Todo mundo tem uma història da primeira vez que fez uma viagem marcante.
Se a gente tem sorte, os anos vão passando e essa història vai se misturando com a de todas as outras viagens legais que a gente faz na vida.
Mas, como diz o poeta, de tudo fica um pouco.
Da minha primeira grande viagem, aos treze anos e sem meus pais, ficou uma lembrança engraçada do meu maravilhamento com o conceito de "tarde livre para compras".
Eu fui numa excursão para a Disney num grupo de muitos adolescentes (e alguns adultos que gostavam de agir como adolescentes) e toda a programação, como muitas de vocês devem se lembrar, era pré-determinada : dia 1, parque 1. dia 2, passeio 2, etc.
E, no meio de tantas diversões previstas, estava esta idéia de uma tarde livre para compras.
Claro que o guia da excursão falava de uma tarde livre no sentido de sem atividade marcada.
Mas para mim ela ficou associada a um dia em que eu podia fazer compras livremente, sem correria, sem pressão e sem cara feia de ninguém.
Parece banal hoje, mas no meio do tumulto identitàrio que era o começo da minha adolescência, ter um dia pra passear sozinha, livre, comprando coisas para quem eu achava que era e para quem eu mais ou menos sabia que queria ser foi uma experiência marcante.
Quando a doce Maura me pediu pra escrever um guiazinho de Paris, me lembrei desta experiência para propor pra vocês o que eu faria se sò tivesse uma tarde livre para compras nesta cidade que é a minha hà 9 anos.
E pensei que o lugar idea seria o Boulevard Haussmann. Trata-se de uma longa rua cheia de lojas no 9o. arrondissement.
Você pode começar pela Zara, no nùmero 39. Passar pela Mango no nùmero 54 e pela H+M, logo ao lado.
Se a carteira permitir, pode entrar nas imensas Galeries Lafayettes, facilmente reconhecìveis no n. 40, para comprar cosméticos de todas as marcas e sapatos idem (sem se esquecer que hà muita roupa também). E, se o dinheiro não der para tanto, vale entrar sò para ver como o prédio é por dentro : hà uma cùpula linda feita de vitrais.
Ainda no quesito cosméticos, pode-se visitar a imbatìvel Sephora no n. 21. E ao lado dela està a Surcouf, para compras de artigos eletrônicos em geral (e bom ponto de encontro para marcar com os maridos)
Na mesma àrea, bem pertinho, tem uma grande GAP (no 22, boulevard Capucines) e a Uniqlo (17, rue Scribe), recém-inaugurada em Paris e que faz sucesso com suas lindas cashmeres a preço acessìvel e suas roupas de inverno inteligentes (leves, quentes e lindas, quem precisa de mais ?).
Quando termino minhas compras, sou incapaz de pensar em fazer comida em casa, então ando mais um pouquinho e vou comer um lamen no Sapporo (37, rue Sainte-Anne), um excelente japonês que fica aberto o dia todo.
Boa tarde (livre!) de compras pra vocês.
Boulevard Haussmann:
Metrôs Chaussée d'Antin-Lafayette, Havre-Caumartin ou Opéra.
Por Bia Santos
Eu não consertei os acentos agudos grafados em crase para não mexer no cheirinho francês do texto da Bia.
E só vou acrescentar uma coisa: quem pensa que Paris é o fino da bossa é porque não conhece a Bia. O fino da bossa, o chique no último, minha gente, é ter uma amiga como a Bia. Em Paris.

Bia!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Nossa, parece que foi ontem....Bia com cara de bia!! Saudades...
ResponderExcluirDear Bia, so dear to my heart, Bia, as always :)
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