Fazendo uma contabilidade grosseira, ontem foi a primeira vez que badalei em uns 10 anos. Somando os anos de namoro, casamento, separação e maternidade tinha sim uns 10 anos que eu não me acabava de dançar numa buatchy até às 4 da manhã e voltava pra casa de coração leve e com os pés ardendo de bolhas.
E eu tava morta de medo de ir. O meu medo era de querer voltar pra casa em meia hora e concluir aquela coisa fácil: não há mais amor para mim no mundo. De me achar(em) gorda, velha, tiazinha. De ter que ficar me esquivando daqueles carinhas sem loção ( porque com os sem noção a gente até argumenta). Ai que preguiça.
Para minha surpresa, a música era excelente. O lugar era legal, a cerveja tava ótima ( embora eu acabe sempre na marguerita, que funciona mais rápido). Ficou lotado de gente suada mas, que surpresa, eu não achei isso ruim! Gente, que alívio. Minhas duas primas que me acompanhavam arrumaram, cada uma, um gatinho. E eu tive medo e não dei muita ousadia mas conversei com um sujeito bacanudo. Do tipo: quem diria que o primeiro carinha que puxasse conversa ia ser legal? E nem era baixinho.
E tinha pelo menos umas 100 garotas mais gordas do que eu, umas 50 mais velhas e umas 300 mais feias. Aliás, minhas primas -fofas, fofas, fofas- sempre costumam dizer que elas me levam tipo isca de arapuca, sabe? Claro que são elas que pegam no final, mas, anyway, fica todo mundo feliz :)
Tem coisas que nunca mudam, uma pena. Homem bêbado. Piriguetes ( eu nunca sei se este termo quer dizer que elas oferecem perigo ou que elas estão à perigo, mas fico com a segunda opção) olhando torto. Gente sem noção. Fila pra pagar. Homem vestido com camisetinha justinha ( arghhh). As meninas que, na verdade, nunca saíram dos anos 80 e se vestem com as mesmas roupas ridjeeeeculas, mas agora é fashion. Muita maquiagem ( isso mudou, há 10 anos atrás eu era a única pessoa maquiada das festas). Mas tudo bem. Meu coração é cheio de amor, aliás, eu sou plena de amar e ser amada. Essa caça esvaziada não me ameaça mais, não me diz respeito. E pode acontecer de tudo, isso NINGUÉM TIRA DE MIM.
Achei ótimo ter compreendido mais isso. Porque assim venci mais um medo, pratiquei mais uma coragem e tive um ganho: posso me acabar de dançar onde eu quiser, essa gente perdida pode tentar vomitar seu jogo pra mim, não cola mais. O que vier- esses gatos pingados que ainda acreditam no amor e no encontro- é sempre lucro e não perda.
Meu coração é plenitude, é isso que eu vibro por aí.

parabéns Maura...
ResponderExcluirAproveitei seu post para pensar que já tem 6 anos que não sei mais como é esta sensação...
Acho que vou usar seu post para mudar esta situação, afinal temos que viver tudo e não apenas sobreviver, não é? bjs
Pois é, Muriel, quando a gente senta pra contar o tempo, acaba se surpreendendo.
ResponderExcluirEu gosto muito de sair, da noite, de dançar e etc. mas nós mulheres temos uma tendência danada de abrir mão destas "pequenas" coisas em nome do casamento, de ciúmes, essas coisas. Nem acho que dá pra ser diferente, mas é bom a gente lembrar de que há coisas boas em qq estilo de vida.
Beijos!
Acho que quanto mais maduras mais aproveitamos estes momentos, porque fica tudo sem pressão, sem a ansiedade da adolescência ou pós-adolescência, sair apenas pela noite e o que vier depois é lucro. Fora a independência que é maior.
ResponderExcluirAproveite mais, divirta-se mais!
Bjs
Concordo plenamente com seu comentário onde diz que temos a tendência de deixar de lado essas coisas que curtimos... É bem verdade!
ResponderExcluirLegal curtir uma noite gostosa... se acabar dançando dá uma sensação de liberdade, não é? E que bom que venceu seu medo!
Um beijo
Maura, legal que vc foi lá e viu tudo isso, e voltou a experimentar algo que já fazia tempo que não fazia... Dançar é um bálsamo pra alma, sempre fico muito bem. Faz tempo que não faço isso, a última vez foi no casamento da minha irmã (conta?), na balada faz anos!
ResponderExcluirAproveite, curta!
Beijos