quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Clube da Esquina

Conheço muito pouco do estado de Minas Gerais, o que é lamentável.

Mas nutro um carinho todo especial por aquela terra de onde vieram muitas das minhas pessoas mais queridas.

Talvez por causa disso, tudo que se refira a Minas, Belo Horizonte, à Estrada Real me desperte curiosidade, fascínio. Isso e também a relação de equivalência e identificação que se estabelece automaticamente entre os mineiros e nós goianos - os mineiros pobres.

É assim com o Clube da Esquina. Adoro as músicas geniais e politizadas que ao mesmo tempo não perderam a  referência ao universo bucólico e sertanejo do mineiro. Sempre que as escuto imagino os enormes janelões de madeira que circundavam os cômodos da casa grande na fazenda dos meus avós. Lembro do pé de goiaba dentro do chiqueiro e do "corguinho" onde a gente costumava brincar. Lembro da minha avó fazendo doce de manga, cheirando azedinho, num enorme tacho de cobre no fogão a lenha. Lembro das minhas tias "pururucando" o leitão na banha quente um pouco antes da hora de servir o almoço. E da hora da merenda, a mais esperada pelas crianças, com pão de queijo amarelinho e biscoito de polvilho frito. E todas as compotas de fruta que a gente podia imaginar. E leite com farinha. E um café fumegante passado na hora. E penso com  simpatia no quanto isso deve ser um denominador comum a todos nós do interior - inclusive a este pessoal do bem.



2 comentários:

  1. Gostei do corguinho. E do doce manga. E do biscoito. e de tudo o que é considerado caipira... Amo muito tudo isso.. bjos,

    Tida

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  2. Ai que saudade da minha infância Maura... Eu acho um privilégio ter lembranças de tempos tão simples e ao mesmo tempo tão ricos como esses que passei nas fazendas dos meus tios...
    Vem logo amiga, que a gente frita biscoito, faz pão de queijo amarelinho, doce de manga no tacho de cobre...

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