhos...
:))))
Que gracinha esta história de lambida no meio da noite! Achei muito fofo...
ResponderExcluirBeijos Maura!