Dia desses eu fiz uma amiga mas não sabia que tinha feito.
Porque amizade é um troço assim tipo a aurora: ninguém sabe como começou, nem mesmo se observar fixamente.
Daí, meio sem querer, acabei contando pra ela um perrengue difícil que estava acontecendo na minha vida, até porque, quando essas coisas acontecem a gente fica tão mexida e angustiada que sai contando até pras paredes.
E aconteceu dela ter sabedoria sobre o assunto e de ser corajosa a ponto de me bater a real, que era uma real que muito provavelmente pessoa nenhuma do mundo gostaria de ouvir. Mas ela disse.
E eu ouvi. Ouvi e deixei lá, ecoando.
Um tempo depois, eu agi. Tomei uma decisão difícil e soltei um passarinho da minha mão. Soltei porque era o certo. Mesmo que me doesse, mesmo que não fosse justo. era o melhor, eu não podia deixar de concordar. E neste dia meu passarinho voou tão bonito, com tamanha segurança nas suas asinhas frágeis que eu compreendi que aquilo onde ele voava confiante era o amor que eu dei. De tão grande, quase se podia tocar nele, feito rede de segurança. Sim, aquilo era amor.
E aquilo outro, dela me dizer o que ela me disse, também.

oooouuuunnnnn <3
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